Notas iniciais
Desculpem a demora! Teria postado muito tempo atrás, mas devido á chuva, uns fios cairan aku ba frente, e eu fiquei sem net nem telefone (U_U) Mas aqui está! E lembrem-se, eu faço as falas de acordo com a personalidade dos personagens, então esperem palavrões e alguns "erros" tá? Boa leitura!!

Josh atirava em dois zumbis ao mesmo tempo. Um apareceu na lateral fora da mira das armas, mas logo caiu, baleado por um senhor mais velho, com um chapéu de pescador. As balas da G17 e da magnum acabaram, ele as guardou na bainha e pegou o rifle. Haviam cerca de 100, ou mais.

Cheron cortava as cabeças dos zumbis com um golpe da foice, cortava em metades irregulares, mantendo Lola sobre o seu olhar. Ela, por sua vez, não atacava, atirava apenas nos zumbis que se aproximava. Cheron cuidava dos outros.

Quando ela matou dois zumbis com uma golpeada, viu um homem com uma besta nas mãos, de costas. Dois zumbis se aproximavam pelas diagonais traseiras, mas ele estava ocupado com os da sua frente e não os via. Percebendo isto, ela correu entre os corpos no chão e decepou o da esquerda, girou a foice e a cravou na cabeça do outro. O homem se virou.

E que homem! O porte musculoso, os cabelos castanhos e os olhos azuis. Transmitia uma força e virilidade avassaladora. Ele lhe olhara com um olhar que Cheron não soube distinguir. Raiva e fascínio, ódio e surpresa, não soube.

Ele acenou com a cabeça, agradecendo e ela acenou de volta. Voltando á realidade, viu Lola quase sendo cercada, e correu para ajudá-la.

Os zumbis finalmente acabaram. Lola se agarrou á Cheron, assustada. Não estava acostumada com violência, matança e muito menos zumbis.

Josh guardou a arma, olhando os corpo decompostos. Como um vírus pode fazer todo esse estrago?

POV Cheron

- Parece que muitas pessoas buscaram a ajuda de Deus. – falou uma mulher loira e de olhos azuis, olhando ao redor. Lola começava a sair do coque, mas ainda não havia me largado.

- Vamos Lola. – chamei, conduzindo-a para dentro da igreja. Sentei-a no primeiro banco, e ela foi logo se ajoelhando. Algumas mulheres do outro grupo também entraram. Olhei a imagem de Jesus Crucificado por um instante, e então saí.

Josh conversava com Rick, o homem forte e o cara gato que eu havia ajudado. Aproximei-me deles.

- Eu sou o Rick, esses são Shane e Daryl. – falou, indicando os donos dos nomes com a cabeça. Assenti em comprimento, demorando um pouco o olhar em Daryl. O nome combinava com ele.

- Eu sou a Cheron, aquela dentro da igreja é a Lola. – falei, voltando o olhar para Rick. – de onde vocês vieram, como chegaram aqui?

- Da estrada. Um de nossos carros, um trailer, quebrou, e ela estava cheia de carros. Uma horda de zumbis surgiu. Nos escondemos embaixo dos carros, um zumbi encontrou Sofia e ela correu para a floresta. Cuidei dele e de outro, mas a perdi.. – explicou Rick.

- Nosso acampamento fica aqui perto, talvez ela tenha ido para lá. – falou Josh. – faz muito tempo que a perderam?

- Perdemos ela ontem. – Daryl respondeu. Sua voz era rouca, talvez pelo hábito de fumar, talvez natural, não sei. Apenas sei que… ah, também não sei. Mas era forte, máscula e… não sei. – eu segui seus rastros, mas não deu em lugar nenhum.

- Eu a mandei deixar o sol ao seu lado esquerdo, não deve ter lembrado. – falou Rick.

Algo se mexeu na floresta. Todos se colocaram á postos, os tiros devem ter atraído zumbis das redondezas. Mas ao contrário do que esperávamos, um humano surgiu. Uma garotinha, linda, mas toda suja e ensangüentada. Apontou a arma para nós, ofegante.

- Q-Quem são vocês? – ela perguntou, a voz entrecortada pela respiração.

- Espere, acalme-se, ninguém vai machucar você. – falou Rick, na defensiva. Mas a garota continuava a apontar a arma, e atirou, mas Rick se abaixou. Shane agarrou a garota, segurando-a pelos braços, ela se debatendo. Aproximei-me dela e segurei seu rosto com as duas mãos. Ela parou de se debater um pouco e abriu seu grande par de olhos, cor de mel. Estavam marejados e amarelados.

- Não vamos machucar você, está bem? – falei, o mais delicado possível.

Ela se aquietou, olhando-me vidrada. – qual o seu nome?

- Isabell. – respondeu, a voz agora deliberadamente chorosa. Sorri calorosa.

- Muito bem Isabell, de onde você veio? – continuei a perguntar.

- Eu… estou sozinha, desde que isso começou. – ela respondeu, desviando o olhar.

- Então você está com a gente agora. – falei, mantendo o sorriso. Ela me olhou vidrada, os olhos brilhando. Fiz um sinal para que Shane a solta-se e lhe estendi a mão. Ainda com os olhos marejados e arregalados, ela veio até mim e a pegou.

- Vai mesmo levar essa estranha para perto dos seus?! – perguntou Shane, exaltado. Parei, e inclinei o rosto.

- É uma decisão minha, e não sua. – respondi, fria e com uma ponta de arrogância. Ele parecia desaforado e meio incrédulo, para minha satisfação, então me virei e segui para a igreja. Peguei uma garrafa d’água e entreguei á garota, junto com um pacote de biscoitos. Ela foi logo comendo, parecia faminta…

- Como você sobreviveu todo esse tempo sozinha? – perguntei, sentando-me ao seu lado.

- Eu morava em Paris, vim visitar a minha mãe, e tudo começou. Ela foi mordida, e não sei o que aconteceu com meu pai. – respondeu, olhando a floresta á frente. Voltou-se para mim. – e você?

- Bom, eu estava sozinha em casa quando a TV começou a noticiar isso. Um deles entrou na minha casa, e eu o matei com uma facada no olho. Corri até a casa da minha amiga vizinha, e ela estava cercada pelos seus pais, agarrada ao irmão. Consegui matar os dois, então corremos e pegamos várias coisas, e saímos, com o carro da família dela. Tínhamos apenas uma arma e um rifle, mas havia uma delegacia no fim da rua, então pegamos todas as armas. Depois, muitas coisas aconteceram, vimos pessoas sendo comidas, aqueles zumbis nojentos, pessoas correndo. – expliquei, também olhando para a floresta, um filme passando diante dos meus olhos. Sacudi a cabeça, me livrando dessas lembranças.

- Então nós somos duas órfãs. – ela falou, sorrindo pela primeira vez desde que a vi. Quando sorria, parecia voltar a ser uma garotinha normal. Uma que não tinha que sobreviver á cada dia.

Notas finais
Comentem, lembram o que acontece com quem comenta né? E já tem alguns na lista de morte, ou não, kkkkkkk

Bjoo rarah
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.