Notas iniciais
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Annabeth estava assustada.

Ela preferia mil vezes tomar remédios em sua “gloriosa e perfeita” vida a ir para um asilo de loucos. Ela tinha medo de algo extremamente ruim acontecer com ela.

Ela pegou na mochila preta e gasta que segurava, sua mãe tinha dado para ela anos atrás.

–São no máximo duas semanas, querida – Afrodite disse. –Até você ficar bem.

Annabeth grunhiu.

–E quando tudo acabar, nós vamos fazer o que você quiser. Eu e Silena ficaremos aqui por mais tempo.

O carro parou na entrada do Hospital, uma grande edificação alta e envidraçada. Haviam ambulâncias na entrada.

Afrodite saiu do carro, e pegou a mochila de Annabeth.

–Vamos, querida.

Annabeth seguiu a tia pela entrada no hospital, e entregou a mochila para a enfermeira.

–Vamos?- ela perguntou para Annabeth.

Annabeth assentiu e a seguiu pelo corredor.

Chegando no final, a enfermeira abriu uma porta que dava para uma sala pequena e branca, onde a mulher começou a revistar Annabeth, estava tudo limpo, até que a mulher viu o colar e forma de espada.

–Vai ter que tirar isso, srta. Chase – ela disse – Tem muita gente aqui que adoraria usar isso para violência em si mesmo ou em outras pessoas.

Isso fez Annabeth estremecer.

–Vou guardar isso no seu saco que você vai pegar quando você sair daqui, junto com suas roupas e o seus livros.

–Por que os livros? – Annabeth perguntou

A enfermeira – Artemis – deu de ombros.

–Sabe se lá o que as pessoas podem fazer com eles, e além disso, você não vai sair dessa fase se ficar lendo o tempo inteiro.

Annabeth percebeu que ela havia citado a sua depressão como uma fase. Para Annabeth, isso não era uma fase, ela não iria superar, ela não queria.

Artemis deu uma blusa e uma calça –um azul bebê – para Annabeth, que vestiu a roupa rapidamente, então a enfermeira começou a instruir a garota sobre a vida no hospício, enquanto a levava para seu quarto:

–O café é as 8, mas não se preocupe, nós soamos um alarme às 7:30 para os dorminhocos –Artemis deu uma pequena risada – o almoço é as 12 e o jantar as 19, há banheiros nos quartos, sem espelhos, claro, e apenas damos o privilégio de uma escova de dentes no quarto para poucos, acredito que vamos dar uma para você, nós estaremos dando seus remédios nas horas pontualmente. Ah, também temos um horário de “recreação”, que consiste entre as 9 e 10 da manhã e entre as 15 e 16 da tarde, para aqueles que estão sendo educados e mais...passivos. Pronto, é aqui. Quarto 349, que azar.

–Por que? – Annabeth perguntou, enquanto a enfermeira abria a porta.

–Ah, geralmente os mais problemáticos ficam nesse corredor, e o seu quarto está bem ao lado do mais problemático deles. Devem ter ficado sem quartos por causa da reforma. – Ártemis sorriu – Bem, é isso. Boa noite.

–Quem está no quarto ao lado?- Annabeth questionou, antes de a porta fechar.

–Provavelmente irá conhecê-lo amanhã. Ah e as luzes vão se apagar em dez minutos. Boa noite– e a porta se fechou.

Annabeth deu uma boa olhada em seu ‘quarto’

Era um cubículo branco com um chão de porcelanato bem claro, a cama era pequena e tinha lençóis brancos. Perto da cama, havia outra porta – também da cor branca – que Annabeth deduziu que era o banheiro, ela entrou dentro dele e realmente tinha uma escova, mas era de formato infantil.

Ela deu de ombros e suspirou, sentando-se em seguida na cama. Ela pensou em sua mãe, e em como ela era linda, com os cachos negros e os olhos cinzas radiantes, o sorriso mais brilhante que alguém poderia ter. Atena também era muito inteligente, ela honrava o próprio nome, havia conseguido seguir a carreira de seus sonhos e era feliz, de um jeito que Annabeth nunca mais poderia ser.

“Luzes apagando em trinta segundos” Annabeth ouviu uma voz falar.

Ela se deitou na cama e, no momento em que as luzes se apagaram, ela se mergulhou em memórias.

Dessa vez, ela estava na sala de sua velha casa, era grande e com a decoração do jeito que Annabeth gostava, a menina deveria ter cinco anos, ela desenhava uma casa com os lápis profissionais da mãe, que era arquiteta.

–O que está fazendo, corujinha?- A mãe perguntou quando viu a filha, usando o apelido carinhoso que tinha dado a ela quando fez uma apresentação na pré-escola.

–Desenhando, mamãe – ela respondeu –Desenhando a casa que eu vou morar.

–Nossa querida, está linda – Atena comentou ao ver a casa de rabiscos infantis pintada um pouco fora das bordas, com um grande quintal, tinha várias flores e algumas árvores

–Um dia, eu vou morar aqui, eu vou criar a casa e construí-la – A pequena Annabeth disse decidida.

–Sim, você vai, meu amor – Atena pegou o desenho e o pendurou na geladeira – tenho certeza que sim.

Annabeth acordou com o alarme soando e percebeu que havia uma muda de roupa igual à que estava usando, só que nova.

Ela foi até o banheiro e vestiu a roupa, constrangida, pois não sabia se tinham câmeras nos banheiros.

Às 7:45, uma enfermeira muito alta veio até o quarto de Annabeth para dar-lhe os remédios. Depois, a menina esperou até a porta se abrir e outro enfermeiro entrar para escolta-la para o refeitório.

O refeitório era um grande salão com várias mesas distribuídas em cantos aleatório, cada mesa tinha um enfermeiro e um segurança por perto.

O enfermeiro que a acompanhava a deixou perto da mesa de comidas, onde ela fez um prato simples – uma salada de frutas – E correu os olhos pelo local, havia mesas com diversos tipos de gente, Annabeth se sentia uma intrusa.

Então, ela sentiu uma cutucada em seu ombro e olhou para ver quem a chamava. Era uma menina magra, com cabelos repicados e pele morena, os olhos eram multicoloridos – uma mistura de azul, verde e marrom — e rosto fino, ela usava as mesmas roupas de Annabeth.

–Oi – ela disse, sorrindo – É novata?

–Sim – Annabeth devolveu o sorriso timidamente

– Meu nome é Piper, só Piper. – ela se apresentou.

–Annabeth

– Notei que você está meio perdida, quer sentar com a gente? – Piper sugeriu, simpática.

–E-eu não sei, não quero me intrometer...

–Não vai! Sei como se sente, já fui uma novata. – ela começou a andar em direção a uma mesa cheia de adolescentes aparentemente da mesma idade de Annabeth. Piper se virou para trás e viu que Annabeth não a seguia – Vem ou não?

Annabeth começou a segui-la.

Chegando à mesa, Annabeth pôde dar uma olhada melhor nas pessoas, eram cinco, mas a mesa não estava cheia, Uma delas era uma garota pálida de olhos azuis e cabelos repicados negros como carvão. Outro era um garoto pálido com olhos escuros, quase negros, Os cabelos eram da mesma cor dos da menina, negros. Outro era um cara magricela de olhos castanhos calorosos e cabelos castanhos e encaracolados. Havia um garoto mais novo que ela, de aparência chinesa e um rosto de bebê. O ultimo tinha cabelos loiros e os mesmos olhos da garota.

–Gente, essa é a Annabeth, ela é novata – Piper a apresentou.

–Oi, Eu sou a Thalia – a menina pálida disse;

–Leo – O garoto de cabelos encaracolados disse – Mas me chame de amor.

–Nico – O garoto de olhos negros se manifestou.

–Jason – o garoto loiro sorriu, — e esse é o Frank — apontou para o chinês.

Annabeth sorriu e cumprimentou a todos.

Durante a refeição, a garota – Thalia – veio com a seguinte pergunta.

–Então, Qual o seu monstro?

–Como assim?- Annabeth perguntou.

–Eu era alcoólica – Thalia explicou

–Anoréxica- Piper disse, abocanhando mais um pedaço do seu waffle.

–Ah sabe como é não é, TDAH, Hiperatividade muito hiperativa... Não consigo contralar – Leo admitiu.

–Depressão – disse Nico

–Eu costumava me cortar – Jason mostrou o pulso, marcado com cicatrizes. – E o Frank não fala.

–Eu... eu tenho depressão- Annabeth então respondeu, envergonhada.

–Ah, você é uma das que tem probabilidade de sair mais rápido, que sorte – Thalia disse.

Então a porta do refeitório abriu e um adolescente de cabelos negros e um bronzeado que parecia natural entrou no refeitório acompanhado do enfermeiro, que segurava uma seringa vazia.

O menino veio para a mesa em que Annabeth estava, ele estava rindo.

–Ah não... – Piper disse – De novo?

–Bom dia, é um lindo dia. Já perceberam como o céu é azul? É tão bonito, da vontade de comer – o menino disse, sentando – se ao lado de Jason.

O loiro colocou a mão na cara.

–Oi Percy...

–Bom dia Raio de Sol – Annabeth então viu a cor dos olhos dele, um verde-mar, só que estavam mais opacos.

–O doparam de novo – Piper explicou, e Annabeth não soube por quê, mas ficou aliviada. – Este é Percy, ele é suicida.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.