We Got A Big Time
9 Amor de Película
Notas iniciais
– Aí minha cabeça. – Digo colocando a mão na cabeça e logo as meninas acordam também.
– Que dor nas costas, parece que eu dormi em uma pedra. – Reclama Baby, logo percebe que estava toda torta no colchão.
– O que eu to fazendo com essa roupa, não me lembro de ter colocado. – Lary estranha e olho pra ela com cara de óbvia.
– Lary você estava bêbada, lógico que você não vai lembrar. – Ela concorda e eu levanto trombando em tudo até chegar ao banheiro. Tomo uma chuveirada e digo as meninas para fazerem o mesmo, enquanto elas se arrumam eu desço pra procurar alguma coisa pra comer e encontro meu pai já preparando o café. – Bom dia paizinho. — Digo e vou lhe dar um beijo no rosto, mas ele se esquiva e responde friamente.
– Bom dia. – Nem de minha princesinha ele me chamou, ele ficou chateado comigo.
– Pai! – Digo e ele me olha enquanto preparava um suco. – Me desculpa por ontem, você confiou em mim, me pediu pra ter juízo e eu te ignorei. – Disse chateada, meu pai respira fundo e olha pra mim.
– Filha, você vai fazer dezoito anos mês que vem, vai ser maior de idade e tomar suas próprias decisões, você precisa pensar melhor nas coisas que você faz. – Abaixo a cabeça e volto à atenção a ele. – Eu já fui dessa idade e já fiz muita coisa que eu me arrependi depois, mas você é uma menina tão inteligente, filha.
– Eu sei, e eu me arrependo sim, mas, pai, eu sou um ser humano, eu erro, eu quebro a cara pra aprender. Eu sei que pode parecer idiotice, mas eu gosto da sensação de fazer uma coisa que eu nunca fiz antes e gosto de poder ter essa sensação. – Meu pai para e me escuta atentamente. – Eu sinto muito por não ter te ouvido, afinal você é meu pai e quer o meu bem, eu reconheço isso, eu não quero que você fique chateado comigo, pai. Você é importante demais pra mim. – Ele abre um pequeno sorriso.
– Vem cá. – Meu pai me puxa e me dá um abraço bem apertado dando um beijo na minha testa. – Eu te amo minha princesinha. – Diz ele no meu ouvido e não consigo evitar um sorriso no rosto. Olho pro meu pai que também sorri. – Me ajuda a arrumar a mesa para as meninas tomarem café. – Ajudo meu pai e logo as meninas descem.
– Bom dia. – Dizem elas ao meu pai.
– Agente pode te chamar de tio? – Pergunta Baby e eu solto uma risadinha disfarçada enquanto terminava de arrumar a mesa do café. Meu pai faz o mesmo e concorda.
– Claro meninas, podem me chamar de tio. Vem, sentem e fiquem à vontade. Espero que gostem do café. – Nós sentamos a mesa e começamos a nos servir.
– Meu pai é um ótimo cozinheiro, posso garantir. – Digo sorrindo e olhando para meu pai que me manda um beijinho no ar.
– Hmm, é mesmo. Esse pão de queijo está ótimo. – Diz Mandy e meu pai confessa.
– É congelado, eu só coloquei na forma e assei. – Nós nos olhamos e damos risada, a campainha toca e meu pai vai atender. – Bom Dia rapazes. – As meninas e eu olhamos pra porta e meu pai pede que os meninos entrem. – Vocês querem tomar café?
– Ah eu vou aceitar. – Diz James que pelo jeito estava morrendo de fome e os meninos o seguem se sentando a mesa conosco. – Rafael, nós queríamos pedir desculpas por ontem. – Começa ele. – Nós tivemos um pouco de culpa deixando que as meninas bebessem conosco.
– Esqueçam esse assunto, está tudo bem agora. – Meu pai os tranquiliza.
– Vocês dormiram bem meninas? – Perguntou Kendall e nós dizemos que sim. — E você Lary, parou de desmaiar né?! – Brincou dando uma pequena risada. Ela ri e fica vermelha.
– Ah eu acho que sim. – Os dois sorriem um pro outro e todos percebem o clima que é quebrado pelo meu pai.
– Eu quero deixar bem claro que vocês me devem uma, porque eu dei banho em vocês e ainda fiquei aqui em baixo até tarde arrumando a bagunça que vocês deixaram. Por isso, eu acho que eu mereço uma recompensa. – Todos rimos e concordamos.
– Eu posso fazer o almoço. – Me candidato e as meninas se oferecem para ajudar.
– Nós podemos ir ao mercado comprar o que precisar para fazer o almoço. – Diz Carlos e nós concordamos. Depois que fizemos o acordo com meu pai às meninas e eu ficamos na cozinha arrumando a sujeira do café enquanto os meninos foram ao mercado comprar as coisas para fazermos o almoço. E meu pai deita no sofá para assistir televisão. Enquanto lavávamos a louça comentávamos baixinho para que meu pai não ouvisse.
– Foi só eu, ou alguém mais percebeu o clima entre o Kendall e a Lary ali na mesa? – Digo enquanto guardava alguns copos.
– Ah eu também percebi. – Diz Mandy e Baby também concorda e Lary fica vermelha.
– Para gente, claro que não. – Mandy, Baby e eu nos olhamos e ela percebe. – Gente... Sério, nada a ver. – Todas nos olhamos e damos risada, meu pai percebe e grita do sofá.
– O que tanto vocês cochicham aí e dão risada, hein? – Pergunta curioso e tentamos disfarçar.
– A Baby que fica contando piada aqui, pai. – Ele dá de ombros e volta à atenção para a televisão. Mudo o foco para a Mandy. – E a senhorita, dona Amanda, nem falou com o Logan, né? – Digo decepcionada.
– Ai Liih, eu disse que não era uma boa ideia. – Lary estranha, já que não sabe da história.
– Fala o que com o Logan? – Pergunta curiosa.
– Minha irmã gosta do Logan, desde quando ele se mudou pra cá pro condomínio há um ano e meio. – Baby explica e Lary entende.
– Pode parecer que gosto dele porque ele é famoso, mas não. Eu não contei isso pra Liih, mas quando ele chegou aqui no condomínio eu esbarrei nele no elevador e eu derrubei os livros que eu segurava, ele me ajudou a pegar e sabe aquelas coisas de filme, que você olha pra pessoa e fica olhando bem nos olhos dela e sente algo dentro de você que não consegue explicar? – Enquanto ela falava todas nós escutávamos com um brilho nos olhos. – Posso dizer que foi amor à primeira vista.
– Desde então ela só pensa nele, só fala nele além de ficar olhando ele em todo o lugar que ele vai. – Baby termina e Mandy acaba concordando com ela.
– Tá na hora de falar o que sente Mandy. – Diz Lary.
– Viu a Lary também concorda. – Digo e ela fica olhando pensativa. – Fala com ele amiga.
– Juro que vou pensar nisso, tá bom?! – Ela promete e nós concordamos. – E você maninha? – Pergunta Mandy olhando para Baby que tenta disfarçar. – Não tenta disfarçar porque até a Liih já percebeu que você tem uma quedinha pelo James.
– Digamos que eu tenha sim uma queda por ele. – Ela começa e nós ficamos atentas ouvindo-a. — Eu não sei o que fazer! – Diz chateada. – Ele terminou o namoro e eu queria ajudar de alguma forma, sabe.
– Tenta se aproximar mais dele. – Aconselha Lary e Babs fica atenta. – Você sabe do que ele gosta, não sabe?
– Mais ou menos, eu sei algumas coisas só sobre ele. – Explica Baby.
– Se você quiser eu posso te ajudar quanto a isso. Afinal, eu sei tudo sobre os meninos. Sei os pontos fracos, sei o que os atrai a uma mulher. – Baby abre um sorriso.
– Sério você me ajuda? – Baby pergunta empolgada.
– Claro que sim. – Diz Lary sorrindo e as duas se abraçam. – Posso ajudar a Mandy também. – Mandy concorda e todas nós ficamos felizes. – Se você quiser ajuda também Liih?!
– Ajuda pra que gente? Não gosto de ninguém. – Digo convencida. – E outra não me sobra ninguém, até porque o Carlos já namora e o Kendall é seu. – Ela fica passada quando digo isso e dá risada.
– Eu não tenho nada com o Kendall ok? E não me importaria de você ter alguma coisa com ele, só porque ele é meu favorito não quer dizer que eu vou proibir você de ter algo com ele. – Lary explica.
– Tudo bem, mas de verdade gente, eu não quero me envolver com ninguém. Você pode ajudar as meninas, aliás, eu vou ajudar também. – Digo e todas nós sorrimos uma para a outra. A campainha toca, os meninos chegam com as compras, atendo a porta eles entram e logo todos nós começamos a fazer o almoço, inclusive os meninos que mais atrapalharam do que fizeram alguma coisa. Pedimos que eles fizessem companhia ao meu pai enquanto terminávamos o almoço, apenas o Carlos ficou na cozinha preparando uma sobremesa que ele aprendeu a fazer com a mãe. Terminamos de preparar o almoço, arrumamos a mesa e começamos a almoçar.
– Está tudo uma delicia meninas. – Meu pai nos elogia e os meninos concordam com ele. Sorrimos em agradecimento e continuamos o almoço rindo e descontraindo uns com os outros. Todos nós terminamos de almoçar e Carlos se pronuncia.
– Agora, minha sobremesa. – Ele se levanta. – Alice você me ajuda? – Me levanto e o ajudo a pegar as coisas para a sobremesa.
– Hmm se tiver gostoso assim como tá bonito pode vir fazer todo dia aqui em casa. – Digo isso e nós rimos.
– Ah minha mãe é uma boa professora e eu como bom aluno aprendi. – Ele diz e eu abro um sorriso, ele olha pra mim e também sorri. Sabe aquilo que a Mandy estava falando mais cedo enquanto conversávamos sobre quando ela conheceu o Logan de você olhar no fundo dos olhos de alguém e sentir algo dentro de você que não sabe explicar?! Eu senti isso quando o Carlos olhou pra mim, não só agora, todas as outras vezes que cruzamos nossos olhares. Ficamos ali nos observando por alguns segundos até que o Logan quebra o momento gritando da mesa.
– Vocês não vão trazer essa sobremesa não hein?! – Desviamos os olhares e pegamos as coisas e levamos para a mesa. – Até que em fim. – Pirraça Logan que leva um peteleco na cabeça dado por Carlos.
– Espero que gostem. – Todos se servem e elogiam muito a sobremesa de Carlos que fica feliz que todos tenham gostado. Terminamos a sobremesa e dessa vez a louça ficou para os meninos. Passamos a tarde conversando, nós cantamos algumas músicas juntos e logo a mãe da Lary veio buscá-la e a das meninas ligou para que elas descessem. Os meninos ainda ficaram com meu pai e eu subi pro meu quarto.
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