Wayward

27 Capítulo 26


Notas iniciais
esqueci de dizer nas notas do capítulo anterior, mas eu tô seguindo a cronologia da série de acordo com um site (até porque muitos episódios não possuem data específica e a gente fica ??? em que momento do ano tá rolando isso???); https://supernatural.fandom.com/wiki/Chronology_of_Supernatural#2006

Janeiro de 2007. Nem acreditei que tudo havia passado tão rápido.

As coisas estavam... Quietas demais. Quando Dean havia apontado aquilo, eu achei que não era nada preocupante, mas semanas se passaram e as coisas continuavam quietas. Segundo Bobby, não havia sinal de demônios em lugar nenhum e aquilo nos deixou apreensivos.

Era hora de cair na estrada de novo, precisávamos falar com Bobby e entender o motivo de tudo estar tão quieto. Decidimos ir todos no Impala, depois de nos assegurar de que o sistema de segurança da casa, além do nosso próprio, preparado por Sam e Dean à moda do pai, estava funcionando plenamente. Fizemos as malas, nos armamos até os dentes e começamos nossa viagem do Kansas para a Dakota do Sul.

Não era uma viagem tão longa, mas definitivamente precisávamos de paradas, considerando que Dean estava dirigindo à noite e estávamos no inverno, então paramos em uma lanchonete de beira de estrada. Enquanto Dean nos esperava no carro, Sam foi fazer os pedidos e eu fui ao banheiro me aliviar.

Eu estava lavando as mãos quando as luzes começaram a piscar e um forte cheiro de ovo podre ficou no ar. Eu sabia o suficiente para deduzir que quando as luzes piscavam ou era um fantasma ou era um demônio, mas cheiro de ovo podre era de enxofre, e só demônios deixavam aquele cheiro.

Quando saí do banheiro e voltei para a área das mesas, o cheiro de enxofre estava ainda mais forte, e os clientes que estavam ali... Todos mortos.

— Sam?! – comecei a procurá-lo.

Dean logo entrou na lanchonete, afoito, também percebendo algo errado.

— Cadê o Sam?

— Não sei! – respondi enquanto procurava na cozinha, onde também só haviam mortos.

— O que aconteceu?

— Não sei, Dean! Eu fui ao banheiro e as luzes começaram a piscar! Quando eu saí, me deparei com isso! – me referi ao banho de sangue.

Ele abriu a porta dos fundos, chamando por Sam do lado de fora, mas não obtivemos nenhuma resposta. Não havia ninguém ali além de nós.

— Só pode estar de brincadeira... – Dean cobriu o rosto com as mãos, depois de perceber um rastro de enxofre.

— Calma, a gente vai encontrá-lo – disse enquanto pegava meu celular para ligar para o telefone de Sam.

Dean ligou para Bobby para avisar sobre o que havia acontecido. Sem saber o que mais poderíamos fazer, avisamos a polícia sobre o incidente e fomos embora, Dean acelerando o máximo que podia até Sioux Falls.

Eu tentei ligar para todos os números de Sam, mas eu não era atendida por nenhum deles, o que me fazia pensar que mesmo que tentássemos rastreá-lo, não conseguiríamos encontra-lo. Só me restava ligar para Alice.

— Como assim, ele sumiu?— ela perguntou em choque. — Bella, eu estava de olho no futuro de vocês e não vi nada de errado!

— Tem demônio envolvido nisso, então talvez deva ser essa a razão de você não ter visto nada. Talvez eles não apareçam nas suas visões.

— Eu sinceramente não sei dizer mesmo, nunca me deparei com um em toda a minha vida. Vou tentar encontrá-lo. Se vocês continuarem sem notícias, me liga e iremos até vocês pra ajudar.

— Tá bem, obrigada, Alice. Nos falamos depois.

— Espero que o encontrem logo— e desligou.

— Nada? – Dean perguntou sem tirar os olhos da estrada.

— Não, ela disse que não viu nada de errado nos nossos futuros.

— Brincadeira – resmungou. – Vai ver o demônio dos olhos amarelos tá mexendo com as visões dela também.

— Eu não sabia que demônios podiam mexer com a cabeça de vampiros.

— Nem eu. É uma área totalmente desconhecida pra mim, a gente nem sabia que vampiros podiam ter habilidades sobrenaturais.

E eu era outro mistério, gostando ou não. Bobby não tinha certeza do que havia me possuído, só sabia que não podia ser um demônio, e ele entendi menos ainda o motivo de Edward não poder ler a minha mente.

Quando chegamos na casa de Bobby, ele parecia tão perdido quanto nós. Havia vasculhado por sinais do demônio em todo o país, e nada, reforçando nossa inquietação de antes, que era o motivo de termos dirigido até lá, pra começo de conversa.

Os demônios estavam todos muito quietos, e pior que demônios à solta aprontando poucas e boas com a humanidade eram demônios quietos, escondidos de nós.

Metade de um dia havia se passado desde que Sam desaparecera e nós ainda não tínhamos nem sinal dele. Alice não teve nenhuma visão, e tampouco sentiu o cheiro dele enquanto percorria, com Jasper, a área de onde ele havia desaparecido.

Sam havia sumido no ar. Nem mesmo os amigos deles, Ellen Harvelle, que era dona de uma Roadhouse no Nebraska, ou Ash, que aparentemente era um gênio da computação, sabiam onde Sam estava, mas Ash havia retornado a ligação de Dean dizendo que ele tinha que ir até a Roadhouse o quanto antes, pois ele precisava dizer uma coisa e não podia ser por telefone.

Nós não perdemos tempo, é claro. Nós três no Impala, Dean nervoso com a probabilidade de Ash nos dar mais más notícias, mas o pior não era isso.

O pior era chegar na Roadhouse, o que havia sobrado dela, e perceber que fora incendiada. Talvez não incendiada. Explodida de dentro pra fora, seria o mais correto a presumir, pois parte da estrutura estava de pé enquanto um enorme buraco no centro havia ruído.

O cheiro de queimado era de embrulhar o estômago, mais ainda quando começamos a enxergar os corpos carbonizados.

E entre eles estava o de Ash.

O que nos fez deduzir que Ellen estava por ali e que também fora assassinada.

Justo quando pensei que ficaríamos bem, depois de derrotar James e Victoria e saber que Laurent havia desistido de nos caçar. Justo quando nossas vidas estavam entrando nos eixos... Sam desaparecido e amigos assassinados.

Tudo culpa dos olhos amarelos.

Eu nunca havia dado de cara com o desgraçado, mas agora eu tinha motivos mais que suficientes pra querer matá-lo também.

Não sabíamos mais onde procurar. Sam não fora levado por vontade própria, então nenhum lugar onde ele pudesse querer se esconder poderia ser levado em consideração. Além da casa do Bobby e da Roadhouse, e a nossa própria casa, não havia nenhum outro lugar onde ele pudesse ficar e ser notado.

Dean começou a sentir fortes dores, chamando a nossa atenção.

— O que foi? O que tá sentindo? – me aproximei, observando-o de perto.

— Sei lá, minha cabeça tá doendo pra caramba – se apoiou no Impala. – Podia jurar que vi alguma coisa.

— Tipo uma visão, como as que o Sam tem? – Bobby perguntou.

— Que? Não, não, cara, eu não sou vidente!

— Só perguntei por perguntar.

E então novamente ele sentiu dor, se apoiando no carro. Eu o segurei para que ele não caísse, mas parecia que ele ia desmaiar a qualquer momento.

Quando parecia ter passado, ele estava nervoso.

— Caramba, eu acho que tive mesmo uma visão.

— O que você viu? – perguntei.

— Eu vi o Sam e tinha... Tinha um sino.

— Que tipo de sino? – Bobby perguntou.

— Não sei dizer... Era um sino grande, com alguma coisa gravada nele.

— Algo gravado?

— Tipo uma árvore? – perguntei.

— Tipo um carvalho? – Bobby perguntou em seguida, nós nos entreolhando porque havíamos pensado na mesma coisa.

— É, por que? – Dean perguntou confuso.

— Sei onde Sam está – disse Bobby.

— Onde?

— Cold Oak – respondi enquanto entrava no carro.

— E como você sabe? – Dean perguntou confuso enquanto assumia o volante.

— Porque eu contei à ela sobre algumas cidades fantasma conhecidas por serem assombradas, lugares pra se evitar – Bobby esclareceu enquanto Dean ligava o carro e íamos pra estrada. – Vamos precisar de ferro e muito sal.

— Beleza, estamos prontos pra tudo – Dean assentiu, mais confiante.

Seria mais uma longa viagem, mas ao menos agora tínhamos uma vaga ideia do que esperar. Eu só queria que Sam estivesse bem.

Notas finais
tá, cês sabem o que vai rolar no próximo capítulo, né? ;-; e que coisa, é próximo é o 27