We will Meet Again.
2 Capítulo II - Always
Notas iniciais
estou aqui, escrevendo no meu aniversário. u-u SIM, ESTOU FAZENDO 15 ANOS o_o e me sinto uma velha =~= -q
ok, ok, vamos logo para a história ~
Permaneci estático, encarando a garota aproximar-se cada vez mais. Observei sua mão, esta erguida para me auxiliar, e devo admitir que não sabia o que fazer. Ao tocar a superfície de sua mão, senti um calor emanando da mesma, e meu coração apertou-se.
- Quem é você? — murmurei, colocando-me em pé, e sem perceber, encarando-a fixamente. A garota apenas sorriu-me, acariciando o dorso de minha mão:
- Eu tenho muitos nomes. E também tenho muitas formas. Ora Hinata, darei-lhe uma pista. — ela sorriu ainda mais, piscando para mim:
- Fui responsável pela criação de todo o mundo, desde o céu, a Terra e o Universo. Originei a vida, e os seres humanos dão-me um nome e forma especiais, dependendo da religião. — ela fez uma pequena pausa, desta vez fitando-me seriamente. Meus olhos deviam estar arregalados, pois seu tom de voz seguido, apesar da expressão séria que carregava, fora carinhoso. Após um longo suspirou, recomeçou:
- Hinata, sou eu. Deus.
- I-Isso.... é i-impossível. — murmurei, olhando para meus pés. Isso só podia ser uma brincadeira de mau gosto. E se ela fosse mesmo Deus, precisava tirar a limpo o que ocorreu com minha vida, como ela fora tirada injustamente. Eu precisava lutar pelos seus direitos.- Sempre nos ensinaram que Deus era... U-Um homem.
- Isso é porque vocês, humanos, enxergam tudo em um espelho. Um espelho que retarda os pensamentos próprios, e os levam a enxergar somente aquilo que lhes foi ensinado. — ela suspirou, afastando-se de mim, para brincar com algumas borboletas do jardim em que estávamos- Apenas alguns possuem o dom de questionar o mundo ao seu redor, e a aprender a enxergar além dos limites postos diante deles. Eu posso tomar a forma que quiser, sou livre para isso.
Em um piscar de olhos, a bela jovem transformou-se em um rapaz, com os cabelos loiros, reluzentes, balançando com a brisa suave do local. Na mesma rapidez, o rapaz tomara forma de um lobo branco, logo voltando a ser a garota de antes. Recuei alguns passos, ainda sem acreditar naquilo tudo. Talvez estivesse preso em um de meus sonhos, de tão reais que eram, pregavam-me peças, achando que aquilo era a realidade. Respirei fundo, deslizando frustradamente as mãos sobre os meus cabelos, bagunçando a ordem dos fios.
- Isso tudo é um sonho. Só pode ser um sonho.
- Talvez seja, talvez não. — murmurou a garota, rodopiando pelos campos dos jardins. Ela então, aproximou-se de mim mais uma vez, segurando meu rosto com ambas as mãos. — Assim como o sonho em que tivera com a garota que você ama. Yui.
- Você se lembra da Yui? Todos, todos esqueceram dela! É como se ela nunca tivesse existido.... — sussurrei, segurando a garota pelos ombros. Se não fosse por isso, poderia ter ido ao chão uma segunda vez, pois minhas pernas estavam bambas.
- E é verdade. A garota com cabelos rosados nunca existira neste mundo, pois ela nunca veio para cá. Você, Hinata, salvou a vida dela, naquilo que achaste ser sonho. — ela sorriu demoradamente para mim, apressando-se em enxugar minhas lágrimas que teimavam em sair.
- Eu dei-lhe a chance de fazer a garota que amava ser feliz. Agora responda-me... E seu tudo isso, não passasse de um sonho?
- Um... Sonho? -murmurei, tentando enxergá-la por detrás das lágrimas.
- Sim, um sonho. Toda a sua experiênca deste lado do espelho pode ser um mero fruto de sua imaginação. Lembra-se a razão de sua morte, meu filho?
- Eu morri, por causa de um coma. Comecei a drogar-me, logo após aquela partida... e-eu... Estraguei minha vida.
- Você não estragou-a. Apenas foi fraco, deixando que algo material lhe tirasse a chance de viver. — ela riu, puxando-me pela mão. Caminhamos por aquele jardim, até chegarmos à fonte central do local. A água da fonte era tão cristalina e límpida, ao ponto de que pude ver meu reflexo nitidamente. Entretanto, a imagem de meu reflexo fora substituída por outra. Na imagem refletida nas águas da fonte, revelou-se aquela que eu tanto queria ver. Yui caminhava com um uniforme escolar em estilo marinheiro, e ria, com um grupo de amigas.
Então, aquilo não fora um sonho, eu realmente salvaria Yui, e agora, ela levava um vida feliz, digna de sua alma. Eu estava feliz por ela. Mas não posso mentir que fiquei chateado, pois ela não se lembra de mim. Toquei a superfície da água, com o indicador. A água tornou-se turva, e a imagem da garota desapareceu, assim como seu sorriso. Era como se eu caminhasse na praia, e resolvesse pegar um punhado de areia. O vento ajudaria os grãos escaparem de meus dedos, de modo suave, e nada poderia fazer. E era exatamente esta sensação de perda que eu sentia.
- Hinata. Saiba que eu nunca tive a intenção de tirar-lhe a vida. — a garota sussurrou, abraçando-me por trás. — Eu apenas sou responsável por colocar mais e mais pessoas no mundo. As escolhas, as atitudes, tudo isso, são vocês mesmos que tomam. — ela levou as mãos até meu rosto, cobrindo-me os olhos. Sussurrava calmamente, e um vento gélido bateu-me o rosto:
- Você pode escolher viver ou morrer. Basta apenas uma pequena coisa, porém fundamental. — ela respirou fundo, e eu nada mais pude ouvir, somente o doce som da voz da garota que abraçava-me- Força de vontade, para contiunuar a caminhar sobre a Terra.
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Tudo estava escuro, entretanto, não sentia mais mãos sobre meus olhos. Ouvia barulhos e vozes indistintas, e o cheiro era diferente do jardim, este agora, era mais forte, sem-graça, e um tanto familiar. Abri lentamente os olhos, na tentativa de fazê-los se acostumarem com as ofuscantes luzes acima de mim. Olhei demoradamente o local, e vi que me encontrava em um hospital. Aparelhos estavam ligados à mim, e uma enfermeira cuidava de alguns papéis da cômoda do estabelecimento.
- O-Onde.... E-Eu estou... -murmurei, levando o braço até o rosto, cobrindo os olhos, na tentativa de protegê-los dos raios de luz provenientes das lâmpadas. Ouvi passos vindo em minha direção. Um grito rompeu o silêncio, e alguém abraçou-me, com toda a força que possuía. Recuperado do choque, pude constatar que a dona do abraço era ninguém menos que minha mãe:
- H-Hinata! Você acordou! Finalmente! — ela exclamava, beijando-me toda a face, enquanto suas lágrimas gotejavam meu rosto. — P-Pensei que não sobreviveria! H-Hinata, você acordou!
- M-Mamãe.... — eu sorri, sentindo-me estranhamente fraco. Ainda não conseguia entender o que havia acontecido. De repente, eu estava no hospital, com minha mãe, meus amigos e minha vida de volta. Como se tudo aquilo não tivesse passado de um....
- ... sonho. — murmurei, enquanto olhava para o teto branco do cômodo do hospital, e observava minha mãe conversar com um dos médicos, sobre a minha recuperação. Apesar de tudo, minha mente viajava pelo outro lado do espelho, o lado da morte. O reflexo nos separa daqueles que já se foram. E por causa dessa estranha experiência, eu era capaz de ver ambos os lados.
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Não irei entrar em detalhes de minha recuperação. Depois que saí do evidente coma em que estive durante quase dois anos, fiquei cerca de três meses no hospital, para finalmente tomar alta, e voltar a minha vida normal . Tive que recuperar todo esse tempo perdido, e por isso atrasei-me bastante na escola. Apesar de ter tudo de volta, não sentia-me completo. Ainda falta alguma coisa, e isso era a irritante garota de cabelos rosados, a qual jurei amar por toda a eternidade.
- Vejamos... O que minha mãe me pediu para comprar mesmo? — balbuciava, caminhando pelas ruas silenciosas, rumo à loja de conveniência. O dia estava frio, típico do fim do ano, e as decorações natalinas já estavam sendo colocadas nas ruas.
Entrei sem muito interesse na loja, seguindo em direção às bebidas. O suco havia acabado, e minha mãe sempre me obrigava a ir comprar mais. Passei na caixa registradora, com desinteresse. Foi quando aconteceu algo improvável.
Quando saía do estabelecimento, uma garota, com seus longos cabelos rosados, pele alva, e estilo diferente, bateu de frente comigo. Deixei minhas compras caírem, para segurar a garota que trombara comigo:
- Você está b- — senti o chão sumir, e as palavras prenderam-se no fundo de minha garganta, sufocando-me. Finalmente a encontrara, Yui. Por simples impulso, via-me abraçado à garota, que neste momento, permanecia em estado de choque, nos meus braços:
- Eu finalmente a encontrei. Eu senti sua falta, Yui.
" Eu semprei amei você."
A garota apenas me empurrou, e correu para longe de mim. "Ela não deve saber quem eu sou." pensei, antes de fazer algo ainda mais estúpido.
Sai correndo atrás da garota de cabelos rosados, que tanto me encantara, naquele mundo distante, onde brigávamos e ríamos juntos.
"Não vou perdê-la novamente."
Notas finais
E ALIÁS. POR QUE DEUS NÃO PODE SER UMA MULHER, HUU? o_ó QUE SOCIEDADE MACHISTA! /apanha
MAS EU ODIEI ESSE FINAL. o_o enfim, estava pensando em aumentar a fanfic, para mais um capítulo extra....
mostrando o que acontece depois, huhuhhu. (achei que terminei muito em aberto essa história o_õ)
Então? O que vocês acham? Devo fazer mais um capítulo com direito à beijo? xD
Mandem reviews, pleeease, isso me deixa feliz *u* (afinal, é meu aniversário e -qqqq *le chantagem* /shot).
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