We Are Young

6 À beira da morte


Notas iniciais
Fala, galera! Tentei postar rápido mas não deu, mas demorei menos dessa vez.

Felipe despenhou-se e sua cabeça bateu forte no chão. Foi um choque, os amigos se desesperaram.

— NÃO! Não, Felipe, nããão!! – Luísa chorava

— Alguém pega o celular dele, gente, na bolsa, rápido!!! – o primo Erick gritava

Todos tentavam ser ágeis para salvar Felipe. Ele estava perdendo sangue. Luísa e Erick ajoelhados ao lado do garoto, vendo seu estado, choravam desesperados. Ian corria para pegar o celular do amigo e poder ligar e pedir ajuda.

*Ligação ON*

— Alô, quem é? — perguntava a mãe de Felipe, Joanna, no telefone

— Alô, oi, tia Jô! — falava Ian chorando, da outro lado da linha — Tia, pelo amor de Deus, vem pra cá! Rápido!

— Ian?! Que foi, menino?! O que aconteceu? —Joanna perguntou aflita

— Não dá pra explicar agora. Só vem pra cá! A gente ta em uma cachoeira, eu vou te mandar a localização.

— Ian, me fala o que aconteceu! Foi alguma coisa com meu filho? Por favor, Ian, cadê o Felipe?! — a mãe de Felipe tinha medo que algo tivesse acontecido com seu filho

— Foi, tia. Mas, por favor, não se desespera, só tenta vir pra cá o mais rápido possível! — Ian pediu

*Ligação OFF*

— Gente, consegui ligar pra mãe do Felipe. Ela já tá vindo! — Ian avisou

— Pelo amor de Deus, ele tá perdendo sangue! ­— Valentina se alarmou

— Calma, Lipe, calma. A tia Joanna já vem! Aguenta firme, primo. — Erick falou baixo, chorando, esperando, inutilmente, que seu primo o ouvisse

Quase meia hora depois, Joanna e Fábio, o pai, chegaram com uma ambulância, sem saber exatamente o que se passava com seu filho. A querida professora tia Jô, como era conhecida, ficou abalada, chocada, desesperada, sem saber o que fazer quando viu Felipe naquele estado. Não acreditava que seu menino estava à beira da morte. Só sabia chorar.

Mais que depressa, os enfermeiros levaram Felipe pra ambulância e rapidamente partiram com os pais dele.

O resto dos amigos, desanimados, recolheram as coisas, foram pro hotel pegar as bagagens e foram embora também, de volta pra cidade de Vila Nova. Ian levou o carro de Felipe. Erick não conseguiu dirigir o carro, estava destruído, então pediu a Leandro que levasse o carro e ele foi no banco de trás com Valentina o consolando.

— Ei, calma, amor! Ele vai ficar bem! A gente que conhece o Felipe há muito tempo, nós sabemos que ele sempre foi teimoso, quando queria uma coisa e tentava até conseguir. E assim vai ser, o Fê é forte! — Valentina tentava dar forças ao seu namorado

— Eu tô sem chão. Quando eu nasci, só tinha minha irmã então o Felipe foi meu primeiro amigo, mesmo um ano mais novo, um dos meus melhores amigos, alguém que eu sempre contei. Nós sempre fomos tão colados, grudados. É difícil imaginar que alguma coisa ruim possa acontecer com ele. — Erick desabafou

— Não desanima. Nessas horas a gente tem que ter fé! Tenta cochilar um pouquinho, até lá. — Valentina aconselhou

— Vou tentar, mas vai ser bem difícil, não dá com essa situação!

Enquanto isso, quem estava arrasada no outro carro era Luísa. Sentia-se culpada por ter deixado Felipe insistir em buscar sua câmera. “Por que eu o deixei se ariscar só pra pegar uma câmera? Por que não eu?” pensamentos desse tipo devoravam a cabeça da menina.

Finalmente, todos conseguiram chegar à cidade e ao hospital, depois daquela estrada que parecia não ter fim. Entraram correndo no hospital, queriam saber o estado de Felipe.

— Tia! Pelo amor de Deus, me diz que e Felipe tá bem! Cadê ele?! — perguntava Erick, com medo de a resposta ser a pior

— Levaram ele pra sala de cirurgia... — Joanna respondeu triste

— É, parece que a batida foi tão forte que ele teve um traumatismo craniano e ele caiu por cima do braço e fraturou — Fábio, pai de Felipe, concluiu, se segurando para não chorar e tentando dar apoio à sua esposa, seu sobrinho e amigos.

Uma hora depois, finalmente, puderam ver Felipe. Ele estava na UTI, mas, ainda desacordado e inconsciente. O médico cirurgião chegou e com ele trouxe uma notícia nada boa.

— Dona Joanna e seu Fábio, vocês poderiam me acompanhar? Preciso ter uma conversa com vocês pra explicar o caso de seu filho.

Os pais de Felipe acompanharam o doutor até sua sala. Estavam nervosos. Ele iria dar uma notícia? Boa ou ruim? Estavam na expectativa de que pudessem levar o filho pra casa o mais rápido possível.

— Então, doutor, quais as novidades. O meu filho acordou? — perguntou Joanna, esperançosa

— Não... e... — o médico não sabia como lhes dar aquela notícia — Então, espero que possam ser fortes. Seu filho não morreu, ele vai acordar, só que esse é um dos problemas. Talvez ele fique em coma, mas só por algumas horas. Amanhã ele deve estar acordando...

— Doutor, então ainda vamos ter que esperar até amanhã pra ver nosso filho acordado? — Fábio perguntou

— Infelizmente, sim. — o doutor respondeu

— Ah, meu Deus, não acredito! — Joanna chorava — Doutor, há alguma chance de... de o Felipe perder os movimentos?

— Não, acreditamos que quanto á isso, não. O outro problema é: os exames constataram que talvez ele perca a memória. Talvez ele só chegue a lembrar das pessoas mais próximas dele, a família, de memórias antigas. Mas, ele pode vir a não lembrar de alguns amigos, de algumas pessoas, de memórias mais recentes — o médico deu a notícia

— Nossa!! E como a gente vai resolver isso? Como ele vai voltar a lembrar de tudo? — o pai perguntou

­— Olha, dá pra ele voltar a relembrar as coisas. Vocês só precisam estimular: mostrar fotos recentes e antigas, conversar com ele sobre coisas que ele não lembra, fazer ele falar com os amigos dele por telefone e pessoalmente, sair nas ruas com ele mostrando tudo e, claro, tomar os medicamentos certos e assim logo logo ele vai lembrar de tudo, automaticamente. — o doutor explicou

Os pais saíram e foram dar a notícia aos amigos de Felipe. Eles também ficaram muito tristes de saber que o amigo não lembraria mais deles. Tá certo que seria por pouco tempo, mas mesmo assim, ele ficaria se lembrar das risadas, dos momentos, das aulas, de tudo.

Eles foram embora pra casa e os pais de Felipe ficaram no hospital e passaram a noite esperando urgentemente que seu filho acordasse pudesse falar com eles.

Notas finais
Vamos ver como vai ficar essa história do Felipe... Até o próximo capítulo (espero postar em menos de um mês)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.