Notas iniciais
Hey, hey... Hey?! Pera, pera, pera, calma, ei, olha a pedra, perai! Ai Meu Deus! Leiam logo esse capítulo por favorzinho... Boa leitura!!!

Ela jogou com força as bolsas na cama, a expressão furiosa, os olhos pareciam pegar fogo. Tudo estava indo tão bem nos últimos meses, sem preocupações... Sem perseguições, tudo em uma paz absurda. Mas como ela não tinha muita sorte, ainda mais com Helena em seu pé, as coisas não continuariam como contos de fadas.

Agora a garota ruiva retornava das cinzas, como uma fênix, uma fênix indesejada, por que ela voltaria agora? Por que iria arrancar ele assim de suas mãos? Ela lutou tanto para poder chegar ao lado de James, só ela sabia o quanto foi difícil suportar todo aquele ódio, por mais que ele sentisse alguma coisa por ela ou por qualquer outra, ela sabia perfeitamente que seu coração pertencia a ruiva.

Ela escutou alguém irromper pela porta atrás de si, os passos calmos, o quarto mergulhou em silêncio profundo enquanto ela tentava controlar a respiração furiosa.

— Você esta com raiva? —a voz baixa de James quebrou o silêncio. Mas ela sabia, ela sabia o que se passava dentro dele.

— Estou —Ela não se surpreendeu ao ouvir a própria voz embargada

— Não precisa ficar assim, você sabe...

— Sei que você vai voltar pra ela, Jay, é a Rose, não é uma garota qualquer, é a Rose

Ela girou nos calcanhares, com a cabeça baixa, o homem a encarou, ela tinha o rosto marcado, não por lagrimas de dor, de tristeza por ser deixada, mas de ódio, ódio como o de uma criança, que choraria por terem tirado um doce de sua boca.

— Jaque, olhe pra mim —ele suspirou pesadamente

A jovem levantou o olhar inchado

— Eu escolhi casar com você, se quisesse Rose, teria atravessando esse oceano imenso por ela, mas eu fiquei, eu não a quero, eu quero você

Ele explicou segurando em suas mãos, mas havia um lampejo de desespero nos olhos dele, ele só não havia atravessado aquele oceano, porque Alvo bateu o pé e disse que estragaria tudo se fizesse isso. Ele só a pediu em casamento porque era tudo que lhe restava. Ela sabia que em seu olhar, mesmo frente a frente com ela, seu olhar brilhava com aquela mentira estampada.

***

—Eu não posso acreditar! —Karen exclamou em pura alegria, a sala de casa já voltara a ser reconfortante.

Fora tão difícil contar para Alice tudo que acontecia, ela a olhara com tamanho desprezo, afinal, Karen estava ali tentando arrancar quem mais ela amava, com tudo Alice foi madura o suficiente para dizer que Alvo encontrasse sua felicidade, não importando onde, nem ao lado de quem.

— Eu sabia, sabia que tudo que James construiria seria inútil, ele largaria tudo por Rose, como sempre fez...

— Mas Al... Você diz que ele largaria tudo, e quanto a Rose? Não acha que James já sofreu o suficiente?

Ela virou-se convicta encarando o noivo, Alvo a olhou incrédulo

— O que quer dizer? Rose sempre sofreu pelos dois, ela aguentou tudo, todos os erros dele, todos os atrasos, tudo

— E ele? Ela o deixou, ela o rebateu, ela o machucou

— Você parece a Rose falando contra ela mesma

Karen inclinou a cabeça para o lado confusa, Al explodiu em gargalhadas e ela arregalou os olhos indignados, ela andou a passos firmes e se jogou no sofá, o sofá afundou em protesto e Alvo gargalhou ainda mais alto.

— não sei você... — Karen começou em um suspiro profundo — Mas eu acho que dessa vez o Jay não vai largar nada

— Por quê?

— Porque um leão não come os ossos de um coelho

— anh?

— esta pegando a lerdice do seu irmão? — ela sorriu debochada, sua vez de gargalhar da indignação do moreno

Ela manteve seu sorriso por algum tempo, ate ver que Alvo estava com a cabeça totalmente em outro lugar, os olhos brilhantes voltados para um foco cego adiante, ela fungou sabendo exatamente o que ele estava pensando em meio ao agora instalado silêncio.

— Al... — Ele engoliu em seco, falando baixo —Você sabe que vai tudo desmoronar não é? Ele trilhou um caminho incrível, com uma família perfeita, perfeita aos olhos dele, mas vai cair...

O moreno permanecia em silêncio ouvindo atentamente a jovem, ele não sabia o que pensar em relação aquilo, seria egoísta demais querer que tudo acontecesse de acordo como eles queriam?

Em toda a verdade, seria egoísta demais aparentar estar bem, quando do lado de dentro, tudo despedaçava.

***

O coração na mão, o nó na garganta, o gosto de ansiedade na boca, tudo era cheio de sensações, ela não sabia mais se gostava realmente daquilo. Cada degrau que descia era como se algo desmoronasse, era como se pisasse em bombas, bombas explodindo debaixo de seus pés. Então ela olhou para a terra firme, depois do último degrau, fechou os olhos e se adiantou a frente. Era uma sensação um tanto quanto "normal" de estar em Londres? Ela abriu os olhos, não era um conto de fadas, chega de ser a cinderela fugindo do príncipe, chega de sapatinhos de cristal, de castelos, de finais felizes, chega de conto de fadas, a vida real podia ser muito mais divertida quando quisesse.

Com os sonhos dentro de uma mala de lado e os olhos brilhantes, ela começou a entrar no aeroporto, no desembarque, Alvo disse que não estaria sozinho quando fosse buscar a ruiva, então ela não esperava mais do que encontrar todos os...

— Rose!

O grito esganiçado a fez sair de seus devaneios e erguer a cabeça enquanto atravessava o portal de desembarque. Pulando com as mãos pra cima se encontrava uma Lily sorridente, Rose riu daquilo, então seus olhos correram pelo resto das pessoas ali, eram muitos e haviam até bebês. Seus olhos recaíram sobre uma pequenina loira bem na frente da maioria, ela olhava com os olhos brilhantes e as mãos unidas cheia de esperança, ao invés de sair por completo dali, Rose simplesmente largou a mala no chão e se ajoelhou, com os olhos cheios de lágrimas, a garotinha de grandes cabelos loiros saiu em disparada, por de baixo da fita que separava o desembarque ao encontro da ruiva, Rose a agarrou em seus braços com tamanha força que a menina se encolheu. Rose mal a abraçou e começou a chorar.

— Me desculpe, pequenina, me desculpe — Ela murmurava entre soluços afagando o cabelo da menininha

— Ta tudo bem...

— Não, não ta, eu fui inconsciente em deixar você aqui

— Mas papai cuidou de eu

— Papai?

Rose então ergueu os olhos ainda marejados para o resto da família, ali estava ele, ela não soube como não o notara logo atrás da pequena Sophie, mas havia um detalhe, uma moça estava ali, ele tinha um braço ao redor da cintura dela, e Rose conhecia muito bem o rosto daquela mulher.

— James é seu pai? — Rose sussurrou

— Sim, o papai ta ali, com aquela...

— Sophie! — Antes que a garotinha pudesse terminar ela escutou a voz da tia a repreendendo

Rose pegou a menina no colo e se ergueu, puxou a mala para si e começou a sair dali, indo em direção a família

— Quem te ensinou essas palavras feias? — Rose perguntou baixinho enquanto caminhava só para a menina ouvir

— Tia Roxy — Ela sorriu abertamente, mesmo com os dentes da frente banguelos

Rose traçou o rosto da pequenina, se lembrava de cicatrizes ali, ela se sentia muito melhor ao ver a garotinha limpa e saudável, com as bochechas rosadas e um tanto roliças.

— Rose... — Ela escutou o nome sair como um suspiro dos lábios de Al, Rose colocou a pequenina no chão e abriu os braços para o primo.

— Olha só o quanto você evoluiu, Al — Ela comentou fungando

— Olha só o quanto você cresceu — Ele sorriu e se afastou um pouco para encara-la —Senti sua falta

— Morri de saudades, mas convenhamos, cresci mesmo — Ela piscou para o moreno que riu baixinho.

Ela começou a cumprimentar todas as pessoas da família, e a família tinha crescido, ela ate estranhou ao ver Kate, a menina não parecia mais a mesma garotinha mimada de sempre. A pequena Iza já tinha os fios enroladinhos da mãe e os olhos castanhos do pai. Os gêmeos de Alice eram tão brancos quanto os pais. Fernanda com seus fios loiros lembrava muito Dominique. Todos ali haviam amadurecido de alguma forma.

Então ela chegou ao moreno, em sua frente, Rose nem pensou se quer em abraça-lo pois a loira ao lado agora passara o braço sobre o pescoço do mesmo, Jaqueline não demonstrava expressão, só estava ali parada, como se não se encaixasse

— Jay... — Rose murmurou, os olhos dela encheram de lágrimas mais uma vez, mas dessa vez ela não iria chorar

— Rose... — O tom de voz dele não fora tão convicto quanto esperava.

Ela prendeu a respiração e o encarou. Ele podia ver os olhos azuis como tempestades agora. Mesmo que não fosse acontecer nada, ela podia desejar um abraço dele. Ele até a abraçaria, se a noiva não estivesse apertando seu ombro tão forte. Rose queria chutar aquela mulher dali. James queria dizer alguma coisa.

No fim, eles não se abraçaram, apenas se encararam por alguns minutos, foi estranho quando eles olharam para o lado, e toda a família estavam a observá-los, Rose corou instantaneamente e James revirou os olhos.

— Circulando, circulando — Rose exclamou balançando as mãos para os outros — Preciso do meu cantinho pra descansar urgentemente

Todos começaram a dispersar e conversar entre si, Rony e Hermione andavam próximos a filha, como se fossem a esmagar em um abraço a qualquer momento. Sophie andava a frente de Rose, sempre olhando para trás para sorrir para a ruiva, ela parecia não estar acreditando que Rose estava realmente ali. Eram como uma multidão andando juntos em meio ao aeroporto. Sophie de repente parou e correu para o meio da multidão, um ponto indefinido, Rose deixou todos passarem a frente para ver onde a loirinha tinha ido, e tudo que ela avistou foi um James praticamente mofando em frente a porta do banheiro feminino que ficava próximo a saída. Ela andou cautelosamente ate ele.

— Onde está Sophie?

— Ela pediu para a Jaque levá-la ao banheiro

— Mas ela podia ter pedido a mim, ela estava bem...

— Rose, Jaqueline agora é a mãe dela, você não tem que se meter nisso

Suas palavras saíram um tanto rápidas e cortantes, mas fizeram Rose se calar, ela o olhou nada impressionada.

— Me desculpe, eu não...

— Você ama ela? — Rose o cortou engolindo em seco, o que o fez finalmente encarar ela

— Eu... — Ele respirou fundo — Eu não sei

Rose quase deixou escapar a risada cínica, o desgosto em seus olhos foi a pior coisa que James já vira em meses

— Sophie não pertence a ela, e se precisar, Jay, eu entro na justiça pela criança — Rose se encostou ali na parede mais próxima cansada

— Não sei o que você tem a ver com isso, Sophie é minha filha, e eu não vou deixar que tirem ela de mim

— Por quê? Por que você ama Sophie?

Aquilo foi como certamente uma facada no peito do moreno.

— Amo...

— E você deixou que as outras coisas que amasse fossem embora, Sirius?!

— Não

— Não? Então o que eu fui?

Ele se calou, os olhos de Rose marejaram novamente, porém ela ainda tinha muito mais veneno na ponta da língua. Em questão de segundos ele relaxou os músculos e passou a frente, como em um flash de luz ele a puxou para seus braços, a abraçando com tal força que a fez abafar a respiração, ela retribuiu o abraço com o mesmo desespero. Rose chorava contra o peito do primo e ele segurava as próprias lágrimas. Com a emoção a flor da pele os dois se perdiam no tempo ali.

O conto de fadas se quebrou mais uma vez, quando ela escutou a porta ser aberta. Mesmo que o mundo explodisse ou coisa do tipo, ela não ousou soltar James ali, enquanto Sophie saia do banheiro com um sorriso maior que a cara, Jaqueline vinha logo atrás furiosa.

Notas finais
Gostaram? Okay, lá vamos nós, me perdoem, sério, me perdoem, eu estava remoendo esse capitulo a semanas, ate que hoje deu um surto criativo e escrevi tudo de vez, me desculpem pela demora! Escritores também ficam de ressaca! Mas eu consegui, e mais uma vez, me perdoem, leitores. Eu sei que falhei, mas agora eu estou tentando. Ate o próximo! Blue Misses :*