We will Meet Again.
1 Capítulo I- your beats, my soul.
Notas iniciais
Ler essa fanfic escutando a música Koumori to Yuri, ia ficar mais legal, já que eu escrevi essa fanfic ouvindo essa música. ^-^
Realmente, eu espero que gostem... emfim, chega de enrolação.
Saa~
Já faz algumas semanas desde que ela se foi. Ainda lembro-me bem de seu sorriso, de seus olhos, sempre brilhando de modo maroto. Sua essência, como alma e ser humano. Ela fora a pessoa mais linda que já conheci. Sinto falta de nossas brigas sem nexo, de sua voz irritante, dos seus ataques, da sua animação doentia. Posso ser comparado à um anjo, que perdera suas asas... De certa forma.
- Ah... Hoje foi mais um dia sem a idiota da Yui... – murmurei, levando os braços até a cabeça, afagando os meus cabelos azuis, desarrumando a ordem dos fios.
- É, ultimamente tem estado bem mais calmo. – Otonashi sentou-se ao meu lado, fitando-me curiosamente- Sente falta dela, não é?
- Sim. – sorri, demasiadamente triste, erguendo o olhar para o céu avermelhado. Típico do fim da tarde.
-E se você pudesse salvá-la, da trágica história que assolou sua vida passada? Você a salvaria? – perguntou Otonashi, ainda encarando-me fixamente.
- É claro que salvaria.
- Mesmo se ela não viesse a conhecê-lo aqui? – hesitei um pouco. Se salvá-la na vida passada a desse uma vida feliz, talvez eu não a conheceria, pois ela nunca viria para cá. Suspirei:
- Sim. Mesmo com essa possibilidade, eu a salvaria.
- Interessante... – ele sorriu, de certo modo, estranho. Entregou-me uma latinha de café, e foi-se. Eu permaneci sentado, observando o céu, até que o dia fosse tomado pela penumbra, e a noite, finalmente chegar.
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Entrei no meu dormitório, fechando a porta com demasiada força. Joguei-me na cama. Deixei as pálpebras pesarem sobre meus olhos, e antes que pudesse perceber, o sono já fisgara-me.
Abri meus olhos, assustado. Encontrava-me em uma rua desconhecida, e o dia estava ensolarado. Tudo parecia pacatamente bem, até uma pequena garotinha, com seus longos cabelos rosados, correr até onde eu estava, e bater com o rosto em meu quadril. Cambaleei para trás, segurando a menina pelos ombros, para que ela não caísse. Ela ergueu o rosto, tão angelical, e encarou-me nos olhos, intensamente. Ela sorriu, e isso, por alguma razão, fez-me corar:
- Obrigada, moço. Eu poderia ter caído!
- Não tem problema... Apenas tenha mais cuidado da próxima vez. – eu murmurei, sorrindo também. Conhecia aquele sorriso, de algum lugar.
- Sim senhor! Bom, eu preciso ir pegar a minha bola... Ela caiu em algum lugar e... Ah! Ali está ela! – ela riu, apontando para a rua, animada. Antes mesmo que eu pudesse piscar, a garota já havia corrido para o centro da rua. Meus olhos arregalaram-se, ao constatar um carro, vindo em alta velocidade. “Garota, saia daí!” tentei gritar, mas havia algo errado. Minha garganta fechara-se, devido ao pânico, e minha voz teimava em sair.
As coisas simplesmente aconteceram, sem que pudessem tornar-se distintas. Lembro-me de ter corrido segundos antes do carro chocar-se contra o frágil corpo, da misteriosa garota de cabelos rosa. Empurrei-a para a calçada, e senti todo o impacto da lataria do automóvel em minha carne. Fui lançado para frente, e meu corpo, já sem vida, caiu como um baque surdo na avenida, manchando o asfalto de vermelho. Pude ver apenas o rosto, pálido da pequena garota, e suas lágrimas gotejando em minha face. Queria poder tocar-lhe o rosto, o cabelo, sentir seu doce perfume. Era ela, afinal.
“Yui...”
“Caminhe pelas relvas úmidas, sinta o mar em seus pés, a brisa em sua face, Viva...”
“Viva, por nós dois.”
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Despertei, suando frio. Levantei-me bruscamente, olhando ao meu redor. Por instinto, levei minhas mãos até os ferimentos recentes, e constatei que nenhum deles estavam ali. Porém, a dor permanecia, as lembranças dos olhos rubros da garota, chorando por mim. Tudo aquilo estava preenchendo minha mente, e a frustração recente, impregnada em minha pele. Aquilo não passava de um sonho? Mas tudo fora tão real. Eu a senti em meus braços de verdade.
- Que coisa mais e-estranha...! – ri, limpando o suor da minha testa. E por algum motivo, recomecei a chorar repetida vez, sozinho em meu quarto. Como no dia em que você se fora, Yui.
Chegada à manhã, assim como os raios solares, que invadiram meu quarto, despertei, sentindo o corpo pesado. Respirei fundo, vestindo-me e saindo, para encontrar os outros. Caminhando pelos corredores do colégio, encontrei-me com Otonashi, debruçado sobre uma janela aberta. Aproximei-me dele, tocando levemente em seu ombro:
- Bom dia, Otonashi... –saudei-o, forçando um sorriso. –
- Bom dia, Hinata... Você não me parece muito bem... O que houve?
- Tive um sonho realmente estranho... E foi tão real! –suspirei, massageando as têmporas- Sonhei que salvava a Yui...
- Yui? Quem é Yui? – perguntou ele, evidentemente confuso.
- Como assim? A Yui... A garota mais chata, ridícula e idiota do grupo, que se foi faz algumas semanas... – tentei explicar, estranhando. – Tinha longos cabelos rosados, assim como seus olhos... Tinha uma voz irritante, e eu... Amo-a.
- Do grupo? Cabelos rosados? Você não quis dizer a Iwasawa?
- Qual é o seu problema?! Como não pode se lembrar da Yui? Logo a Yui! A mais animada...! – cerrei os punhos, sentindo as lágrimas virem, mais uma vez. Não podia deixá-lo ver-me chorar. Saí correndo, sem um rumo certo, em busca de algum lugar tranquilo. Algum lugar onde pudesse lembrar-me de você, Yui.
Corri até minhas pernas fraquejarem, caindo de joelhos na relva esverdeada do local. Nunca havia parado naquele jardim antes. Flores silvestres cresciam sem timidez por toda a extensão do jardim, libélulas e borboletas dançavam pelos ares do local, e a brisa pura enchia-me os pulmões. Era o lugar mais lindo que já estivera em toda a vida, e apesar das lágrimas não me permitirem ver todo o esplendor com a devida atenção, as silhuetas de cada elemento daquele jardim dançavam com o vento, perante meus olhos. E uma figura, não sei dizer se era bem humana, encontrava-se no centro do jardim, e se aproximava de mim, vagarosamente.
À medida que as lágrimas cessavam, pude ver seu rosto, tão delicado e frágil quanto o de um anjo, seus cabelos branco-azulados, e seus olhos, negros, encaravam-me, e sorriam para mim.
- Hinata Hideki. Você finalmente me encontrou. – Ela disse, erguendo-me a mão. Seus cabelos balançavam com uma leveza inacreditável, e havia um brilho incomum ao seu redor, isto aos meus olhos.
“Não pode ser.”
Notas finais
Aguardem a revelação da mulher misteriosa no último capítulo :I (que é o próximo -q). Eu acho que não saiu como eu queria, mas fazer o que... qqq
Bom, até o próximo capítulo.... ou não >3 q
Reviews com sugestões, correções e elogios/críticas são bem-vindos! :3
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