We Were In Love
8 Louca Inconveniente
Notas iniciais
Acabei de digitar, qualquer erro de escrita que vocês achem um absurdo podem dizer º=º
- Que blog mais louco! – Bia e Julie estavam acompanhando a seu blog favorito, enquanto escutavam as músicas novas que a Bia baixou.
- É, essas tirinhas são demais. – Depois de dizer isso, Julie começa a ouvir que alguém está no corredor de seu quarto. Alguém meio barulhento.
- Ih essa daqui é muito boa! – Diz Bia sobre as tirinhas , ela não percebeu barulho algum.
- ... Pera aí, Bia. – Julie se levanta.
- O que?
- Tem alguém aqui.
E com isso, uma fantasma atravessa a parede do quarto de Julie, sem mais nem menos.
- Queee bater na porta o que, eu fazia isso quando tava viva.
- Tá falando que nem o Daniel. – Diz Martim batendo na porta do lado de fora.
- Para de bobeira, e ele está certo. – Diz a fantasma rindo histéricamente e puxando Martim para dentro.
-... Como você sabia? ... Eu não ouvi nada. – Diz Bia, espantada com a visita nova.
- ... Eu fico em alerta, o Daniel faz tanto isso... – Diz Julie, também espantada, com a mesma cara de quando viu os fantasmas pela primeira vez, mas sem gritar.
- Daniel? Você disse Daniel, humana?
- e...É “Julie”, Debora. – Diz Martim, chegando perto dela.
- AH então VOCÊ é a tal JULIE que o Daniel tava falando? – Diz Debora empurrando Martim de lado e andando até Julie.
- Daniel? Ele falou de mim? – Pergunta Julie se afastando de Debora. Ela não estava pronta para conhecer essa personalidade .. forte de Debora.
- IH TU NUM SABE? Nem te conto amiga!
Debora empurra o ombro de Julie, a qual cai sentada na cama. Ainda espantada, olha para Bia, quem está com cara de quem já sabe de que Debora está falando. E olha para Martim, que resolve falar.
- Ela não é fácil, né?
- Cala a boca, Martim. Deixa eu contar pra ela.
- Não! – Martim corre e tampa a boca de Debora. – Se você contar, ele—
- Contar o que? – Aparece Daniel no quarto. Martim coloca a mão no rosto. Ele não é muito esperto, mas de longe saberia que essa conversa não daria certo.
- Que quarto mais movimentado! – Bia ri da situação.
- Oe, Daniel! – Debora grita, tirando a mão do Martim de sua boca.
- Ah, você.. Você?? – Daniel se recorda que Debora, juntamente de Martim, o tinha ouvido mais cedo. – Do que estão falando? – Ele dirige a pergunta principalmente para Debora, a qual responde com uma cara de anjo. Consequentemente irritando Daniel. – Se você soltou alguma coisa dessa tua boca. – Ele vai andando ameaçadoramente em direção a Debora.
- Calma, Daniel. Ela não falou nada. – Julie não estava nada calma, mas diz isso calmamente para não piorar a situação, impedindo Daniel de talvez avançar em Debora, ficando na frente e bem próximo a ele, com a mão em seu peito.
- Hm ainda.
Bia percebe que essa louca tinha que sair dali. Age rapidamente, empurrando Debora e puxando Martim.
- Ah obrigada pela visitinha, err... Deb, mas agora está na hora de dizer tchau. – Bia empurra Debora parede à fora e sussurra para Martim. – Tira ela daqui!!... – Com isso, Martim obedece e vai levar Debora a outro lugar, onde não cause problemas. Tarefa meio difícil, mas ele nem liga.
Julie parece ter conseguido acalmar Daniel. Seu toque é capaz de tirá-lo e seu estado, digamos, estado sóbrio, e ele duramente sabia disso.
- Essa Debora é insuportável. – Diz Bia.
- É, eu soube isso dos meninos, mas não sabia que tanto. – Diz Julie, rindo e fazendo com que Bia risse de Debora também.
Nesse momento, Daniel segura a mão de Julie ainda em seu peito, segura a fonte de sua fraqueza. Infelizmente, para ele, isso chama a atenção de Julie e Bia. Para tentar se livrar dessa atenção, Daniel tira a mão de Julie e se afasta.
- Err Daniel, Debora disse algo sobre você ter falado da Julie. – Começa Bia, num tom interrogatório e curioso. – É verdade?
- É, é verdade Daniel? – Pergunta Julie, tentando não ligar para a ação repentina e estranha de Daniel.
- Claro que não.
Como “claro”? Julie se pergunta.
- Não sei não ... ela parecia tão convencida do que falava. – Diz Bia, se sentando na cama de Julie. Ela poderia perturbar Daniel assim por horas.
- Já ouviu falar de psicopatas? – Diz Daniel, num tom debochado.
- Não fantasmas psicopatas. – Diz Bia, mais debochada ainda.
Aparece Félix no quarto, acabando com o deboche dos dois, pelo menos o de Bia.
- Daniel, que demora é essa para chamar a Julie para o ensaio, aconteceu alguma coisa? – Pergunta Félix, sempre preocupado. – Ah, oi Bia. – Diz ele com um sorriso tímido.
- Oi, Félix. – Diz Bia com um sorriso maior.
- Aconteceu sim, a louca da Debora apareceu falando bobagens.
Bobagens? Agora eu sou bobagem? Pensa Julie, não gostando das palavras de Daniel.
- É que hoje quando eu “sumi”, “apareceu” ela e o Martim falando bobeira, nada de mais. – Explica Daniel, vendo Félix não entendendo.
- Entendi ... acho.
- O que Eu não entendo é como eu posso ser “bobagem”, senhor Daniel. – Afirma Julie, chateada.
- Huh? Eles tavam falando de você? – Incrível como ele pega o q da questão com poucas palavras.
- É acho que não, porque é “claro” que Daniel não falaria de mim. Não é isso mesmo, Daniel? – Agora é Julie quem fala debochando.
Daniel não pretendia irritar Julie, pelo menos não agora, então ele não estava feliz, além de não ter conseguido acabar com o assunto.
- Ah Julie... – Começa Felix, mas Julie o interrompe.
- Não, Félix. Deixa pra lá.
- Vamos cara. – Felix chama Daniel, o qual sabia que ela não deixaria para lá mesmo, e saem para diminuir o peso daquela atmosfera.
Na edícula.
- Conseguiu estragar o ensaio de hoje, né. – Diz Félix.
- Que ensaio o que. A Julie tá triste e você aí falando de ensaio. – Daniel estava realmente preocupado com Julie.
- Então o que acha dessa? – Felix olha sério para Daniel. – Conseguiu irritar a Julie, né? Mais uma vez.
- Não era minha intenção. Não dessa vez. – Daniel ri em sua última frase e deita no sofá.
- Você é tão perito nisso que até o faz involuntariamente.
- Pois é. – Diz Daniel fingindo não ligar. Fingindo.
Enquanto isso, no quarto de Julie.
- Como o Daniel pôde ser tão grosso comigo a esse ponto?
- Vocês dois não aguentam ficar nem uma hora inteira sem brigar, hein amiga.
- É impossível, porque não sei o que dá no Daniel, ele muda do nada e vem com grosseria, Bia!
- Verdade. Mas amiga, acho que dessa vez não foi a intenção dele... Ele parecia tenso, escondendo algo.
- Como assim?
Na edícula. Félix se senta no outro sofá. Respira fundo e pergunta:
- O que exatamente aconteceu quando a Debora apareceu?
- Nada de mais, já falei.
- Daniel, você está muito estranho, cara. Escondendo coisas, com mudanças constantes de humor. Só faltava isso pra acreditarem que eu estava grávido naquele dia.
Daniel dá um ronco de olhos fechados, não querendo falar disso.
- Mané. – Félix se deita no sofá. Seu amigo é muito difícil de lidar.
- Mané é o Nicolas. – Diz Daniel, sentando e olhando sério para o chão.
- Ciumento esse amigo meu.
- Mais você falando besteira eu não aguento.
- Encare os fatos, Daniel. Não seja fraco escondendo, mas seja forte o bastante para aceitar esse sentimento em você. – Félix se senta também.
- O ciúme? – Debocha Daniel.
- Você sabe que não é isso. – Félix se levanta. – Sabe, eu tava preocupado com você hoje mais cedo, mas eu percebi o momento de você com a Julie, e venho percebendo isso tem um tempo. O sentimento daquele momento é o qual me refiro. – Tenta ser convincente.
Félix deixa a edícula.
- E você e a Bia? Já aceitou? Falar é fácil. – Daniel fala depois de Félix sair, mas ele ouviu.
No quarto de Julie.
- Pensa comigo, amiga. O Daniel tava evitando o máximo que o assunto acabasse sendo você. Até mesmo, quando o Félix perguntou, ele parecia estar escondendo partes, porque não fazia sentido!
- Ai amiga, que que isso tem a ver?
- Não interrompa minha linha de pensamento! Ele tava escondendo alguma coisa com toda sua força... – Bia começa a rir – Coisa que parecia que seria “solta” naquela hora que você tava acalmando ele. Quase fico segurando vela, amiga.
- Ahh boba!.. Isso de novo não. – Julie taca seu travesseiro em Bia.
- Isso sim senhora! Aí tem coisa.
- Para de falar “coisa”. – Diz Julie, já trocando de assunto. Bia percebe, mas..
- É vou parar mesmo, tenho que ir!
- Já está indo, Bia? – Aparece Félix no corredor quando Bia abre a porta do quarto de Julie.
— Ah tô sim.
- Eu te acompanho. – Ele é sempre tão simpático.
- Vai lá amiga, e juízo vocês dois.
Bia fecha a porta com um sorriso sem graça.
Na edícula. Daniel está sozinho com sua reflexão. Recorda momentos alegres com Julie, como quando ela cumpriu o acordo e comprou os instrumentos e sua guitarra que parecia um sonho distante de se realizar, mas ela e mostrou uma pessoa confiável. Ou quando gravaram o primeiro clipe de Os Insólitos, a Julie estava tão romântica ... Ou até mesmo hoje, admirando a bela Julie em vez das estrelas.
Com essas memórias, Daniel se sente mais quente e vivo. Mas ele deixou quem lhe traz tanta alegria bem aborrecida, e para ter mais momentos como aqueles quais relembrava, precisa se desculpar.
Pensando assim, lhe vem uma onda de determinação e decide ir falar com Julie agora mesmo.
- Nada de perder tempo. – Ele diz para si mesmo. Se levanta, quando Martim aparece.
- Hein? – Daniel, na sua determinação, sai sem nem olhar para Martim. – Cara doido. Ah a revista da Julie! Chô terminar de ler.
Notas finais
Já volto com mais =D Comentem ^u^
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