We Are The Jackson´s
7 Percy
Notas iniciais
Capitulo 07
Se Passar Por Pai tem seus privilégios e suas consequências.
Thalia, Jason e eu fomos até o Kennywood. Por insistência de Thalia. Um dos parques de diversão mais visitados da Pennsylvania.
A entrada do por quê era um chafariz enorme onde se jorrava um líquido esbranquiçado parecido com Leite.
—Isso Com certeza não é normal. -Disse puxando Thalia pelo pulso para que não se aproximasse muito da fonte assim como as outras pessoas estavam fazendo. -Eles tem um chafariz que jorra leite?
—Qual o Problema? -Ela reclamou. -Você esta indo até o Brasil pegar maconha para os Estados Unidos com uma família falsa!
Assenti um pouco desconfortável. Não era bom sempre ficar lembrando que Octavian era o chefe e eu era o Empregado. Por quê na época do colegial era totalmente diferente.
Eu era o capitão do time de basquete e ele era o reserva.
—Pipoca.-Uma voz doce mais ao mesmo tempo persuasiva soou a minha frente,em meus braços.
—Aaaaahh! -Gritei me assustando ao notar que Jason estava desperto em meus braços. -Puta Merda! Esse menino não é normal. -Disse o pondo no chão. -Ok. Agora fiquem atentos ao nosso esquema. Primeiro vamos até a montanha russa, Depois vamos naqueles tobogãs irados que tem no cartaz e depois podemos ir em um carrossel por conta do Jason e de... -Parei automaticamente ao notar que Thalia e Jason não estavam mais me escutando. Muito menos na minha frente. -Ou podemos fazer o que vocês querem.
Thalia e Jason estavam em frente a fonte de Leite. Ela passou a mão por ela e levou a boca, sorriu para Jason e assentiu, então o levantou para que ele também passasse a mão a levando para a boca. Jason bateu palmas e se impulsionou para baixo na intenção de Thalia lhe colocar no chão.
Sorri ao ver a cena.
Tudo bem...eu sorri? Não. Foi um bocejo. Isso somente um Bocejo.
Eles não são seus filhos Percy. São seus cúmplices nessa loucura toda. Se concentre no dinheiro e tudo ficará bem.
Caminhei até eles e Thalia sorriu de maneira traquina para mim.
—Compra uma câmera descartável?
—Por quê tenho que comprar esse troço?
Ela cruzou os braços inconformada. -Por quê você é meu Pai.
—Isso não quer dizer que eu devo ceder aos seus caprichos. -Rebati.
—Mais só são algumas fotos. E Tem mais...Você Me deve dois mil por eu estar aqui. Como combinamos.- Ela sorriu. -Pai?
—Tudo bem. -Esbravejei. -Eu compro a maldita câmera. Quanto é?
—Oito dólares.
Retirei minha carteira do bolso e entreguei uma nota de dez. -Aqui.
—E vai deixar o troco pra mim? -Ela pegou a nota rapidamente da minha mão. -Obrigada Pai. -Ela disse me puxando para um abraço forçado e depositando um beijo estalado na minha bochecha.
—Hey! Não disse que podia ficar com o troco. -Um casal ao meu lado riu da cena. Olhei para eles e sorri em encenação. -Adolescentes. -Dei de ombros.
—Elas ficam piores quando começam a namorar! -O Homem assentiu e rapidamente se afastou.
—Nem me diga!-Disse rapidamente seguindo Thalia que caminhava na frente com Jason. -Me esperem!
(...)
As ultimas cinco horas foram as mais cansativas de toda a minha vida. Fomos em todos os brinquedos do Parque. Thalia andava para cima e para baixo com a pequena câmera amarela e Jason por incrível que pareça não dormiu. Ficou acordado gastando o meu dinheiro com besteiras como seis pacotes de Tubbles e dez sacos de Pipoca.
Os privilégios de ser Pai? Até agora só descobri uma: Você pode furar a fila se estiver com um criança nos braços e as consequências são inúmeras: De ficar cansado a ponto de querer dormir na montanha russa a ficar totalmente liso por quê eles acabam com sua economia.
Olhei para o relógio era quase sete da noite. Uma simples palavra me veio a cabeça: Annabeth.
—Puta merda Thalia. -Disse a puxando pelo pulso. -Annabeth vai nos matar.
Seus olhos quase saltaram da cartilagem do rosto. -Meu.Deus. -Ela disse entredentes.
Peguei Jason pela cintura e puxei Thalia pelo braço e comecei a correr o mais rápido que pude. No meio do caminho a Pipoca de Jason caiu dentro da fonte de Leite, Ele começou a espernear e chorar compulsivamente.
—Droga. -Disse ajeitando ele em meus braços que esperneava sem parar. Avistei uma menininha com um saco de Pipoca em mãos e quando passei por ela correndo arranquei o saco de suas mãos. -Aqui Jason. Mais pipoca.-Levantei o saco para ele que rapidamente parou de chorar e agarrou o saco. Comecei a correr novamente escutando os xingamentos da menininha.
—Pipoca. -Ele sorriu abraçando o saco.
—Esse menino é movido a pipoca é? -Questionei enquanto dobrávamos a esquina. -Olha o Trailer esta lá.
—As luzes estão apagadas?-Thalia perguntou semi-cerrando os olhos para ter uma melhor visão do trailer no fim da rua. -Será que estão nos procurando?
—Annabeth deve estar procurando uma faca pra me matar. Isso sim.-Afirmei.
Corremos até o Trailer.
Coloquei Jason no chão e peguei as chaves em meu bolso. Estava Ofegante, acho que nunca corri tanto na minha vida. Rodopiei as chaves na fechadura. Thalia entrou rapidamente com Jason nos braços e se correu pelo corredor até o quarto.
O Trailer estava escuro. Provavelmente Annabeth e Leo haviam saído. Me sentei nos degraus do Trailer e respirei fundo sentindo minhas pernas tremerem e meu coração palpitar.
—Tudo bem. -Respirei mais uma vez e me levantei para subir quando der repente dou de cara com o olhar assassino de Annabeth atrás de mim. -Aaaai Senhor. -Disse dando dois passos para trás. -O que é isso?-Levei as mãos ao coração tentando me recuperar do susto. -Quer que eu enfarte Chase?
—Enfarte? -Ela disse entredentes. -Vocês sumiram por c-i-n-c-o Horas.-Ela soletrou. -Eu estava a ponto de ir a Polícia mais me lembrei que você é um Traficante!-Ela gritou.
—Shh! -Disse fazendo menção de silêncio. -Quer que sejamos presos?
Ela bateu em meu braço retirando minha mão da boca. -Não faça Shh Pra mim. Acha que tem ainda algum direito de fazer Shh?
—O que...
—Você perdeu o direito quando sumiu com essas duas criaturas na Pennsylvania!-Ela gritou.
Me aproximei dela. -Annabeth ouça bem...
Ela me afastou com o braço. -Ouça bem você Perseu. -Já era a segunda vez que ela me chamava por meu nome. -Da Próxima vez que sumir em uma cidade desconhecida com os filhos alheios eu mesma vou sumir com você no mato mais próximo que eu encontrar.
Arqueei as sobrancelhas. -Hmm...Gostei do duplo sentido da frase. -Ela corou. Como ela ainda conseguia corar depois de grande? -Não seria uma má idéia bancar seu papel de esposa e cumprir com os deveres matrimonias?-Disse me aproximando dela. Olhando bem agora, ela estava com um Short branco curto, Uma blusa regata rosa e Um robe somente por cima do corpo. Annabeth não estava nada mal.
Na realidade ela estava Sexy.
—Pra colocarmos outro filho no mundo? -Ela ironizou rodopiando a fita do Robe no dedo indicador. -Acho que não.
Passei a mão pelo seu rosto retirando uma mecha de cabelo que voava pelo vento frio. Ela pressionou os lábios de maneira significativa e olhou para a ponta de meu nariz. -O que está fazendo? -Ela sussurrou voltando o olhar para meus olhos.Um meio sorriso surgiu de seus lábios. -Percy...
—Só estou provando. -Disse a puxando para mais junto de mim colando nossos corpos, envolvi meus braços ao redor de sua cintura e ela levou os dela para entorno do meu pescoço. Ficamos alguns segundos nos encarando.
Então eu percebi uma coisa. A Qual Thalia havia falado:–"Você...Tem um Tombo por Annabeth Chase e trazê-la aqui para fazer com que ela cumpra o papel de esposa é uma maneira de demonstrar sua paixão reprimida por ela...".
Talvez eu ainda não tenha esquecido de que quando éramos pequenos brincávamos de planejar o futuro. E Sempre que eu dizia que quando me casasse queria que minha mulher tivesse o melhor sorriso do mundo para que eu pudesse competir com ela. Eu imaginava alguém como Annabeth.
Não exatamente ela...Mais...Naquele momento a vontade súbita de beijá-la foi grande. De provar daqueles lábios novamente.
Novamente? Sim...Annabeth foi o meu primeiro beijo quando eu tinha doze anos! Foi naquele jogo estúpido Verdade ou Consequência. Minha Consequência não foi tão ruim assim. Mais aquele selinho foi diferente. Foi Puro. E o que eu queria fazer com Annabeth naquele momento não estava nem perto da pureza.
—Eu... -Ela assentiu provavelmente tentando compreender minha contradição. Mais não nos separamos. Então eu pensei, Se a tese de Thalia for certa? E estou mesmo sentindo algo por ela...Não custa nada provar certo?-Por favor...Não me bata.
—O que quer diz... -Ela mal terminou e eu já havia puxado seu rosto para o meu .Selamos nossos lábios em um beijo puro. Ela tentou se afastar mais eu a prendi em meus braços, suspirou profundamente ainda não desgrudando os lábios dos meus, então finalmente cedeu e eu ao entreabrirmos nossas bocas e juntarmos nossas línguas senti uma corrente passar por meu corpo.
Uma carga de prazer percorreu por mim .Algo que eu não havia sentido nunca em minha curta vida. Não era como os beijos de qualquer garota era um beijo com luxuria mais com intensidade que eu nunca havia sentido. Ela saltou do degrau e grudou as pernas ao redor de minha cintura me apertando contra a parede do Trailer.
Deslizei aos mãos por dentro do robe sentindo seus braços quentes ao redor do meu pescoço, O robe escorregou e caiu no chão do asfalto da rua. Ela passou a mãos por dentro da minha camisa alisando minhas costas me fazendo sentir arrepios.
Puxou minha blusa para cima a retirando e tomando um pouco de fôlego. Me arrepiei ao sentir o vento frio da rua atingir minhas costas.
Abri a porta do Trailer e rapidamente a separei de mim. Ela desceu de cima de meu corpo e apanhou seu robe e minha blusa do chão, Subi os degraus e fechei a porta com a chave. Quando voltei o olhar a procura dela no corredor escuro, pude ver um sorriso em seu rosto pela luz do poste encima do Trailer.
—Não vai escapar de mim Sabidinha.
Disse indo ao seu encontro. Quando nossos corpos se juntaram novamente a levantei a colocando em cima da bancada. Ela se deslizou um pouco para trás e sem querer apertou um botão do Liquidificador fazendo o barulho.
—Opa... -Ela disse entre o beijo e tateou a tomada a puxando rapidamente.
—O que estão fazendo?-A voz de Leo ecoou no corredor escuro.
Rapidamente me separei de Annabeth. E ela saltou do Balcão. Os dois ofegante e suados.
—Estávamos pensando em fazer um Milk-shake. -Disse rapidamente.
Leo caminhou até nós em silêncio e rapidamente foi iluminado pela luz do poste. -Se querem transar usem o quarto. Eu divido o meu com a Thalia e o Jason. -Ele disse simplesmente.
—Tudo bem. -Assenti puxando Annabeth pelo pulso mais ela recuou. Me fuzilando com o olhar. -Tudo bem. -Disse com desanimo. -Leo. Eu e Annabeth não estávamos...
—Estavam sim. -Ele interrompeu.
—Tudo bem, estávamos quase. -Disse rapidamente. Ela estapeou minhas costas. -Ai. O quê? Ele viu?
—Leo. Peço desculpas, por quê um local público como um corredor com coisas que podem fazer barulho não é muito legal...Mais Percy e eu não vamos mais Fazer isso.
—Não vamos? -Disse quase num sussurro.
—Não. -Ela disse entredentes para mim. -Vou ajeitar o quarto para vocês dormirem. -Ela disse indo em direção a Leo e passando o braço entorno dele.-Amanhã temos uma longa viagem até West Virginia.
Tentei não gargalhar da situação. Annabeth olhou para mim de relance antes de entrar no quarto e piscou.
Tudo bem...Talvez hoje não mais em breve a Sabidinha será minha.
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