We Are The Jackson´s
20 Annabeth
Notas iniciais
O.V Annabeth
Desci minhas mãos pelo abdômen de Percy em uma breve carícia enquanto ele sorria maroto para mim.
Seus olhos verdes estavam em uma cor rubro pela penumbra no quarto. Suas mãos passaram de minhas pernas para minhas coxas aonde ele deu um leve aperto fazendo com que eu mordesse o lábio inferior ao receber o toque.
Estávamos sozinhos pela primeira vez em dois dias e queríamos aproveitar aquilo.
Percy subiu as mãos até minhas costas e as pressionou sobre ele fazendo com que ficássemos colados pelos abdomens enquanto ele beijava o topo do meu nariz.
Sorri sentindo uma leve cosquinhas, meus lábios foram para o canto de sua boca aonde deixei um pequeno beijo, depois desci um caminho de beijos por seu pescoço e depois por seu abdômen fazendo uma leve carícia em seus braços.
—Annabeth, não me provoque!
"É claro que não",Pensei."Só estamos nos divertindo".
Minhas mãos desceram de sua cintura por dentro de sua calça de moletom e foram aparar em sua bunda o que fez ele soltar um gemido ao ver que minha cabeça foi parar tão próxima a sua ereção mais ele deu um risinho em forma de dizer que ao menos estava se divertindo.
—Você vai se arrepender.
Subi as mãos para seu abdômen novamente e levantei o rosto tentando encontrar uma expressão de o que ele estava sentindo naquele momento. Só vi uma coisa: Desejo.
Em um movimento rápido e totalmente inesperado para mim ele passou por cima de mim me pressionando contra a cama. Seus lábios foram para um encontro voraz com os meus enquanto suas mãos desciam para minhas pernas.
Sentir sua boca contra a minha, seus lábios carnudos massageando os meus, sua língua quente me causando arrepios em todo o corpo.
A droga Jackson era a melhor de todas e a mais viciante também.
Meu short deslizou por minhas pernas e foi jogado de lado. Minhas mãos foram para suas costas fazendo uma carícia até seu lombar.
Minha blusa voou pelos braços enquanto ele pressionava minha intimidade contra a sua.
—Percy...
Passei minhas mãos por sua calça de moletom a abaixando enquanto ele retirava minha calcinha. Podia sentir sua ereção assim como ele podia sentir minha intimidade pulsar a procura da sua.
Ouvi um breve momento em que nos encaramos, seus olhos verdes entraram em contato com os meus cinzentos, nossas respirações aceleradas, corações soando no mesmo ritmo, corpos quentes e peles suadas.
—Eu acho que eu te amo.
Sorri roubando um beijo dele. -Eu também,acho que te amo.
E então tudo parecia fazer sentido, foi como se eu estivesse ligada a Percy de todas as maneiras possíveis, nossos corpos em uma mesma sinfonia, podia sentir algo parecido com a via em filmes ou ouvia em histórias, aquela sensação quente e mareada na barriga toda vez que ele olhava para mim...Eu amava Percy Jackson.
Era isso.
Naquele momento eu me senti completa.
Tinha Percy comigo...Realmente tinha ele.
Quando Percy entrou em conexão com meu corpo eu pude sentir o que não havia sentido da primeira vez que transamos...Ali era somente Sexo.
Não havia tanto envolvimento nem algum sentimento reciproco mais agora ela podia sentir por seus olhares que havia amor. De algum modo eles se amavam.
Era improvável, Incerto e totalmente arrebatador. Mais era algo...e ela gostava daquilo.
Percy entrelaçou suas mãos nas minhas quando nossos corpos juntos chegaram ao ápice. Meu corpo tremeu pela sensação de prazer de que me foi presenteada.
Percy enrijeceu seu corpo tombando para o meu lado ainda ofegante enquanto eu puxava o ar para meus pulmões e tentava controlar meu coração que disparava dentro de mim.
—Foi tão bom pra você quanto foi pra mim?
Virei o rosto procurando se olhar. Ele estava com os braços presos atrás da cabeça em uma pose tranquila enquanto mantinha o olhar em meus cabelos bagunçados sobre a cama.
—Se você está dizendo.
—Se lembra do pacto na casa da arvore?
Aquela frase não podia trazer tanta nostalgia como trouxe para mim. Seus olhos encontraram os meus em um sorriso singelo, ele me puxou para mais junto de si. Enrosquei minha perna na sua e deitei sobre seu peito ouvindo seu coração diminuir o ritmo enquanto ele respirava tranquilo.
—Nós éramos horríveis. -Disse rindo enquanto fechava os olhos tentando me lembrar da cena claramente o que não era tão difícil assim. -Se bem que eu levei bem a mais a sério que você.
—Tenho minhas dúvidas sobre isso. -Ele riu fazendo uma breve brisa percorrer minha bochecha. -Foi você que quebrou o pacto se afastando de mim.
—Você se mudou. -Dei de ombros sugestiva a escutar tudo o que ele quisesse falar. -Eu não tive muita escolha.
"-Eu juro solenemente que não farei nada de bom sem você... —Senti um leve arrepio percorrer minhas costas. Não acreditava que ela ainda se lembrava do juramento. —...não importando as circunstâncias o sangue não nós afastará. O que um dia de tédio uniu nada poderá separar...
—Primos forçados e amigos por opção. Essa é a única lei de verão. Eu juro pelo rio estige. “
Completei em um meio sorriso enquanto tentava controlar o riso. Nunca tinha ouvido um juramento tão idiota feito por crianças de sete anos em uma casa da arvore a meia noite de um fim de verão.
Parecia tão surreal estarmos ali depois de tantos anos em uma cama com uma missão envolvendo a quebra de leis e que não poderia terminar bem.
—Acho que estávamos na fase das rimas!
—Eu tenho certeza que sim.
Disparei em uma gargalhada contra seu peito o fazendo rir também. Rolei para o lado puxando as cobertas para minhas costas e ficando por cima dele, Beijei o topo de seu nariz e me apoiei sobre minhas mãos com o queixo próximo a sua boca.
Suas mãos envolveram minha cintura enquanto ele depositava um beijo em minha testa.
—Por que eu tenho que a impressão de que isso não vai acabar bem?
Percy cerrou os cílios e aspirou o aroma de meus cabelos em uma súplica que não saíssemos da cama.
—Espero que você ainda seja péssima em pressentimentos.
—Eu vi como me olhou quando estávamos tirando as fotos ontem. -Disse olhando fixamente para seus olhos. -Eu conheço esse seu olhar nostálgico.
—Conhece. -Ele soltou um riso abafado em meu nariz me fazendo sentir seu hálito. -Como?
—Foi o mesmo olhar que você me olhou quando entrou no carro com seu Pai quando éramos pequenos e depois...Eu não te vi por anos. E eu sei que você não quer que isso acabe tanto quanto eu...-Disse passando o polegar sobre seu queixo. -E eu sei que você tem medo de acabar na cadeia. E que talvez eu esteja sendo precipitada em dizer que você ama tanto essas crianças como eu.
...Muitos pensam coisas sobre você quer...-Revirei os olhos percebendo que ele estava se segurando para não rir. -...Por exemplo é um cafajeste, drogado, desempregado, idiota e medíocre, vive as custas dos pais e só pensa em arruinar sua vida, Que é ruim de cama...
—Ôpa! -Ele levantou as mãos em um protesto. -Quem ousaria dizer isso ,sobre ser ruim de cama. Eu sou ótimo de cama.
Prendi o riso. -Por quê ficou irritado com isso?
—Eu posso ser tudo isso que você falou. -Ele fez um movimento rápido invertendo nossas posições e me fazendo sentir o quanto ele estava excitado. -Mais não sou ruim de cama.
—Nisso eu só tenho a concordar.
—Então...-Ele umedeceu os lábios. -Eu tenho algo em mente nesse exato momento.
—Hm.
—E eu acho que você não irá se opor.
Sorri maliciosamente para ele. -Tudo bem garotão, me mostre.
—Vamos assistir um filme pornô enquanto transamos.
Trinquei os dentes em uma maneira rápida de desaprovação.
—É sério? De tantas safadezas que passam por sua cabeça agora essa é a primeira em mente? É simplesmente broxante.
Ele riu rolando por cima de mim. -Sabia que você ia dizer isso.
—Nossa. -Levei as mãos ao peito em um sinal de surpresa. -Devo me sentir honrada por você me conhecer tão bem assim?
—Depende... -Ele deu de ombros. -O que você quer fazer?
—Ah! Eu ao contrário de você tenho muitas ideias melhores.
—Tudo bem garota, me mostre.
Escorreguei para baixo dele a procura de seu membro.
Esse dia com certeza iria ser Maravilhoso: Eu, Percy e uma cama. Nada melhor que isso...E é claro que eu não poderia estar mais enganada. Assim que eu o Tateei e ouvi Percy gemer de prazer joguei meu corpo automaticamente para lado ao ouvir o barulho da porta se abrindo em um “Bac” e A voz de Thalia e Leo gritando um com o outro enquanto entravam no quarto.
—Porra! -Percy gritou se virando o que fez com que o arranhasse com as unhas. -Que merda é essa?
Puxei a ponta do edredom exibindo somente minha cabeça para fora enquanto parecia que Thalia e Leo nem ao menos notaram que estávamos transando quando nos interromperam com sua gritaria no quarto.
—Você estava olhando para os peitos dela! -Thalia gritou tão alto que suas cordas vocais transpareceram em sua pele pálida. -Isso é simplesmente nojento Leo, podia ao menos disfarçar.
—Eu não estava olhando para os peitos dela! -Ele disse levando as mãos à cabeça. -Ela estava olhando para o meu pênis, então pensei que se encarasse ela de volta ela iria se tocar.
—Sabe que eu não vou cair nessa história idiota não é? Os Peitos dela estavam quase dizendo:” Oi” Pra você.
—Por que ela estava usando uma blusa apertada demais. -Ele esticou a mão na tentativa de pegar na de Thalia mais foi rejeitado. -Mais que porra Thalia! Você quer parar com isso?
—Foi você que começou!
—Porra! Você precisa para com essa sua insegurança Psicótica! Tem que começar a confiar nas pessoas principalmente aquelas que gostam de você. Não sou eu o que precisa crescer aqui: É você. Para com essa merda de ciúmes sem motivo.
Ele esbravejou.
—Eu estou com você e não com aquela patricinha idiota. É em você que eu penso toda noite antes de dormir. É você que me faz rir por qualquer idiotice e não ela. Então pare de fazer merda, por que está levando todos nós juntos.
—Uh. -Foi o que simplesmente saiu da boca de Thalia antes da lágrima percorrer um caminho certeiro seu queixo. -Essa foi fundo.
—Thalia...-Leo fechou os olhos lentamente logo depois de ser empurrado para o lado quando Thalia passou correndo por ele em direção a porta do Trailer. -Merda!
Percy apertou minha perna me fazendo olhar para trás rapidamente.
—Annie. -Ele indicou com o queixo o caminho do corredor e eu assenti. Peguei o roupão ao meu lado e joguei por cima do meu corpo o fechando no laço enquanto corria pelo corredor em direção a porta do Trailer.
—Thalia! -Gritei enquanto a observava correr pelo asfalto.
O sol me fazia ficar tonta e tropeçar sobre meus próprios pés mais ainda assim eu continuei a correr.
—Thalia! Espere! Pare de correr! Porra, pare de correr!
Ela diminuiu o passo o que me fez alcança-la mais rápido. O vento parecia socar minha cara constantemente o que era desconfortável mais não me importei naquele momento.
Estiquei minha mão até tocar seu ombro a fazendo virar para mim: Ela estava chorando. Não um choro qualquer mais um choro com direito a soluços e uma cara vermelha o que me desarmo imediatamente.
—Thals...Eu...Eu não...
Ela se jogou em meus braços afundando a cabeça em meu pescoço o que me causou uma certa nostalgia do que ninguém nunca fez comigo...Do que minha mãe nunca fez comigo:Enxugar minhas lágrimas.
—Eu não quero mais isso, Annabeth.
—Pensei que gostasse...-Minha voz saiu mais embargada do que realmente eu queria. -Dele. Do Leo.
—Eu amo ele. -Ela se afastou de mim me fazendo encarar seus olhos azuis Límpidos que agora estavam avermelhados. -Mais esse sentimento está me matando a anos. Não quero mais isso.
—Ninguém pode negar o amor Thals. -Passei o indicador sobre a sua bochecha rodeando suas lágrimas que escorriam por suas bochechas. -O amor é uma droga, e essa é sua real beleza.
—Não estou falando do amor. -Ela negou. -Esse sentimento no meu peito...O que o Leo disse...Ele está certo: Eu sou Problemática. Ninguém precisa suportar esse peso por mim.
—Percy é um Traficante, Eu sou uma Stripper, Leo é um Metido e Você uma Problemática. — Sorri para ela. -Somos os Jacksons. E isso é o que realmente importa: Apesar de nossas diferenças e defeitos somos essa merda de família falsa que amamos tanto. Não importa a sua origem, Estado social ou civil, sua cor ou língua e muito menos seus defeitos: Somos os Malditos Jacksons e isso ninguém pode tirar de nós. Então sim...Eu quero que você lute com esses sentimentos idiotas que te fazerem cometer erros mais não tire eles de você. Não mude por alguém Thals, Nunca, Nunca por alguém e sim Por você.
Ela sorriu franzindo o nariz.
—Uh. Essa foi fundo.
—Coisas que se aprende com várias experiências ruins. Dei de ombros. -Que tal se...
—Obrigada.
Aquela palavra nunca soou tão verdadeira para mim.E foi naquele momento que eu soube que talvez nem tudo fosse acabar mal nessa viagem.
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