Water
10 Dez vezes dez é mais de cem páginas
Capítulo 10: Dez vezes dez é mais de cem páginas
E só agora ele vai me comer.
O golfinho nos deu uma carona de volta pra praia. Depois, voltamos pra casa de mãos dadas.
Eu, envergonhado, ele, realizado.
Mas eu ainda estava sentindo arrepios de medo ao pensar no que teria acontecido se eu não tivesse chegado a tempo. Ele percebeu isso e tentava me acalmar apertando minha mão mais forte.
Quando chegamos em casa, percebi com quanta fome eu estava, que eram mais de três da manhã, e que eu tinha que ir trabalhar daqui um pouco.
Se fosse qualquer outro dia, eu não iria, mas aquelas pessoas precisavam de mim, e eu precisava terminar de organizar aquela confusão.
–Eu tô morrendo de fome... mas acho melhor você ir tomar um banho quente antes que fique doente.
–Você também precisa... — Comentei. E não queria me separar dele.
–Quer que eu vá junto...? — Arriscou.
–Er... não, eu vou primeiro, já volto.
Eu estava cansado demais pra pensar em putaria. E queria fazer aquilo direito, quando acontecesse, com toda energia possível, e não pegando no sono. Sem falar que eu ia ficar muito nervoso se tomasse banho com ele e principalmente agora que... agora que nós...
Me lavei em cinco minutos, tirando todo sal e areia do corpo, coloquei uma roupa confortável e o encontrei me esperando no quarto.
–Vai lá agora enquanto eu esquento o que... o que sobrou da janta pra nós. — Fiquei envergonhado ao lembrar do fiasco que eu havia feito e o jeito estúpido que rejeitei a comida.
–Me espera?
–Claro. Quer dizer... se você me desculpar por antes.
–Eu já desculpei, ok? Para com isso. — Reclamou e se aproximou de mim. — E você fica tão lindo assim, com vergonha de mim...
Comentou com um sorriso divertido e me deixou mais constrangido assim. Não parava de se aproximar.
–Diz de novo? Por favor? — Pediu.
–D-Dizer o quê...? — Era difícil manter o foco com seus olhos prendendo os meus.
–Você sabe...
–E-Eu... eu... eu te... eu te... AH, NÃO ME OLHA ASSIM que eu não consigo! — Desviei o olhar, provavelmente com o rosto vermelho. Ele riu.
Já comentei sobre como sua risada é perfeita? O jeito que ele eleva as maçãs do rosto e o lábio superior quando ri, estreitando os olhos, deixando os dentes à mostra. Me perdi por um segundo com essa visão e ele aproveitou minha baixa guarda pra me roubar um selinho antes de ir direto pro banheiro.
Filho da puta. Agora volta aqui e termina o serviço, não me abandona assim.
Ah, ele sabia exatamente como me derreter.
Aproveitei que ia ter que esperá-lo e limpei a parede onde eu havia atirado o cupcake. Coloquei a pizza que ele havia feito no forno e fui terminar de secar meu cabelo.
–Certo, vamos descobrir se o que eu cozinho é bom mesmo. — Kouyou chegou, uma toalha pendurada no pescoço, tão cheiroso que dava mais vontade ainda de morder.
Dá pra acreditar que ele era meu? Parecia um sonho... aquela perfeição toda, pra mim... Aquele homem extremamente habilidoso, com o sorriso mais lindo do mundo, e olhos atrevidos que espiavam o fundo da minha alma.
Sentamos e começamos a comer em silêncio. Agora parecia que minha casa estava diferente. Tudo parecia diferente e estranho pra mim. Quando na verdade a única coisa que havia mudado ali era eu, o resto continuava extamente do mesmo jeito. Eu ficava nervoso por estar perto dele, mas não era só porque ele era bonito, era porque eu sabia o que ele sentia por mim, e o que eu sentia por ele. E também sabia toda sua história e tudo que ele passou até me encontrar e dar o melhor de si pra me agradar.
A barreira que nos separava, e que eu havia imposto, não existia mais. Mas também não havia muito mais o que dizer, não eram necessárias mais explicações, estava tudo certo agora, como sempre deveria ter sido.
Fiquei observando sua ansiosidade com a primeira vez que ia comer alguma coisa na vida.
–Wow, é muito melhor do que eu imaginava! — Comentou irridiando felicidade depois de comer a primeira garfada. Minha vez de rir dele.
–Olha que isso é só pizza requentada, tem que ver as outras coisas que você faz. — Comentei, feliz com toda sua empolgação.
Tive que parar de olhar pra ele e me concentrar no meu prato, já que ele estava fazendo caras de orgasmo enquanto se deliciava com a comida e aquilo estava me deixando perturbado. Sabe como é.
Depois, o loiro tomou praticamente um litro de água, repondo o que havia perdido ao chorar por horas até quase desidratar.
–Até água é bom, eu não sabia o que tava perdendo... — Comentou, surpreso.
–Daqui três horas eu tenho que acordar pra ir trabalhar, então é melhor eu ir dormir um pouco. — Falei enquanto levava os pratos pra pia e ele terminava de tirar a mesa.
–É verdade, eu esqueci! Vem, você precisa descansar... — Me puxou pro quarto, deixando a cozinha como estava, dizendo que arrumava depois.
Senhor amado, eu adorava o jeito que ele sempre tomava iniciativa e que vivia me puxando ou me empurrando pros lugares.
Bastou eu deitar na cama pra pegar no sono quase imediatamente. Eu nunca estive tão cansado.
As luzes do quarto foram apagadas e eu me arrastei pra cima dele assim que se deitou também, encostando meu rosto em seu ombro.
–Boa noite, Kou... — Murmurei, sonolento. — Não me solte. Nunca mais vá embora de novo... eu te amo... obrigado por estar aqui...
Era mais fácil dizer isso no escuro, sem precisar encará-lo.
–Eu também te amo, e não vou ir a lugar nenhum, não se preocupe, Yuu...
Só lembro de sentir um beijo suave em minha testa e seus braços reconfortantes me envolvendo, me puxando pra mais perto, e então adormeci.
7:00am.
A porra do despertador tocando.
Sol entrando pela fresta da cortina.
Vontade de morrer. Vontade de morrer. Vontade de morrer. Vontade de morrer. Quantas horas eu dormi? Por que não fui dormir mais cedo? Que caminhão me atropelou?
Ah, ok... lembrei.
Só sei que vai ser impossível sair dessa cama. Principalmente por ter acordado assim, abraçadinho nele.
–Levanta Yuu... você precisa ir... — Reclamou do despertador que não parava de tocar soando como a sirene do inferno. Pela sua voz percebi que ele estava tão acabado quanto eu... e mais humano do que nunca.
Era a primeira vez que eu via ele cansado de manhã, reclamando, em vez de limpando a casa a todo vapor desde as cinco da manhã.
–Deixa eu ficar... — Reclamei de volta, desligando o alarme e me agarrando nele. Parecíamos dois bêbados discutindo.
–Eu queria que você ficasse, mas não dá. — Me empurrou de volta, fazendo um esforço imenso pra isso. — O que eu preciso fazer pra te tirar cama?
–Me deixar dormir por mais dez horas...
Ele levantou, mesmo que também não quisesse, e foi até a janela, abrindo as cortinas com força, me cegando no processo.
–Levanta.
–Não...
Usando suas últimas medidas, voltou pra cama, se inclinando sobre mim e mordendo levemente minha orelha.
–Opa, opa, opa. Aí já é covardia. Minha orelha é meu ponto fraco, ok? — Eu ainda estava todo arrepiado pelo toque, despertei imediatamente e me sentei na cama.
Sem dizer nada, ele apenas se inclinou e me beijou, calmamente.
–Bom dia... — Disse, romântico, depois de me soltar. Nesse momento não havia ar suficiente na atmosfera pra me recompor.
–Com certeza vai ser um ótimo dia, começando assim. — Respondi.
–Ah é? Então tira essa bunda daí e vai se vestir logo, vou fazer um café pra nós.
–Não vai ficar dormindo depois que eu sair?
–Não... tenho coisas pra fazer hoje, e agora já acordei mesmo. Durmo de tarde se precisar...
–Hm. Misterioso. Posso saber quais são suas intenções, moço? — Levantei e fiz o que ele mandou.
–De noite você fica sabendo. — Depois de dizer isso, aparentemente despreocupado, deu um tapa na minha bunda e piscou um olho.
Temi pela minha vida.
Puta merda, hoje de noite nem um tsunami apaga o fogo naquela casa.
Comecei a ficar ansioso por antecipação. Que idiota eu sou. Agora sim o dia vai passar bem devagar.
–Vai logo, vai valer a pena depois, e amanhã é sábado.
–Para de me deixar ansioso com essas tuas perverções aí, Koi... — Espera. — Er... Ahn... Kou.
MEU DEUS DO CÉU DO QUE FOI QUE EU CHAMEI ELE.
–Do que você me chamou? — Também perguntou, sorrindo de canto.
–Kouyou.
–Não foi isso.
–Kou.
–Também não foi isso.
–Claro que foi você que ouviu errado!
–Já falei que você fica extremamente sexy com esse seu uniforme de policial, koi? — Mudou de assunto, mas sublinhando o apelido.
–Para com isso, viado. — Retruquei, ficando constrangido de novo, e fugi pro banheiro terminar de me arrumar.
Em 20 minutos eu estava saindo de casa, depois de tomarmos o café juntos, com ele reclamando do gosto e colocando umas cinco colheres de açúcar a mais.
–Até depois então... — Me despedi, abrindo a porta.
–Até depois. — Respondeu, me puxando e pressionando seus lábios fofinhos contra os meus. — Tenha um ótimo dia. Mas guarde energia pra mais tarde. Nossa conversa não acabou ainda... E mal posso esperar pra colocar as mãos em você... – Sussurrou a última frase no meu ouvido, fazendo eu me arrepiar inteiro mais uma vez naquela manhã.
Tentei me ocupar o dia inteiro pra não ficar pensando no loiro diabólico que nesse momento devia estar fazendo planos malignos pra me atacar quando eu voltasse. Assim, o tempo passou relativamente rápido, e sete da noite eu já estava em casa. Muito ansioso. E nervoso feito uma menininha. Ele não havia me mandado nenhuma sms durante o dia, coisa que sempre fazia.
–Cheguei. — Anunciei ao entrar.
–Fiquei com saudade... — Falou com a voz macia, me surpreendendo ao me abraçar por trás, beijando carinhosamente meu pescoço.
–Que recepção, hein... — Quase gemi sob seus lábios, preso em seu abraço.
–Você tá cansado? — Perguntou, apoiando o rosto no meu ombro, mas sem me soltar.
–Não eu dormi na hora do almoço, tô inteiro. Só quero ir tomar um banho agora.
–E não comeu nada o dia inteiro!?
–Comi umas porcarias de tarde só... — Confessei, esperando um sermão.
–Então vai lá tomar seu banho enquanto eu faço a janta. Agora você é inteiramente meu pelos próximos dois dias. Temos o final de semana inteiro pra fazer o que a gente quiser, começando agora.
Enfim me soltou, e pude ver que ele estava com a mesma roupa que usou pra tentar me impressionar ontem, calção preto, botas, camisa branca arremangada e um pouco aberta no peito.
Alguém me segura.
Ele sorriu satisfeito ao ver o jeito que eu o encarava, quase babando.
Mas fui logo fazer o combinado. Droga, eu realmente estava começando a ficar ansioso agora.
Tentei relaxar no banho, sentindo a água quente me acalmar, acariciando minha pele. Vesti jeans e um regata branca, e saí do banheiro. Fiquei surpreso por encontrá-lo sentado na cama, e não na cozinha.
–Yuu... eu tô carente... — Virou os olhinhos de cachorro abandonado pra mim, com cara de coitado. Eu demorei tanto assim pra ele ficar desse jeito?
–Aw, não fica assim... — O abracei e ele aproveitou pra me puxar e me jogar na cama. Tudo uma emboscada, eu devia ter desconfiado.
Rolei, ficando por cima, e enchendo seu rosto de beijos tímidos.
–Adoro quando você se finge de seme. — Ele riu, e me rolou de volta, ficando ele por cima.
Parou, se apoiando nos cotovelos, com o rosto muito próximo do meu. Então era assim, eu mal saí pela porta e ele já me atacou? Não ia ter nem um lanchinho antes?
–Nossa, você é lindo demais... — Comentou baixinho, passando um dedo por meus lábios, analisando cada centímentro de minha face, e sempre voltando a se fixar em meus olhos.
–Sabe, eu andei provando uns doces aí hoje... — Começou a falar distraído, com se não estivesse deitado sobre mim. — E eu simplesmente amei leite condensado.
–Ah é? Não vai comer demais pra ficar gordo que nem eu.
Ignorou meu comentário e continuou.
–Eu amei leite condensado, mas acho que ficaria melhor ainda se eu passasse em você.
Arrepios intermináveis.
–O-O quê!? — Exclamei, surpreso.
–Eu quero passar em você... e depois lamber... — Disse, mordendo o lábio inferior. — Você deixa, Yuu?
–Com uma condição. Me faça pagar por todas as coisas horríveis que eu te disse, por cada palavra mal educada. E pagar bem caro, com juros.
–Eu vou sim, pode deixar, você vai pagar por tudo que me fez sofrer, seu safadinho... vou te maltratar um pouquinho... só isso de exigências?
Balancei a cabeça concordando. O loiro saiu de cima de mim, e pude respirar melhor.
–Mas antes eu queria conversar. — Ele disse, decidido, deixando bem claro que eu só ia ganhar recompensa se obedecesse tudo até lá.
–Ok... — Esperei, impaciente.
–Bem, eu sou humano agora... e por causa disso tenho certeza do que você sente... e você já sabe minha história e não riu de mim nem nada... eu sei que eu sou meio romântico demais às vezes mas não fique bravo comigo, eu nasci pra te amar, é a única coisa que eu sei fazer.
Meu coração dançava conforme as palavras eram pronunciadas.
–Eu amo esse seu jeito, eu amo tudo em você! — Respondi indignado.
–Então, hm... já que agora tá tudo certo, e que eu vou poder viver normalmente... eu queria saber se... se... — Parou e repirou fundo, sem tirar os olhos de mim. — Yuu, você quer namorar comigo?
Lá se foi minha sanidade e meu ritmo cardíaco. Eu podia sair correndo, gritando e chorando de felicidade, tudo ao mesmo tempo.
–Sim... sim, eu quero... — Aceitei a proposta depois de alguns segundos de silêncio, o coração na mão, minha voz quase não saiu.
Kouyou abriu o sorriso mais feliz do mundo e colocou a mão no bolso, pegando duas alianças prateadas.
–Eu ia deixar a sua com a carta, antes de ir embora, mas acabei mudando de ideia, achei que não fosse querer...
–Eu não sou tão burro assim a ponto de não querer namorar com você, a pessoa mais incrível que existe.
O loiro pegou minha mão, um pouco hesitante, e colocou o anel no dedo certo. Era lindo, e dentro estava inscrito seu nome.
Sério, eu tava quase chorando, olha o estado de bichisse extrema que ele me deixou.
Fiz a mesma coisa, colocando o seu, que tinha meu nome dentro, em seu dedo, e fui pego de surpresa por um beijo apaixonado, seus dedos entrelaçados nos meus.
Respondi o beijo com vontade, encontrando sua língua, explorando sua boca. Enquanto nos beijávamos, ele me empurrou até eu me encostar na cabeceira da cama, ficando sobre mim, mordendo meus lábios.
–Mas... Kou... você... — Tentei falar enquanto ele me mordia, mas saíram quase gemidos em vez de palavras.
–Yuu. Eu vi toda pornografia que tinha no seu computador. Eu sei o que você gosta. Sei o que fazer. Sei como fazer. E não fique com vergonha de mim. — Sorriu, passando a beijar meu pescoço, mordendo, lambendo. Mesmo que ele estivesse ajoelhado sem sentar em mim, eu já estava excitado, gemendo cada vez que seus dentes raspavam minha pele.
Levei as mãos ao seu quadril, escorregando elas pra dentro da sua camisa, tocando suas costas, mas fui impedido.
–Espera aí. Vamos com calma amor. — Falou, tirando minhas mãos de si e as mantendo presas pelas suas.
–Calma o caralho, deixa eu te tocar Kou.
Recebi uma mordida mais forte pelo comentário.
–Eu mando. Você obedece. Cala a boca e me beija, gordinho. — Falou num tom tão autoritário que me excitou mais ainda.
Mas espera aí...
–Gordinho!?
–É. — Riu, mordendo minha bochecha. Suas mãos soltaram as minhas e foram à minha cintura, apertando com força. — Me beija, gostoso.
Ataquei sua boca, revoltado pelo apelido. Se ele queria me provocar, conseguiu. Ele respondeu com mais vontade ainda, mordendo e chupando minha língua.
–Isso, agora eu posso começar de verdade. — Concluiu, saindo de cima de mim e descendo da cama.
Gemi em reprovação quando ele se afastou, mas em segundos estava de volta com um pote redondo, que colocou na mesinha ao lado da cama. Voltou pra cima de mim apressado, e tirou minha regata rapidamente, parando para observar a perfeição.
Kouyou, querido, eu sei que eu sou gostoso, mas é pra chupar, não ficar só olhando.
Achei que ele fosse tirar minha calça, rezei por isso, já que minha ereção estava começando a doer presa ali dentro. Mas apenas se afastou, tirando sua gravata e usando-a para amarrar meu pulso na base do espaldar da cama.
Pegou outra gravata, não sei de onde, e amarrou o outro pulso, sem apertar muito, mas me deixando com os braços abertos e imobilizados.
Só de sacanagem, começou a desabotoar sua camisa, me olhando nos olhos. Me debati inutilmente, tentando soltar minhas mãos para poder tocá-lo.
–Por favor... – Implorei, ele negou.
–Vai ficar só olhando.
Terminou de tirar sua camisa, me enlouquecendo. É claro que eu já tinha visto ele nu várias vezes, mas agora era diferente. De novo, parou por aí, continuando com a parte de baixo, assim como eu estava. Sentou com um joelho de cada lado de mim, me apertando entre suas coxas, aproveitando pra esfregar seu quaril contra o meu. Maldito calçãozinho.
Mergulhou dois dedos no pote misterioso que agora estava segurando, e os retirou, completamente melecados, escorrendo nada mais nada menos que... leite condensado.
Mãe de deus. Eu achei que ele tava blefando.
–Era sério então...? Mas por que não chocolate...?
–Cala a boca e para de reclamar, quem vai comer sou eu.
Ia fazer aquilo com os dedos, mas já que eu reclamei, acabou virando metade do pote no meu abdômen, me fazendo gemer alto com o creme gelado que começou a escorrer sobre meu corpo por todas as direções.
Agora sim colocou as mãos em mim, começando a espalhar com vontade, apertando os dígitos melecados com força, marcando. Espalhou por tudo, subindo até meus mamilos, onde parou pra massagear com atenção especial. Eu nunca estive tão sujo na vida, aquilo grudava demais, e ele não parava de espalhar, deixando a camada bem fina e grudenta conforme começava a secar. Aquela porcaria havia escorrido até nos lençóis e minhas costas estavam grudando.
Subiu mais um pouco, derramando uma quantia em meus lábios, que escorreu por minhas bochechas. Abri a boca para lamber, mas fui impedido.
–Não ouse abrir a boca. Não pode lamber. E vai apanhar se não obedecer.
Considerei contrariar as regras só pra apanhar dele, mas resolvi deixar pra depois. Permaneci com os lábios fechados, mesmo que incomodamente cobertos de leite condensado.
Ele largou o pote, e se debruçou sobre mim, começando a lamber, gemendo no processo, fazendo barulho. Foi impossível segurar um grito ao sentir sua sua língua em meus mamilos, e acabei abrindo a boca sem querer.
–Tsc. Eu falei pra não abrir a boca. Que coisa feia Yuu.
Sua punição foi adentrar com uma mão melecada em minha calça e apertar minha bunda com força. Gemi de novo, abrindo a boca, e ele apertou mais ainda, eu sentia suas unhas em mim.
–Boca fechada. – Ordenou, e voltou ao seu trabalho em meus mamilos, mordendo com força, a boca em um e a mão no outro.
Dessa vez cerrei os dentes, gemendo com os lábios fechados, do jeito que eu podia, me controlando ao máximo, anida tentando debilmente soltar as mãos.
Ele passou a morder minha barriga com força, lambendo o doce, e voltando a sujar com a mão, uma eterna lambança que fazia minhha ereção esquecida doer. Passou um tempo se divertindo com meu umbigo transbordado, e depois começou a descer, chegando no cós da calça.
E parou. Filho da puta.
Parei de obedecer e voltei a gemer de boca aberta, chamando sua atenção.
Ele veio pra cima, agora atacando minha boca no beijo mais gosmento e doce do mundo. Enquanto fez isso, se deitou sobre mim, colando completamente seu tronco nu no meu.
Então essa era intenção.
Rebolou seu quadril contra o meu enquanto me beijava, e terminou mordendo meu queixo.
–Me solta... – Implorei, querendo melecá-lo também.
–Ainda não. – Respondeu.
Estava ficando insuportável sentir sua ereção tão grande quanto a minha e não poder tirar o resto de nossas roupas.
Mas ele acabou fazendo isso por mim. Deslizou as mãos pelos lados de meu corpo, até chegar na calça, e começou a tirá-la, junto com a roupa de baixo.
–Hmmm... depiladinho é...? Estava contando vantagem com o que ia acontecer hoje...? – Disse com a voz arrastada, ele mesmo gemendo ao me ver.
Suspirei de alívio ao ser libertado, mas não tive um segundo de descanço e ele já estava virando leite condensado em minhas coxas, apertando, arranhando a parte interna, mas sempre ignorando a área mais importante e necessitada.
Substituiu suas mãos por sua boca, mordendo e sugando, quase me comendo, apertando minha bunda.
OK URUHA, EU JÁ ENTENDI, EU JÁ PAGUEI TODOS MEUS PECADOS ATÉ A QUIINTA GERAÇÃO, agora por favor para de enrolar e me torturar e ah... aaah.... ohh...
Esqueci o que estava pensando e apenas voltei a fechar os olhos, depois de uma mordida especialmente deliciosa na parte de dentro, perto da virilha.
Sério Uruha, para de ignorar meu sério problema aqui.
Achei que ele finalmente fosse sujar e limpar a parte que eu queria, mas foi só uma ilusão.
Soltou minhas amarras, e me virou de costas, me colando nos lençóis.
Passou o doce nas minhas nádegas e voltou a me morder e beijar. Acabando com minha sanidade, eu gemia alto a cada toque seu.
–Você é uma delícia, sabia...? – Comentou entre lambidas.
–Por favor...! – Implorei, quase chorando, tentando alcançar seu calção e tirá-lo.
–Não.
Derramou mais um pouco do doce nas minhas costas, deixando escorrer pelo meio de minhas nádegas, passando pela minha entrada, me arrancando um grito e um arrepio na espinha. A cama, assim como nós, estava tão suja que tinha cheiro de açúcar no ar.
Ele voltou a colar seu peito em mim, agora por trás, se grudando em minhas costas, e passando a morder meu pescoço, sugando com força, puxando meu cabelo, gemendo enquanto pressionava seu quadril pra baixo, me prendendo.
Antes que eu pudesse reclamar, ele me virou bruscamente, me deixando na posição inicial, virado pra cima, e pude ver em seus olhos o quanto estava necessitado, mais do que eu talvez. Deixou que eu tirasse seu calção, e aí percebi que não usava cueca nem nada.
–Pervertido.
Levei um tapa violento na coxa por essa. A marca de sua mão ia ficar estampada ali por uma semana no mínimo.
Aproveitei pra apertar suas coxas, com minhas próprias mãos melecadas e me deliciei com a visão de seu rosto se contorcendo de prazer, os lábios fofinhos e vermelhos entreabertos.
Kouyou voltou a consciência por um momento e pegou o pote novamente, molhando as duas mãos lá dentro, com o líquido espesso, e pegou meu membro com elas sem cerimônia.
Gritei e me contorci, ofegante, quando ele começou a movê-las, me melecando inteiro, começando a acelerar o movimento deslizante. Foi longe de mais quando me colocou em sua boca.
–A-Ah, Kou! Calma...! Assim eu vou... — Gemi, os olhos cerrados de prazer por ter minha ereção pulsante em seus lábios.
–Ok, já que você não quer... — Falou, se afastando, e colocou as mãos nele mesmo, se masturbando um pouco para que eu assistisse.
Caralhos voadores, só por aquela visão eu já podia ter tido cinco orgasmos, meus olhos choravam arco-íris. Ele mordia os lábios e gemia, todo melecado, gemendo gostoso.
Afastei minhas pernas dobradas, implorando por atenção e pra que ele parasse de ser egoísta.
–O que você quer?
–Vem...
–Não entendi, explica direito.
–Vem, Kou... em mim... mete logo...
Esperei de olhos fechados por longos segundos, até que senti algo conhecido (e, pra variar, lubrificado de leite condensado) massageando minha entrada. Porra, Uruha.
–EU NÃO QUERO ESSA PORCARIA DE PLÁSTICO, eu quero você! — Gritei, revoltado, sem aguentar ter que esperar mais.
–Não magoe os sentimentos do Hide-kun, seu animal. — Me repreendeu num tom forçado de decepção. — Mas tudo bem, agora seu desejo é uma ordem. Se pedir mais uma vez.
Me encarou sem piedade nenhuma, os olhos brilhando.
–Se enfia em mim de uma vez, Uruha! Por favor, bem fundo... vem, me fode. — Abri mais as pernas, e finalmente o senti do jeito que queria.
–Yes, my lord. — Sussurrou lentamente do jeito mais sexy do mundo. Vadio, viu até aquela merda de Kuroshitsuji. Deve ter planejado dizer isso o dia inteiro.
Sem mais nenhuma preparação, começou a se forçar contra mim, arrancando novos gemidos dos dois.
–Yuu... apertado... hn... você... — Gemia palavras sem nexo, me fazendo ofegar a cada quente centímetro que eu sentia me invadir.
Logo estava inteiro dentro de mim, parando pra respirar, e esperando que meu corpo se acostumasse. Cada vez que eu me contraía, involuntariamente, tentando expulsá-lo, ele fechava os olhos e mordia o lábio inferior. Usou esse tempo pra colocar o que sobrara do leite condensado em sua base, até que começou a se mover, depois de se debruçar sobre mim, entre minhas pernas.
Fez um primeiro longo movimento e gememos ao mesmo tempo. Nos próximos ele começou a pegar o ritmo, até ficar mais rápido. O som molhado de nosso quadris se chocando rapidamente inundava o quarto. Eu já não conseguia pensar em nada e estava muito próximo do meu limite, minha ereção era estimulada pelo nosso movimento, presa entre nossos abdômens.
O loiro se movia pra frente e pra trás energicamente, balançando a cama, me fazendo gemer seu nome. Mais uma vez estávamos colados um no outro, grudando, e o puxei para um beijo quando soube que não ia aguentar mais.
Fui beijado com pressa, e suas mãos me masturbaram no mesmo ritmo em que me estocava, até que chegamos ao juntos ao orgasmo mais longo de minha vida, e ele continuou se movendo até que seus espasmos passassem também, enfim caindo sobre mim, exausto.
Permaneci imóvel, respirando pesadamente, todo seu peso sobre mim, fogos de artifício ainda explodiam em minha mente, depois da melhor vez que já tive, sem dúvida nenhuma.
Seus lábios cansados e molhados beijaram minha bochecha. Fechei os olhos com o carinho.
–Não te machuquei...? — Perguntou timidamente, quando já respirava mais normalmente (Timidamente!? Como ele podia ficar tímido depois de tudo que fez comigo!?).
Balancei a cabeça negativamente, e segurei sua mão. Ele se retirou de mim, e deitou ao meu lado. Estava tão sujo quanto eu, o cabelo doce grudando no pescoço.
–E aí, fiz tudo certo...?
–Certo!? Você fez tudo... mais que perfeito... incrível... inesquecível... — Confessei, eu mesmo me envergonhando agora.
–Eu só não tinha percebido que ia fazer tanta sujeira assim... — Comentou depois.
–A gente precisa de um banho, urgente. — Concordei, rindo, sentindo todos os lençóis em volta grudados em mim.
–Eu te amo. — Ele surgiu do nada, me beijando na boca mais uma vez, agora muito calmamente.
–Eu te amo também. — Respondi, imensamente feliz.
–Vou encher o ofurô pra gente... vem? — Convidou.
Nem precisei responder e já estava me levantando, mesmo que um pouco doído.
Olhei pra trás e analisei, perplexo, o cenário do crime. A cama estava uma poça de leite condensado sobre lençóis grudados, embolados e caídos no chão, junto com o pote vazio.
–Puta que pariu... quantas latas você usou?
–Quatro. — Deu de ombros. — Melhor sobrar do que faltar.
–Tem razão. — Concordei, lambendo sua bochecha que estava suja. — Mas você que vai limpar isso aí, viu.
–Só depois que eu limpar você... — Sorriu e me empurrou pro banheiro.
Deixei que ele preparesse o ofurô e parei na frente do espelho, encarando assustado meu reflexo.
Ele havia me deixado um dálmata, de tantas mordidas e chupões, eu tinha manchas no corpo inteiro.
–Porra Kou... tava querendo me tatuar ou quê? — Comentei, dando voltas, descobrindo mais marcas.
–Você que pediu pra ser punido.
–Chama isso de punição? Pff. Coisa de meninha. Ainda vai ter que me bater muito pra eu pagar minha dívida.
–Ah é...? Vou cobrar. — Deixou a torneira aberta enchendo a banheira de água quente e veio me abraçar na frente do espelho, apoiando o queixo no meu ombro.
–Não encosta, a gente vai grudar, e...! — Tarde de mais.
–Essa é a intenção, seu bobo. — Enlaçou minha cintura nos colando mais ainda, sorrindo, me encarando através do espelho. — Deixa eu aproveitar enquanto você ainda tá meladinho... Você fica tão lindo assim, sem roupa nenhuma, escabelado, lambuzado e mordido por mim...
Passou um longo minuto me constrangendo ao ficar encarando meu corpo pelo espelho, ainda abraçado em mim. Percebi que a única coisa que estávamos usando eram nossas alianças.
–Hey, Yuu. Que vocabulário foi aquele antes? Não foi essa educação que eu te dei.
Corei.
–Não sei de nada.
–Sabe sim. Lembra quando você tava gemendo que nem uma puta “hmm Kou me fode gostoso, seu lindo”? — Imitou minha voz, eu o empurrei desfazendo o abraço e ficando muito constrangido.
–Para! — Reclamei, ele apenas riu. — E eu não disse que você é lindo.
–Que tal dizer então? É bom ouvir às vezes, sabe. Você nunca disse.
Ai.
Essa doeu.
–Nunca disse porque isso é óbvio.... hm, desculpa... er... hã... você... v-você é lindo, Kou. — Desviei o olhar. — Droga eu não sei fazer isso que nem você!
–Só por essa carinha aí já fez 10 vezes melhor que eu. — Riu contente e segurou minha mão, me puxando pra banheira que já estava meio cheia.
Lavei ele com sabonete líquido sem nem pedir permissão, aproveitando pra ser minha vez de colocar as mãos nele e apertar um pouco também.
Uma coisa levou a outra e... fizemos tudo de novo. Eu de quatro apoiado na borda da grande banheira.
Mas obviamente ninguém comeu sabonete líquido nem xampu e a lambança dessa vez foi a água com espuma espalhada no chão do banheiro.
Fomos jantar morrendo de fome, e dormimos agarradinhos no sofá, pois estávamos exaustos demais pra limpar o quarto agora.
Agora repita isso por trinta vezes e foi mais ou menos assim que passou nosso primeiro mês juntos de verdade. Incluindo algumas briguinhas afiadas e sexo de reconciliação, é claro.
Ele me ajudou no trabalho substituindo Kazuki por uns dias, até que acharam um estagiário novo pra mim. Sobre o caso do estupro, o assassino foi encontrado em outra cidade bem longe daqui, depois de fazer a mesma coisa com outra criança. Foi capturado e condenado à pena de morte. Não ia completar o buraco nas famílias das vítimas, mas já era um bom começo de justiça.
Depois disso, Uruha largou de seu emprego na internet e começou a lidar com coisas complicadas de economia que eu não entendia, investindo na bolsa de valores e ganhando muito dinheiro. Agora ele já não aprendia mais rápido como antes, por isso explicou que tentou aprender o máximo possível naqueles 100 dias pra poder usar esse conhecimento depois.
Tudo ia maravilhosamente bem. E ainda passávamos o final de semana na praia como antigamente, agora rindo das mulheres iludidas que ficavam encarando o poço de beleza que éramos nós dois juntos.
Nunca mais vi Hitsugi. Nem Kazuki. Nem queria.
Só que hoje, um dia aparentemente normal, o telefone tocou e como eu estava ocupado vegetando no sofá, pedi pro Kou atender.
–Alô? Takashima Kouyou. Não, ele está ocupado. Quer deixar um recado, ligar mais tarde? Tudo bem. Hm? Ah, sim, sou. É mesmo? Tem certeza que não quer falar com ele? Certo. Até depois então. Foi um prazer também.
Fiquei ouvindo a conversa, sem entender e sem saber quem era.
–Quem...? — Comecei a perguntar.
–Sua mãe. — Respondeu como se não fosse nada demais.
–O QUÊ? AQUELA MANÍACA? VOCÊ FALOU COM ELA? O que ela perguntou!? Que história é essa de “até depois"!? — Me desesperei, levantando do sofá, sem saber o que fazer.
–Ela vai vir jantar aqui, quer me conhecer. Perguntou se eu era seu namorado, eu disse que sim.
–VOCÊ O QUÊ? PELO AMOR DE HIDE NÃO FAZ ISSO COMIGO.
–Ai que dó de você, Yuu. Coitadinho. — Disse no seu melhor tom irônico. — Tão macho que não encara nem a mãe.
–Mas! Mas...!
–Já tava na hora de ela saber mesmo, você não ia ficar me escondendo por muito mais tempo.
–Mas, Kou, ela...
–Nada de “mas” seu medroso. E se continuar assim vou achar que tem vergonha de mim...
–Eu nunca vou ter vergonha de você! É só que... sei lá... ela vai perguntar um monte de coisas... vai querer saber tudo...
–Ela só faz isso porque te ama e se preocupa com você. Você devia entender isso. Eu não tive mãe...
–Tudo bem, desculpa... vou me controlar, se você se comportar.
–Aquela vez que seus pais vieram almoçar aqui e eu ainda não era humano, sua mãe quase me ouviu porque ela é a pessoa que tem a ligação mais forte com você. — Explicou, me deixando pensativo.
E fiquei digerindo isso o resto do dia, até o momento que minha mãe chegou e ficou boquiaberta encarando Kouyou quando o avistou.
–Esse aqui é o Kouyou? Tem certeza? Tudo isso é seu namorado? — Perguntou pra mim, incrédula. — Ok Yuu, você até que é bonitinho... mas nunca achei que fosse conseguir um desses... — Comentou, depois de se recuperar do choque, babando no loiro sorridente bem vestido, simpático e inteligente.
No mínimo ela andava achando que meu suposto namorado era um pedreiro bêbado traficante endividado da yakuza.
–Prazer em conhecê-la Shiroyama-san. — Ele se aproximou, impecável, fazendo uma reverência.
–O prazer é meu Kouyou-kun.
Ei, que intimidade é essa aí. Tira o olho que ele tem dono, mãe. Não foi uma boa ideia meu pai não ter vindo junto.
–O que você faz? — Ela perguntou, e eu sabia que o interrogatório estava só começando.
–Eu sou investidor. Trabalho com o mercado de ações e coisas do tipo.
Foi lindo ver sua cara mais surpresa ainda.
–E seus pais já conhecem o Yuu?
–Mãe, eu to aqui, pode perguntar pra mim. — Chamei sua atenção, já que estava me ignorando até agora, tendo olhos só pro loiro.
–Não, eu não tenho pais, nem família, fui criado num orfanato...
–Oh meu deus! — Ela exclamou, levando as mãos à boca. — Coitadinho! Pode me chamar de mãe também se quiser, tudo bem?
–Obrigado, Shiroyama-san. — Ele sorriu sinceramente feliz e eu percebi que aquela conversa era entre eles mesmo.
–Só não sei o que foi que você viu nele. — Comentou, se referindo a mim, amável como sempre.
–Ah, seu filho é perfeito senhora. Ele é a pessoa mais incrível que eu conheço.
Puta que pariu, que vergonha, meu rosto queimou quando ele disse isso na frente dela.
–Ele tem muita sorte de ter encontrado alguém como você. Já vi que está em boas mãos.
Põe boas nisso. Não faz ideia o quanto, mãe. Tem uma pegada que vou te contar...
Jantamos a comida perfeita do meu homem perfeito e eles passaram o resto do tempo conversando e trocando receitas, ela elogiando tudo sem parar.
Fui ignorado, mas tudo bem. Melhor assim.
E ela não foi a única visita daquela semana.
Inesperadamente, um carro começou a buzinar na frente da nossa casa, e quando abri a porta pra xingar o infeliz... era o Reita.
–Eu vim de surpresa pra cá e resolvi dar uma parada aqui pra gente marcar alguma coisa, colocar as conversas em dia, já que tava no caminho.
Corri dar um chute nele por não ter ligado antes avisando, mas na verdade estava saltitando de felicidade por dentro.
–E o seu noivo, cadê? Prometeu trazer ele junto da próxima vez.
–Ele tá no carro, morrendo de vergonha. — O loiro riu, girando os olhos.
Combinamos de sair e obriguei ele a levar o noivo nem que fosse arrastado, porque eu queria conhecê-lo.
Mas antes de ele ir embora, não me aguentei e já contei as novidades.
–Lembra o Uruha? Meu peixe invisível?
–Claro que lembro. O que houve?
–Bem... ele é humano agora. E... — Contei, sorrindo largamente ao mostrar meu anel pra ele.
–Oh! Nossa... nem sei o que dizer... que coisa maravilhosa Yuu! — Ficou muito surpreso e alegre. — Finalmente desencalhou.
Mas fomos interrompidos pelo terceiro que surgiu na porta atrás de mim.
–Quem é o peixe invisível aqui, gordinho? Ah, oi Reita.
–É... é ele... — Apresentei pro meu amigo, ignorando seu comentário. — Viu, eu disse que ele existia, rá!!
Joguei na cara dele, como se tivesse acabado de dominar o mundo, e puxei meu loiro para um beijo, pra deixar bem claro que ele existia e era de verdade. Se Reita não tinha acreditado até agora, havia acabado de mudar de ideia.
Eles acabaram se dando super bem, fazendo piadas de mim. E o Kou também se deu bem com Takanori, o baixinho tímido que quase não falou nada a noite inteira.
Foi incrível, nós quatro juntos, conversando e rindo de qualquer coisa, e todos os problemas resolvidos.
Terminou com eu e Kou voltando pra casa a pé, um pouco bêbados ainda, parando na praia pra ver o sol nascer.
–Eu sempre sonhei com esse dia, sabe... — Comentou, sentado na areia, ao meu lado.
O céu ainda estava escuro mas logo ia amanhecer.
–Que dia...?
–Em todos os dias da minha vida que eu passei no mar, sozinho, olhando pra terra e as pessoas que passavam por aqui, imaginando onde você estaria, eu sonhava com o dia em que eu ia fazer o contrário: sentar aqui, com você, e ficar olhando pro mar.
–Que bom que eu realizei esse sonho então. — Deitei a cabeça em seu ombro. — E vou te ajudar a realizar todos os outros que você tiver.
–Sexo na areia também? — Perguntou, esperançoso. Quando não estava no seu modo “perfeitinho”, era mais depravado que eu.
Rimos juntos.
–Hoje não, só quando o mundo acabar e não tiver ninguém pra assistir. — Brinquei.
–Quando o mundo acabar você ainda vai estar comigo?
–Espero que sim... é o que eu gostaria pelo menos... quero estar com você pelo tempo eu puder... pra sempre, se for possível...
–Eu também, Yuu... eu também... e se não for possível... bem, a gente já fez coisas impossíveis antes, dá pra fazer mais uma né...
O sol surgiu como se emergisse do mar, lentamente iluminando tudo ao redor.
Eram apenas nossos primeiros meses juntos, e erámos apenas mais um casal muito apaixonado e briguento, mas estava tudo muito melhor do que eu poderia sonhar.
Era nosso próprio conto de fadas e ele era meu príncipe apeixonado exclusivo que eu havia beijado e transformado em humano.
É claro que isso não é garantia de um final feliz, mas com certeza de um ótimo começo.
.the EnD.
Hoku.
25/08/2011 – 31/10/2011
Notas finais
mas quero férias, é minhas sexta fic esse ano e não to gostando da minha escrita, preciso me reabastecer de livros, filmes, animes e doramas @_@
Desculpem a demora, sempre acontece isso comigo em final de fic, fico me negando a escrever pra ela não acabar :
vocês aí que misturam eles com outros merecem queimar no inferno viu, fãs de política paternalista conservadora fervorosa aoiha se pronunciem pra eu saber quem são meus leitores vips
foram 116 páginas, tem 60 leitores hoje, não aceito menos que um review de cada um nesse cap, nem que seja pra xingar A__A isso é uma ordem
não sei como ficou o lemon, desculpa se ficou sem graça Dx
então... até a próxima pimpolhos :
Fale com o autor