We Don't Fight Fair
9 Capítulo 9, caindo na real?
Silêncio total, estávamos todos menos Leo e Max reunidos em uma mesa apresentando Kevin, Rudolf e Gabe.
— Então... o que acham? – perguntei
— Acredito que seja uma boa ideia tê-los por perto – Tom disse amigavelmente abrindo um sorriso.
Brend examinava todos um por um até que falou:
— É, uma mão extra seria boa coisa.
Meu pai permanecia em silêncio, depois de um tempo, Adam olhou para os meninos e disse:
— Bom, então vocês ficam!
— Não concordei com isso. – a voz solitária e meio maluca falou, a voz do meu pai.
— Ah fala sério pai! Precisamos de mais alguém por aqui!
— Quieta Mareena!
Ele me olhou nos olhos, dava para ver que estava zangado.
— Aqui não é um abrigo para qualquer um, se querem ficar definitivamente vão ter que fazer por merecer. – ele disse.
Os três se entreolharam.
— Senhor, desculpe-me por interferir mas... o que poderíamos fazer para merecer estar aqui? Quer dizer... isso é o fim do mundo! – Kevin questionou.
— Vão pegar suprimentos por nós, se acharem bastante coisa ficam.
— Não tem muita coisa sobrando!
— Então faça mais coisas menino tolo! Aqui não ficam se não acharem bastante coisa.
— EI! É COM O MEU IRMÃO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO! – Adam gritou
— Não ligo se ele é o Rei da China ou cozinheiro! Falo com quem eu quiser como eu quiser! – Retrucou meu pai.
Adam socou sua cara.
— Adam! – eu e Kevin gritamos juntos.
Meu pai foi para cima dele, os dois começaram a se bater.
— Gente para com isso! – Jessie gritou — A briga não vai levar a nada!
— Pai para com isso! – gritei tentando o tirar de cima de Adam
— Adam! Ei maninho! Calma! – Kevin dizia.
— O que está acontecendo por aqui? – todos ouvimos alguém dizer com voz de sono, olhamos para a porta, Max segurava seu ursinho de pelúcia e estava de pijama.
Adam e meu pai logo se soltaram.
— Nada – meu pai disse – Vamos filho, vamos voltar a dormir, Mare, pode o levar querida?
Era estranho, meu pai não tinha me chamado de querida assim nesse tom meigo fazia muito tempo. Assenti om a cabeça e levei meu irmão para a cama dele.
— Papai estava brigando com o Tio Adam? – ele perguntou.
— Ah, não, eles....
— É, sabia que estavam, papai está maluco não está? É por causa que a mamãe foi devorada?
Abracei-o e depois de muito tempo sem fazer isso, chorei.
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Acabei dormindo abraçada de Max, acordei com um ruído, levantei imediatamente, vi meu pai entrando pela porta, ele se sentou e sorriu.
— Desculpe. – ele disse.
Assenti com a cabeça, ele estava com um gelo no tornozelo e um curativo no queixo, onde Adam tinha o acertado na cara.
— Pelo que exatamente? – perguntei sem importância.
— Agir como um idiota. Me desculpe Mar.
Sorri e disse:
— Você não me chama assim desde que eu tinha a idade de Max.
— Eu sei, consegue perdoar o seu velho e louco pai?
— A culpa não é sua. – falei.
— Sim Mare, é sim, eu deveria ter sido um bom pai filha, era o que você e seu irmão precisavam, ainda precisam, não como um louco, acho que foi o soco de Adam ou coisa do tipo mas... quando Max apareceu na porta e me viu atacando alguém eu... fiquei com medo de que... ele não me quisesse mais como pai, tivesse medo de se aproximar de mim.
O abracei e disse:
— Ei, isso nunca vai acontecer pai! Família unida?
— Sempre filhota, tenho que me desculpar com todos depois, por agora, posso ficar cuidando de Max enquanto ele dorme se quiser.
— Ok, vou la pra fora.
— Diga para os meninos que os quero aqui dentro, se saírem vou atrás deles e os botar novamente nessa gaiola que chamamos de lar.
Ri e saí pela porta.
Era bom ter meu pai de volta.
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Quando saí vi Adam sozinho olhando pra fora das grades, fui até ele e disse:
— Obrigada.
Ele me olhou confuso e perguntou:
— Por quê?
— Porque você fez o meu pai voltar a real, bem que dizem que criança teimosa só aprende com umas boas palmadas.
Adam riu e falou:
— Sério? Bom, menos uma coisa a se preocupar não é mesmo?
— Aham.
— E quanto ao meu irmão? Ele pode ficar?
— Relaxa, ele pode e os amigos dele também, e mesmo se meu pai não deixasse, obvio que eles ficariam de qualquer forma, são sua família.
— De certa forma vocês também são.
Sorri, logo Kevin veio até nós e falou:
— Eaiiii! Então... soube que podemos ficar aqui, aquele velhinho, Tom, me disse, acho que vão ter que me aturar!
— É, parece que tantos anos não foi o suficiente – Adam provocou.
— Vai ser ótimo te ter por aqui, meu pai depois com certea vai lhe pedir desculpas por ser tão... arrogante, por agora eu peço por ele.
— Relaxa, estou acostumado com coisa bem pior.
— Isso é bom, quer dizer, ruim, ah, desculpa, não sei como reagir a isso.
Ele se acabou nas risadas e disse:
— Garota gostei de você! Vou checar como Gabe está, querem vir? Ele e esse tal de Brendan estavam conversando.
— Claro, quero conhecer melhor ele. – Adam falou sério.
— Ai ai maninho, tão protetor, sei me cuidar mané. – Ele falou e se foi na nossa frente.
Olhei para os dois e perguntei:
— Ele e Gabe não são só amigos não é?
— Pelo o que meu irmão me disse enquanto você cuidava do seu irmão, não. Até que ele superou rápido, antes estava com Richard.
— Ah... aquele que... você sabe, morreu?
— Esse mesmo, estavam juntos há três anos, gostava dele.
— Aposto que esse Gabe é legal também.
— Só tem uma forma de descobrir, vamos?
— Aham.
Fomos atrás de Kevin e entramos na cozinha onde estavam Brendan, Tom e Gabe, de acordo com eles Rudolf tinha ido ajudar Jessie a cuidar dos ferimentos de Leo.
— Gostando daqui? – perguntei ao Gabe.
— Óbvio! Tudo é ótimo! Sinceramente é o melhor lugar em que pude estar foi aqui, sério, muito obrigado por me deixarem ficar.
— Nós é que temos que agradecer por quererem ficar – Tom disse – Vão ser muito importantes.
— Então, me diga Gabe, o que você fazia antes do inferno acontecer? – Adam perguntou.
— Ah, eu... eu, na verdade eu meio que não trabalhava muito mas planejava virar advogado.
— Entendo, entendo, consegue atirar bem? Nome do meio? Quais os seus motivos para viajar pelo país? Bichinhos de estimação? Teve muitos parceiros na sua vida?
Gabe engoliu em seco, todos ficamos nos olhando em um sentimento constrangedor.
— Na verdade eu... ah, eu...
— Ta, ta, já deu de deixar meu namorado constrangido? – Kevin perguntou, vamos Gabe, Jessie disse que tinham quartos sobrando, vamos procurar.
O outro assente com a cabeça e os dois vão ao encontro de Jessie, Brendan sai para fazer guarda junto de Adam e eu fico com Tom na cozinha.
— Gente nova, vão dar uma animada por aqui. – ele fala.
— É, quantos anos cada um tem?
— O gordinho 34, o alto 27 e o de cabelo rosa 29.
Fiquei absorvendo tudo de novo que estava acontecendo, sorri, iria ser uma coisa boa, eu acho. Olhei para Tom e perguntei:
— Será que vão se adaptar a nossa rotina?
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