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21 Ep7: Confusão e Términos - prt 3


Notas iniciais
Como expliquei na minha outra fic, tive um problema sério que me deixou todo esse período afastada de postar algo, mas estou devagar retomando minhas estórias. E assim como fiz com a outra fic, nessa também postarei 4 capitulos.

Catherine estava agoniada com a presença de Eddie em seu apê, mas tentava disfarçar isso para o rapaz.

_Te liguei diversas vezes e te mandei inúmeras mensagens só que você não me retornou nenhuma vez. Quero te pedir uma nova oportunidade pra nós. Será que pode nos dar isso, princess?

O celular de Tonny que Catherine havia deixado sobre a bancada da mesa, começou a tocar, impedindo assim, a loira de responder a Eddie.

_Não vai atender? — Eddie olhou pra ela que não havia feito menção alguma disso.

_Deixa tocar e vamos continuar nossa conversa. Depois retornou a ligação.

Ela não queria atender, pois tinha quase certeza que se tratava de Tonny e não saberia o que dizer a ele sem parecer idiota na frente de Eddie.

_Não consigo conversar com esse celular tocando, isso me agonia. Se quiser eu atendo pra você.

_Não!!... Eu atendo então.

A loira pegou o aparelho e atendeu a ligação. Do outro lado da linha, um homem enfurecido disse que por causa da recusa de Tonny em atender suas ligações anteriores ele já havia ligado mais duas vezes, mas Cath não havia atendido — o ator não precisaria mais se dar ao trabalho de fazer o teste, porque não o queria mais no filme. Dito isso, o homem desligou na cara de Cath.

_Quem é Cath?

_Trote! A loira mentiu.

Pelas palavras que o sujeito disse só poderia se tratar do diretor do filme.

_Isso de trote é horrível... Mas vamos voltar ao que falávamos.

_E o que falávamos mesmo? É que não lembro.

_Você ia me dizer se me daria ou não outra oportunidade.

_Ah, sim, então...

Um novo celular tocou, agora foi o de Cath.

_Ai que droga! Espera um instante, Eddie!... Alô!!

_Cath... Eu já estou ficando apavorada. A Lola está me pedindo pra dá garantias das previsões que fiz. Eu não sei o que fazer amiga. Ela ta me pressionando e me mantendo prisioneira no apartamento dela. Eu tô com medo dela, Cath. Ajuda-me!O que faço?

Morgan falava em desespero. Havia aproveitado que Lola tinha ido atender uma ligação na cozinha, pra ligar para amiga pedindo auxilio já que não podia sair dali, porque a vizinha tinha trancado a porta e lhe prendido a uma poltrona.

_Morgan diz a verdade pra essa louca. Diz que você não sabe ler direito as cartas e se manda daí. Tchau! A loira desligou na cara da amiga.

_O que houve Cath?

_Morgan se meteu em confusão ao tentar se passar por taróloga.

_Hum... Que engraçado você tem dois celulares? Não sabia!

Ai droga! E agora?

Mais que depressa a loira inventou que um dos aparelhos era somente pra falar com seus pais. Já o outro era só para falar com os amigos.

E pra acabar com toda aquela constante interrupção de celulares tocando a todo instante, Catherine resolveu desligar os aparelhos.

_Pronto! Agora nada mais vai nos interromper. Agora sim, podemos conversar direito. O que você dizia mesmo, porque me esqueci de novo.

_Na verdade é você quem ia me dizer algo. Vai ou não me dar outra oportunidade? Ou será que... Você não gosta mais de mim?

_Ai, Eddie, não diga isso. Você é um cara super lindo e legal. Mas a verdade é que sinto que...

Nesse instante o telefone da casa tocar alto e estridente.

_Que saco! Hoje os telefones resolveram me interromper a todo instante.

_Se quiser, eu atendo pra você?

_Não!... Fica aí, paradinho, tomando seu cafezinho enquanto vou atender essa ligação na sala. Já volto!

Ela saiu correndo pra atender a ligação, rezando pra que não fosse Tonny. No entanto, suas preces caíram por terra, quando a loira atendeu e reconheceu a voz do namorado.

Ele perguntou se havia esquecido seu celular no apê dela e Cath confirmou com um hãham. Diante dessa resposta, Tonny disse que estava retornando a casa da namorada pra apanhar o aparelho. Em quinze ou vinte minutos estaria chegando ali.

_Ok! Vou ficar te esperando! Ela lhe murmurou antes de desligar.

Em poucos minutos Tonny estaria ali e Catherine teria que dar um jeito de tirar Eddie dali o quanto antes. Então, ela correu pra cozinha pra fazer isso logo.

_Eddie preciso que você vá embora agora.

_Por quê? Aconteceu alguma coisa?

_Aconteceu, mas não é nada sério. Vou ter que sair pra encontrar uma amiga da Uni. Ela arrancou a xícara de café da mão do empresário e o pôs de pé. Logo o empurrava pra sala a fim de expulsa-lo da casa.

_Quer que eu te dei uma carona até o lugar onde a encontrará?

_Não precisa. Eu pego um táxi! Tchau, dear!

Ela o empurrou pra fora do apê e logo em seguida, fechou a porta em sua cara.

_Ufa! Consegui tirá-lo daqui. A loira suspirava encostada a porta.

...

Sofia retornou algumas horas depois do shopping pra apanhar Paolo aonde havia deixado-o, entretanto não o encontrou e ficou possessa com isso. Já ia ligar pra ele quando seu celular tocar em sua mão. Era Gil avisando que tinha visto por acaso, o namorado da loira entrando num inferninho de strip-tease, localizado na avenida principal.

_Como é? ... Eu vou matar esse italiano!

Sofia encerrou a ligação furiosa e logo, já saia em direção ao tal inferninho pra constatar mesmo se seu namorado estava lá.

Longe dali, Gil sorriu comemorando seu feito. Agora era só esperar Sofia aparecer ali e pegar seu namorado a corneando com uma stipper.

...

Greg observava Rick todo carinhoso com Tina e sentia vontade de acabar com a farsa que a namorada do amigo fazia nas costas dele, mas como lhe faltava coragem pra isso, ele se calava e deixava o amigo fazer papel de corno.

_Eu não sei vocês, mas achei muito interessante tudo o que foi dito nessa palestra.

Warrick deu uma experimentada na comida que havia pedido.

Logo após terem saído da palestra, o moreno deu a idéia de Tina, Greg e ele, saírem os pra jantar.

_Só que teve um lance que me intrigou e incomodou muito.

_O quê?

Greg e Tina temeram que o moreno tivesse entendido as indiretas que Greg havia feito a namorada do amigo.

_Acho que esse tal de Axel ta colocando chifres na Sar. Não acham?

_Ai, gatinho, creio que está vendo coisas. E acho que é melhor não se meter nisso. Não devemos especular a respeito de assuntos que não sabemos direito. Isso pega mal!

Tina lançou um discreto olhar na direção de Greg, que entendeu perfeitamente que as palavras dela eram um aviso pra não dar com a língua nos dentes.

Só pra não ficar calado, o jovem Sanders rebateu as palavras de Tina lhe perguntando, se ela não achava mais correto nesses casos, dizer a verdade.

_Não, não acho, Sanders!

_Mas eu acho, amor.

Rick deu sua opinião distraidamente sem ao menos perceber que Tina e Greg estavam se fuzilando com os olhos.

O rapaz alheio aos dois, ainda prosseguiu falando que Sara era sua amiga e por mais doloroso que fosse pra morena saber aquilo, ele teria de lhe contar aquela verdade. Logo após dizer isso, foi que Rick se deu conta de que seu amigo e sua namorada se fuzilavam.

_O que tá rolando com vocês? Tenho a ligeira impressão que a qualquer momento vão se estapear na minha frente.

_Que isso, gatinho! Não tá rolando nada, é impressão sua.

_Greg?? Rick olhou para o amigo, querendo uma resposta dele.

_Hum... É... É... Greg gaguejou e engoliu a seco quando viu Tina lhe apontar uma faca atrás de Rick, em outra ameaça pra que se fosse contar sobre sua traição, não o fizesse ou se daria mal.

_É o que, cara?

Sanders sentia-se intimidado agora pelas ameaças veladas que Tina lhe fazia sem que seu amigo visse. Ele queria contar a verdade a Rick, ali naquele momento, mas com o que Tina fazia, estava com medo. Temia que a garota lhe matasse!

_Fala logo, cara.

Antes de falar, Greg deu uma provada generosa em sua sopa. Só que nervoso como estava nem percebeu que a sopa estava fumegante e ao prová-la, o rapaz acabou queimando a língua e cuspiu imediatamente o liquido de volta a tigela.

_Queimei a língua! Queimei a língua! o rapaz falava com a língua pra fora.

...

Gil se encontrava agachado e escondido atrás do balcão onde a bar girl atendia os clientes. O jovem esperava o momento em que Sofia adentraria a boate. Não demorou quase nada e Gil viu a loira surgir na boate. E pela cara que ela tinha, coitado do italiano.

Grissom viu Sofia falar com uma das garçonetes, de certo perguntado por Paolo. Alguns poucos segundos depois, Sofia seguia uma direção apontada pela outra mulher que trabalhava ali.

Poucos segundos depois, ela retornava passando diante do balcão onde Gil estava escondido e soltando os cachorros pra cima de Paolo, dizendo que não queria mais nada com ele, pois era um canalha como todos os outros homens que já conhecera.

O italiano corria desesperado atrás dela enquanto lhe implorava que não fosse embora. Pedia-lhe perdão e dizia que o que ela viu no caso ele cercado de quatro seminuas strippers não era nada de mais e que ela não tirasse conclusões precipitadas, pois ele explicaria tudo.

Assim que os dois sumiram de vista, Gil pôs-se de pé. Apoiando as mãos sobre o balcão, o rapaz sorriu largamente por ver que tinha dado certo seu plano.

...

Morgan se via em total agonia e desespero com Lola que ainda a mantinha pressa a poltrona, com as mãos amarradas pra trás e insistindo pra que lhe desse garantias quanto as suas previsões.

_Lola, o taro não é uma lei. Não posso dar garantias das previsões, porque a energia vai mudando conforme vai passando o tempo. Inclusive, até as linhas das mãos mudam a cada sete anos e ...

_Chega! Você vai ficar caladinha agora!

A louca passou uma fita gomada sobre a boca de Morg pra calá-la de vez.

_Você me dará sim garantias, vizinha. Só sairá daqui quando fi...

A campainha soou.

_Fica quieta que já volto. Se der um pio vai ver só.

Sem pressa a louca foi atender a porta. Ao abri-la se surpreendeu com quem viu. Era seu namorado, Rupert que tinha voltado de Amsterdã. Ela feliz por vê-lo ia abraçá-lo, mas viu com surpresa seu namorado dá um passo para trás evitando o contato que ela tentou.

De cara fechada, Rupert disse que tinha algo muito sério pra falar com a namorada.

_O que houve Rupert?

Lola não havia gostada nada do tom com o qual Rupert tinha falado com ela. Pressa a poltrona, Morgan gostara menos ainda. E se aquele sujeito não fizesse o que ela disse que ele faria? Aquela vizinha louca ia matá-la!

_Lola... Eu lamento, mas vou deixá-la.

_Que??

_Vou viver com sua prima.

Na poltrona Morgan ficou em pânico. Era agora que aquela louca lhe mataria. Ela ia morrer jovem demais e ainda por cima, virgem! Que desgraça!

_Rupert, você não está falando sério querido, está?

O homem que se mantinha com o mesmo semblante com o qual chegara ali, de repente sorriu e disse que realmente não estava falando serio pra alivio de sua namorada. Ela imediatamente jogou-se nos braços dele e os dois se beijaram.

Logo após o beijo, Rupert pediu Lola em casamento ao que ela aceitou feliz da vida!

Quem agradeceu a tudo isso e respirou mais que aliviada, foi Morgan.

...

Na boate Paolo chorava no ombro de Gil pelo flagra que Sofia lhe deu.

Irritado com o chororô do cara que já duravam alguns minutos, Gil intervém nisso, pedindo para o italiano parar com aquilo.

_Você vai encontrar outra melhor que ela, cara!

_No... No... No, Gil... Sofi é especial e como ela não tem igual.

_Escuta...

_É ele!

Gil e Paolo viram uma dançarina cercada de dois seguranças fortões, apontarem na direção deles.

_Por que ela está apontando pra nós, Paolo?

_É que io fiz una cosa com ela.

_Que coisa?

_A beijei à moda italiana.

_E como é isso? Gil pôs-se de pé, sendo imitado por Paolo.

Os dois viram a garota e os seguranças que estavam há certa distancia deles, virem em suas direções. E pela cara dos três, a coisa não ficaria legal para o lado dos dois rapazes.

Paolo rapidamente demonstrou em sua própria mão como era o beijo. Ele consistia em uma língua que parava quieta, e mordidas fortes o suficiente pra deixarem marcas por dias na garota. E isso era completamente proibido no lugar. Marcar as garotas com mordidas ou chupões, não podia e Gil sabia bem disso.

_Corre, Paolo! Gil gritou ao italiano.

Ambos saíram às carreiras dali. Tinham que dar o fora dali ou do contrario, Gil tinha certeza que iriam pra delegacia e se o pai de Grissom soubesse que o filho tinha sido preso, adeus vida boa para ele pelos próximos dez anos.

Os dois rapazes seguiram correndo pra saída da boate. Há certa distancia dos dois, vinha os seguranças e a garota. A pobrezinha por sinal apresentava marcas vermelhas pela boca e pescoço.

Com rapidez Gil já chegava ao estacionamento. Destravou o alarme e ele e Paolo entraram no veiculo pra segundos depois, já estarem partindo dali cantando pneu e deixando pra trás quem os perseguia.

Muitas e muitas ruas após se afastarem do local onde ficava a boate, Gil parou o carro numa rua quase deserta por conta do avançar da hora.

_Io adoro este país e mio amico Gil! Paolo gritou pela janela do carro antes de dar outra golada na vodca que ele tinha trazido consigo na fuga da boate.

_Cala a boca ou vai acabar chamando a atenção, Paolo! ... Por sua culpa não vou poder mais voltar àquela boate e eu gostava muito de freqüentá-la.

_Desculpa, amico! ... Bebe um pouco. Toma! Estendeu a garrafa de vodca a Gil que recusou dizendo que não podia, pois ainda dirigiria. _Só um pouquinho.

_Não! Escuta... Eu não consigo entender como você foi capaz de deixar tudo lá na Itália pra vim viver com a Sofia aqui em Vegas. Isso eu não entendo!

_No consigo viver sem ela, Gil, por isso vim... Larguei tudo por ela. Agora no sei, mas tenho que dá um jeito de parlare com ela, explicar a coisa da boate. Alias, como ela soube que estávamos lá?

_Sei lá! Mentiu Gil. _Olha me dá essa garrafa aqui. Você já bebeu demais!

_No, Gil!

¬_Me dá, Paolo!

Os dois começaram um puxa-puxa com a garrafa. Sem que percebessem uma viatura estacionou bem atrás do carro esportivo de Gil. Um policial desceu e veio bem devagar e sem ser notado, aproximou-se do carro a fim de falar com o condutor do veiculo, pois achara muito estranho ver aquele carro bonito parado ali, naquela rua pouco movimentada.

Ao parar ao lado do vidro do motorista, o policial viu o mesmo empunhando uma garrafa de vodca e bateu no vidro, chamando a atenção de Gil.

_Oi, seu policial! Cumprimentou Gil após baixar o vidro.

_Bebendo e dirigindo, rapaz?

_Não, não, seu policial! Eu não tô bebendo. É só o meu amigo.

_Que amigo? Esse que acabou de sair correndo do carro?

Gil viu perplexo Paolo indo embora correndo, ele havia saído sorrateiramente do carro largando Grissom sozinho com o policial.

Italiano filho de uma mãe sem pai! Você me paga depois!

_Desça do carro, rapaz.

Sem outra saída Gil acatou a ordem do policial. Já fora do seu veiculo, o rapaz recebeu outra ordem: encosta-se na porta do carro, de costa para o policial pra ele revistá-lo. Mais uma vez, Gil acatou a ordem que lhe fora dada.

_Seu guarda, eu juro que não estava bebendo.

Após a revista feita, o jovem virou-se para o policial. O homem mais velho encarou-o com curiosidade. Aquele rapaz lhe lembrava alguém.

_Você me parece familiar, rapaz. Já te vi antes.

_Acho difícil, porque nunca fui parado pela policia.

O policial olhou mais atentamente pra Gil que lhe encarava com estranheza. De onde já aquele sujeito lhe conhecia?

Foi então que o policial se lembrou de onde conhecia Gil e surpreendeu o rapaz.

_Você é o filho do chefe de segurança de estado, o Dr. Gerard Grissom. Vi você com ele e sua mãe, na festa dos oficiais que ocorreu no começo do ano.

Gil tinha ido obrigado a essa festa.

_Pois é... Sou eu mesmo!

_Gente muita boa o comandante, seu pai.

_Sim! Gil afirmou com um sorriso sem graça.

...

Libertada por Lola, Morgan correu de volta pra sua casa. Nunca mais pisaria no apartamento da vizinha nem sob tortura de morte!

Já em sua casa, a loirinha deu de cara com Axel ali na sala acompanhado por uma Catherine nada contente por ficar fazendo sala para o ficante da amiga morena.

_Oi Axel!

O biólogo lhe respondeu com um balançar de cabeça que demonstrava certa zanga. Só que essa sua zanga não era com a loirinha e sim com Sara, por ela não estar ali com Dexter como havia lhe dito que estaria.

_Cath, você pode vir aqui na cozinha comigo rapidinho? Você não se importa de ficar sozinho só um instante não é Axel?

_Não!

As duas amigas seguiram pra cozinha. Lá Morgan indagou a Cath sobro o que o ficante de Sara estava fazendo ali e do por que ele parece zangado.

_Ele veio buscar o cachorro dele que a Sara disse que estaria aqui. Só que nem aquela doida e nem o cão estão aqui.

_Caramba! O sujeito tá com uma cara.

_Nem me diga.

_E onde essa doida da Sara se meteu com o cachorro dele?

_Eu não faço idéia disso!... E lá com a Lola?

_Ai, nem me lembre desse pesadelo. Vamos voltar pra sala e ficar fazendo companhia para o Axel até a doida da Sar aparecer.

Bufando Catherine seguiu a amiga de volta pra sala. Não estava nada feliz por isso.

...

_Como você é filho do comandante, vou fazer vista grossa para o que vi e não te multarei. Só que, por favor, não repita o que fez. Direção e bebida não combinam. Sem contar, que é crime isso viu?

_Sei disso seu guarda, mas novamente repito: não era eu quem estava bebendo. Era o meu amigo!

_Sei!... Olha, vá pra casa que é melhor. Dirija com cuidado e tenha uma boa noite, rapaz!

_Pode deixar. E boa noite para o senhor também seu guarda.

Gil entrou em seu carro e assim que o policial fez o mesmo e partiu dali, o rapaz deu partida em seu carro e saiu em busca de Paolo.

Algumas voltas pelo quarteirão e nenhum sinal de Paolo. Grissom então resolveu procurá-lo a pé. Estacionou seu carro e seguiu a procura do italiano pra vê se assim tinha mais êxito.

Instantes depois, andando por um parque que havia perto de onde tinha estacionado seu carro, Gil acabou esbarrando com Sara. A morena ainda procurava Dexter.

_Tá fazendo o que por aqui, Gilbert?

_Procurando um cara aí.

_Um cara? Ah não! Não me diga que mudou de time e agora gosta da mesma fruta que eu? Provocou a morena só pra perturbar o rapaz.

_Que engraçadinha ela! Quer quanto pela graça, hein?

O olhar mortal dele e o tom irônico com o qual falara, renderam a morena um largo sorriso.

_E você, o que faz por aqui, Sara?

_Procurando um cachorro.

_Seu namorado biólogo?

_Não idiota! O cachorro que ele tem.

_Ah, agora você sai com o cachorro ao invés do dono dele? Tá mal hein!

Foi à vez dele de provocá-la!

_Se me zoar mais uma vez, eu juro que te acerto essas sacolas de compra na cara, Gilbert!

_Ok... Parei! Rindo o rapaz ergue as mãos em rendição. _Que tal a gente procurar juntos o cachorro e o cara? Tô com meu carro parado mais adiante.

A morena aceitou isso já que seus pés doíam de tanto que havia caminhado atrás de Dexter. Os dois então seguiram para onde Gil disse que estava seu carro.

Continua...