We can learn to love again
3 A escolha
Notas iniciais
Oliver olhou para Laurel. Ela estava totalmente sem saída, agarrada pelo pescoço por um dos bandidos assaltantes do restaurante. Do seu outro lado, Donna passava pela mesma situação. Ele sabia a quem tinha obrigação de ajudar, Laurel. Era ele quem a havia trazido ao restaurante, era ele quem a havia convidado para sair. Mas Donna não podia se defender sozinha, e Lance estava desacordado, não podia ajuda-lo a salvar nenhuma das duas. Oliver deixou-se pensar por um milésimo de segundo.
Correu onde Donna estava, e pegou da arma a qual o ladrão a mantinha refém. Este se precipitou em soltar da mulher, e ela correu para ajudar Lance, que não mostrava sinais de querer acordar. Laurel continuava refém, e por um segundo olhou para Oliver, sem entender suas ações. Oliver retribuiu um olhar confiante para ela, e se apressou em correr atrás dos bandidos que ainda continuavam no restaurante.
Laurel entendeu o olhar de Oliver, e pensando sobre aquilo que os dois tinham se prometido voltar a fazer, que era salvar a cidade, compreendeu o que significava a decisão que ele havia feito ante as duas mulheres que ele precisava salvar. Embora ele tivesse decidido salvar Donna, era em Laurel que havia pensado, e que ela poderia se salvar sozinha, porque tinha em si a sua força. Oliver havia finalmente aceitado a força de Laurel depois de todo o tempo em que ele relutava em deixa-la lutar por si só. E era isso que a decisão havia representado.
Pensando nisso, Laurel apressou-se tomar a arma do ladrão que estava atrás de si. Colocou-se na frente dele. E afugentou-o. Lance finalmente havia acordado, e chamado a polícia. Oliver voltou, e sorriu para Laurel ao perceber que ela havia se livrado dos ladrões. Lance deu voz de polícia a todos.
—Bom trabalho – disse Oliver a Laurel, aproximando-se. Laurel sentiu-se nervosa perto dele. Tinham compartilhado algo importante nessa noite. Algo mais importante que todos os problemas e dificuldades que já haviam enfrentado no passado.
—Obrigado por me deixar sozinha com uma arma apontada para a minha cabeça – disse Laurel, rindo.
Oliver segurou a mãe dela.
—Hora de irmos para casa. – disse ele, e Laurel concordou.
Chegaram em casa rápido, e Laurel manteve-se calada durante a viagem. Não queria que estragassem aquilo que ela pensava que ele havia feito por ela hoje.
Laurel saiu do carro disposta a pensar sobre isso. Oliver decidiu acompanhá-la até em casa.
—Foi uma noite bastante estranha. – comentou Oliver quando entraram no apartamento.
—É, se por estranho você quer dizer meu pai estar no mesmo restaurante que a gente, e sermos assaltados, foi realmente muito estranho. – debochou Laurel, e Oliver sorriu.
—Mas houveram coisas boas também – disse ele, aproximando-se dela com um olhar que ela não conseguiu identificar de imediato, mas sabia o que suas palavras significavam.
—Oliver, eu não sei se devemos... — sussurrou Laurel, enquanto Oliver pousava a mão por trás da cabeça dela, e deu-lhe um beijo na testa.
—Boa noite, nos vemos depois. – disse ele sorrindo. E saiu, deixando Laurel sozinha em casa, mais pensativa ainda.
***
Oliver chegou em casa com as imagens da noite na cabeça. E não se deixava pensar sobre outra coisa. Ter Laurel em sua vida novamente parecia um presente que ele não era mais digno de ter. “Aquela mulher tão boa, que ele tanto magoara, parecia disposta a deixar tudo para trás para ajuda-lo a construir sua vida novamente.“, pensou ele, e sentiu-se culpado por arrastá-la para aquilo de novo.
Pensou em Felicity. Suas últimas palavras foram desejando que ele fosse feliz. E ele percebeu claramente que o problema não estava em Felicity. Estava nele. Era a culpa que o incomodava. Thea havia o aconselhado a fazer as coisas com calma. Thea já havia percebido o que acontecia com ele e Laurel. Resolveu ligar para a irmã. Precisava de ajuda, precisava conversar. Discou para Thea, que atendeu rapidamente.
—Alô? Laurel está aí com você? Estão juntos?- perguntou intimidamente a irmã, e Oliver sorriu do outro lado da linha, pensando na ingenuidade da irmã, que pensava que as coisas pudessem ser tão simples.
—Não. A deixei em casa depois do jantar.
—Pensei que depois de salvar o dia, vocês dois iriam comemorar juntos. – e Oliver espantou-se com a resposta.
—Eu acompanho os noticiários, Ollie. Eu sei do assalto que aconteceu onde vocês foram jantar. Sorte deles o Green Arrow e a Black Canary estarem na mesma hora. Você e Laurel fazem uma boa dupla. – respondeu Thea. – Me ligou por quê? Eu estou bem, você sabe.
—Eu queria... – respondeu Oliver, de repente não sentindo vontade de contar a Thea sobre seus sentimentos. – Era isso. Queria saber se você estava realmente bem.
—Sabe onde me encontrar se precisar de alguma coisa. Fique bem, disse a irmã, e desligou.
Oliver refletiu sobre a frase de Thea. Ele e Laurel faziam realmente uma boa dupla. Deitou-se no sofá e ficou a pensar nisso. E ficou pensando se Laurel estaria tendo os mesmos pensamentos que ele.
E a alguns quilômetros de distância, Laurel estava tendo os mesmos pensamentos, porém com preocupações diferentes.
***
Laurel acordou cedo. Tinha um caso novo na promotoria. Estava se arrumar quando escutou o toque da campainha. Era o pai.
— Pai, estou quase de saída. – respondeu desajeitada, pois sabia quais as intenções do pai ao visita-la. Saber sobre o que acontecia entre ela e Oliver.
—Só vai levar uns minutos. – respondeu Lance, sentando-se no sofá, e Laurel sentou-se junto.
— Filha, eu só quero que você seja feliz, mas sabendo de todo o histórico do Queen, eu tenho receios, e...
— Pai, — interrompeu Laurel, enérgica. – Eu mais do que ninguém sei quem o Oliver é. Eu o conheço melhor que ninguém. Ele mudou, pai.
— Eu quero acreditar nisso. – disse Lance friamente. – Mas ainda assim...
— Você esteve comigo da primeira vez, vai estar comigo de novo caso as coisas saiam errado. – disse Laurel, com um tom de riso
— Pelo menos eu sei que ele não pode mais te trair com a sua irmã. – disse Lance. E Laurel lembrou-se de Sara, e como nunca mais haviam conversado, e pensou se Sara seria uma boa pessoa para falar sobre seus sentimentos por Oliver.
— Bem, eu vou indo. – disse Lance, interrompendo os pensamentos de Laurel. – Se cuide.
E deu-lhe um beijo na testa, deixando-a sozinha e fazendo-a lembrar do beijo na testa que Oliver lhe dera na noite passada. Pensava não estar pronta para o que pensava que Oliver iria fazer ao se aproximar dela, mas esperava que acontecesse, porém sabia que Oliver também estava preocupado com o fato das coisas estarem saindo precipitadas demais. Um beijo era o que esperava que fizesse, porém concluiu que Oliver também receava ser cedo para isso.
Estava nisso quando ouviu um barulho na porta. Pensava ser o pai, e irritou-se pelo fato de Lance saber de seus compromissos e mesmo assim fazê-la perder tempo. Saiu a atender, meio a contragosto.
Não era o pai.
***
Oliver havia dormido no sofá. Acordou sobressaltado. Pensara em Laurel a noite toda. Havia tomado uma decisão a respeito. Iria encontrá-la e falaria sobre seus sentimentos. Se arrumou rapidamente e decidiu ir à casa de Laurel no mesmo dia.
Bateu à porta de Laurel e não recebeu resposta. Sabia que ela não estava dormindo. O silêncio da casa o deixou com um pressentimento estranho. Decidiu entrar.
A porta estava aberta. Oliver sentia-se mais nervoso. A casa estava vazia. E completamente bagunçada. As mesas da sala estavam quebradas, como se houvessem chutado-as ou algo assim. Todas as coisas da sala estavam fora de lugar. Laurel não estava em lugar algum do apartamento, que parecia ter sido arrombado por alguém.
Oliver notou rastros de sangue perto do tapete, e sentiu-se pior. Perto do tapete estava um bilhete, escrito à mão com letras que Oliver se esforçou para tentar ler. O bilhete dizia, em letras grandes:
"A MULHER ESTÁ COMIGO. SE QUISER ELA DE VOLTA, ME ENCONTRE EM UM LUGAR FORA DE STAR CITY EM 24 HORAS. SE CONTAR A ALGUÉM OU NÃO CHEGAR A TEMPO, ELA MORRE."
O bilhete acabava em uma estranha assinatura que Oliver não sabia identificar. Sentiu-se tonto, e deixou-se cair no sofá, sem saber o que fazer.
Laurel havia sido sequestrada. E ele era o único que podia ajudá-la.
Dessa vez não tinha escolha para ele. Oliver sabia o que fazer.
Mas não sabia como começar.
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