We Are The Jackson´s
3 Annabeth
Notas iniciais
Capitulo 03
Por quê uma Stripper?
Porquê adoro dançar. Comecei no Ballet assim que comecei a andar, minha mãe foi uma importante Bailarina. Aos doze anos, foi descoberta por uma agente que a colocou para dançar com as melhores do mundo.
E foi assim que ela conheceu meu Pai. Ele foi a um recital dela e ao vê-la no palco se apaixonou, nos bastidores eles marcaram de sair e depois da primeira noite juntos minha mãe por ser burra e não usar proteção ficou grávida de mim.
Meus Pais nunca se casaram. A noite de "Paixão" terminou e meu pai se casou com outra qualquer a quem tem dois filhos e finge ser feliz num casamento mentiroso ao qual ele a trai com minha mãe!
Estranho? Com certeza.
Descobri o caso a dois meses quando liguei para ela e Athena ao invés de desligar deixou o telefone ligado onde pude ouvir toda a "Recaída" por telefone.
Se eu estou feliz por eles? Talvez sim...Talvez não. Eu amo meu Pai. Com certeza é uma das pessoas que eu mais amo no mundo. Apesar de nem sempre estar presente ele sempre faz o possível e o impossível por mim.
Mas minha mãe sempre foi festeira e quando a uns cinco anos meu pai ficou doente ela começou a beber. Muito. E então, parou de trabalhar e aí eu precisei entrar em ação, O Único emprego que consegui foi esse, Meu contrato era de cinco anos, Então eu realmente não sei o que fazer. Foram anos assim e...Não me imagino em outro lugar.
Não imagino outra vida.
—Annie. Dois minutos para entrar. -Disse Joshua. O dono da boate "Skys". Apesar de ser um homem muito dedicado ao trabalho Joshua era o viado mais quente de toda a Nova York. Sempre com o dinheiro acima de tudo. -Entre aqui,querida. -Sua voz soou doce, Então vi uma menina de longos cabelos castanhos e pele clara adentrar no camarim.
Ela tinha um sorriso bobo no rosto que dizia: "Uau!Eu sou uma Stripper! Dane-se o mundo! Sou uma mulher que dança quase pelada para homens infelizes e sem consolo." Tudo bem...Talvez não dissesse isso tudo. Mais algo do tipo.
A menina se aproximou e me encarou através do espelho por alguns segundos. Tentei ignorar, mas não consegui.
—O quê?-Perguntei séria.
—Oh,Desculpe. -Ela desviou o olhar. -Você é muito bonita.
—Você é Lésbica?
—Não.-Ela negou.
—Então obrigada. -Sorri de lado. -Como Joshua te mandou aqui espero que ele queira que eu te dite as regras.
—Regras?
—1°Precisa de um nome falso ou apelido. 2°Nada de danças sozinhas aos sábados por quê é dia do pessoal do banco e eles ficam louquinhos e abusados e 3°Nenhum envolvimento com clientes é permitido.
—Mais eu pensei que...
—Somos Strippers não Prostitutas.
Ela assentiu tentando assimilar a diferença.
—Obrigada.
—E então... -Retoquei o batom. -Qual o seu nome?
—Silena Beauregard.
—Que tal Lena? -Questionei. -É um bom nome.
Ela assentiu. -E você?
—Aqui eu sou Annie. Mais fora daqui gosto que me chamem de Annabeth.
—Annie, 30 Segundos. -Joshua disse batendo a porta, Acenei para Silena,Ela sorriu em consideração.
Corri até o Alçapão abaixo do palco. Drew e Clarisse correram até mim retocando minha maquiagem. -Arrasa,garota. -Clarisse disse me encorajando.
O Alarme soou.
Retirei o roupão que cobria minha roupa de coelhinha, meus cabelos estavam presos em um coque e meu salto era grande o bastante para que qualquer erro que cometesse eu quebrasse meu pé.
A luz do holofotes caiu sobre mim, Ouvi vários gritos de homens ao me verem, O Alçapão parou e eu soltei um beijo para a platéia da primeira fila.
A Música começou, segurei no poste com a mão direita e rebolei para o lado, joguei minhas costas contra o metal frio deslizando o corpo por ele até ficar de joelhos. Soltei o poste e abri as pernas em uma abertura perfeita. Joguei meu corpo para frente e me apoiei em meus cotovelos ainda no chão sorrindo sensualmente, fechei as pernas e caminhei até o poste, Enrosquei as pernas no metal e subi rapidamente, soltei os braços e inclinei meu corpo para trás, os Homens gritaram e assobiaram, Reparando em meu decote amostra, Soltei as pernas e plantei bananeira com as mãos, Deitei meu corpo no chão e voltei meu corpo para trás em uma ponte mostrando o decote para a platéia.
—Vai, Annie!-Eles gritaram em unissonismo.
Sorri retirando a saia, jogando-a para o lado esquerdo, um turbilhão se juntou para pegá-la, subi novamente ao poste e desci rodopiando.
Retirei a mini blusa e a rodopiei com o dedo indicador.
Virei de costas e quando ia retirar o sutiã vi um homem nos bastidores, Ele estava encapuzado mais eu reconheceria aqueles olhos verdes em qualquer lugar.
Ele sorriu de forma maliciosa. -Vá em frente! -Ele disse mexendo os lábios devagar para que eu pudesse entender.
Olhei para Drew e Clarisse que estavam com o olhar preocupado. Desabotoei o sutiã e as cortinas se fecharam. Rapidamente o abotoei me virando de costas.
—Belo Show. -Ele disse vindo até mim. -O final foi a melhor parte.
Me virei e soquei seu ombro. -O que está fazendo aqui?
—Vim te fazer uma proposta.
—E o que acha que me faria aceitar suas propostas? No jardim de infância você disse que Allec nunca brincaria comigo, E eu propus em ir falar com ele mais não... -Neguei. -Você propôs que eu sentasse ao lado dele para que ficássemos amigos.
—E o que isso tem haver com minha proposta? -Ele questionou.
—Você colocou cola quente na minha cadeira ao lado de Allec e quando eu me levantei minha saia ficou grudada. Foram meses sendo chamada de Annie-Rosinha.
Drew e Clarisse gargalharam, as repreendi com o olhar e elas rapidamente saíram do cenário.
—Qual é? -Ele esbravejou. -Éramos pequenos!
—Você me causou traumas de Infância... -Não gostei do duplo sentido, mas continuei. -Lembra que hoje de manhã me chamou de Stripper? E agora quer me fazer uma proposta?
—Você me chamou de traficante!
Caminhei até meu camarim enquanto podia ouvir o ranger de seus All stars no chão liso do corredor.
—Pode ao menos me escutar?
Entrei rapidamente em meu camarim e fechei a porta. Vesti meu vestido florido e calcei minhas sapatilhas brancas. Soltei meu cabelo e ele rapidamente caiu abaixo de meu ombros.
Bateram a porta. -Annabeth.
—Vai embora, Percy.
—Me escuta,Por favor. -Ele pediu. -Eu preciso mesmo de você.
Sorri encarando o espelho. -De 1 a 10? -Era uma antiga brincadeira que tínhamos quando Pequenos. Dependendo da gravidade do problema ajudaríamos o outro.
—10. -Senti minhas mãos tremerem. A ultima vez que ajudei Percy foi para que ele namorasse com Calipso. E dois meses depois ele a pegou o traindo com um qualquer em um beco escuro quando voltava da entrega de uma encomenda. Àquilo foi Avassalador. Depois disso Percy nunca foi o Mesmo. -É sério...Posso te pagar!
Tlim-Tlim. Meus olhos brilharam. Eu estava mesmo precisando de dinheiro.
Precisava ajudar minha mãe e terminar de pagar o Flete.
Caminhei rapidamente até a porta e a abri, Percy estava escorado nela e caiu de costas no chão.
Ele gemeu massageando a cabeça e eu sorri.
—Do que precisa Perseu?
...20 minutos depois...
Tentei não rir da Proposta.
Mas não consegui.
—Então quer que eu seja sua esposa?
Ele assentiu.
Gargalhei alto.
—E essa tal de Thalia e o Leo vão ser nossos filhos e todos alugaremos um Trailer e iremos até o Brasil pegar um carregamento de maconha?
Ele assentiu um pouco duvidoso.
—Bom...Na minha cabeça soou menos louco. Mais...sim.
—Quero Cinco Mil!
Ele engasgou com o ar. -Cinco mil? O que vai fazer com cinco mil?
—Não te interessa! -Disse entredentes. -Quero cinco mil.
Ele passou as mãos pelos cabelos, nervoso e então voltou o olhar para o chão.
—Tudo bem.
Sorri triunfante.
—Sabe Percy...eu sou o tipo de pessoa que quando um amigo precisa de ajuda, eu ajudo. Simples. -Dei de ombros.
—Esteja amanhã as 08:30hrs na frente do prédio! -Ele disse se levantando. -Com as malas prontas.
Assenti.
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