Notas iniciais
Gente, nós estamos cientes de que faz quase dois anos que não postamos capítulo novo e realmente pedimos desculpas por isso. Em meio a vidas tumultuadas com faculdade e blá blá blá e em meio a bloqueios criativos intermináveis, foi difícil conseguirmos escrever um capítulo novo. Esperamos que vocês apreciem esse capítulo. Boa leitura!

POV Katherine

Estávamos prestes a descer para contar nossa ideia aos outros, mas um som nos fez parar onde estávamos por alguns instantes.

— Atenção, semideuses, estamos sendo atacados. — uma voz masculina soou de um megafone. Atacados? Como assim? — Precisamos que todos se reúnam próximo ao Pinheiro de Thalia. Não entrem em pânico.

— Quem é Thalia? — questionei.

— Não sei, mas é melhor irmos. — Ruby parecia um tanto nervosa. Ela tocou no colar de rubi em seu pescoço como se aquilo tivesse aumentado 50°C em sua temperatura. E talvez tivesse.

Meu colar de coruja pesou e eu corri pelas escadas, logo atrás de Ruby. Adrian e Amber nos olharam sem entender.

— O Acampamento está sendo atacado. — Ruby falou, puxando o pingente de seu colar, que se transformou em uma espada de cerca de um metro de comprimento. Eu estava tentando entender como alguém tão pequena e magra conseguia carregar uma espada daquele tamanho aparentemente sem nenhuma dificuldade.

A ruiva saiu correndo pela porta do chalé. Dei de ombros e a segui, e senti que Adrian e Amber vinham logo atrás. Resolvi puxar o pingente do meu colar também, como Ruby tinha feito antes, e ele se transformou em uma lança da minha altura com uma ponta de bronze extremamente afiada e brilhante.

Pior de tudo: Como eu usaria aquilo se eu nunca tinha treinado antes?

Acho que eu teria que usar todo o conhecimento adquirido com filmes de guerra.

Você deve estar se perguntando: "Ela assiste filmes de guerra?". A resposta é sim. Sempre gostei de filmes de guerra ou histórias épicas. Não vejo só romances e Meninas Malvadas, okay?

— Katy! — Adrian gritou, e eu parei por um minuto. Ele estava ofegante pela falta de exercícios, mas parecia determinado a correr até o inferno ainda se fosse necessário. — Eu não tenho nenhuma arma.

Foi só aí que eu percebi aquele fato. E tive uma ideia. Olhei para o relógio-ou-sei-lá-o-quê que Hermes tinha me dado e transformei em uma espada de bronze com o topázio na cruzeta e entreguei pra ele.

Amber tinha em mãos uma espada quase igual a da irmã, mas a dela era de prata em vez de bronze e tinha um brilho azulado.

Chegamos ao topo da colina e vimos o problema. De onde tinha surgido tantas daquelas tias que não gostavam de banho? Acho que só não tinha sereias voadoras porque era impossível e...

Droga, eu e minha boca grande.

Um grupo de sereias voadoras das trevas surgiu lá atrás. Não estou brincando.

— KATY, ATACA PELA ESQUERDA. — Adrian gritou e eu obedeci. O que? Ele era ótimo em video games, tinha ótimas estratégias. Acho que eu podia confiar nele.

Levantei a lança e ataquei uma das vovós-morcego com ela. Imediatamente ela se desfez em pó. Alguns dos semideuses olharam pra mim espantados, mas eu não entendia o motivo. Talvez fosse porque eu nunca tinha feito aquilo antes. Ataquei mais uma e mais outra. Único problema é que parecia que elas surgiam das moléculas de CO2 do ar. Elas se multiplicavam do nada.

Toquei na pedra azul no centro da minha lança.

— Vovó querida do meu coração... Tem algo mais eficaz contra esses monstros? — então a lança se transformou em uma espada, e cortei a cabeça de mais duas em um mesmo momento. Antes de elas se transformarem em pó, ouvi um murmúrio, mas não dei importância. Matei mais uma, mas senti minha garganta fechar e fiquei sem ar, como se estivesse tendo uma crise de asma. Minha visão escureceu e só lembro de ouvir um grito de Adrian se aproximando e uma espada voando na direção oposta a mim.

POV Adrian

— O QUE VOCÊS FIZERAM COM A MINHA IRMÃ, SUAS GALINHAS VOADORAS? — gritei, pegando Katherine entre meus braços.

— Garoto, sua irmã está sob a maldição das arai. — uma garota alta e forte falou, como se fosse óbvio. — Ela matou muitas sem sofrer nada, mas a maldição caiu de uma vez só. Nem sabia que isso era possível... — ela falava enquanto atacava os monstros. — Eu cuido das coisas aqui. Leve sua irmã até a enfermaria. — eu não sabia onde ficava a enfermaria, então resolvi correr até a Casa Grande. Eu não sabia como eu ainda tinha forças para fazer aquilo, mas fiz.

Cheguei lá e um centauro estava na varanda. É. Um centauro. Nem estava mais achando aquilo tudo estranho. Pelas histórias da mamãe, aquele devia ser Quíron.

— Quíron, me ajude. — eu estava um tanto desesperado. Katherine ainda jazia em meus braços, e eu só podia sentir sua pele esfriando e seu coração batendo fracamente.

— Meus deuses, minha criança. — o centauro falou, olhando para o rosto extremamente pálido dela. A única cor que tinha ali era a do blush que ela tinha passado pela manhã, e mesmo essa já quase não aparecia. Ele a pegou em seus braços e me pediu para subir em suas costas equinas, e então correu até a enfermaria, pelo que pude perceber. — O que aconteceu com ela?

Arai... — murmurei, quase sem forças.

— Eu deveria chamar um filho de Apolo, mas eles estão na batalha... Sua mãe poderia ajudar, mas... Bom... — ele deitou-a em uma maca e foi até um balcão. Pegou um frasco de alguma coisa e derramou três gotas em sua boca. — Não vou arriscar a dar uma quantidade maior. Vocês têm sangue divino, mas não sabemos como as coisas podem funcionar. — ele suspirou. — Fique aqui tomando conta dela, por favor. Espere mais dez minutos e dê a ela mais três gotas. — ele saiu e eu sentei na maca ao lado. Precisava de um relógio... E então lembrei que tinha deixado minha espada e a de Katherine caídas no chão da colina... Provavelmente depois eu conseguiria recuperar.

Subitamente, um holograma apareceu à minha frente.

— Adrian! — ouvi a voz de mamãe. Ela parecia estar com lágrimas nos olhos e a voz um tanto embargada. — Eu... soube do que aconteceu. Achei que o Acampamento estivesse seguro de novo e... — ela suspirou. — Como está a Katy?

— Mal... Bem mal... — sussurrei.

— Eu devia ter ensinado algumas coisas de verdade pra vocês antes de deixar vocês irem... Não se pode matar arai diretamente. Pra vocês ainda não foi tão perigoso, já que não tinham uma bagagem muito grande de maldições. Mas depois de matar algumas... Elas lançam maldições por elas mesmas. — seu olhar aparentemente foi para Katherine, que ainda não tinha dado sinal de vida. — Dê mais néctar para ela, Adri. — ela falou, séria.

— Mas... Quíron... — ela riu fracamente.

— Eu estudei durante anos sobre o que vocês se tornariam quando crescessem. Poucos semideuses conseguem chegar à idade adulta, outros não têm filhos por medo... Mas nós tivemos vocês e fizemos o possível e o impossível para protegê-los. Vá em frente. — coloquei mais alguns goles do líquido na boca dela e percebi que, aos poucos, sua cor começava a voltar, assim como seu calor e a força de seu coração.

— Mãe, isso é... incrível! — exclamei. Ela riu.

— Desculpe, meu amor, tenho que voltar para o trabalho. Mando mais uma mensagem de Íris assim que possível. — e então ela desapareceu.

E eu simplesmente apaguei.

POV Megan

Aqueles bichos feios não acabavam nunca não? Tinha pegado um arco-e-flecha qualquer no chalé e saído assim que recebera o aviso. Só tinha treinado poucas vezes, mas não estava indo tão mal quanto eu tinha achado que iria.

Já tinha conseguido transformar em pó uma quantidade considerável de cobrinhas feias e sereias voadoras do mal. O que, infernos, era aquilo?

Bom, continuei atirando... Até que minhas flechas acabaram. Que ótimo. O que eu faria? Sairia gritando?

— CUIDADO! — ouvi a voz de um garoto e apenas senti que fui derrubada no chão quando um garoto de cabelos e olhos azuis começou a lutar com um monstro enorme que estava atrás de mim.

Quando o monstro virou pó, o garoto voltou-se para mim e estendeu a mão, me ajudando a levantar.

— Você não trouxe nenhuma faca junto? — ele questionou, pouco antes de atacar mais um monstro. Ele estava tentando me levar para algum lugar livre de monstros, pelo que pude perceber.

— Eu saí às pressas, só peguei esse arco e a aljava! — exclamei, tentando parecer séria.

— Esse é o maior problema dos arqueiros: Se as flechas acabam, danou-se. — tive que me controlar para não rir do comentário, mas ainda estávamos em meio à uma selva de monstros. Ele atacava alguns com a espada, mas na parte em que já estávamos tinha pouca gente e ele não conseguia lutar sozinho contra quatro monstros ao mesmo tempo. — Pega a minha faca! — ele falou, em um tom alto o bastante para que eu conseguisse ouvi-lo em meio aos gritos das outras pessoas. Vi que na bainha de sua calça tinha uma faca de uns vinte e cinco centímetros. Peguei-a, tomando cuidado para não machucá-lo, e ataquei um monstro em alguns segundos. Realmente não sabia de onde tinha surgido todo esse reflexo.

POV Marie

Masqueinfernoseraaquilo? Um monstro alto e gordo resolveu se aproximar de mim. Seu olho enorme no meio da testa era de um verde venenoso, como se ele pudesse matar alguém só com o olhar. Quando ele pisava no chão, tudo ao seu redor tremia, e usei meu cajado para conseguir parar em pé.

— Cuidado, filha de Quione! — ouvi uma voz ecoar em meu ouvido e senti alguém saltando atrás de mim. Ouvi outro grito angustiado, mas que com certeza não vinha do garoto, e senti um pouco de pó dourado caindo sobre mim... Aquilo daria um ótimo glitter.

Não olhei para trás. Encarei o olho verde-veneno do ciclope e, quando o chão se estabilizou, dei um salto, e um jato de alguma coisa saiu da ponta do meu cajado, congelando não só o carinha gigante, mas algumas dezenas de monstros que estavam logo atrás também.

E eu não fazia ideia de como tinha feito isso.

Olhei para os lados e percebi que os monstros que não estavam congelados tinham virado pó... restavam apenas dois, e vi que Ruby e Amber estavam lidando com eles, uma com fogo e outra com água. Elas eram habilidosas, ainda mais para alguém que nunca tinha tentado fazer aquilo antes.

— Muito bom, filha de Quione. — O filho de Dioniso chegou me abraçando. — Nunca pensei que uma novata conseguiria fazer isso.

— Nem eu... — Ah, por que, infernos, eu não conseguia explicar para ele que eu não era filha de Quione? Aliás, por que meus pensamentos ficavam desestabilizados quando ele estava por perto?

Aliás, perto demais.

O cheiro de vinho que vinha de todo o seu corpo parecia me embriagar. Quando ele se afastou, vi seus olhos arroxeados me encarando.

Olhei para os lados e a batalha tinha acabado.

— Quer dar uma volta pelo Acampamento comigo? — ele questionou, e eu assenti, andando ao seu lado. — Então, aqui ficam os estábulos... — ele comentou, e senti sua mão tocar a minha, entrelaçando nossos dedos logo em seguida.

— Cavalos? — perguntei, sem me dar ao trabalho de tirar minha mão da sua.

— Pégasos, na verdade.

Meus pensamentos se misturavam de uma maneira que eu não conseguia pensar em nada decente. Minha cabeça estava a um milhão, meu coração acelerado e meu rosto avermelhado. Eu odiava o poder que ele tinha sobre mim, odiava o fato de qualquer um ter tanto poder assim. Não era justo.

— Então, porque não experimenta montar em um deles?

Sorri.

— Nunca fui boa em cavalgar, não acho que seja uma boa ideia.

— Sem problemas — ele me colocou em cima de um corcel bronze, se sentou atrás e abraçou minha cintura — Eu te seguro.

POV Megan

— Então — conclui assim que a batalha terminou — O que você acha de tomarmos um refrigerante ou coisa assim?

— O que você quiser, amor — ele sorriu, e meus deuses que sorriso.

— Qualquer coisa que você quiser — pisquei enquanto nos dirigimos a seu chalé, que era o mais vazio dos dois.

O chalé era incrível. Só tinham três pessoas que ficavam por lá, e duas destas eram meus primos, então só tinham três camas, uma porção de fotos nossas de infância, fotos do garoto ao meu lado, recortes, uma fonte e um frigobar cheio de refrigerantes. E tipo, em uma prateleira em cima de sua cama deveriam ter uns três bonsais, eu chamaria isso de fixação, estranho.

— Então — eu me sentei em sua cama e peguei um retrato que ficava ao seu lado — Você vem de uma longa linhagem de cabelos azuis, eu suponho.

— Levando em consideração que sou neto de um deus... é, não tão longa assim.

— Sempre esqueço esse maldito detalhe — suspirei balançando os pés — Como foi uma infância assim?

— Suponho que fui um garoto esquisito que gostava de usar perucas e, assim que alcançou idade o suficiente finalmente coloriu seu cabelo da cor tão desejada. Papai tinha certa experiência com isso, sabia que tinta alguma funcionaria — ele abriu um sorriso — Mas este nunca foi um problema para as garotas.

Revirei os olhos.

— Estas milhões de garotas devem estar preocupadas com você agora, simplesmente sumiu e tals — dei mais uma olhada na foto e a devolvi onde estava.

— Isso eu não sei, mas só me preocupo com uma nesse momento — Esses sorrisos ainda iriam me matar.

Ele se aproximou de mim, quase tocando meu rosto, mas eu desviei.

— Er... E aquele refrigerante que iríamos tomar? – perguntei, mudando totalmente de assunto. Eu mal conhecia aquele garoto e, na minha opinião, ele estava apressando demais as coisas.

— Ah, sim, me desculpe... você prefere Coca-Cola ou Guaraná?

— Coca-Cola tá bom. – falei, ainda sem entender direito o que tinha acabado de acontecer.

Ele me entregou uma latinha e abriu uma lata de Guaraná, com seus olhos grudados em mim.

POV Katherine

— O que... o que aconteceu? – Acordei e olhei ao meu redor. Parecia estar em uma espécie de enfermaria. Adrian estava em uma cadeira ao lado da cama que eu estava deitada, aparentemente apagado. Se ele tivesse o costume de roncar, com certeza estaria roncando naquele momento. Havia mais duas pessoas em outras camas, mas que eu não as reconheci. –Adrian? – Chamei, porém meu irmão tinha um sono pesado. Senti minha cabeça latejar e meu corpo doer mais que nos treinos intensivos de karatê. – ADRIAN! – Gritei, com o último fôlego que tinha, e o vi acordar.

Kathy, você acordou... – ele parecia surpreso. Então ele olhou para mim. – Você... Você está pálida de novo. Muito pálida. – vi-o correr até uma mesinha e pegar um frasco de alguma coisa dourada. – Abre a boca. – Ele falou, e pingou um pouco do líquido na minha língua, usando um conta-gotas. O líquido tinha gosto de pudim com caramelo, como o que papai costumava fazer quando eu estava triste com alguma coisa. As dores começaram a diminuir e senti a cor voltar às minhas maçãs. – Você lutou contra umas arai, lembra disso? – Falou, se sentando ao meu lado.

— Hã... Seja lá o que for isso... – comentei, me lembrando da batalha e das galinhas feias que precisavam de um banho.

— Bom, são seres que você não pode matar diretamente, porque eles lançam maldições e... Desculpe, eu não sei bem como explicar isso, é muito novo para mim. – ele parecia cabisbaixo.

— Hey, Adri, okay, está ótimo, obrigada por cuidar de mim! – sorri para ele.

Eu... achei que fosse te perder... – aquilo no rosto dele era uma lágrima?

— Maninho, eu estou aqui ainda, não estou? Vou te irritar por muito tempo ainda. – percebi ele me abraçando forte, e retribuí o abraço.

— Mamãe e papai ficaram preocupados também, Kat... – ele comentou, ainda me abraçando, com a cabeça encostada no meu ombro.

— Eles ligaram? – perguntei.

— Bom, mais ou menos, mamãe mandou um holograma, acho que é mensagem de Íris o nome, algo assim... Ela estava chorando... Foi ela quem sugeriu que eu te desse mais néctar, Quíron estava com medo que você entrasse em combustão espontânea se tomasse mais...

— O quê? Como assim? O que é néctar? – Meu cérebro ainda não tinha se acostumado com a grande quantidade de informações novas.

— São essas gotinhas que eu te dei, é a bebida dos deuses, literalmente. – ele deu uma risadinha fraca. – Katy, eu vou avisar pro Quíron que você acordou, ok? Er... Se você não se importar de ficar uns minutos sozinha.

— Claro, Ady, pode ir, você está aqui há bastante tempo... – sorri para ele. – Acho que eu ficarei bem.

Ele sorriu e saiu pela porta da enfermaria, parecia feliz por esticar um pouco as pernas novamente. Me endireitei na cama, com medo de tentar me levantar, e olhei ao redor. As outras duas pessoas na enfermaria ainda estavam dormindo, então suspirei, não tinha nada para fazer. Meu celular não estava ali, e mesmo se estivesse, não tinha Wi-Fi. Não tinha nenhum livro pra ler, nem meu iPod para escutar músicas e... Olhei para o meu braço e vi que o relógio que vovô Hermes – ainda achava estranho chamá-lo assim – tinha me dado. Lembrei que ele tinha me falado que as armas mágicas sempre voltam para o seu lugar, e toquei no pingente de coruja que, percebi, também tinha voltado ao meu pescoço. Estava tão entretida vendo o que eu podia fazer com aqueles presentes que não percebi alguém entrando na enfermaria.

— Você está melhor? – ouvi alguém perguntar e meu corpo estremeceu ao perceber de quem era a voz. Queria entender o efeito que ele, e só ele, possuía sobre mim. Virei para o garoto que tinha sentado ao meu lado, na cadeira aparentemente nada confortável onde meu irmão estava antes.

— E você está me perseguindo? – questionei, um pouco emburrada.

— Por que eu te perseguiria? Eu só me preocupei com você... – falou, e só então olhei para ele, percebendo que seu rosto possuía uma expressão triste. – Queria te entregar isso, se você aceitar, é claro... – percebi que ele segurava uma tulipa branca em suas mãos. Ele me estendeu a flor, se aproximando um pouco mais de mim, e tocando a minha mão levemente. – Eu também queria pedir perdão pela forma que agi com você, fui muito precipitado... Não sei o que eu estava pensando quando achei que te conquistaria fácil assim... Será que podemos começar de novo... Como amigos? – Henri parecia nervoso enquanto falava aquilo. Lembrei do significado das tulipas brancas, queria dizer perdão... Talvez ele estivesse ciente disso, ou talvez fosse apenas uma grande coincidência, mas de qualquer forma, aquilo me tocou um pouco.

— Tudo bem, Henri, acho que eu também fui um pouco estúpida com você... Claro que podemos... hum... ser amigos.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.