— Qual é Miguel, vamos, vai ser super divertido e além do mais você precisa de sair. Já tem três semanas que você chegou e até agora só conhece a mim, para de ficar dentro do seu quarto hibernando e esperando as aulas começarem. Você vai mesmo ficar se prendendo a lembranças do Brasil ?, você já esta aqui, ta tendo a oportunidade que nem todos podem ter de começar do 0 então para de agir como um totalmente idiota e vamos a essa festa.

— Uau, você percebeu que enquanto você falava você não deu nenhuma pausa para respirar e continuou falando, falando e falando. Não me assunta sua irmã te encher o tempo todo falando que você fala de mais.

- Vai se foder Miguel, vai se arrumar.

Anna falava assim comigo o tempo todo, mas ela sempre tinha razão já havia três semanas que eu havia me mudado para Groupland, Holanda, e eu mal mal saia na esquina da nova rua, da minha nova casa. Meu pai recebeu uma oferta para se mudar para ca, pela oferta qualquer um aceitaria, eu pelo menos teria aceitado. O cara havia sido promovido, seu salário havia aumentado 3 vezes mais e tipo... Holanda um ótimo país e tudo mais, e por felicidade minha ficava a 2h de Amsterdam.

Anna me convencia a ir nessa tal festa que segundo ela, seria muito boa porque 97% das festas que possuiam na cidade eram.. ótimas, todas as pessoas iam, tirando o fato que rolaria muita mulher bonita ( um item que foi o primeiro em que eu observei, quando cheguei ), bebida, drogas e pegação. Nada que nunca tenha vista no Brasil, a cidade de São Paulo não era tão comportada.

Até agora Groupland estava sendo uma cidade "agradável" de se viver, uma cidade média, de mais ou menos 30 mil habitantes sei lá, limpa e tudo mais. Entretanto eu não havia saído de casa nenhum dia, ainda não estava interessado em conhecer a cidade e talz. Anna me fazia sair quase todos os dias mas no final, ela sempre ficava vendo filmes e jogando alguma coisa comigo. Anna é filha do... podemos dizer, melhor amigo do meu pai , e sempre que podia ela e a família ia nos visitar no Brasíl, nos conheçemos a muito tempo e isso foi uma das coisas que me ajudou muito quando eu cheguei, porque você chegar no país novo e tudo mais sem conhecer ninguem é foda.

Anna tem a mesma idade que a minha 16 fariamos 17 em alguns meses. Morena clara, alta, cabelos pretos e curtos aproximadamente 4 dedos abaixo do ombro, magra, olhos castanhos escuros, era exatamente uma mistura dos pais. Por fim depois de alguns minutos eu estava pronto, baguncei um pouco os meus cabelos castanhos, coloquei uma calça jeans preta, uma blusa de gola amarela, e um tênis branco. Nada de mais.

— Perfeito, agora leve: celular, chaves, dinheiro. — Anna sempre me lembrava o que eu tinha que levar, porque se fosse só por mim eu ia esquecer até de por as calças, sou muito ruim de memória. Descendo as escadas esbarro com meus pais que me olham bem assustados.

— Am... o que é isso tudo ?

— Eu vou sair. — Sair ?

— Sim, sim Sr. e Sra. Costa, finalmente depois de três semanas eu convenci ele de sair. Iremos a uma pequena festa na casa de uns amigos meus, não se preocupe trago ele cedo e qualquer coisa estamos com o celular ligados.

— Sério você tem que parar com isso, você parece um robô que nunca para de falar. — Conclui olhando para ela com uma cara de espanto. — É totalmente estranho An. — Ela me retribuíu com uma virada de olhos.

— Olha o respeito Miguel.

— Desculpa pai... bom então eu acho que é isso, até mais tarde.

— Se cuidem.

— Pode deixar. — Respondemos de uma vez só.

Pegamos um ônibus que demorou mais ou menos uns 30 minutos, pelo que eu não me engano estavámos na parte sul da cidade, as casas não tem nada de diferente todas são muito baixas devido a uma das leis da cidade que proibem prédios residenciais mais que 4 andares. E os prédios comerciais não podia passar de 10 andares. Isso até que era interessante, deixava a cidade mais bonita, e não toda aquela confusão de prédios, e mais prédios que eu convivia no Brasil.

Por fim chegamos a casa que estava acontecendo a festa, uma casa de dois andares, na faixada mas para o lado esquerdo, um pequeno jardim que era protegido com grades, e na parte direita um mini corredor com uma mini parede que dividia a casa com a do lado. a porta estava aberta e quando ficamos defrente para a casa, percebi que devia.....sei la 100 pessoas dentro da casa ? ou mais, tirando algumas pessoas que estavam fumando do lado de fora, e dois casais se pegando no muro da casa vizinha.

- Pequena festa, Anna ?

.- Ora você queria mesmo que eu falasse como são os estilos das festas aqui ? tudo bem que não deve ser nada de que você e seus pais não viram no Brasil, mas vamos concorda que você não falava as festas que você frenquentava lá, certo ?

- Bom.. não mas eles sabem como eram as festas aqui, eles acreditam que aqui é....

- Diferente ?... acho que não Mi, creio que são bem melhores.

Entramos na casa, e para ser sincero a casa não era tão pequena como apresentava do lado de fora, era até razoavel pela quantidade de pessoas que eu havia deduzido. Assim que entrei senti o cheiro de fumaça de cigarro pela casa e havia outro cheiro por ali, e não era de bebida, acho que... era maconha não que eu me assustasse do tipo aquele pessoal idiota que não pode ver alguem usando ou ve maconha que fica do tipo " uau !, olha só maconha e tudo mais " ou " Ou meu Deus eles estam usando maconha ", claro que não eu já havia usado e visto em muita das festas que frequentei no Brasil, mas o jeito que usavam, de uma forma muito mais tranquila, sem medo de policíais ou alguem mais velho ve-los e serem punidos. Para mim eles não estavam se importando para nada.

— Er... me espera aqui, vou pegar algumas bebidas para nós. — Anna foi saindo em direção ao mar de gente que estavam dançando, bebendo e fumando. Me ajeitei um um dos cantos da sala e fiquei esperando por ela, depois de uns bons e longos minutos ela não apareceu e resolvi procurá-la. Ela estava conversando com duas meninas, hesitei de ir até ela não sei por qual motivo mas definitivamente eu era um completo tolo; resolvi ficar em outro canto da sala e agora já com alguma bebida.

- Ei, quer algumas ?. Ofereceu um cara estendo a mão e vi algumas pílulas pequenas.

- Er.. agora não, mais tarde. — Tudo bem então, qualquer coisa é só me procurar. Meu nome é Nate a propósito e o seu ?.

— Am.. Miguel. — Você não é daqui é Miguel ?. — Não, eu sou do Brasil, cheguei algumas semanas.

— Humm Brasil, você não devia ser um pouco menos branco que isso, bom... quero dizer... devido a quantidade de sol que bate lá ?.

- É tipo isso, por isso fui embora de lá.. não me encaxei muito bem.

- AHAHAHA !, bom seu senso de humor.

— Maas. você sai oferecendo isso a todos ?. — Olhei para o bolso dele onde ele havia deixa as pílulas. Ele olhou para o seu bolso também:

- O que ? isso ? Ah não, eu vendo, compro de outras pessoas e uma parte do dinheiro é meu.

— Entendi...

- No Brasil você nunca experimentou ?

— Não, só maconha.

- Só ? é a primeira festa que vem desde que você chegou ?

— Am sim.

- Você veio com quem ?.

- Com uma amiga, Anna.

- Olhei procurando-a e finalmente ela estava com um cara, onde suas pernas estavam em torno da sintura do cara, e estava apoiada na parede e nele. Se pegavam loucamente.

— Uou, espero que ela seje só sua amiga cara...

- É sim, só amiga, nada mais. Conhece-ela ?

- Ah sim, conheço, menina bacana. Bom é sua primeira festa aqui e você não vai ficar aqui escorado vendo um cara colocar a lingua dele na boca da sua amiga... por enquanto é só a lingua.....; — ele deu risadas ironicas.

— Como assim ?

— Esquece cara, vamos vou te levar a alguns amigos meus. Andamos dois comodos e paramos em uma mini sala com um sofá de que ia de uma parede a outra, o sofá fazia quase um U. Havia uma mesinha no centro e outras duas, uma em casa ponto do sofá. Na mesinha do centro alguns copos, duas garrafas de vodka e alguns copos, mais uma espécie de pratinho que tinha um pó branco que logo vi era cocaina.

- Quer um pouco ?. Disse o cara que estava no meio do sofá.

- Não, brigado.

- Quer bebida ? ou outro tipo de coisa, até mesmo alguma menina para você dar uma trepada ?. — Ouvi uma das pessoas que estava no sofá mais na ponta dizer algum como " Você é nojento ".

— Não, eu estou bem.

- Sabe falar alguma coisa além de não ?. — Todos começaram a rir.

- Na verdade sei sim. — O cara ficou me encanrando e eu achei que eu havia falado alguma coisa de errada e já estava começando a entrar em uma briga.

- Aha ! bacana sua novo amigo Nate, eu sou o Luke e você quem é ?

- Miguel.

- Escuta essa Luck, ele veio do Brasil esta aqui algumas coisas semanas. — Nate disse, sentando do lado de uma das meninas na ponta esquerda do sofá.

- Brasil ein... lá é como todos dizem ?

- Não sei como todos dizem. — O resto do pessoal deu uma risadinha, como se fosse alguma espécia de piada um pouco fraca.

- O brasileiro tem senso de humor. Esses são Emilio, Natasha, Eric, Serena, o Nate você já conhece depois vem a Emma, o Stefan, James e a Bridgit. Pessoal esse é o Miguel. Ouvi vários " OI ", " Eae ", " Como vai " de todos vindo de diferentes lugares.

— Senta ae. — O Nate falou. Ficamos bebendo, conversando e pela primeira vez experimentou a "coca" depois disso a Anna chegou.

- Ei pessoal, ei Miguel, que bom que já esta instalado. — Foi a primeira vez que eu vi a Anna falar menos de um minuto, ela se sentou e ficamos tomando mais alguns doses de tequila agora, e alguns estavam fumando. As músicas começaram a melhorar e todos começaram a se levantar e dançar.

- Vamos lá Miguel, vamos ver se você tem a dança nos pés. — Disse a loira me olhando de cima para baixando.

- Você é a .... Serena, certo ?.

- Decorou rápido.

- Decoro rápido as coisas quando me interesso.

- Muito bem, seu safado, vamos dançar. Dançamos boa parte do tempo, e por fim ela beijou e retribuí até que fomos enterrompidos pelas pessoas da festa que iam andando direto para as paredes abrindo um espaço onde duas pessoas estavam se batendo, am sei lá até a morte ?; uma delas era o Lucke e o outro cara eu não sabia dizer, Nate e um outro cara que estava conosco ajudaram a separar a briga porém, acabaram entretando nela porque dois amigos do outro cara, penso eu, entraram também. O mar de gentes foi logo saindo da casa num empurra, empurra assim como eu e a Serena. Do lado de fora encontramos o resto do pessoal e logo mais o Lucke, o Nate e o outro cara sairam também, ensanguentados, e com alguns cortes. Ouvimos barulhos que logo reconhecemos ser a sirene da polícia.

— Corre !. — Foi a única coisa que a Anna conseguiu me falar antes de correr com o resto do pessoal. Não tinha nada o que fazer, comecei a correr procurando a Serena, logo mais a frente achei ela correndo com uma amiga, eu acho. Fomos para o porto da cidade, chegamos ofegantes e rindo, muito; minha primeira noite em Grouplove estava sendo algo incrível.

— Então Miguel, o que esta achando de Grouplove até agora.- Perguntou a menina de cabelos pretos com um pequena pinta que ficava encima da boca entre o nariz, que por sinal deixava a menina mais sexy, vi que a menina era a Emma e de alguma maneira ela e o cara que estava do lado dela, acho que era o Stefan eram de uma maneira assustadoramente "iguais", deduzi que eu só podia ta vendo coisas, devido a " coca ".

- Posso te responder isso depois de alguns dias ? acho que apartir de hoje posso começar a contar como está sendo.

- Tudo bem. — Respondeu ela rindo, como todos os outros.

Ficamos no porto bebendo, graças ao Lucke que antes de sair da casa conseguiu pegar duas garrafas de vodka e, ficamos fumando um pouco mais. Conversando e tudo mais, o sol já havia aparecido e eu estava virando a esquina da minha casa, suado, com a blusa toda amarrotada, junto com a Anna que estava molhada devido ela ter pulado junto com uma parte do pessoal nas águas do porto. Sua maquiagem estava toda borrada e estava tremendo.

- Vem aqui. — Peguei ela e lacei ela em um dos meus braços para dar mais calor a ela. — Quantas horas ?. — Perguntei.

- Am.. 06:20.

- Uau que festa.

— Você não viu nada, tolo. — Ela começou a rir. Que bom que esta aqui Mi, de verdade, e como sei la agradecimentos ela me deu um breve beijo, estilo selinho. — Será que eu posso dormir aqui ? não sei se aguento chegar em casa, estou morrendo de cansaço.

- Pode ficar sem problema, provavelmente meus pais já devem estar acordados. Não se acostumaram com o fuso horário, vamos entrar pelos fundos. Por fim chegando no meu quarto, tirei as roupas suadas e fiquei apenas de cueca e ela tirou o vestido molhado e ficou apenas com a parte de baixo, deitamos e ela me perguntou:

- O que achou da sua primeira festa em Grouplove.

- A primeira de muitas, só isso que eu tenho a declarar no momento.-Começamos a rir baixo e no final dormimos até mais tarde.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.