Notas iniciais
Muitoo obrigada pra quem deixou review. Ta o cap, como disse, deem uma chance pra fic ! rum

O barulho do celular me acordou. Maldito seja o celular! Olhei as horas, eram seis e meia da manhã! Ainda mais que hoje é sábado! Que tipo de ser humano me ligaria seis horas da manha?! Atendi e logo uma voz familiar me fez acordar – de verdade.

- Bom dia meu amor – Era Jake. Meu quase namorado. O único menino que já gostei na vida. Ele não é perfeito, e ele sabe disso, eu sei disso. Por isso gosto tanto dele, ele não tenta ser algo que não é. Sorri que nem uma louca, e depois fiquei triste. Nós nunca teríamos nada, e ponto. Poderíamos ter, mas não vamos, por quê? Estou em Londres e ele na Itália?

- Oi Jake... – Iria ser mais fofa, mas como eu tenho certeza que ele me ligou para dizer que realmente não vamos ter nada, fui curta e direta. Meu coração estava apertado, no fundo eu estava com vontade de chorar o dia todo.

- Clarie, precisamos conversar... Eu sei que nós nos beijamos, e estávamos quase namorando... E que nos gostamos muito, mas você tá ai, e eu aqui... – Sorri quando uma lagrima deixou meus olhos. Só uma. Logo limpei e recuperei a sanidade.

Não posso chorar, não posso.

- Eu sei disso Jake, tudo bem. Eu entendo tudo, namoro a distancia não dá – ri de leve – Ainda mais com você, que vai querer ficar com um monte em uma só noite. – ri de novo.

Antes de sermos “namorados” eu e Jake éramos melhores amigos, então estamos acostumados um com o outro.

- E você? Aposto que já arranjou alguém pra por no meu lugar! – Ele riu de leve, como eu. Uma risada forçada, sem vida.

- Nunca. – Ops, muito sentimental – Mas você ainda é meu melhor amigo, certo?

- Pra sempre pequena. – Anw – Eu te amo. – Outra lagrima.

- Também te amo idiota.

~

- Vamos, vamos! – Gritou minha mãe. Ela queria me levar para o shopping, pra comprar roupas no estilo de Londres, segundo ela. Aja paciência.

Pelo menos hoje era sábado.

- Ata bom mãe, que saco. – Fui me trocar, e antes de tirar minha blusa, fechei a janela. Sempre esqueço que tenho um vizinho tarado...

Falando nisso, deixei quieto o negocio do vizinho-sedução-tarado. Ele não teve culpa, no final das contas, não faria barraco por causa disso. Nem conheço o garoto! Ia fazer oque? Ir lá a casa dele, falar pra mãe do coitado que ele é tarado?

Coloquei uma roupa qualquer, e desci. Minha mãe já estava do carro, lá cantando que nem uma louca. Pelos deuses, ela parece uma adolescente, só que uma adolescente que tem de cuidar de outra. É.

Entrei no carro, e quando estava indo embora, vi o tarado-vizinho me encarando. Ele me olhava com quem se perguntava “quem é essa?”. Pobre coitado, mal sabe como sou meiga e carinhosa com todos.

~

Minha mãe me fez comprar uns cinco vestidos, umas 10 milhões de blusas, e ai eu parei de contar as calças e shorts que compramos. Eu estava no Starbucks, e ela em algum lugar do shopping comprando coisas, pra ela dessa vez.

Hoje de manhã foi horrível, meu coração ainda estava todo em pedaços. Eu simplesmente não sabia que meus sentimentos por Jake eram tão grandes. Acho melhor parar de pensar nisso...

– AH MEU DEUS, SÃO ELES, EU VOU MORRER! – Uma menina louca gritou apontando para uma parte além da minha visão. Logo depois que ela fala, uma multidão começa a correr pra só uma direção. Todas as mesmo tempo.

Mas que diabos foi isso?

Bando de loucos. Peguei minha moca e fui me afastando daquele tumulto, que agora era visível. Um monte de meninas em volta de alguém. Não faço ideia de quem seja, e também não quero saber.

Uma loja de roupas me chamou a atenção. Tinha umas calças rasgadas. Calças rasgadas me lembram do Jake. Ah, estou muito ridícula apaixonada! Saco!

Uma gritaria veio do norte do shopping e percebi que aquelas loucas estavam se aproximando de mim...

Tarde de mais...

Umas cinquenta meninas passaram em cima de mim, minha cabeça esta doendo, e fui parar no meio da rodinha de loucas. Fora que tem uns meninos me encarando.

- Você está bem? – Um de bunda grande falou, e depois sorriu amigavelmente.

- Ora, estou ótima! Porque não deveria estar? – Um menino de cabelos enrolados me ajudou a levantar – Aé! Um monte de loucas quase me mataram! – Olhei para as meninas que estavam em nossa volta. Uma lá atrás mostrou o dedo médio para mim.

Isso me magoou, nossa.

- Nós sentimos muito... É meio difícil enxergar pra onde estamos indo com elas na nossa frente... – Um loirinho sorri – Mas são nossas fãs, e amamos elas...

As meninas começaram a gritar de novo. Meus tímpanos não estavam bem...

Que seja eu vou sair daqui. Quando virei as costas eu ouvi uma voz familiar – e irritante.

- Espera! Você não é a menina do carro? – Olhei para trás e vi o menino que me “atropelou”.

- Ora, ora, ora... – O analisei. – Se não o menino que tentou me matar...

- Eu não tentei te matar! Você que é exagerada... – Ele sorri, esse carinha acha que vai me conquistar com esse sorriso? – Oi, meu nome é Liam e esses são...

- Ela não sabe quem a gente é? – O de cabelo enrolado falou. Percebi que as fãs fizeram um sonoro “oh”. Quem eram esses garotos? — Uau, você não sabe quem a gente é!

O encarei por um minuto para perceber que eu realmente não fazia a mínima ideia de quem eles eram.

- Olha, eu estou pouco me lizando para qual é o teu nome – Apontei para Liam – E para quem são os seus amiguinhos. Eu só digo uma coisa. Você vai arrumar a droga do carro que você destruiu, e agora, tchau.

Passei por umas fãs que me olhavam com cara feia, encontrei a minha mãe e fui embora.

No carro percebi que estava extremamente irritada. Mais que menino ridículo!

Notas finais
beijoooooos, pfv, tds que lerem isso, deixem review, é muito importante para quem está escrevendo. Aceito criticas e sugestoes *u*