Notas iniciais
Sem criatividade =/

Então ele se aproximou, e nada mais podia atrapalhar. Nossos rostos foram se aproximando cada vez mais, a cada centímetro podia sentir melhor sua respiração tão perto de mim. Fechei meus olhos lentamente, nossas bocas estavam a poucos milímetros quando alguém entra no quarto.

Pressionei minhas pálpebras querendo não acreditar no que havia acontecer. A mão de Zayn deslizou por meu rosto caindo em meu colo.

– Desculpe. Pensei que estivesse tendo outro ataque. – Ela disse. Me virei e abri os olhos.

– Tudo bem. – Vi que era a mesma que estava cuidando desde o começo, será que ela estava designada a sempre cuidar de mim?

– Bom, você já vai ter alta. – Nessa altura do campeonato Malik já estava do outro lado do quarto mexendo em seu celular.

A enfermeira me entregou minhas roupas usadas duas noites atrás. Eu as olhei, “parecem limpas”, pensei, decidi cheirá-las, hum, cheiro bom.

– Nós lavamos. – A enfermeira disse em um sorriso.

– Obrigada.

Ela se aproximou de mim para tirar as agulhas. Ai, senhor! Nessas horas o Zayn podia vir aqui pra eu poder apertar a sua mão, mas ele saiu no quarto falando com alguém pelo celular. Então tive que apenas fechar os olhos e virando o rosto. Até ela terminar de tirar aquelas agulhas, então esfreguei minha mão no local onde estava a agulha até poucos segundos atrás, peguei a roupa e fui ao banheiro me trocar.

Ao sair encontrei uma pessoa desconhecida até o momento.

– Olá, eu sou seu medico e estou aqui pra te falar umas coisas. – Uol, que direto! – Você não acha que está nova demais pra ingerir tanta coisa? – Eu devo ter ficado roxa, sério. – Aprenda a usar antes de chegar nesse nível. Não sei como é no Brasil, mas aqui costumam agüentar os efeitos de seus próprios atos. – Fui atendida pelo Dr. House e esqueceram me falar, eu suspeito.

– Tudo bem, Doutor. Não te darei mais trabalho. – Tentei dar um sorriso fraco.

– Então pode ir embora. – Disse se levantando, abrindo a porta e me dando passagem. Peguei minha bolsa e rapidamente chequei se o essencial estava ali, abri minha carteira e o dinheiro estava ali, assim como meus documentos e cartão.

Sai do quarto mas não pude ver nenhum topete de seis centímetros pelo corredor. Continuei andando até a saída de vidro como ninguém me impediu fui até a rua e esperei um taxi passar.

Após alguns longos cinco minutos um taxi passou e eu acenei pra ele. Bom, era ela. Era Mary.

– Coincidências da vida, hein, Mary? – Sorri entrando no banco da frente.

– E o que você está fazendo tão cedo aqui na frente de um hospital? – Ela disse preocupada.

– Eu tava internada. Overdose. – Mantive meu olhar fixo na janela.

– Por causa do menino lá? – Sentia uma desaprovação em sua voz.

– Sim, não agüentei passar a noite vendo ele e a namorada dele juntos.

– Ele sabe? Quero dizer do hospital...

– Sim, ele passou a noite comigo. Mas agora de manhã depois de quase nos beijarmos ele foi embora.

– Quase se beijaram? Como pode isso? Ele namora. Ele sabe por que você estava internada?

– Não mais. Bom, quase nos beijamos mas a enfermeira chegou achando que eu estava tendo ataque cardíaco. – Eu corei, tenho certeza que sim.

Ela riu. Ela riu de mim. Ai, cristo, minha vida é uma piada. Mas nessa hora já estávamos na porta do hotel. Pego minha bolsa, acho e abro minha carteira pra pagar.

– Relaxa, não precisa pagar.

– Que isso, Mary? Claro que preciso te pagar.

– Você está voltando do hospital e eu não aceito seu dinheiro.

Dessa vez eu ri.

– Obrigada então. – Dei um beijo na bochecha dela. – De coração. Quando eu precisar eu te ligo. – E sai do carro.

Olhei pro Sol que já me esquentava fortemente, entrei no hotel e percorri meu caminho até meu quarto. Nesse meio tempo fui digitando a seguinte mensagem: “Já to no hotel. Qualquer coisa to no meu quarto descansando. :) x”

Entrando no meu quarto tomei um banho longo pra tirar toda aquela sujeira, aquele cheiro de mim. Me enfiei dentro do roupão e me joguei na cama. Em menos de cinco minutos revirando alguém me mandou uma mensagem. “Estamos chegando ai, se vista. E sim, eu sei que você deve estar seminua. :) x”. Ao ler apenas ri, me levantei e me arrastei até a mala, vesti uma roupa básica e voltei a me jogar na cama.

Toc, toc, toc.

– Entra! – Gritei daquela mesma posição. Os dois entraram, pude ver como ficavam bem juntos. Minha pequena Gi e o Harry, aquele pelo qual ela jurou seu amor antes mesmo de conhecê-lo. Então esbocei um sorriso.

– O Zayn passou a noite lá com você? – Me perguntou Harry.

– Sim. – Respondi secamente.

– Ihhh, conta tudo! – Disse Giovanna totalmente curiosa.

– Bom, — comecei – quando eu acordei depois que vocês se foram foi porque eu estava tendo um ataque cardíaco por causa de um sonho, um pesadelo que eu tive. – Pude ouvir o espanto dos dois, o que me fez querer rir. – Então quando eu voltei a mim ele estava lá... – Contei a historia detalhadamente para eles, e como bons ouvintes eles não me interromperam. – E então a taxista era a Mary e ela não cobrou nada.

– UAL! – Apenas isso foi o que Gi conseguiu falar.

– Então ele terminou com a Perrie porque achava que tinha culpa no que tinha acontecido com você e ela não queria que ele fosse te ver, então ele passou a noite com você, quase te beijou e depois sumiu? Mas é um gay mesmo.

Nós duas rimos, mas ele permaneceu sério.

– Não é piada, você estava lá e ele sumiu. Você ta bem, alias?

– Na medida. Acho que ele foi se encontrar com a Perrie. – Meus olhos se encheram de lágrimas. Ao notar isso Giovanna passou os braços por meus ombros me deitou em seu colo e eu comecei a chorar sem parar.

Harry começou a cantarolar musicas alegres pra tentar me animar, mas quando viu que não era possível passou a mexer ele me colocou sentada e me encarou.

– Dizem que mexer no meu cabelo melhora. – Ele sorriu de canto mesmo assim me sentei me recostando na Gi e comecei a mexer nos cachos do Harry. E não é que é verdade? Cachos milagrosos.

Eu poderia ficar durante horas ali, mas o sono estava me dominando novamente por causa do choro. É, quando choro eu sinto sono, e sei que não sou a única! Então eu comecei a dormir aos poucos.

Quando acordei novamente estava deitada sozinha, o Sol me dizia que era meio dia, me levantei, cacei meu chinelo na mala e fui pro quarto da Gi.

– Almoço? – Disse quando ela apareceu na porta.

– A gente estava conversando. – Ela se apressou em dizer ao ver meu olhar reprovador ao ver Harry deitado na cama sem camisa. – Você vai assim?

– Quero comer aqui no hotel mesmo. Depois a gente se troca e combina com a galera pra explorar com nossas roupinhas de Dora, a aventureira. – Gargalhamos.

– Então vamos, Harry! Comer.

Passamos nos quartos para chamar as meninas, Ed e Niall estavam ali também. Foi lindo ver o Niall quando dizemos que íamos comer, parecia uma bebê. Pra variar eu estava de vela, eu tenho um certo problema em viver de vela. Mas tudo bem, minhas amigas estão feliz, então eu estou! Não, não estou. Quem eu estou querendo enganar? Eu mesma, claro, sempre. Eu não estou feliz, eu estou confusa, tremendamente confusa.

Tentei fingir que estávamos bem, todos acreditaram. Bom, em alguns momentos soube que a Safiriti ou a Gabriela não acreditaram. A Giovanna estava ocupada demais pra se preocupar comigo, se é que me entende.

Ficamos comendo por um bom tempo. Meu estomago ainda tava fraco e eu me odiava por isso. Minutos depois recebi uma mensagem dizendo que precisava se desculpar comigo e falaria comigo logo.

Terminamos o almoço onde ficaram todos os casais felizes e saltitantes e então fomos pros nossos quartos nos trocarmos pra sair explorar. Ao chegar na porta do meu quarto eu o vejo ali novamente.

– Zayn, o que você está fazendo aqui? – Perguntei com mágoa na voz.


Notas finais
Gostaram?