Waste Of Time
1 Capítulo único
Notas iniciais
Nee hoje é um dia muito especial, afinal se não fosse por esse dia hoje eu não conheceria você né? Bem eu quero dizer que você é uma pessoa muitíssima especial e que eu desejo tudo o que haja de bom pra ti.
Essa fic é todinha pra ti, eu espero que ela tenha ficado boa e digna da grande escritora limão *O*
Feliz Aniversário linda, te amo ♥
Aoi's Pov
Eu odiava o quão incrivelmente idiota eu conseguia ser, um maldito idiota submisso. E eu se quer conseguia entender o porque de estar chorando agora, era comum não era? Eu já devia ter me acostumado.
Ao longo desses quase dez anos que estamos trabalhando juntos você só me humilha... E me machuca. Não que você saiba dessa última parte é claro. Não ate agora. Porque eu não queria que você soubesse que suas palavras me machucavam, porque eu sempre fingi que não ligava, sempre quis parecer superior a você, tudo isso para que os meus verdadeiros sentimentos jamais fossem postos a mesa.
Eu não queria que aquilo acontecesse, não queria estar derramando malditas lágrimas por sua causa, mas eu já não aguentava mais, não suportava mais essa rejeição, esse ódio que você tinha por mim. Eu se quer sabia o porque de você me odiar tanto.
Desde que entramos para a mesma banda eu nunca fiz nada que pudesse te ofender, e ao perceber que minha presença parecia te incomodar, eu fiz de tudo para me manter o mais longe possível. Tudo o'que eu queria era que você não sentisse raiva de mim, porque toda essa raiva, mais do que todas as palavras que me humilhavam, machucava.
Mas todo o meu esforço não importou, ao que parece a minha simples presença te incomoda. E eu não consigo entender, não condigo entender o porque disso Uruha. O que eu fiz pra você?
Eu não consigo deixar de pensar, que a única pessoa que tinha direito de odiar aqui sou eu, odiar você por tudo o'que você me faz passar, odiar você por não conseguir te odiar, odiar você pelo que você me fez sentir.
Porque mesmo depois de tanto tempo, e mesmo depois de varias pessoas terem passado pela minha vida, aqueles malditos sentimentos que eu nutria por você, eles continuam aqui e aumentam, somente aumentam a cada sorriso seu.
Sempre que eu escuto a sua voz, e encaro seus olhos profundos, ter de assistir os seus gestos, ver a devoção que você tem com aquilo que gosta, com as pessoas que gosta, tudo isso faz com que eu me apaixone por você cada vez mais. Tudo o que eu ganho com isso entretanto, são seus gritos e reclamações. Você só é assim comigo, com os outros você é calmo, gentil, devoto, companheiro. Comigo não, você só me distrata.
E apesar de tudo isso eu nunca fiz nada, eu o encarava e acatava suas decisões, me desculpava pelos erros que eu sabia, eu não tinha cometido. Eu dava toda a atenção a cada palavra sua não importava o quão ruins elas fossem... Mas isso vai mudar.
Vai mudar Uru porque eu cansei, estou cansado de ter que dormir e acordar debaixo dos seus pés, de ser controlado por um sentimento que eu sei que não tem futuro. Eu quero esquecer você, somente isso. Será que eu consigo? Todas as vezes em que eu me decidi por isso, e desisti. Foram porque minha determinação não foi suficiente não é mesmo? Será que dessa vez eu conseguiria por um ponto final em tudo isso?
Mas é claro que sim, porque se eu não conseguisse, seria Uru a colocar um. Ele provavelmente esta com nojo de mim agora, porque sim, agora ele sabia. Tinha certeza disso, embora não tivesse sido suficientemente claro em minhas palavras, eu tenho certeza de que demonstrei mais do que devia. O'Que aconteceria agora? Parte de seu divertimento em me humilhar seria chamar-me de “Yuu o viadinho nojento”?
Eu tento pensar o máximo que posso na banda, mas só de imaginar como você pode me tratar de hoje em diante, eu não consigo controlar os meus pensamentos de sair. Eu não suportaria isso, eu poderia suportar o seu desprezo pela minha pessoa, mas não suportaria o seu desprezo por meus sentimentos, porque por mais obsessivos e sofredores que eles fossem. Eu ainda achava bonito, tudo o’que eu sentia por você. Seria tão mais fácil se você também se sentisse assim. Porque você não pode me amar também Uruha?
A praça em que eu me encontrava começava a se esvaziar, e eu sabia que era a hora de ir pra casa. Mas como fazê-lo? As chaves de casa esquecidas naquela sala, junto da guitarra que eu usava no ensaio, e eu não podia correr o risco de voltar, não queria ter de olhar pra você. Não sem ter me preparado psicologicamente primeiro.
Uruha’s Pov
Minha cabeça ainda dava voltas e eu me xingava de todas as formas possíveis pelo que tinha feito. Eu não imaginei que aquela fosse ser a sua reação, achei que fosse ser como de todas as outras vezes, mas não foi assim.
“–Nós já estamos indo... Você não vem? – O líder pergunto, receoso de deixar aquele dois sozinhos.
– Temos apenas de ajustar uma parte e já estamos indo Kai. – O moreno explicou.
E colocando-se a tarefa de ajustar aquilo o mais rápido possível, para que pudesse sair da presença de Uruha, o moreno acabara por não se concentrar direito naquilo que estava fazendo. Cometendo sem perceber, um erro atrás do outro.
– Quer parar com essa porcaria?– O mais alto ditou. – o'que pensa que está fazendo? Se começar a tocar desse jeito nos lives vamos ter de trocar nome da banda de the GazettE para MerdazettE.
Aoi o encarava confuso, apesar de já estar acostumado com as afrontas de Uruha não consegui entender o porque desta ter começado.
– Do que está falando Uruha?
– Do que mais? Da forma horrível como você está tocando? Qual é Aoi não consegue tocar nem mesmo algo que você mesmo compôs? É possível que você seja tão inútil assim?
– Uruha retire as suas palavras por favor. – O mais velho pediu.
– E porque eu tiraria? Não é culpa minha se você está ficando velho e junto com isso se esquecendo domo se toca. Logo teremos que achar outro guitarrista. Seu tempo está aca...
– Cale a boca Takashima! Eu estou cansado das suas provocações.– Gritou, surpreendendo Uruha que não estava acostumado a esse tipo de reação vindo do outro guitarrista.
–Olha só, mas parece que ele ficou nervoso.
– Chega Uruha, eu não aguento mais. O que eu fiz pra você? – E a voz do mais velho saiu de seu tom nervoso pra melancólico. – O que foi que eu te fiz? Eu passo todo, todo o tempo tentando não te irritar, tentando não te aborrecer, tentando fazer o melhor por você. E você? Você sempre me vem com essas suas atitudes estúpidas e arrogantes. Porque? Eu estou sempre dando o meu máximo pra te agradar, sempre tentando fazer o melhor para conseguir um elogio seu, sempre esperando ter um sorriso seu em minha direção... Mas nunca... Nunca. Porque todo esse ódio por mim Uruha? Eu só queria agradar você, queria que você gostasse, mesmo que só um pouco de mim. – Confessou, percebendo uma lágrima teimar em querer descer, mas segurando-a.
Uruha se encontrando sem reação após as palavras do outro apenas ficou parado, fitando-o. Ate perceber que o guitarrista mais velho corria porta a fora. Chamou-o mais não ouve resposta, tentou segui-lo, mas perdendo-o de vista, voltou para a sala... Uma hora ele teria de voltar.”
Como pude ser tão idiota todo esse tempo? Não percebendo o quanto estava machucando Aoi? Não era aquilo que queria, só queria um pouco de atenção por parte dele, que ele encarasse-o por alguns momentos, mas não machuca-lo, jamais teria a intenção de machucar o homem que amava.
Era só que... Aoi sempre fora tão distante, se mantendo sempre o mais longe possível de si. E na timidez a única forma que achara de trazer Aoi para mais perto, era afrontando-o. Porque era assim que conseguia a atenção do maior, embora, ver que seus olhares não transmitiam nada apesar da afronta, o machucasse.
Surpreendeu-me sua reação está tarde, Aoi parecia realmente cansado. Minha culpa? Mas é claro, Uruha seu grande idiota.
“Eu só queria agradar você, queria que você gostasse, mesmo que só um pouco de mim.” Aquelas palavras ecoavam em minha cabeça, o que ele quisera dizer com isso? Porque... Porque não conseguia entender nada daquela situação?
Vendo quantas horas já haviam se passado, percebi que de fato Aoi não voltaria mais. Recolhi meus pertences e os seus, e me coloquei a andar um pouco, por ali mesmo. Antes de tomar o caminho para casa. E foi caminhando por uma praça vazia, que eu o vi. Sentado em um banco, escondido atrás de algumas árvores, com o rosto entre as palmas das mãos.
– Yuu? – Chamei-o, recebendo um olhar magoado de volta.
– Por favor Uruha, eu não quero ter de te ouvir mais.
– Yuu me perdoe? – Pedi, depositando seus pertences em seu seu colo.
– Você não acha que já está tarde demais pra isso Uruha?
– Talvez... Achei que nã custava nada tentar. –Confessei.
– Porque Uruha? Porque você faz isso comigo?
– Bem pode parecer egoísta dizer isso, mas eu só queria, queria ter você olhando pra mim Yuu, de alguma forma você estava sempre fugindo... Eu só queria que você olhasse pra mim. Você esta sempre tão distante Yuu, isso me incomoda.
– Você nunca pareceu me querer por perto. Era somente por isso que eu me mantinha distante.
– Porque eu não iria te querer por perto Yuu? Eu te amo... – Disse, passando as mão pelos seu cabelos. Eu havia falado, depois de tanto tempo eu finalmente havia falado. Sentia meu coração bater mais forte e pensamentos de tantos anos voltando a minha mente. Senti suas mãos segurarem meu pulso, afastando-me.
É agora Uruha, é agora que todos os seus sonhos desmoronam-se de vez, agora sim, Yuu vai se afastar de mim pra sempre.
– Repete isso... Repete isso olhando nos meus olhos Uruha.
E eu não entendi quais eram as intenções de sua reação, mas eu já não tinha mais nada a perder... Mais nada. – Eu te amo Yuu, eu sempre... – Fui interrompido pelo encontro de seus lábios com os meus, junto de um abraço calmo e tímido. Sua língua pedindo passagem, que eu concedi, nos envolvendo em um beijo doce. E eu agradeci mentalmente por aquela praça estar fazia, já que última coisa que eu queria naquele momento, era ter que impedi-lo.
Nossos lábios separando-se apenas quando a falta de ar se fez presente, abri os olhos, fitando a figura linda a minha frente. Com um sorriso fofo no rosto.
– Eu também te amo Kou. – Ele disse ainda de olhos fechados e haa ele nunca me chamava de Kou.
Não podendo deixar de sentir toda aquela sensação boa que percorria meu corpo, me joguei em seus braços. E de repente todas as intenções do Yuu de se afastar e todas as minha provocações estúpidas, tu aquilo não passou de uma grande perda de tempo.
Fale com o autor