We Are Young

3 Um novo acompanhante


Notas iniciais
Heeeeeeeeey UM ANO SEM POST MDS OQ DEU EM MIM SOCORRO ME MATEM K N FAÇAM ISSO BEM MIL DESCULPAS POR ISSO MAS VOU TENTAR VOLTAR A PPSTAR, OK?? BJAO

...

— Ah, fala sério Arty! — reclama Apolo quando os dois saem do elevador. — como eu vou conseguir isso?

— Não sei. Se vira. Tem até hoje a noite pra isso. Senão...

— Agora tem até horário pra isso? — Ele fez uma cara de cachorro abandonado. — Certo. Daqui a pouco eu vejo isso. — disse ele se jogando no sofá, com a cabeça apoiada no colo da irmã em silêncio enquanto esperavam os outros.

... Ainda no refeitório ...

POV. Atena

Quem aquele cavalo de guerra nomeado Ares pensa que é? Eu juro, se estivesse na minha forma de deusa, eu já teria enfiado minha lança na cabeça dele e... OK, Atena, respire. Sentimentos humanos ainda são esquisitos pra mim. São muito mais fortes do que imaginei, e creio que se não me controlar, vou acabar explodindo tudo aqui. Já Ares não parece sequer estar fazendo um esforço pra isso. Ele acabou de enfiar uma bandeja na cabeça de um mortal porque ele não parava de dar risadinhas e apontando para nossa mesa. Eu e Hermes conseguimos o separar e pelo menos o levar até o elevador enquanto ele xingava o homem com palavrões que até eu não me lembrava mais.

— Maldito, filho de uma... — resmungava ele sentado no canto do elevador enquanto esperávamos que ele subisse até o nosso andar.

Quando chegamos, ele já parecia ter se acalmado um pouco. Entrando no apartamento, mal percebi que os gêmeos estavam na sala, dormindo. Ártemis estava sentada um pouco de lado, apoiada na cabeceira do sofá enquanto Apolo estava totalmente esparramado no sofá, com a cabeça no colo da irmã. Fiz sinal de silêncio para os dois ao meu lado e repreendi Hermes com o olhar. O mesmo estava com aquela cara de quem vai fazer uma pegadinha daquelas e mal pode se conter de alegria ao imaginar a cena. Dispensando os dois com o olhar, observei Ares ir direto para o quarto, batendo a porta ao entrar e Hermes, ofendido, saiu novamente. Suspirando ao sentir finalmente a paz dominar o apartamento, tiro uma garrafa de chá gelado da geladeira e pego um livro qualquer, vou até a varanda e me sento em uma cadeira que tem ali. Mal vejo as horas passarem e só percebo quando Apolo e Arty começam a se mexer no sofá, despertando lentamente. Os dois parecem realmente duas crianças, ou melhor,dois bebes grandes. E de repente me vejo sorrindo abobadamente quando o loiro se espreguiça e a morena resmunga, se abraçando ao irmão, ambos ainda de olhos fechados. Mesmo depois de milhares de anos, os dois ainda parecem aqueles dois pirralhos que eu vi nascer.

— Que coisa mais gay. Acho que vou por um lacinho e umas flores nos dois, pra depois explodir o apartamento. — diz alguem ao meu lado. Dando um salto com o susto, olho pra Ares, que olha de cara feia para a cena.

— Ares! Deixe eles em paz, não fizeram nada pra você. — reclamo com ele com a voz um pouco moderada e fechando meu livro.

— Eles estão me incomodando com isso. — ele acena com a cabeça. — e ai, Ateninha? Já pensou em alguma coisa?

— Alem de te colocar pra fora do meu apartamento? — ele levanta uma sobrancelha e sorri de um jeito sexy. Me mexo um pouco desconfortável enquanto sinto minhas bochechas corarem e algo se remexer dentro de mim. Mas o que... — O que foi, querida? Algum problema? — diz ele ainda com o mesmo sorriso, se aproximando de mim lentamente como um predador. Mordendo o lábio inferior, nego com a cabeça e retomando o controle das minhas pernas, me levanto, indo rapidamente para o meu quarto. O que esta acontecendo comigo? Antes que eu pudesse fechar a porta, Ares aparece logo atrás e fecha a porta atrás de si, me prendendo contra a parede. Sentindo meu corpo se arrepiar, tento manter meu olhar firme para ele. O mesmo me olha de um jeito estranho, se aproximando de mim em silêncio até que sela nossos lábios levemente. Uma corrente elétrica passa por todo o meu corpo e logo me vejo o puxando para mais perto, intensificando o beijo. Ao mesmo tempo, sinto as mãos fortes dele percorrendo o meu corpo até parar na cintura, apertando ali. Com um leve gemido, mordo levemente o lábio inferior dele. Mas rapidamente recobro a consciência e o empurro, já sem ar, olhando um pouco assustada para ele. O mesmo sorria enquanto me olhava.

— S-saia daqui, A-Ares. Por-por favor. Isso fica apenas entre nós, entendeu. — disse apontando pra ele. Ele assentiu apenas e, arrumando o cabelo, piscou pra mim e saiu normalmente do quarto como se nada tivesse acontecido. Ainda apoiada na parede, passo as mãos nos meus lábios e vejo que sorriso minimamente. Deuses, o que esse homem esta fazendo comigo?

... Enquanto isso na sala ...

POV. Apolo

Só eu que achonque tem algo de errado acontecendo nessa casa? Pois é. Acho que essa foi a melhor soneca que eu já dei em anos. Ainda de olhos fechados, senti Arty me abraçar. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, abraçei de volta, porque, por mais incrível que pareça, a única coisa que eu queria era dormir novamente. Ouvindo Atena e Ares passarem correndo pela sala ate o quarto, apenas abri um olho de leve e balançei a cabeça. Hoje tem. Só espero que não façam muito barulho ou quebrem a cama, seria embaraçoso. Sentindo minha irmãzinha se remexer ainda sonolenta, a pego no colo e a levo para o quarto, fechando a porta. Colocando de volta meu tênis, saio do apartamento em silêncio. Vou ter que arrumar o que ela me pediu. E eu prometi que faria.

... Em algum lugar de New York ...

POV. Hermes

Um dia eu ainda pego Atena. Deuses como é chata. Descendo o prédio pelas escadas de emergência, vou saltando alguns degraus e quase caio em algumas vezes. Quando chego ao térreo, continuo correndo e assim saio dali, correndo sem algum destino definido, apenas pensando. Quando vejo, já estou quase no centro da cidade, perto do Empire State e fico encarando o lugar. Por mais estranho que seja, eu ainda não havia reparado o quanto a cidade mudara desde quando chegamos aqui. Colocando asd mãos nos bolsos, resolvo refazer meu caminho e voltar para o apartamento. Talvez seja uma boa ter ficado nessa forma. Não que eu não ligue para ter poderes, mas... Bem, ficar perto dos meus irmãos favoritos é uma oportunidade que vale a pena ter.

Uau. Desde quando sou tão sentimentalista?

Depois de algum tempo andando, vejo Apolo mais a frente e corro até ele.

— E aí? O que...

... No mesmo ponto de New York, perto do apartamento ...

POV. Apolo

Ai. Meu. Zeus. Eu nunca mais vou deixar aquela pirralha se aproveitar desse jeito de minha perfeita e maravilinda pessoa. Xingo mais uma vez em grego saindo da quinta loja de chocolates com várias sacolas. (Tá, eram apenas três mas pelo amor de Zeus, né?) até que vejo um cachorro. Ah! Uau Apolo, você viu um cachorro. Mas não assim. Eu vi um maldito mortal chutar e começar a bater no bichinho. O que mais me indignou foi que ninguém parou pra ajudar. Franzindo o cenho, chego mais perto do mortal até que ouço Hermes me chamar.

— E aí? O que... — ele também observa a cena com uma careta. Trocamos um olhar cúmplice enquanto pessoas começavam a se amultuar a nossa volta.

— Hey, senhora, segura isso aqui. — disse, entregando as sacolas a uma idosa. Qualquer coisa era mais fácil sair correndo atrás dela. Virando pra frente de novo, empurro o mortal pra longe e dou um soco nele. Hermes me ajuda e o chuta. Mas só que existe um problema: o cara era um Ares da vida, ou seja, grande, forte e burro. Algumas pessoas se afastam quando ele quase acerta Hermes, que se desvia em um triz, depois, parte pra cima de mim. Me desvio dos primeiros golpes, até que ele me acerta com um soco no estômago. Me curvando, sinto o pé dele dar um chute no meu peito, me jogando no chão e me deixando sem ar. Tossindo, vejo Hermes partir pra cima dele novamente, mesmo que a cena seja um pouco cômica: um magrelo contra um fortão. Mas ao mesmo tempo, ele parecia estar se dando bem. Me levantando ainda um pouco tonto, volto a dar um soco nele, o deixando desnorteado. Enquanto o mesmo cambaleia, Hermes tira uma corda (da puta que pariu) e sorri pra mim. Nós dois o enrolamos em um poste até que a policia chegue. Sorrio quando ouço os aplausos dos moradores, e a velhinha me entrega as sacolas. Piscando pra ela, a agradeço e indico pra Hermes para irmos embora. Foi quando eu vi o cachorrinho novamente. Me abaixando, faço "carinho" nas orelhas dele.

— e aí, amigão? Esse cara nunca mais vai mexer com você, isso eu te garanto. Vamos logo, Hermes, antes que a polícia chegue, senão já viu. — e voltamos a caminhar. E, por mais que eu dissesse para o cachorro ficar, ele continuava a me seguir, mancando determinado.

— Acho que ele vai seguir a gente até o final, hein. — disse Hermes parando mais uma vez e brincando com ele. Eu concordo com ele, suspirando e olhando para o mesmo até que uma ideia da minha própria genialidade surgiu.

— O que acha de o levarmos pro apartamento? Talvez Arty saiba cuidar dele. E eu possa ajudar, claro. — Hermes concorda e quando voltamos a andar, ele para.

— Mas lá não é proibido cachorros? — o ouço choramingar ao meu lado. — A não ser que...

— Que o que? — falo, o pegando no colo.

— Que você o coloque na sacola. E suba pelas escadas, assim ninguém te vê.

— É. Agora é só você ficar quietinho...

... No apartamento ...

POV. Ártemis.

Fico andando de um lado pro outro pelo apartamento. Já faz mais de duas horas, vinte e nove minutos e quarenta segundos que Hermes e Apolo desapareceram. Sim, eu e estou contando. Atena e Ares também estão na sala, só que ela esta do outro lado, bem longe dele e tão quieta que eu quase esqueço que ela esta realmente ali, enquanto Ares, de vez em quando, dá alguns olhares furtivos para ela. Aí tem. Dando a volta mais uma vez, Ares fala:

— Se você passar aqui mais uma vez eu vou te bater. — vendo que eu parei, ele continua. — daqui a pouco eles estão ai. Talvez até tenham achado uma balada ou algo assim.

— Se eles demorarem mais uma hora eu vou caçá-los pela cidade e trazer eles pelo...

— Nossa Maninha, quanto a amor. Estou lisongeado. — disse Apolo, entrando atrás de Hermes. O mesmo trazia algumas sacolas e... Um cachorro?

— O que raios é isso? — perguntou Atena, que ressurgiu das sombras.

— Um pato? Ou será um cisne? — disse Hermes, sarcástico.

— Shiu ai, pequeno gafanhoto. Arty, precisamos da sua ajuda. — diz meu irmão. Ele põe o cachorrinho no chão, e conforme ele anda, eu vejo que ele esta mancando. Estralando os dedos, ele vendo pulando até mim e começa a lamber a minha mão.

— O que aconteceu com ele? — pergunto. Os dois se entreolham com um sorrisinho. Hermes me explica de como o acharam e como o mesmo estava seguindo eles. Suspirando, pego ele no colo e vejo a patinha. Ele solta um rugido quando eu aperto um pouco. Quando eu estava prestes a falar com Apolo, ele já havia trazido uma faixa limpa e um pouco de iodo e algodão. Enquanto eu o seguro, o meu gêmeo limpa cuidadosamente o ferimento e enrola a faixa com cuidado. Os outros ficam ao redor, observando e esperando. Atena, não sei da onde, traz um pote de ração e um de água improvisado. O bichinho parece feliz e come tudo, depois, começa a correr atrás de Ares, Apolo e Hermes, que começam a fazer uma gritaria imensa com ele. Até eu e Atena começamos a rir com a cena. Quando os mesmos pararam a bagunça, com Ares deitado no chão com ele no peito fingindo que eram uma luta, Hermes olha pra Atena.

— a gente pode ficar com ele?

— Não. — todos nós olhamos pra ela, em silêncio. Ela nega com a cabeça. — não, nada disso. Mais despesas, mais trabalho. Não, assim que ele melhorar, ele volta para os donos...

— Mas ele não tem dono. O dono dele o maltratava! — exclama Apolo se levantando, parecendo profundamente irritado. — eu prefiro ter mais trabalho, pagar mais, ter mais trabalho do que devolver ele aquele filho de uma vaca.

— Nem eu. Prefiro trabalhar e ficar com ele do que ter que entregar essa coisinha pra ele judiar dele novamente. — Diz Hermes, se levantando.

— Então o doamos a outra pessoa ou o levamos a um centro de cuidados dos animais... — diz ela, ainda impassível quando Ares a interrompe.

— Nada disso. E com qual certeza você tem de que não vão o maltratar? — diz ele, ainda abraçado ao pequeno até que ele começa a mordê-lo. — Ai!

— Eu também. Isso não é justo Atena! Deixe a gente ficar com ele. Nós vamos cuidar dele. Por favor! — digo me levantando também. Ela olha pra todos nós e suspira irritada.

— Tudo bem. Mas se tiver um rastro de cocô dele aqui...

— Certo. Nós jogamos em você, não é mesmo, Ares? — diz Hermes piscando pro ruivo, que ri maldosamente enquanto Atena vai pro quarto dela murmurando. Abro um sorriso e me sento ao lado de Hermes, que passa um abraço pelo meu ombro, recebendo um olhar mortífero de Apolo. — que nome a gente vai dar pra ele? — diz ele olhando pra todos.

— Não faço a mínima ideia. — resmungo deitando a cabeça no ombro dele. Apolo desvia o olhar, com os músculos rígidos. — Apolo?

— Não sei. — retruca ele.

— Ares?

— Não sei também.

— HM... Que tal...

Notas finais
E ai?? O que acharam?? Comentem de tudo viu amores?? Comentários deixam a tia feliz e inspirada u-u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.