We Are Family !

17 Ep6: Nem tão bom, nem tão mau! - prt 2


Sentados no chão da varanda há bastante tempo, Axel e Sara já tinham arrumado muita coisa do viveiro. Varias plantas haviam sido ajeitadas, podadas e regadas. Faltavam apenas algumas que o biólogo dava uns últimos retoques coma ajuda de Sara.

_O que é quê isso?!

Sara murmurou a si mesma quando Axel virou-se de joelhos e de costas pra ela pra pegar a tesoura de podar. A posição em que ele ficou proporcionou à morena vislumbrar muito bem sua ‘’comissão traseira’’. Seu bumbum não era muito avantajado como ela gostava em um homem, porem não deixava de ser menos tentador por isso.

_O que disse? – Axel virou-se pra ela e voltou a se acomodar ao seu lado.

_Eu... – ela ficou sem graça com a pergunta dele. Mas logo inventou uma desculpa elogiando o vaso de flores que ele ajeitava e isso distraiu a atenção de Axel.

_Sabe... A minha vinda a esse prédio foi bem gratificante. – Axel enquanto remexia no vaso de flores que ajeitava.

_Posso saber por quê?

_Claro! É porque acabei conhecendo uma garota bem legal e que gosta de plantas que nem eu.

Sara sorriu seu jeito para Axel que lhe olhou sorrindo.

_Confesso que... Honestamente não entendo muito sobre plantas. Mas estou adorando ouvir suas explicações e ver o carinho com que você mexe com as plantas. Isso é... Bonito! – disse com sinceridade.

_A natureza que é bonita, Sara. Só que hoje em dia muitas pessoas não vêem isso ou não dão o devido valor a ela.

A morena assentiu concordando com as palavras de Axel.

_Me diz, o que você faz?... É que você sabe o que faço, mas eu ainda não sei o que você faz.

_Bem, eu estudo Física na ULV pela parte da manha. E da tarde até a noite trabalho como Hostess num restaurante fino.

_Estudar e trabalhar ao mesmo tempo, é dureza!

_Nem me fale. É uma rotina puxada e desgastante.

_Mas algo me diz que você consegue se sair muito bem nela, não é?

_Eu tento!

Ela respondeu sorrindo.

_Já te disseram que você tem um sorriso lindo e que o som que ele faz, é como uma melodia agradável de ouvir?

_Não. Nunca disseram isso... Até agora!

Aquilo tinha lhe ganhado de vez. Não precisava ele dizer mais nada que ela já estava caidinha por ele.

_Então sou o primeiro?

_Sim!

Ele sorriu.

_Sabe, Sara... Você é um encanto de garota. É muito alegre, gosta de plantas que nem eu. É batalhadora, muito linda e tem os olhos mais fascinantes que já vi até agora. – o biólogo se rasgou em elogios a morena.

Sara ficou momentaneamente sem palavras após essa enxurrada de elogios. Aquele homem lindo e mais velho só podia ser um sonho!

_Nossa com tudo isso você conseguiu me deixar sem graça!... – Ela ajeitou timidamente o cabelo atrás da orelha. _Jura que vê tudo isso em mim, Axel?

Nenhum cara pelo que se lembre, havia lhe dito todas aquelas coisas linda que Axel acabara de lhe dizer.

_Sim, Sara. E pra ser franco... Adoraria ver muito mais ainda de você! – ele confessou segurando a mão dela e lhe lançando um sorriso.

Pelo visto o interesse era mutuo!

...

A pedido muito insistente de Tonny, Catherine aceitou acompanhá-lo num coquetel que antecederia a estréia do filme dele, mas isso desde que... Eles entrassem separadamente no lugar pra não serem fotografados juntos. Tonny aceitou numa boa isso.

Ao adentrar segundos depois de Tonny à casa de recepção onde acontecia o coquetel, Catherine pode ver seu namorado mais adiante sendo bombardeado por flashes e mais flash dos paparazzi. Agradeceu aos céus por não ter entrado junto com ele ou do contrario, amanha estaria estampando varias capas de revistas com ele e como se explicaria a Eddie?

A loira seguiu para o bar e de lá ficou vendo seu namorado terminar de atender todas as solicitações de fotos e entrevistas pra só então vir em sua direção.

_Quantas fotos! – Catherine comentou a Tonny, tomando o devido cuidado de manter-se há certa distancia do namorado pra que não chamassem a atenção e nem fossem fotografados juntos.

_Nem me diga! Chega estou vendo vários pontinhos brancos em minha frente, por conta de tantos flashes.

Os dois riram do comentário do ator.

_Tem bastante gente aqui. – Catherine disse observando o lugar cheio.

_A maioria patrocinadores e colaboradores financeiros do filme, e alguns amigos dos produtores e diretores.

_Ai não!

_O que foi? – Tonny olhou confuso pra namorada.

_Tonny aquela é Nathalie Wilson, aquela atriz famosa? Me diz que é, por favor?

Catherine observava a loira alta e com corpo escultural que se encontrava do outro lado do salão. Ela conversava com um jornalista que de certo a entrevistava já que ele tinha um gravador apontado para a atriz.

_É ela mesma, lindona! – Tonny confirmou olhando para a companheira de trabalho.

_Meu Deus, ela é muito mais linda pessoalmente! Não posso acreditar que ela esteja aqui. Sou super-fã dela!... Me conta uma coisa, você que contracenou com ela, a Nathalie também é gente boa fora das filmagens?

_Bem, lindona, eu não tive tanto contato assim com ela.

A loira encarou o namorado com uma das sobrancelhas arqueadas.

_Como não teve tanto contato com ela se vocês contracenaram juntos?

_Nosso contato foi apenas profissional, coisa de trabalho mesmo. – explicou rapidamente Tonny enquanto lançava um discreto olhar na direção de Nathalie.

_Sei... Mas ficar filmando com alguém por tanto tempo em Vancouver e aqui e acolá como vocês ficaram, pelo menos devem ter virado amigos, não?

_Amigos, amigos tipo ‘’brothers’’, não!... Foi só trabalho, nada mais! – reafirmou Tonny com certo desconforto.

Catherine achou aquilo estranho. Como duas pessoas passando mais de um mês juntos gravando um filme onde tem cenas de romance juntas e só tiveram uma relação profissional, nem amigos ficaram? Aí tinha!

O casal viu a bela atriz olhar na direção de Tonny e lhe jogar um beijo, deixando o ator bem sem graça com Catherine.

_Só trabalho, né?... Estou vendo! – A loira resmungou dando uma encarada feia para Tonny.

_Cath é um só um cumprimento.

_Claro!... Ai, lá vem um paparazzo pra cá! — Catherine disse se afastando e virando de costas para Tonny.

Só depois que o namorado foi fotografado e o paparazzo foi embora dali que a loira se virou e aproximou-se novamente de Tonny.

...

_Quer dizer que durante esse tempo em que estive fora, você não ficou com ninguém, Gil?

Mentirosamente o rapaz havia dito isso a loira que obviamente não tinha acreditado, pois descobriu por uma conhecida que era amiga de um amigo de Gil, que o rapaz é um mulherengo de marca maior e que já tinha ficado com varias depois a modelo viajou. Inclusive, na noite seguinte a viajem de Sofia, ele já estava de agarramento com uma garota na mesma boate em que ele e a loira se conheceram. Um safado!

_Não, não fiquei! – confirmou na maior cara de pau. _A verdade Sofi é que... Não teve um dia em que não pensei em você, baby!

A loira quase se render a vontade de gritar um: ‘’bastardo mentiroso’’. Mas se conteve. Logo ele teria o que merecia por bancar o mentiroso.

_Eu não consigo acreditar muito nisso.

_Por quê?

_Talvez porque você não tenha me dado a mínima depois que viajei. Você me esnobou e descartou friamente, como ninguém tinha feito antes.

Ele engoliu a seco. Mulheres... São um baú de memórias. Não esqueciam nada muito menos quando eram esnobadas.

_Eu já disse o que aconteceu, gata.

_É disse!

_Que tal você me dá uma nova chance e eu mudo essa possível imagem ruim que tem de mim.

_E como fará isso?

_Bem, primeiro nós podíamos mudar de lugar pra começar. Poderíamos ir para um lugar onde pudéssemos ficar sozinhos. Sugiro ate o meu apê. Estou redecorando a varanda dele com lindas flores e plantas que creio que vai gostar. E bom... Não sei, quem sabe, podíamos conversa e depois estrear a varanda pela tarde afora. O que acha?

A loira deu sorrisinho. Aquele garoto era um traste tarado. Recordava-se dele ter feito uma proposta assim mesmo quando se conheceram na boate após vários beijos e amasso trocados, só que ela não cedeu ao seu pedido. E dessa vez, não seria diferente, porem... Ela ia jogar com ele e lhe deixar na saudade.

_Claro, vamos! Só que antes eu preciso ir ao toalete dar uma retocada na maquiagem e também, fazer uma ligação para uma amiga avisando que não vou mais almoçar com ela. Pode ser gato?

_Pode, gata. Te espero aqui!

_Não demoro. Prometo!

Ela piscou pra ele lhe jogando um beijo e levantou da cadeira pra seguir para onde disse que iria. Na mesa ficou um Grissom todo empolgado achando que sua tarde ia ser de pura diversão. Vai sonhando, garoto!

...

Catherine e Tonny ainda estavam no bar quando viram Nathalie fazer um sinal com a mão, chamando seu parceiro de filmagem.

_Lindona, vou ter que ir lá. Talvez o jornalista que está com ela, queira uma entrevista minha já que somos os protagonistas do filme.

_Tudo bem. Vai lá, eu fico aqui.

_Já volto!

Catherine assentiu e ficou vendo seu namorado seguir até chegar onde Nathalie estava. Foi com certa surpresa e desconforto que a loira viu a atriz esbelta, abraçar Tonny com intimidade e demoradamente, depois ela ainda deu um beijo no rosto dele.

Os dois trocaram algumas palavras ao pé do ouvido que Catherine daria tudo pra saber quais eram. E logo em seguida, eles sorriram um para outro e deram atenção ao jornalista.

Catherine achou aquilo tudo muito estranho. Aquele comportamento deles, não condizia com uma relação que era somente profissional. Aquilo no mínimo estava pra uma relação amigável, bem amigável demais para o gosto de Cath.

...

Grissom deu mais uma olhada em seu relógio pra ver os minutos. Já havia se passado quinze e nada de Sofia retornar do toalete.

O jovem continuou esperando. Deu mais quinze minutos, depois mais quinze e a loira não voltava. Grissom começou a se preocupar com essa demorada dela e então chamou o garçom que atendia sua mesa.

_Diga, rapaz.

_Você poderia mandar dar uma checada no toalete feminino pra vê o que houve com a minha amiga? Ela saiu daqui faz quarenta e cinco minutos pra ir retocar a maquiagem e ligar para uma amiga dela, mas até agora não retornou de lá. Estou preocupado que ela tenha sofrido algum mal súbito no toalete.

Foi com um meio sorriso que o garçom contou a Grissom que a amiga dele não se encontrava no toalete e sim, que ela já tinha ido embora há muito tempo.

_Ela já foi embora? – Gil não estava acreditando no que ouvira. _E foi pra onde?

_Bem, isso não sei, jovem. Mas ela me pediu que lhe entregasse isso quando você perguntasse por ela.

Gil pegou o envelope vermelho que o garçom tirou do bolso frontal de seu avental e lhe entendia.

_Ela só deixou isso e foi embora? – O jovem quis saber enquanto abria o envelope.

_Sim, senhor.

De dentro do tal envelope, Grissom tirou um cartão que trazia escrito os seguintes dizeres:

‘’Querido Gil,

Aconselho que vá tomar um bom banho frio, pois isso é ótimo pra baixar os ânimos. Beijinhos!

PS: Você é um bastado mentiroso e mulherengo. ’’

Com cara de tacho Gil fechou o cartão, jogou-o sobre a mesa e deu um gole em seu suco.

Aquilo não estava acontecendo com ele. Acabara de tomar o maior ‘’toco’’ dos últimos tempos.

_Quer que eu peça seu carro pra ir atrás da moça?

_Não! Traga-me a conta somente. -

Não tinha mais porque ele continuar ali depois de ter levado aquele fora da loira.

...

Depois de ter terminado de montar o viveiro, Sara e Axel agora se encontravam cada um degustando uma latinha de cerveja bem gelada pra matar a sede do calor absurdo que fazia.

_Nesse calor todo só uma cervejinha gelada dessas pra refrescar.

_Aproveita que é cortesia da casa!

_Então obrigado e... Saúde!

Sorrindo eles brindaram com suas latinhas.

_Agora falando do viveiro, ele ficou incrível, Axel. Super bonito! Muito obrigada pela ajuda.

_Não tem de quê. Foi um enorme prazer te ajudar, Sara.

_Só que preciso te confessar uma coisa e espero que não fique chateado comigo por isso.

_O que foi?

Ela estava se sentindo mal por continuar mentindo pra ele e resolveu lhe contar a verdade, rezando pra que ele não se aborrecesse com ela.

_Esse viveiro não é meu, meu de fato. Ele é do Gil, o meu amigo. E ele também que é o dono desse apê.

_Você não mora aqui?

_No andar de baixo.

_Por que me fez acreditar que era dona desse apê e do viveiro?

Gil que chegara ao apê segundos atrás sem que Sara e Axel percebessem, ouviu do correr essa conversa dela com o biólogo e sorriu querendo saber como a morena ia sair dessa situação armada por ela.

Na cozinha a morena pensou no real motivo da sua mentira e se sentiu meio sem graça de confessar realmente aquilo.

_Sara??

_Olha não me julgue mal, Axel... Mas o que acontece é que... Bem... Eu inventei isso porque queria te impressionar.

_Me impressionar??

_Pois é!

_Você ao menos gosta de plantas?

_Gosto, mas não tanto quanto fiz parecer.

O sujeito balançou a cabeça enquanto encarava sua latinha a mão.

_Me desculpe de verdade por ter ‘’omitido’’ esses detalhes.

Ele assentiu e depois de um sorriso. Essa tinha sido a primeira vez que tinha passado por algo parecido. Não havia se chateado com ela, pelo contrario, havia se surpreendido com sua audácia se é que se pode chamar assim isso.

_Está tranqüilo, Sara. Te desculpo sim.

_Puxa obrigada. – ela disse com certo alivio ao ver que a expressão dele não era de quem estava aborrecido ou algo parecido.

Axel olhou em seu relógio e viu que precisava ir. Em uma hora tinha que dar aula em uma escola.

_Tenho que ir agora, Sara.

_Mas já?

_Tenho que dar aula em uma hora num curso.

Ela não queria que ele fosse ainda, mas se ele tinha que ir... Paciência! Tinha gostado de conhecê-lo e de passar essas quase duas horas em sua companhia.

_Bom se é assim então, está bem.

_Se você precisar de alguma ajuda ou tiver alguma duvida com o viveiro, me liga. Você já tem meu numero.

_Sério que se eu te ligar você vem? Mesmo depois do que fiz?

_Sim! É só você me ligar. E espero que ligue!

Ela sorriu pelas suas últimas palavras.

_Então eu vou ligar mesmo.

_Vou ficar no aguardo da sua ligação, Sara!... Tchau! – ele lhe deu um abraço.

O que ela tinha feito não mudou em nada o fato de ele ter se encantado com ele. Seu interesse por ela tinha até aumentado depois dessa confissão dela.

_Tchau, Axel!... Eu vou te levar até a porta.

Não querendo ser pego em flagrante por estar xeretando mais uma conversa da morena, Gil imediatamente se enfiou no quarto de Greg ao perceber que Sara e o tal biólogo vinha da cozinha.

Pela fresta da porta entreaberta, Gil viu a morena e o sujeito passarem pelo corredor, seguindo para a sala. Quando ouviu a porta bater indicando que os dois já tinham ido embora, Grissom saiu de dentro do quarto. Mas para o azar do jovem, Sara não tinha ido junto com Axel, a morena voltou da sala e pegou Gil bem no meio do corredor do apê.

_Eu não acredito que estava todo esse tempo aí, ouvindo minha conversa com o Axel, Gilbert! – a morena disse bem alto, assustando Gil que se virou imediatamente pra encará-la.

_Pensei que tivesse ido para o seu apê.

_Com que direito fica ouvindo minhas conversas hein?

_Não tive a intenção. – ele deu de ombros.

_Sempre não tem, né?

_Aí, esse apê é meu, sabia? Se não queria que eu escutasse sua conversa com ele, então que fosse para seu apê.

O rapaz virou-se e seguiu para a cozinha, sendo acompanhado logo mais atrás por Sara.

_Você é muito cara de pau, Gil. Tá se tornando um habito seu ficar xeretando minhas conversas com os outros.

_Não é bem... Aí, quem foi que tomou minhas cervejas?

Após ter aberto a geladeira, Gil deu falta de duas latinhas na porta.

_Foi bem esse cara, né? Você deu minhas cervejas pra ele Sara?

_Não seja chorão. Ele tomou apenas uma a outra fui eu quem tomou. Ainda restaram quatro aí pra você.

_Mas acontece que eu tinha comprado seis e queria tomar as seis.

_Pois vai tomar só essas quatro que já estão de bom tamanho. E se você não sabe, muita cerveja como vem tomando e toda a semana, deixa o homem barrigudo, Gilbert... Vou indo, tchau! – ela gritou já do meio do corredor.

_Barrigudo... Até parece! Faço academia pra quê?! – resmungou o jovem abrindo uma latinha e tomando uma generosa quantia do liquido dela.

Continua...

Notas finais
A última parte trará a grande descoberta do Greg.. Qual será ela? Bjs e até