We Are Alive

3 I Want To Kiss Him Forever


Notas iniciais
Este capítulo ficou muito fofo, estou muito lamechas ahah
Espero que gostem! Boa leitura (:

Ao chegarmos ao restaurante eu e Kendall escolhemos uma mesa mais acolhedora no canto da sala. Este tinha vários vidros fazendo com que as pessoas do lado de fora nos pudessem ver, tinha vista para o mar e a decoração era do tema marinho. As paredes eram pintadas de azul claro e branco, com cordões e várias bóias pintadas. Era de facto muito bonito e cheirava optimamente! Ao olhar para Kendall, notei que tinha tirado o chapéu e o seu cabelo dourado caía-lhe perfeitamente pela testa. Estava com um sorriso na cara a olhar para mim, o que me fez corar.
— Porque tanto olhas para mim? – Interroguei-lhe ao olhar-lhe fixamente nos olhos.
— Porque acho que és linda e podia ficar a olhar para ti durante horas. – Respondeu, ainda com os nossos olhos postos um no outro.
Ficamos assim até que senti algo quente sobre a minha mão, olhei e vi que era a sua mão. Hesitei, mas aos poucos deixei com que os nossos dedos se entrelaçassem e senti uma faísca a percorrer todo o meu corpo. Sentia-me nervosa, mas ao mesmo tempo sentia-me bem por saber que era ele que me estava a causar estas sensações. Levantei a cabeça para olhar para ele e continuava a olhar e a sorrir, completamente perfeito. Eu sorri timidamente, mas fomos interrompidos pelo empregado a perguntar se já tínhamos escolhido os menus. Eu tive o impulso de afastar a sua mão, mas em vez disso ele apenas olhou para mim e reconfortou-me com o seu olhar. Fizemos o nosso pedido e começamos uma longa conversa.

O jantar tinha sido óptimo, deu oportunidade de nos conhecermos melhor e o nervosismo foi embora, já me sentia muito mais à vontade com ele. Agora para mim ele era uma pessoa normal, já não era mais aquele rapaz que eu via em vídeos e fotos.
Depois de jantarmos decidimos ir ver o pôr-do-sol. Eram 21h horas e o sol estava-se a pôr por trás do mar. Desce-mos as escadas até à praia que já se encontrava vazia e andamos um pouco para um sítio mais reservado. Eu sentei-me e ele começou a rir.
— Qual é a piada? – Perguntei fingindo-me chateada.
— Tu chegaste aí e sentaste-te logo sem te importares com a areia nem nada! – Começou a rir ainda mais e eu amuei.
Ele aproximou-se de mim enquanto eu estava ainda amuada a fazer beicinho. Desviei a cara e encarei o mar até que ele pousou a mão no meu queixo, fazendo com que eu o fitasse.
— Ficas linda a fazer beicinho.
Dito isto passou o dedo pelo meu lábio inferior e eu mordi-o em seguida, quando ele deixou de tocar. Ele sorriu bastante perto da minha cara e eu conseguia sentir a sua respiração, mas deixei de senti-la quando este se sentou e encostou-se ao muro de um forte que ali estava, eu encostei-me também.
— Posso fazer-te uma pergunta? — Interroguei-lhe. Estava mesmo curiosa para saber a resposta ao que lhe iria perguntar.
— Tudo o que quiseres.
— Porque é que falas comigo e que convidaste para sair? Eu sou apenas uma rapariga normal e eu não sei o que viste em mim e...
— Ema! Tu podes não te achar perfeita, ou nem sequer bonita, mas para mim tu és algo de especial. Para mim tu és uma das raparigas mais perfeitas que vi e achei isso desde o momento que te vi naquele café a olhar a mim com as faces rosadas. Eu vi em ti tudo aquilo que não vejo nas outras e senti a necessidade de falar contigo.
Durante o seu discurso olhei-o nos olhos, mas quando ele acabou simplesmente não conseguia encará-lo. Aquele rapaz, aquele perfeito rapaz houvera dito que eu era perfeita e que viu em mim algo que não vê em outras raparigas. Com muita coragem e sem olhar nos seus olhos, segurei a sua mão. Eu sei que ele não estava à espera, mas quando as nossas peles entraram em contacto, um frio percorreu todo o meu corpo e eu sabia que não devia de estar nervosa, porque ele era especial. Senti a sua mão disponível elevar a minha cara até encara-lo, e pode-se dizer que eu nunca o vi tão lindo quanto estava naquele momento.
A sua respiração estava quente e eu conseguia senti-la na minha cara de tão perto que ele estava. Assim que o meu olhar encontrou o dele, os nossos corpos em simultâneo foram-se aproximando até os nossos lábios entrarem em contacto, fazendo com que eu sentisse a sua boca suave na minha. O nosso beijo começou calmo, mas começou-se a desenvolver, continuando calmo mas podia-se sentir o desejo presente. Ele pediu permissão com a sua língua para poder explorar a minha boca e deixei, fazendo com que entrasse-mos num ritmo perfeito.
Após o que pareceram anos, mas na verdade foram apenas minutos, nós paramos o beijo e encostamos as nossas testas. Eu já não estava nervosa, mas sentia aquele frio na barriga. Este momento foi perfeito e sinto-me segura com ele.
— Wow. – Foi a única coisa que eu consegui dizer depois de tudo aquilo.
— Eu não disse que eras perfeita?
Eu sorri e aproximei-me para mais um beijo. De seguida encostei a minha cabeça no seu ombro e ficamos a ver o pôr-do-sol.

Depois do crepúsculo, quando começou a ficar realmente de noite, já eram 22 horas. Eu e o Kendall fomos dar uma volta, onde ele foi um cavalheiro e deu-me a sua mão. Já me sentia “em casa” quando estava com ele. Aquele beijo fez com que as coisas entre nós ficassem mais normais e fez com que eu me sentisse muito mais à vontade ao pé dele. Sinto que cada vez gosto mais dele e que não consigo evitar sorrir quando estou com ele.
Após termos parado em alguns bares e termos bebido umas bebidas, ele levou-me a casa por volta da meia noite. Quando chegamos à porta do prédio, paramos os dois a olhar um para o outro como se não quiséssemos deixar de estar juntos.
— Foi um óptima noite Kendall, agradeço-te muito. – Disse, quebrando o silêncio.
— O prazer foi todo meu! Encontramo-nos amanha? Queria levar-te a conhecer os rapazes! – Respondeu-me com um brilho nos olhos.
— Eu vim de férias com a minha família, e tu vais raptar-me todos os dias? – Ri-me.
— Não era uma má ideia! — Ele puxou-me e beijamo-nos entre risos.
— Esta bem, amanha vou conhece-los, mas depois de amanhã tens que jantar connosco, o que me dizes? – Interroguei-lhe.
— Desde que o teu pai não me mate, tudo bem!
— Se eu estiver feliz, o papai também está!
Os nossos corpos ainda estavam colados devido ao beijo anterior, mas desta vez ele puxou-me ainda mais contra si, quase que podia sentir o seu coração bater. Beijou-me calmamente e a sua boca sabia maravilhosamente. Quero beijá-lo para sempre.
— Até amanhã princesa. – Disse quando nos separamos do beijo.
— Ate amanhã príncipe.
Demos mais um selinho perlongado e ele separou-se de mim, indo embora. Eu fiquei parada a ver a sua silhueta a desaparecer quando virou a esquina. Eu fui entrando dentro de casa e tive que me beliscar para ter a certeza que não estava a sonhar. Isto está mesmo a acontecer?

Notas finais
Eu disseeee que foi fofo!
Até aqui está tudo bem, mas a partir de agora vou colocar algumas surpresas muahahah
Não se esqueçam de deixar review, love you faces ♥