We Never Say Goodbye
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Aos meus já leitores que chegaram até aqui eu os aviso, essa fic é diferente do que já escrevi até hoje! É uma tragédia, tragédia mesmo! Fala sobre morte, então se não gostam desse tipo de conteúdo peço que sequer leiam, ok?
Agora aos que gostam desse tipo de conteúdo eu digo que é a primeira vez que escrevo algo do tipo, mas eu gostei da experiência e, assim como eu, espero que gostem da história!
Boa Leitura
P.S: A musica da One está nas notas finais!
“Eu só vim aqui para conversar um pouco
Eu tenho algumas coisas que preciso dizer”
Abriu a porta do táxi que tomara para chegar até ali e quando seus pés tocaram o chão já podia ver. Seu coração fraquejou, falhou uma batida e então voltou a bater da forma sofrida e dolorosa que seguia batendo nesses um ano. Olhou para a mão que segurava o buquê com as rosas brancas, com certeza, ela iria gostar. Com passos lentos desfez a distancia que havia entre si e o lugar onde repousava eternamente a mulher de sua vida.
Com as pontas dos dedos tocou a lápide gélida e respirou fundo, nunca se sentia forte o suficiente para ir até ali, para ver aquele nome, mas reuniu todas as suas forças contornando a pedra sólida.
Hyuuga Hinata
Querida filha e Amada esposa.
Leu enquanto se ajoelhava no chão gramado depositando a dúzia de flores que lhe trouxera.
- São suas favoritas. – sussurrou ao vento, a voz fora embargada, não conseguiria controlar as lágrimas que já embaçavam sua visão. Ajeitou delicada e carinhosamente as rosas para que encostassem a lápide, como se ela representasse a morena, mas sem cobrir o nome que ele tanto amava e agora só lia ali. — Hoje completa um ano. – disse se sentando. – Um ano que você me deixou.
Ele lembrava daquele dia como se fosse ontem, cada detalhe do acidente que a levara. Era noite de sexta-feira e eles comemoravam! Comemoravam o fim da residência da morena, finalmente ela poderia se tornar a médica que sempre sonhou em ser. Marcaram com os amigos um jantar, no restaurante favorito do casal, o Ichiraku, e todos os convidados estavam presentes.
Eles comeram mais do que deveriam e ele não podia estar mais feliz com isso, afinal adorava comer ainda mais seu prato favorito! Ela estava realizada, tinha um marido perfeito, amigos perfeitos, a casa no subúrbio que sempre sonhara e agora, também, a profissão de seus sonhos. Aquela noite fora mágica e que se fez ser lembrada para sempre!
No fim do jantar todos se despediram e seguiram seu caminho, o deles era, particularmente, longo, mas por sorte estavam descansados e não bebiam, assim poderiam dirigir de volta sem nenhum problema. Doce ilusão.
Na rua principal enquanto o loiro dirigia a 60km/h um caminhão derrapou atravessando-os o caminho e batendo contra a dianteira do carro. Ele conseguia se lembrar perfeitamente do grito que chamava pelo nome da morena quando o rosto bateu contra o air bag e o desespero que tomou os olhos perolados quando eles se fecharam para sempre. Ela não saiu viva do local do acidente, ele ficou desacordado por 2 meses.
- As pessoas mentem, sabia? – ele falou. – Dizem que o tempo faz a saudade diminuir, faz a dor sumir, faz esquecer, mas isso não passa de mentira. – sorriu conformado. – Cada dia que passa é pior, a saudade aperta ainda mais e as lembranças se intensificam de uma forma absurda.
No início ele acreditou que o tempo fosse a solução, que as pessoas tinham razão e tudo se revolveria, mas um ano fora mais que o suficiente para que ele descobrisse que não é assim que funciona. O tempo não é capaz de desfazer as lembranças da vida que eles criaram juntos, na verdade, ele até as deixava mais dolorosas.
Perder um amor não é como a decepção de um amor não correspondido ou uma magoa, é diferente. É pior. Se antes uma atitude lhe lembrava a morena, agora um perfume, um gesto, um cachecol, – principalmente vermelho, já que ela adorava – um pigarro, qualquer coisa era capaz de lembrá-la, e a cada dia isso piorava, pois a maior parte do tempo ele acreditava que só tinha as lembranças dela e agarrava-se a elas com a maior força que podia, mas tudo era uma tortura.
Falar ao telefone, lhe lembrava as conversas que tiveram pelo mesmo, cozinhar, lhe lembrava as refeições que dividiram, dormir, lhe lembrava as noites de amor maravilhosas que tiveram. Respirou fundo, tudo que fazia lhe parecia incompleto sem ela.
- Eles evitam dizer seu nome. – fungou respirando com dificuldades pelas lagrimas que tomavam seu rosto. – Acham que se falarem vão me magoar, acredito que eles pensam que se não falarem vão me fazer sofrer menos, mas eles estão enganados. Gosto de falar em você, gosto de te manter viva, da maneira que posso. – sussurrava ao vento. – Eu nunca conseguiria viver em um mundo onde você não existisse e aprendi que enquanto você tiver em meu coração, você estará viva. – ele abria seu coração, precisava conversar sobre ela e com ela. – Eu espero que você possa me ouvir, Hina, de algum lugar. – fechou os olhos e sentiu o vento bater seu rosto, respirou fundo choroso.
Só torcia, torcia para que não estivesse louco, para que suas palavras não tivessem apenas sendo jogadas ao vento. Mas em suas orações pedia, implorava por um sinal, só um de que em algum lugar da eternidade ela o esperava. Temia que seus amigos tivessem razão e esse sinal nunca viesse. Temia que mesmo a mantendo viva em suas memórias ela, realmente, o tivesse deixado para sempre.
Não podia, não era assim. Se ela realmente tivesse ido para sempre ele deveria ir junto, não é? Afinal, tinha certeza que era seu verdadeiro amor, não poderia viver sem ela, de alguma forma, ela tinha que existir.
- Por favor, Kami. – implorou.
Abriu os olhos assustados quando as gotas finas e geladas da chuva que se formava tocou sua pele, mas retornou a fechá-los uma chuva não o faria ir embora. O que ele não sabia era o motivo da chuva.
Chovia, pois no céu um anjo estava a chorar.
Um lindo anjo escondia-se nas nuvens a chorar, não agüentava ver seu amado sofrer, não por sua causa. Ela não deveria ter partido tão cedo e sabia que ele ainda tinha muito a viver, mas queria poder confirmar suas dúvidas, queria lhe dar o sinal, de que na eternidade uma vida juntos os aguardavam. E que ela estaria pacientemente o esperando, mas também o protegendo, o guiando, cuidando, mesmo de longe, do céu, nunca deixaria seu Naruto-kun sozinho.
A chuva apertava e ele olhou para cima vendo as nuvens negras tomar o céu, quem sabe fosse a hora de ir embora, logo cairia uma tempestade e seria difícil arrumar um taxi. Ergueu o corpo e mais uma vez tocou a lapide de pedra gelada, não queria ir embora. Por alguma razão ali tinha quase certeza que não estava louco e que alguma forma tinha sua Hime em sua vida.
Ele iria embora, respirando fundo ela fechou os olhos com força e quando os abriu via de perto das costas do corpo masculino que tanto amava.
- Por favor, Naruto-kun, sinta-me aqui. – sussurrou em vão, pois sabia que ele não ouviria, ele não podia. A chuva aumentou ainda mais assim com as lagrimas que escorriam pelo rosto da morena. Com cuidado ela estendeu a mão, sabia que ele não iria senti-la, mas ela precisava daquilo então com dois passos largos desfez o espaço entre eles e, com todas as suas forças, o abraçou.
Naruto suspirou, que coisa estranha ele sentia, mesmo com a chuva forte e gelada sentia um calor em seu corpo, uma sensação familiar, algo bom. Era como se, pela primeira vez em um ano, seu coração tivesse completo de novo. Fechou os olhos aconchegando-se aquilo.
- Eu estou aqui, meu amor. – Hinata sussurrava e o loiro sorriu. – Estarei te esperando para nossa eternidade juntos.
Não podia explicar de onde aquilo viera, mas sabia que aquela era a voz de sua Hime e estava tão próxima e a sensação era tão real. Ele não podia estar tão louco, afinal. Acreditaria nas palavras que o vento lhe trouxe e poderia ter certeza que em parte daquele imenso céu ela estava e olhava por ele.
Ela sorriu, seu sinal chegara até ele e fora acreditado. Agarrou-se ainda mais no corpo mortal. Nem a distância entre o céu e a terra poderia deixá-los separados, por mais longa que fosse sua vida ela estaria com ele.
Naruto teria uma guardiã, um anjo da guarda, sempre, até o momento em que caminhariam lado a lado, de mãos dadas, pelos jardins celestiais, pois nem a morte é capaz de separar permanentemente o verdadeiro amor.
“Vejo você em outra vida
No céu, onde nunca vamos dizer adeus”
Fim.
Notas finais
E então? Gostaram? Bom, como eu disse nunca escrevi nada desse tipo e é uma fic só pra quem gosta do tema! E espero que tenham gostado!
É isso! Até a proxima!
Kissus
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