We Have Got A Bit Of Love Hate
41 Droga, eu te amo imbecil!
Notas iniciais
POV HARRY
– O que vocês acham que eles estão fazendo? – Niall perguntou olhando no fundo dos meus olhos, parecendo uma garota de treze anos preocupada com a melhor amiga e o namorado. Encarei aquele loiro de olhos grandes e não pude evitar sorrir.
- Assistindo o show? – perguntei sorrindo, niall revirou os olhos e se encostou no sofá bufando. Zayn ria fraco pelo nariz, enquanto Louis falava com a Eleanor pelo celular como se só isso importasse.
- Vocês são tão chatos, ah – Niall resmungou prendendo o olhar na televisão – Vocês sabem o que eu quis dizer...
- Certo Irlandes, você quer minha sincera opniao? – Zayn disse levando do sofá e apontando para Niall, com um olhar de superioridade, com quem que sabe de tudo e é demais – Para mim o Liam não vai falar nada, eles vão continuar com isso por mais alguns anos, e então, quando eles tiverem uns oitenta anos, ele vai admitir que a ama, ela vai dizer que o ama, eles vao se casar, e fim.
- Cale a boca Zayn, você é um idiota – Niall revirou os olhos concordando e prosseguiu – Acho que ele vai falar alguma coisa, não sei... O problema é a Clarie...
- Ela acha que não sente nada – Disse olhando para o nada, lembrando de quando todo esse problema era na verdade entre eu e ela. Clarie nunca vai pular de cabeça em um relacionamento, pelo menos eu acho que não, ela tem muito medo de depender de alguém, amar alguém, quanto mais se apaixonar. Fora que sabe se enganar sobre seus sentimentos muito bem, ela sabe mentir para si mesma melhor do que ninguém. – Nós já conversamos sobre isso, ela disse exatamente com essas palavras “Harry, o melhor desse meu relacionamento com ele é que eu não sinto nada, então, não vou me decepcionar”...
- Ela ama ele, isso é obvio – Louis entrou na conversa sem mais nem menos, e eu nem ao menos tinha percebido quando ele desligou o celular – finalmente.
- Avisa isso pra ela então – Resmunguei levantando e indo em direção a cozinha. Não queria que ela se machucasse, mas também não queria que Liam o fizesse. Mas talvez eu querer alguma coisa não vá mudar nada, a Clarie é ela mesma, tão complicada, é por isso que a amo, mas o fato dela não admitir que o ama logo pode destruir a amizade deles, e pior: destruir a amizade entre nós seis. E eu simplemente não posso escolher um lado... É como escolher qual das pernas eu prefiro cortar primeiro... Insano, certo?
De repente ouvi o barulho da porta de batendo com força. Não só eu, mas todos os meninos, devíamos o olhar na direção dos gritos agudos que se espalhavam pelo ambiente com uma facilidade incrível, e assustadora.
- Liam! Volta aqui! – Clarie gritava desesperada, com um pânico no olhar que eu nunca vi antes. Era como se ela precisasse que ele a olhasse naquele momento se não demonaria — Liam! – Sua voz ficou chorosa, e nem percebeu que nós olhávamos para os dois. Liam passou reto pela cozinha, indo em direção ao seu quarto pisando duro no chão, seu rosto estava tão raivoso que nem parecia ele mesmo. Sua expressão demostrava que nem em um milhão de anos daria ouvidos a Clarie, não importava nada... E isso é tão estranho... Quero dizer, mesmo nas piores situações, nos piores momentos de raiva, Liam nunca deixa alguém falando sozinho, ainda mais uma garota prestes a chorar.
Nunca, em todos esses quase três anos que o conheço, o vi tão transtornado. E tudo isso não me enganava, eu podia ver, mais claro do que água, a magoa brilhando no fundo de seus olhos, a magoa, a dor...
- O que aconteceu? – Perguntei, me aproximando de Clarie, mas ela só encarou o nada por alguns segundos antes de correr em direção do quarto e bater a porta com força, de novo. Algo pior do que eu imaginava aconteceu...
POV CLARIE
Eu te amo.
Eu te amo...
Eu
Te
Amo.
Ele me ama.
- Clarie, abre essa porta, agora! — Harry gritou novamente, mas nem me dei ao trabalho de respoder, meu pensamento estava distante demais para eu me dar conta do mundo a minha volta. Tudo o que aconteceu nas ultimas horas estavam em minha cabeça, era como se tudo acontece, e acontece, de novo e de novo, e eu simplesmente não entendesse nada. Desde de o momento que Liam disse que me amava, até o momento que chegamos em casa rapido demais, ele bateu a porta de seu quarto, e eu entrando no meu. Tudo se repetia milhares e milhares de vezes e não fazia o minimo sentido...
“– Liam, você não me ama — Sussurrei, com a voz falhando devido ao susto e a falta de ar.
— Eu. Te. Amo. — Repitiu, olhando no fundo dos meus olhos e sorrindo, aliviado, como se isso fosse o que ele mais quisesse falar em muito tempo. Como ele podia me amar? Qual era o seu problema? Será que ele não percebia que não tinha como um cara como ele, amar alguém como eu? Era algo tão impossivel quanto Hitler renacer das cinzas e matar todos os judeus nos estados unidos! Eu sempre tive medo disso acontecer, dele se confundir com seus sentimentos, tudo por conta dessa ideia idiota de sermos amigos diferentes, sempre tive medo... Mas... Eu pensei que ele, assim como eu, soubesse que se apaixonar, quando eramos os dois relacionados, era algo fora de questão... Era algo que nunca, nem em mil anos, aconteceria.
Eu o encarava, assustada, sem reação, rezando para tudo aquilo não passasse de uma pequena piada idiota. Seu sorriso foi diminuindo, ao olhar para meu rosto cheio de péssimas espressoes, e logo ele não existia mais. Eu destruí aquele sorriso tão lindo... Parece que é isso que eu costumo fazer com todas as pessoas, não é?
Ele perambulou seu olhar entre meu rosto e suas mãos, que permaneciam em minha cintura até aquele momento. Logo as tirou de la, assustado, perdido, uma copia exata de mim no momento. — Você não me ama, não é? — Riu fraco pelo nariz, uma risada cheia de remorso, raiva, sarcasmo. Era outra pessoa, não o meu Liam, o garoto que ama toy story — Eu devia saber o tempo todo, você não me ama... E nunca irá me a...
— Liam, você tambem não me ama, não percebe? — Sussurrei, o interrompendo, esperando que ele notasse que eu estava certa, e ele, errado — Não tem como você estar apaixonado por mim, você não vê? É impossivel, é tudo coisa da sua cabeça, por favor, me diga que pode ver o quão absurdo tudo isso parece ser...
— Sim, tudo o que você quiser — Ele disse olhando além de mim, para o nada, enquanto me empurrava para o banco do carro, me tirando de cima dele com uma brutalidade que eu nunca o vi usar — É tudo coisa da minha cabeça Clarie, você tem razão, você sempre tem, não é?”
– Clarie! — Harry gritou novamente, e eu acordei do meu pequeno transe momentanio, algo que está acontecendo desde que me tranquei no quarto. Me levantei da cama e abri a porta, e antes que pudesse dizer algo, harry me abraçou com uma força totalmente desnecessaria. Tudo parecia desnecessário para mim, tudo parecia tão inútil que eu nem me esforçava para me importar, era tudo tao ridículo! Por que esse escândalo? Quero dizer, quem se importa? Eu não! Quem se importa com aquele idiota? Com esses malditos sentimentos ridículos que ele insiste em imaginar? Por que eu deveria? Por motivo nenhum! Não é minha culpa se ele é tão babaca, imbecil, ridículo, iludido, egoísta, porra... O que eu estou falando? Quem se importa? Eu! Se não me importasse não teria quase chorado quando Liam decidiu me ignorar, não teria gritado tentando faze-lo me notar ali naquele carro, não estaria pensando tanto sobre isso tudo...
Abracei Harry com força, retribuindo o abraço mais necessário da minha vida, e eu nem ao menos sabia disso a dois segundos atrás. Colidi meus rosto em seu peito, tentando repreender as lagrimas teimosas que insistiam em cair pelo meu rosto, não conseguindo, obviamente. As vezes fico pensando se sou tão forte como penso ser, quero dizer, eu choro por tantas coisas, parece que nunca para de acontecer coisas que me façam chorar, sempre que me recupero de algo, vem uma droga de problema logo em seguida. Acho que nunca vão parar de confundir minha cabeça, sempre vai ser assim, em nenhum momento da minha vida poderei respirar fundo e pensar “sei exatamente o que quero, o que sinto, o que sou”. Quando as coisas se tornaram tão difíceis? Costumava ser tão fácil...
Antes de Londres.
Antes de Harry Styles e Liam Payne.
Antes de One direction.
Mas eu voltaria no tempo? Voltaria a ser a garota fechada, complicada, sem amigos? Acho que não...
- Harry, eu... preciso ficar sozinha – Harry se afastou um pouco de mim e sorriu fraco, tirando os braços desastrosamente dos meus ombros...
- Eu sei de tudo, e bom... – Ele olhou um pouco a sua frente, se perdendo em pensamentos – Só tente entender seus sentimentos, está bem?
- Eu já entendo eles Harry – Ele não pareceu surpreso com minha resposta, só deu de ombros e se dirigiu para a porta, parecendo tão cansado quanto eu.
- Só... Pense... – Ele murmurou me olhando profundamente antes de fechar a porta com cuidado.
“Só... pense”
~
As luzes nunca me pareceram tão intensas, talvez pelo simples fato de eu nunca ter realmente parado para observar essa cidade tão... Brilhante? Era impressionante a forma como tudo parecia não parar, pessoas discutindo pelas ruas, rindo, carros de um lado para o outro, de uma certa forma tudo isso me fez lembrar de casa.
Senti uma pontada no peito, e depois de muito tempo, pensei “Estou com saudades de casa, saudades do meu pai me contando piadas idiotas, saudades da época que tudo era mais fácil e eu costumava chorar por coisas idiotas”... Mas eu sei que de certa forma isso era tudo uma forma que eu achei de fugir da real razão para eu estar me sentindo quebrada, fingir que era tudo saudades da minha antiga vida... Mas a quem eu quero enganar? A mim mesma, logicamente, só uma pessoa tão idiota como eu poderia acreditar em uma mentira tão ruim assim.
“As vezes, querida, o amor machuca, as vezes, é melhor fingir que ele não existe” Aquele dia, com as mãos atadas a minha, com força, minha mãe sussurrou isso em meus ouvidos entre lagrimas. Aquele dia que meu pai foi embora, depois da pior discução que eu já virá. No dia que ele olhou em meus olhos verdes e com os dedos acariciando a minhas bochechas, disse: “Eu volto para te pegar, tudo bem? Seja boazinha com sua mãe, e pare de brigar com o vizinho da sua tia toda vez que você vai até lá”
Ri fraco, lembrando a forma como ele costumava me irritar todos os dias dizendo que eu e o garoto irritante que morava perto da casa da minha tia iriamos nos casar algum dia, e como eu sempre gritava “cala boca pai! Eu prefiro morrer!” ou coisas piores.
Sempre achei que minha mãe estava certa, mesmo depois de ir morar com meu pai, continuei acreditando em suas palavras como se minha vida dependesse delas... Afinal, o que o amor tinha feito de bom para a mim? Separado minha família? Por que eu deveria acreditar em contos de fadas mesmo sabendo que eles na verdade eram historias de terror? Nunca entreguei meu coração de verdade a ninguém, não havia o feito até agora, pelo menos. Quando conheci os meninos, fiquei cega, e comecei uma amizade tão intensa que era quase impossível negar que eu não os amava de corpo e alma, e pela primeira vez entreguei meu coração com tanta liberdade para garotos desconhecidos, idiotas, e infantis... E percebi, que mesmo eles não sendo de minha família, eu os amava como se fossem, ou talvez, até mais que isso. E toda a ideologia que eu acreditava, parecia tão inútil e idiota aos meus olhos agora, que eu queria gritar por acreditar tanto naquilo algum dia.
“ – Ei, eu estava pensando, já disse que te amo? — Liam perguntou enquanto mechia em meus cabelos e acariciava a minha barriga por baixo da camiseta ridiculamente comprida que eu usava. Levantei o olhar e encarei seus olhos castanhos que já foram culpados pelas varias noites sem dormir nas quais eu fiquei escrevendo musicas que na verdade não fazem o mínimo sentindo para mim.
— Só enquanto dormia – sussurrei, achando graça da cara engraçada de surpreso que ele fez – Você sempre diz “Clarie, eu te amo, você perfeita, tudo que eu sempre quis, eu preciso de você! Sou seu fã numero um, me beije, por favor” e coisas parecidas.. – Menti, não conseguindo segurar a risada escandalosa que eu sempre tive vergonha.
— Lembrei por quê te odeio – Liam disse revirando os olhos e olhando para o teto, me ignorando, ou tentando. Ri fraco abraçando sua cintura, e pensando a razão para me sentir tão segura perto dele – E eu já disse que é para você se vestir quando vier falar comigo, obrigado.
— Por que tudo isso payne? – Perguntei me sentando na cama – Medo de se apaixonar pelas minhas coxas?
— Talvez – Ele sorriu malicioso antes de receber uma bancada do travesseiro mais próximo das minhas mãos.”
- Pensando na vida? – A voz grossa de zayn me tirou de meus desvaneios, e eu suspirei. Droga Clarie, de novo lembrando dele?
- Acho que sim... – Ele se aproximou da sacada e seu cabelo se bagunçou todo com o vento forte que estava aqui fora, mas seu rosto não desmontrava nenhuma preocupação em relação a isso. – Eu estava lembrando de algumas coisas
- Liam? – ele arqueou uma sombrancelha e se apoio na grade assim como eu. Obrigada Zayn, pode parecer que não, mas falar seu nome em voz alta, ou ouvi-lo, não ajuda em nada. Eu estava pensando nele? Eu só lembrei de uma pequena coisa que tinha a ver com ele, não só nele, certo? Certo.
- Não, por quê você acha isso? – Revirei os olhos e bufei, fingindo achar aquela possibilidade ridícula. Será que alguém acredita nas mentiras ridículas que eu digo? Provavelmente só eu.
- Sabe, você deveria ter falado com ele – Ele pareceu pensar por um segundo e depois continuou – Agora é tarde demais – Suspirei, sabendo que era verdade, mas eu devia ter falado o que? “ Desculpe liam, eu não te amo, mas pode por favor ficar aqui olhando para a minha cara todos os dias da sua vida e saber que nunca poderá me ter”? Quero dizer, não tem muito o que dizer para um cara que se apaixona por você, e você não sente o mesmo, e quer mostrar para ele que ele também não, mas e se ele sentir? Eu não tenho como saber o que ele sente, tenho? Isso tudo faz algum sentindo?
- Eu sei – Respondi, suspirando, e percebendo a merda que eu tinha feito, e continuava insistindo em fazer... Liam estava indo passar um tempo na casa de sua mãe, ficaria provavelmente dois meses la, sentindo um ódio mortal de mim, cultivando a raiva que sentia da garota idiota que o vez se apaixonar, ou achar que está apaixonado. Como eu vou conseguir olhar para aqueles olhos castanhos e saber que ele realmente me odeia? – Mas... Eu não tenho o que dizer, sabe? Não posso obriga-lo a me encarar, mesmo depois de eu dizer que era impossível que...
- Obriga-lo a te encarar Clarie? Depois de tudo o quê? Depois de você mentir para ele dizendo que também não o ama? – Arregalei os olhos, e o encarei assutada pela forma estranha como ele pronunciou as palavras que estavam o dia todo me assombrando. Eu passei o dia todo tentando desviar-me desse pensamento, não tive nem coragem de imaginar a simples frase “mas e se eu também gostar dele?”, e então Zayn simplesmente grita isso na minha cara, como se fosse a coisa mais obvia do mundo, e só eu não enxergasse – Clarie! Como você pode ser tão cega? Você acha que fechando seu coração, e mentindo para si mesma vai poder esconder o fato que está sim apaixonada? Você acha que ninguém percebe a forma como vocês dois se olham? Como se fossem os únicos no mundo? Até as nossas fãs sabem disso, mas você insiste em fingir que não...
Encarei o garoto com a barba mal feita a minha frente, vendo a forma como seu olhar parecia pegar fogo, com o maquecilar marcado devido a força que ele colocava neles, o punho fechado. Como ele podia dizer isso olhando no fundo dos meus olhos, querendo saber como eu me sinto, gritando? Ele não pode me obrigar a admitir uma mentira por que acha que sabe de tudo no mundo! Respirei fundo e desviei o olhar, encontrando Harry e Liam carregando malas marrons pela calçada que estava a metros de distancia de mim. Ele iria ficar dois meses ou dois séculos na casa de Karen? Quer saber? Não me importo! Quem se importa com isso? Eu posso viver sem te-lo me irritando e dizendo o quão retardada eu sou, sem brigar e logo depois beija-lo e esquecer até meu nome, ou ouvir dele reclamando por quê eu estou andando pela casa com uma camiseta velho do Harry. Eu não admito estar apaixonada por um cara que assiste toy story e chora, e que tem medo de conheres! Não admito, não estou, acabou!
- Você está errado, e quer saber? Eu não me importo – Dei as costas a ele e entrei no meu quarto, fechando a porta e gritando, frustrada. Eu não sentia as borboletas no estomago, ou sentia as mãos suarem, nem nada dessas idiotices que pessoas apaixonadas deveriam sentir, mas eu sinto que preciso dele, preciso ouvir a sua risada engraçada, preciso ver seus olhos todos os dias ao acordar, eu sinto meu coração pulsando no meus peito como se fosse explodir sempre que nos beijamos, e coisas que fazemos juntos me veem a cabeça sempre que fecho meus olhos antes de dormir, seguidas por um sorriso bobo que eu sinceramente nunca entendi. E como eu posso saber se tudo isso é amor? Aquele tipo de amor? Eu não tenho como saber! Por que parece que tudo que todo mundo diz nunca faz sentindo, por que eu preciso discordar de tudo que todos falam a todo tempo! E que tipo de relacionamento daria certo entre pessoas tão diferentes? Mas isso realemnte não parece me importar quando estamos juntos, nossas diferenças, quero dizer. Então por que me importo com isso agora, que preciso entender o que sinto de uma vez por todas? Afinal, porque eu preciso entender as coisas?
“ – Por quê será que o sol é dessa cor? – Sussurrei encarando Liam, que ria da pergunta estranha e fora de hora. Ele estava em cima de mim, beijando meu pescoço, com as mãos em baixo da minha camiseta de ursinho poo. Era o finalzinho da tarde, e estávamos conversando, nos beijando, comendo, e entre outras coisas há horas, ali na sacada do apartamento... Acho que não tínhamos realmente nada melhor para fazer, ou talvez, aquilo fosse a melhor coisa a se fazer.
— Que tipo de pergunta é essa Clarie? – Ele sussurrou, sua voz mais sexy que o normal, e me perguntei silenciosamente se ele fizerá aquilo de proposito. – Tem coisas que não devem ser entendidas, só sentidas...
— Hm, certo, essa frase ficou bem estranha Liam – Sorri maliosa em sua direção, e ele gargalhou, logo depois me dando um selinho demorado.
— Você é idiota – Disse, encarando o sol, alguns segundos depois. – Sabe, Clarie, você não precisa entender e saber de tudo o tempo todo...
— Claro, se eu precisasse nunca entenderia por que ainda converso com você – fechei os olhos e senti o vento batendo em meu rosto, e um arrepio subiu minha espinha assim que senti algo subindo pela minha coxa devagar, notando logo em seguida liam passando a mão pelo meu corpo.
— Você é impressionantemente irritante, sabia? – Ele sussurrou antes de beijar meu ombro, e ir subindo os beijos em direção do meu pescoço nú – E irritantemente bonita...”
Fechei os olhos com força, tentando gravar aquele momento em minha mente, e relembra-lo repetidas vezes antes de tomar coragem para fazer o que tinha de ser feito. Está ai, coragem, acho que é isso que está faltando em mim, esse medo idiota de que tudo vá dar errado precisa ir embora, e eu preciso parar de querem entender essa droga de sentimento estranho que está me consumindo. Só preciso agir...
E foi pensando na forma como sua mão se encaixava na minha perfeitamente, que sai correndo e peguei o primeiro taxi que vi a minha frente, sem me importar com o fato de não ter respondido a todas as perguntas em minha cabeça, e sim ouvir o que meu coração gritava a tanto tempo.
Cliche? É, acho que amor é clichê.
Fale com o autor