Wayward

21 Capítulo 20


Notas iniciais
eu sei, eu sei, eu disse que iria esperar a verdade é que eu não me segurei, tá legal? EU PRECISAVA FAZER ELES SE PEGAREM AAAAAAAAA não sei se as adm vão chamar minha atenção pela classificação ser +16 e ter putaria rolando ali embaixo, mas espero que eu não precise mudar a classificação até vcs terminarem de votar ae

Eu não sabia o que deveria fazer quando cheguei à cidade. Alice havia mandado via mensagem de texto o endereço do estacionamento onde Dean havia deixado o Impala e me dito para estacionar ao lado e esperá-los. Suas últimas instruções foram bem específicas: não tentar entrar no banco, não tentar me aproximar. O lugar estaria cercado por policiais locais e pelo FBI e uma equipe da SWAT entraria lá para tentar capturar Dean.

Bobby também não havia me explicado muita coisa, apenas que eles ainda não tinham matado o metamorfo e que ainda podia ser qualquer um dos reféns dentro do banco. Enquanto eu esperava por um sinal, imaginava o que o FBI tinha contra Dean. O que sabiam sobre Sam, também? E eu? Eu estava sob investigação? Se estava, seria por conta do rapaz que tinha matado em Rivergrove?

É, eles não estavam brincando quando disseram que eu poderia ir em cana por ser uma caçadora, mas eu não imaginava que aquele risco altíssimo bateria à minha porta tão cedo. As coisas mal haviam se estabilizado entre nós... E agora aquilo.

Bem... Não era como se ninguém tivesse me avisado que aquilo aconteceria.

— Você quis, agora aguenta – bufei, reclamando comigo mesma. – Ninguém disse que seria fácil bancar a durona, boba.

Meu celular logo tocou, me assustando.

— Oi, Bobby – atendi. – Novidades?

— Ainda não. Ouça, quando saírem daí, evitem estradas principais. Não voltem pra cá ainda e fiquem longe de cidades grandes. Dean é um dos mais procurados pelo FBI no momento, então vocês precisam se esconder por um tempo. Motéis baratos e só pague em dinheiro e diga ao idiota pra não sair de jeito nenhum até a poeira baixar.

— Pode deixar – e então notei movimentação por perto. – Espera um minuto, Bobby, tem alguém vindo, mas...

— Mas o que?

— Estão com roupas da SWAT. Devo ir embora?

— Ah, não, devem ser os dois idiotas. Tomem cuidado, vocês três. Qualquer coisa, me ligue.

— Tá bem, se cuida você também.

— Sempre me cuido— e desligou.

Baixei o vidro da minha janela, que era um fumê bem escuro, e chamei a atenção deles com um psiu.

— Bella? – Dean me encarou surpreso. – Tá fazendo o que aqui? Que carro é esse?

— Shh! Entra logo aqui! – o censurei.

Ambos se apressaram para dar a volta e entrar. Dean se espremeu no banco de trás e Sam ficou no banco da frente. Morri de dó das pernas dele sendo comprimidas ali.

— Dean, vai pro lado – pediu, e logo empurrou o banco para trás.

— E aí, a senhorita quer explicar o que tá fazendo aqui? – Dean me encarou pelo retrovisor, tirando do rosto a balaclava que estava usando.

— Alice me ligou avisando que vocês se meteriam em encrenca – me virei para vê-lo. – Vim o mais rápido que pude. Que foi que aconteceu lá no banco? Por que você tá sendo procurado?

— Longa história – suspirou. – A gente pode falar disso depois?

— Tá, claro. Bobby disse pra não voltarmos pra casa ainda. Disse pra evitarmos as estradas principais e cidades grandes.

— É, imaginei que ele diria isso – Sam tombou a cabeça para trás. – A gente vai ter que ficar quieto por um tempo.

— Pra onde vamos agora?

— Você nem deveria estar aqui, pra começo de conversa – Dean resmungou. – E que carro é esse, afinal de contas?

— Eu comprei de um conhecido do Bobby – dei de ombros.

— Pensei que queria uma caminhonete.

— Queria, mas Bobby disse que era melhor comprar algo menor.

— Trouxe suas coisas? – Sam me olhou.

— Está tudo no porta-malas – os entreolhei.

— Pensei que quisesse comprar uma casa em Sioux Falls – Dean franziu o cenho.

— Era o plano – revirei os olhos. – E o plano já era.

Meu celular tocou de novo.

— Alice? – atendi, no que os dois se aproximaram, curiosos.

— Sua casa já está te esperando, Isabella Adams— sua voz angelical soava alegre demais.

— Como você...?

— Eu já sabia, é claro. Ah, não esquenta com isso. Esme ficou mais do que feliz em me ajudar a preparar a casa pra vocês.

— Alice...! – exclamei descrente. – Você não pode esperar que eu aceite...!

— Nós não aceitamos ‘‘não’’ como resposta. Qual é, Bella? Nós temos dinheiro demais e poucos lugares interessantes nos quais aplicá-lo. Além do mais, isso ainda faz parte do nosso pacote de compensação pessoal. Vou enviar o endereço pra você. Espero que goste do seu novo lar!

E desligou sem que eu sequer pudesse protestar. Eu estava boquiaberta, sem reação, e ambos me encaravam ansiosos.

— O que foi que ela disse? – Sam me observou preocupado.

— Ela... Comprou uma casa – os entreolhei. – Alice comprou uma casa pra gente.

— Uma casa? – ambos perguntaram em uníssimo.

— É – me recostei ao banco, ainda em choque.

— Puxa...! – Dean riu nervoso. – A baixinha gosta mesmo de você, hein, Bella?

— Desse jeito ela vai me deixar mal acostumada – bufei. – Enfim, vamos nos dividir para pegar a estrada. Você pode ficar exatamente onde tá – disse à Dean. – Nada de deixar seu rostinho à mostra.

— Mas...!

— Nada de ‘‘mas’’ – o cortei. – Sam, você vai no Impala.

— E qual é o nosso destino, afinal?

Recebi uma mensagem de texto de Alice.

— Lawrence, Kansas.

Eles se assustaram por um momento, e então fecharam a cara. Depois eu percebi o motivo: era a cidade natal deles. Talvez Alice não tivesse sido sábia escolhendo uma casa lá, mas ela já estava nos ajudando mais do que deveria, então não deveríamos reclamar.

Sam foi para o Impala e Dean continuou no banco de trás do meu Chevelle, incomodado com o pouco espaço para as pernas. Eu apenas ri e o mandei dormir, afinal, evitando as estradas principais, a viagem de Milwaukee até Lawrence levaria mais de dez horas e em algum momento nós precisaríamos parar para descansar e nos esconder.

E depois de dirigir até a meia-noite, eu estava exausta. Dean não demorou a ligar para Sam e lembrá-lo de parar no primeiro motel que víssemos e eu fiquei grata por isso, mas ainda levou algum tempo até que avistássemos um.

Estacionamos e Sam foi até a recepção para pagar pelos quartos. Tudo o que eu queria era um banho quente e uma cama onde pudesse descansar. Saímos do carro, esticando as pernas depois de todas aquelas horas no carro e enquanto Dean procurava alguma coisa no Impala, eu verificava o que além de armas eu havia colocado no porta-malas do meu carro.

Foi uma sorte danada eu ter deixado roupas limpas na minha mochila no meio daquela correria.

— Então... – Sam pigarreou, se aproximando de nós. – Eles só têm um quarto com cama de solteiro, o outro quarto é de casal – e jogou uma chave pra mim, no que eu apanhei por reflexo. – Façam bom proveito! – sorriu e nos deu as costas.

— Sam! – Dean o encarou indignado.

— Vocês vão me agradecer por isso – ele saiu rindo.

— Filho da mãe – Dean suspirou.

— É, ele não foi sutil – fiz uma careta.

Bem, uma cama era uma cama...

Tranquei o Chevelle e Dean o Impala e seguimos até o nosso quarto. Não era um dos melhores motéis, obviamente, já que era pequeno, mas aquela cama era mais que o suficiente para que pudéssemos dormir mais ou menos bem por uma noite.

Desabei na cadeira da pequena copa do quarto, largando a mochila no chão.

— Cê quer tomar banho primeiro?

Engoli a seco, tentando não ruborizar.

— Não, não, eu tô de boa, pode ir primeiro. Você teve um dia mais cheio que eu.

— Tá. Valeu – ele rumou para o banheiro.

Me livrei de minhas botas e meias, deixando meus pés relaxarem no carpete frio, sentindo-os doloridos. Procurei na bolsa pelas roupas mais confortáveis que eu tinha para dormir, já que estava sem pijamas, e percebi que não tinha nada além de uma camiseta azul de algodão e uma calcinha cinza no estilo shortinho.

Caramba, as circunstâncias não estavam facilitando!

E quando ele saiu do banheiro vestido com suas roupas de dormir típicas, uma boxer brief e uma camiseta, eu me esforcei para não deixar meu rosto aquecer. Ele saiu sem dizer nada e eu também fiquei na minha, indo direto para o banho.

Um chuveiro quente depois daquele dia louco foi maravilhoso, mas eu não podia ficar ali enrolando a noite toda. Sabia que teria que sair vestindo só aquilo e não tinha para onde correr. Encarei meu reflexo no espelho por um tempo, tentando desembaraçar meus cabelos com os dedos, já que estava sem uma escova. Eu sentia como se meu coração fosse pular do meu peito e odiava aquilo.

A gente só ia dividir uma cama, nada de mais.

Mas, quando saí de fininho do banheiro e percebi que ele estava sentado na cama, sob os lençóis, me olhando fixamente, eu percebi que ele dividir a cama não seria a única coisa que faríamos naquela noite. Estava tão ansiosa que minhas pernas bambeavam.

Engatinhei na cama até ele, esperando uma reação.

Dean se inclinou em minha direção, aproximando seu rosto, me observando como se gostasse de me deixar esperando. Ele já estava ciente do efeito que tinha sobre mim e estava brincando com as minhas expectativas.

Mas aquele era um jogo para dois. Pus minha mão sobre seu peito, gentilmente o empurrando para trás e fazendo com que se recostasse à cama, e então me sentei sobre suas pernas. A julgar pelo sorrisinho safado que ele havia me dado, tinha gostado do gesto e eu mal podia esperar para surpreendê-lo mais.

Comecei beijando seu maxilar, descendo até o pescoço, percorrendo de um lado ao outro, provocando-o enquanto minhas mãos se ocupavam percorrendo seus ombros e peito, descendo lentamente e parando sobre seu abdômen.

Logo senti suas mãos afagarem minha nuca, me provocando arrepios e ele me tirou o fôlego quando seus lábios finalmente encontraram os meus. O beijo começou de forma lenta, demorada, quase cautelosa, o que, para mim, foi perfeito, pois eu queria experimentar devagar aquela boca sem que sua barba por fazer me arranhasse.

Pouco a pouco suas mãos percorreram minhas costas, chegando em minha cintura, afagando-a firmemente enquanto nosso beijo acelerava. Eu já podia sentir sua ereção sob mim, nosso atrito me deixando cada vez mais excitada.

E quando suas mãos apertaram minha bunda, eu não consegui conter um gemido talvez alto demais. Será que eu havia me entregado? Dean me manteve no lugar com uma mão e a outra sorrateiramente desceu além do meu baixo-ventre, me provocando descaradamente com os dedos sobre minha calcinha.

— Dean, por favor... – gemi indefesa o encarando.

— ‘‘Por favor’’ o que, Bella? – seus olhos mostravam o quão determinado ele estava em me torturar.

— Por favor, me fode.

Ele riu baixinho.

— Que boca suja, Isabella. Vou ter que lhe castigar para que aprenda a ter modos, como uma boa garota.

Dean continuou calmamente em sua tortura, seus dedos friccionando mais intensamente a minha intimidade. Minha respiração cada vez mais rápida me entregava: ele estava me deixando louca.

— Geme pra mim, Isabella – ele sussurrou em meu ouvido enquanto enfiava um de seus dedos em mim.

E se eu morresse naquele momento, eu morreria feliz.

Notas finais
juro por Deus que não sei de onde caraios saiu isso mano, eu não sei pq eu escrevi o Dean desse jeito (podem me dar pauladas, eu tô bem não) teoria da conspiração: Alice e Sam armaram juntos pra Bella e o Dean finalmente se pegarem eu tentei pegar leve aqui porque essa é literalmente a primeira vez da Bella, mas enfim vou deixar o resto pra imaginação de vcs até todo mundo se manifestar sobre a censura da fanfic subir pra +18