Watashi no Jihaku - Minhas Confissões
1 Capítulo 0
Notas iniciais
O segundo semestre do ano mal começou e suicídio já passa pela minha cabeça como uma opção viável. Não totalmente, já que sinto que é como se eu estivesse me entregando de uma vez à morte e deixando toda e qualquer esperança de uma vida melhor para traz. Mas na verdade, á essa altura... Não faz tanta diferença. Já me cansei de ignorar tudo o que acontece comigo.
Eu sempre achei que todo o transtorno que estou passando agora foi culpa dos reflexos destrutivos da morte de minha mãe, a cerca de cinco meses atrás. Aquilo realmente acabou comigo. Mas de fato não foi apenas esse fator que me fez refletir tão delicadamente sobre suicídio e afins. Com certeza, ser espancado diariamente por aquele monstro que eu não ouso chamar de pai, foi o que deu o maior impulso, para todo o sofrimento carregado por mim ao longo desses meses. Anos, relativamente, se eu contar as vezes que minha mãe viajava a trabalho.
Minha vida nunca foi um mar de rosas, nunca fui mimado ou mal-acostumado, e sempre aceitei isso, digamos assim, bem... Afinal do que adiantaria reclamar de tudo. Acontece que ultimamente a situação está insuportável e fora de controle.
As surras da semana passada permanecem marcadas na minha pele, por toda parte. Motivo pela qual me fez andar de calça e blusa de frio por todos esse meses. Acho desagradável exibir hematomas, vergões e cicatrizes para os outros. Não desejaria isso para ninguém, portanto não gostaria de compartilhar meu sofrimento com as pessoas em minha volta. Também acho desconfortável as pessoas encararem você e imaginarem como você apanha -o que realmente acontece- e fica machucado.
É por surras como a da semana passada, que eu penso na morte como uma alternativa.
Embora eu mesmo faça por onde, é muito triste ficar solitário. Só quem vive uma profunda solidão, sabe como é. Cercado de sentimentos negativos, você não tem saída, não tem a quem recorrer, não tem com quem viver momentos alegres -no meu caso muito raros-, não tem pra quem contar segredos e acima de tudo, você sabe que sem ninguém, você basicamente não tem lugar no mundo.
Às vezes, reflito se vou sair vivo de minhas próprias degenerações emocionais.
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