Notas iniciais
Demorei, desculpem de novo ):

Um Uchiha sente vergonha? Bem, independente se a resposta for não, nesse momento eu iria provar o contrario daquilo. Pra falar a verdade eu nem sei aonde enfiar a cara. Mais uma vez eu tinha perdido a paciência com Naruto e é claro que eu tinha que gritar –pela primeira vez– no meio do pátio, falando que era pra ele ir jantar lá em casa na sexta. E é claro que ele apenas ficou me olhando com aquela cara de tacho bobo que só ele tem, enquanto eu bufava de raiva e vergonha tentando ignorar todos aqueles alunos idiotas me encarando.

“—Vai ou não, usuratonkachi?!” Rosnei as palavras, cerrando minhas mãos em um punho.

“—Vou sim, teme!” Ele riu baixinho, passando a mão nos cabelos e desviando o olhar. “—Acho melhor a gente voltar pra sala.”

“—Também acho.” Resmunguei, começando a caminhas com o idiota pelos corredores.

“—Sasuke, você ultimamente tem perdido a paciência muito rápido.”

“—Impressão sua, dobe!” Mentira, eu estava ficando cada vez mais irritado com o Naruto, principalmente depois daquele dia no shopping.

“—Hmm...” Ele não disse nada, chegamos na sala e fomos para nossos lugares.

Parece que de um tempo pra cá toda a minha paciência vem se esgotando com mais facilidade, principalmente quando o assunto é referente ao Naruto ou qualquer casalzinho romântico. E eu estava me odiando por isso, até porque eu estava agindo que nem uma garota que teve seu primeiro beijo roubado por um vagabundo. E tudo bem que aquele foi meu beijo tirando o incidente do Itachi, mas mesmo assim. O dobe é um garoto, isso torna as coisas mais do que grotescas. Depois que a aula terminou meu pai foi me buscar na escola, e quando cheguei em casa a primeira coisa que minha mãe perguntou era se o loiro tinha aceitado o convite.

Infelizmente, ou felizmente, ele tinha aceitado.

Ela ficou toda alegre e pedindo a minha opinião para o que iria servir na sexta. E com toda essa euforia dela eu não tinha percebido que a ‘sexta’ na verdade era amanha. Fui pro quarto depois do jantar, todo despreocupado com o tempo até a hora de arrumar meus materiais diários. De alguma forma eu tinha que pensar no que ia falar pro dobe, eu não podia chegar e dizer: “Hey cara, porque você não me beijou mais?” Mas é claro que ninguém em santa consciência faria uma pergunta assim.

Acho que o Naruto faria, mas enfim...

Joguei-me na cama, esfregando as mãos nos olhos, tentando de algum modo concertar meus pensamentos, mas algo me dizia que nada ia se concertar até eu conversar com o idiota. Fiquei olhando pro teto durante um tempão, como de costume, ouvindo musica. Pode ser coisa do momento ou besteira minhas, mas pela primeira vez eu prestei atenção nas letras... E descobri que meu gosto musical é uma merda. Suspirei, de repente até o fone de ouvido começava a me incomodar. Única opção: Esperar o dia de amanhar chegar, e como diz o Madara, deixar com que tudo tome o seu rumo. Tirando a parte de que eu não conseguia dormir por causa da ansiedade, ocorreu tudo muito bem até o amanhecer de sexta-feira.

Acordei com o despertador e aquela luz do sol forte batendo no meu rosto, eu tinha esquecido de fechar a cortina noite passada, e odeio quando isso acontece. Levantei praguejando até a última geração, enquanto ia me aprontar pra escola. E o pior de tudo era que quem ia me levar hoje era o Itachi, já disse que uma lesma dirige melhor do que a gazela? E mais rápido, obviamente. Depois de muito esforço eu consegui chegar vivo na escola, e quase que chego atrasado. Como de costume o dobe não havia chegado ainda, cumprimentei a louca cor-de-rosa e fui pro meu lugar. A aula como sempre foi entediante e monótona, pelo menos até o Naruto chegar, já que ele começa a gritar e discutir com o professor que nunca estava entendendo nada. Isso de alguma forma ajudava a aula a passar mais rápido. Eu fiquei cochilando e voando durante quase todo o horário da aula, alias hoje o Naruto ia lá pra casa e eu não tinha certeza se isso ia dar certo, principalmente por causa do Itachi, do jeito que ele é bipolar e maluco, não sei se ele vai conseguir se controlar.

O intervalo chegou e fiquei daquele mesmo estagio zumbi que eu me encontrava desde a noite passada. O Naruto já tinha me perguntado pelo menos umas 15 vezes se ele podia mesmo ir jantar hoje lá em casa e apenas balançava a cabeça em confirmação, até uma anta percebia que ele estava nervoso, afinal ele não parava quieto durante a aula e estava mais distraído do que qualquer lesado daquela sala. E mais uma vez o sino da saída tocou, apenas me despedi daquela coisa rosa com um dor meus sorrisos mais falsos, afinal eu ainda tava morrendo de raiva da vadiazinha. Ela tinha namorado e ainda por cima ficava dando falsas esperanças pro Naruto por meio de idas ao cinema como dois melhores amigos. Ah, me poupem.

Meu pai foi me buscar e ainda tivemos que passar no mercado por culpa desse jantar. E eu odeio fazer compras com o meu pai, é entediante.

Fazer tudo com o meu pai é entediante pra falar a verdade.

Ele faz questão de reclamar de tudo e eu não posso ignora-lo, porque senão ele começa a reclamar que eu estou o ignorando e vira um ciclo sem fim. Quando eu finalmente consegui chegar em casa, Madara estava lá pra ajudar com a minha mãe na cozinha. Incrível como o pedófilo cozinha bem... Deve ser pra atrair as criançinhas dele com bolos e tortas. Deve ter sido assim que o Itachi caiu nas garras dele, vai saber. Tomei um banho e fui pro meu quarto, arrumar e refletir um pouco, o dobe chegava só depois das 19h e ainda estava cedo, sem falar que ele é tão pontual quanto uma morsa. E eu nem sei se morsas marcam encontros.

Apesar disso não ser um encontro, mas tudo bem.

Meu quarto já era organizado e arrumado de natureza, mas sempre precisava arrumar algumas coisas, por isso nunca demorava. Sentei na cadeira da escrivaninha girando-a varias vezes. Devo ter cochilado sentado durante alguns minutos porque o tempo passou incrivelmente rápido, era quase 19h. O tempo tava passando mais rápido do que eu desejava. Desci as escadas e fui pra sala, percebi que quando mais eu pensava mais eu não chegava a lugar nenhum. E pela primeira vez na vida o Naruto tinha que ser pontual. A minha mãe foi abrir a porta pra ele quase que correndo, ela sempre se animava com visitas.

“—Ué dobe, sem atrasos?” Levantei do sofá indo até ele, percebendo que minha mãe vinha logo atrás.

“—Sasuke! Isso não são modos... Ah, Naruto-kun seja bem vindo, ne.” Ela sorriu, indo em direção a cozinha em seguida. “—Fica a vontade, ta?!”

“—Viu Sasuke, isso não são modos.” Sussurrou.

“—Vai pro inferno, dobe.” Sussurrei em resposta trincando os dentes.

Fomos pra sala, enquanto um sorriso forçado brotava no meu rosto, afinal o Itachi estava lá com o meu pai e as coisas tinham que dar certo, ou seja, a gazela não podia dar com a língua nos dentes –e nem surtar–.

“—Ahn, Pai... Esse é o Naruto, colega de classe que a mamãe tanto fala...” Apresentei-o. E se eu não estivesse tão nervoso, poderia jurar que o dobe também esta.

“—Hey! Prazer em conhecê-lo... ’ttebayo!”

tte-oque?!’

Tirando essa frase super estranha que o dobe falou, eu tinha certeza de que ele ia exagerar no tom de voz e, eu estava certo. Meu pai apenas arqueou um sobrancelha daquele jeito que te deixa super intrigado por saber exatamente que ele esta de julgando, ainda mais pela enorme cara de nada que ele tem.

Ah, quase me esqueci do Itachi praticamente espumando raiva na poltrona do outro lado da sala.

“—Uchiha Fugaku...” Meu pai, mais conhecido como um homem de poucas palavras e um poço de educação ambulante.

Meu pai voltou a prestar atenção na televisão, e eu e Naruto nos sentamos para esperar o jantar, mas aquilo ficava um pouco desconfortável com o Itachi praticamente comendo o loiro com os olhos. Ele nem disfarçava... Eu podia jurar que o vi bufar algumas vezes. E acho que o Naruto percebeu também por ficar desviando o olhar diversas vezes e com uma expressão super sem graça.

E como se minha o minha mãe pudesse ler mentes ela mandou o Madara chamar a gente pra jantar. A mesa já estava posta e tinha mais comida lá do que pra um exercito, mas também com o apetite de dragão que o dobe tem. Sentamos a mesa e assim que todos estavam com os pratos arrumados pudemos começar a comer.

“—Aah Naruto, que bom que veio.” Madara soltou um leve risinho olhando para o Itachi... Eu pensei que ele gostasse de irritar só a mim.

“—É! Facilita meu trabalho trazendo ele aqui.” A gazela bufou ao termino da frase, enfiando o garfo de modo tão brutal na carne que me fez assustar.

Naruto apenas balançou a cabeça tentando processar a informação.

Voltei a prestar atenção na minha comida enquanto a minha mãe enchia o dobe de perguntas sobre a escola, família e sobre a Sakura.

Daqui a pouco era eu que ia começar a descontar no bife.

“—Temee... Eu to com um pouquinho de medo do seu irmão.” Naruto sussurrou brevemente bem rente ao meu ouvido.

E quando eu ia respondê-lo, ouvi uma pancada na mesa. Acho que toda a quadra ouviu pra falar a verdade.

“—O que é tão interessante que vocês dois cochicham ai?!” A voz do Itachi estava completamente grossa e amedrontadora, meus olhos se arregalaram involuntariamente.

“—Ah... é, eu só tava dizendo pro Sasuke o quanto a mãe dele cozinha bem!”As vezes eu me pergunto como que o Naruto consegue ser tão escandaloso.

Meu pai balançou a cabeça em reprovação, Madara e minha mãe riram. Eu queria um lugar pra esconder e o Itachi tava pra pular em cima do dobe com aquela faca.

É... As coisas estão melhores do que eu imaginava.

“—Awn, Obrigado Naruto-kun!” Ainda bem que a minha mãe sabia mudar de assunto rápido.

“—Hey! Eu ajudei também, sabia?” O pedófilo falou com um tom birrento e um sorriso estranho nos lábios.

Depois de toda essa confusão, terminas a janta civilazadamente, ou quase. Meu pai foi o primeiro a terminar, indo direto pro quarto dele sem falar nada. Naruto ajudou a minha mãe com a louça e o Itachi ficava seguindo-o com olhar a cada movimento. Desde quando gazelas caçam presas? Pff, sorte que o Madara tava lá para controla-lo.

“—Então loirinho... Há quanto tempo você gosta de garotos?” Itachi falou rápido de mais pra minha mãe entender, o que consequentemente o dobe do Naruto também não entendeu.

“—Ahn, o que?!” Ah, Naruto, não queira saber.

“—Ita-chan! Ta na hora de ir dormir.” Madara sorria de maneira forçada e sínica, puxando o nii-san pelos braços.

“—Eu não sou criança, velhote!” Resmungou.

“—Mas amanha você tem trabalho... E tem que dormir direitinho.” Eu e Naruto assistíamos aquela cena um tanto cômica, do Itachi ser arrastado escadas a cima pelo Madara.

Bom, eu já sabia onde isso ia dar.

Ia acontecer o que sempre acontece quando o Itachi fica paranoico.

“—Ainda bem que eu tenho o Madara pra me ajudar a colocar ordem em vocês.” Disse minha mãe que estava até agora prestando atenção na organização da cozinha. “—E o bom é que ele gosta muito Itachi.” Riu.

Mais do que você imagina, mãezinha ingênua.

“—O Madara é legal.” Naruto sorriu indo até a minha mãe para continuar a ajuda-la enquanto eu permanecia encolhido no meu canto.

“—Ah Naruto, pode ir com o Sasuke fazerem outras coisas. Eu termino aqui... E você pode passar a noite aqui.”

“—Hm, tudo bem e obrigado!” O idiota apenas sorriu e me agarrou pelo braço me puxando escada acima.

Isso que dá ficar rindo da gazela.

O loiro me puxou até o quarto, me jogando dentro dele e fechando a porta com cuidado. E não me deu nem um segundo pra raciocinar.

“—Então, o que a gente vai jogar?”

“—Jogar?” Inclinei a cabeça para o lado. “—Como assim usuratonkachi?

“—Acha que eu não sei que você tem um monte de jogos aqui?” O loiro se jogou na cama começando a rolar por ela.

Isso me trás lembranças, hm’

“—E você veio aqui pra jogar videogame?”

Ele parou de se mexer na cama, e eu pude jurar que o vi corar... Nem que seja um pouquinho.

“—Bem... Então o que você quer fazer Sasuke?” O loiro levantou a cabeça e ficou me encarando com aqueles olhos azuis safira dele.

É Sasuke, agora é hora de falar.

“—...” Revirei os olhos, suspirei e sentei na cama ao lado dele. “—Você tava muito estranho durante esses dias, dobe.”

“—Que?! Eu?! Estranho por quê?” O loiro se ajeitou, cruzando as pernas e me olhando com os olhos arregalados como se eu estivesse falando sueco.

“—Porque você é um idiota, dobe.” Revirei novamente olhos, começando a encarar um ponto aleatório do quarto.

“—Sasuke! Eu não te entendo...” Arg, aquele idiota tinha que ficar me encarando?

“—Não é pra entender.” E de repente, eu começava a falar um monte de abobrinha.

“—O que?!” Ele inclinou a cabeça pro lado me olhando com enorme duvida.

“—Ah, me poupe Naruto!” Levantei da cama começando a andar em círculos no quarto. “—Acha que eu não percebi você e a Sakura de romance durante esses dias?” Eu já não tinha mais a mínima ideia do que estava falando, as palavras apenas saiam.

“—Aonde você bateu a cabeça, teme?!”

“—Não se faz de idiota... Primeiro você beija e depois sai arrastando asinha pra louca-cor-de-rosa.” Agora eu tinha ido longe demais.

Aaah, o carma de falar o que pensa e se arrepender depois.

“—Ah, é isso!” Um sorriso bobo se formou nos lábios do dobe. “—Sasuke! A Sakura-chan é minha amiga.”

“—Mas...” Parei e fiquei o encarando com a maior cara de lesado que eu tinha.

“—Mas nada. A gente só achava que depois que ela começou a namorar, nos tínhamos nos separado muito...” O loiro se levantou e foi até mim, bagunçando meus cabelos enquanto eu continuava com a cara de bobo.

“—Mas você não tentou fazer nada depois daquele dia...” Falei tão baixo que não sei como o idiota do Naruto conseguiu escutar.

E eu já começava a tremer.

“—Ta falando sobre te beijar?” Ele sorriu de canto vitorioso. “—Eu pensei que você não gostasse... Ou que não fosse a hora apropriada então decidi me segurar, seu bobo.” O dobe continuava afobando meus cabelos, entrelaçando os dedos dele nos fios.

Perai, ele me chamou de bobo?

Virei a cabeça tentando desviar o olhar, suspirando devagar pra ele não perceber. O que era inútil por causa da nossa proximidade.

“—Sasuke...” Naruto sussurrou, e eu senti um calafrio. “—Você também fica fofo com ciúmes.”

“—Eu não estou com ciúmes, usuratonkachi!” pigarreei, revirando os olhos.

“—Claro que não.” O dobe revirou os olhos também, mas ele tinha um sorriso no rosto.

Depois disso eu só senti meu corpo ser jogado na cama com o de Naruto por cima de mim. Eu tentava com todas as minhas forças não corar. Eu juro que tentava.

Eu não sei como ele conseguia fazer isso, mas antes de perceber onde eu estava ele já tinha ajeitado nossos corpos de maneira confortável. Ele estava praticamente entre as minhas pernas, mas de alguma forma não era de maneira pervertida. Suas mãos faziam um carinho gostoso nas minhas bochechas, enquanto eu respirava calmamente.

Aquilo era tão bom.

“—Sasuke... Posso te contar um segredo?” Ele perguntou, se aproximando e sussurrando contra meus lábios.

Não sei em que tipo de êxtase eu estava, mas eu me sentia tão bem e relaxado que tinha me esquecido de todos aquelas perguntas que assolavam minha mente.

“—Pode...” Sussurrei também, fechando os olhos, sentindo nossos lábios roçarem levemente.

“—Eu...” Deu um breve selo em meus lábios. “—Gosto de você...” Naruto sussurrou com a voz rouca, selando nossos lábios novamente.

Ahn, o dobe disse que gosta de mim? Foi isso mesmo? Com todas as letras?

Eu mal pude pensar em responder algo, senti novamente os lábios dele fazendo pressão nos meus, e suas mãos agarrarem minha cintura. Rodei meus braços ao redor do pescoço dele acariciando sua nuca e enlaçando meus dedos em seus cabelos. Nosso beijo foi se aprofundando se tornando, vamos dizer, violento, mas não deixava de ser extremamente delicioso. As mãos do loiro me arranhavam delicadamente por debaixo da blusa, as minhas apertavam mais e mais o pescoço e os ombros do dobe a medida de que os toques iam se aprofundando.

Porque eu não conseguia odiar nada disso?

Ficamos praticamente a noite toda daquele jeito, nos beijando e com caricias leves e inocentes, até o Naruto praticamente capotar de sono. Eu não demorei muito para dormir depois dele, mas o suposto segredo do dobe ainda estava na minha cabeça. Sabe, não é todo dia que seu amigo diz que “gosta de você”, não sendo do jeito ‘amigável’ da coisa. Mas o maior problema disso tudo era eu. Pra falar a verdade eu não sabia nem quando eu estava com fome, vai ver gostando de alguém.

Mas se eu tivesse certeza dos meus próprios sentimentos eu não me chamaria Sasuke Uchiha.

Acordei no outro dia antes do Naruto, fiquei horas ameaçando levantar, mas minha preguiça fala mais alto, afinal era só 9h da manha de um dia de sábado. Entretanto a fome fala mais alto, levantei da cama com cuidado para não acordar o furacãozinho e fui pra cozinha caçar alguma coisa pra comer e ninguém mais, ninguém menos, do que meu pai pra estar lá.

“—Bom dia, Sasuke...”

“—Er... Bom dia.” Meu tom era de duvida, afinal meu pai não saia distribuindo “bom dias” nos sábados de manha.

“—Seu amigo ainda ta dormindo?” Esse interesse todo do velho só pode dar em merda.

“—Aham, por quê?” Fingi distração procurando algo no armário.

“—Nada, ele não é tão ruim quanto eu pensei que fosse.” Meu pai disse em tom baixo, bebericando um pouco do café em seguida.

“—Não?” Falei surpreso, bastante surpreso pra falar a verdade.

“—Sim, só acho que ele tem algum déficit de inteligência.”

Parei pra pensar um pouco apoiado na porta do armário... “Déficit de inteligência”? Perai, isso não é a mesma coisa que retardado?

Notas finais
Então, mais um capitulo... tenso.
Eu queria que ele tivesse ficado mais engraçado, mas... Ando tão downers ultimamente -c- *desabafando*
Então, durante esse tempo meu pc estragou, meu cachorro ficou doente, eu estou doente. E é, seriado de coisas que só acontecem comigo.
Espero que o final tenha ficado pelo menos fofo, porque ne, eu sou uma fofa que escreve coisas fofas -n
Ok, parei com as calunias aqui JDASNKMC
Até a próxima e See ya ♥