Was Once Two Hearts
23 Surpresa
Notas iniciais
Depois de dormir a noite toda, acordei insatisfeita com nossa processo de encontrar um nome. Após lembrar de termos quase nos matado ontem de tanto pensar em qual nome eu poria no bebê, fui tomar meu banho e me arrumar, daqui a pouco Tomás chegará para irmos pro colégio. Assim que sai do banho, desci e tomei meu café, minha mãe estava um tanto pensativa, talvez tentando descobrir um nome que me agradasse, a agradeço por não ter desistido, pelo menos uma é corajosa para continuar. Ouvi a campainha tocar e me levantei para atende-la.
- Bom dia! — falou Tomás assim que abri a porta. Ele segurava um buquê de flores nas mãos.
- O que é isso? — perguntei ao pegar o buquê.
- Digamos que eu lembro quando fazemos aniversario de 2 meses de namoro — falou fingindo estar magoado.
- É hoje? — perguntei, surpresa.
- Sim.
- Meu Deus, desculpa! Eu.. Er.. — eu não sabia o que falar, Tomás entrou me dando um beijo.
- Tudo bem, eu lembrei hoje de manhã.
- Safado! — falei lhe dando um tapinha no ombro. Fui até a cozinha e peguei um vaso, colocando as flores nele.
- Está pronta?
- Estou. Mãe?
- Hm? — ela apareceu sorridente no soleira da porta da cozinha.
- Estamos indo.
- Tudo bem. Se cuidem. — assentimos e fomos pro colégio.
Chegamos no colégio e Clarisse veio falar comigo, junto com ela, Julia e Clara. Parei um tanto chocada pela recepção, há tempos elas não falam comigo, somente Clarisse que me avisou de Gabriel.
Ah sim, Gabriel. Eu não o tenho visto no colégio, pouco aparece, e quando aparece, some no colégio, não ouço nem falarem sobre ele.
- Oi — falou Clarisse parando na minha frente. Clara e Julia, a que Tomás havia esculachado em sala, pararam um pouco mais atrás dela.
- Oi Clarisse — falei, notei que ela se retraiu, olhei para Tomás e ele a
observara com rispidez. — Tomás, está tudo bem, me espere na sala. — ele me olhou um pouco a contra- gosto, mas assentiu, indo para sala. — Pode falar Clarisse.
- Fiquei sabendo que vai ser menino — falou olhando para minha barriga.
- Sim. Como soube?
- A fofoca corre aqui Anya, já devia saber — ouvi Julia falar.
- Já percebi Julia, ainda mais com quem abre a boca pra falar — ela se calou, baixando os olhos. Clarisse a olhou com um toque de repreensão no olhar.
- Meus parabéns Anya — falou Clara sorrindo. Clara era uma das poucas garotas naquele colégio que não era de ficar fazendo fofoca, era até agradável conversar com ela, seu único impasse para ser minha amiga, era a companhia que insistia em ter.
- Obrigada Clara — agradeci lhe dando um sorriso sincero.
- Já sabe o nome que vai dar? — perguntou-me Clarisse.
- Ainda não, estou em dúvida.
- Sabe não fique tensa por isso, assim que você bater os olhos nele, vai saber o nome.
- Espero que sim — sorri.
- Bom, tenho que ir — falou Cla. Caminhou até mim e do nada, me abraçou. Fui pega de surpresa, mas acabei lhe abraçando também.
- Obrigada Cla, por tudo — falei em seu ouvido, ainda abraçada a ela.
- Desculpa por tudo Anya. Senti sua falta — nos separamos e sorrimos uma para outra. Soube ali, que tive minha amiga de volta.
Fui para sala onde Tomás me esperava preocupado, o olhei e sorri. Ele me abraçou e sentamos em nossas cadeiras. Os professores entravam e saiam da sala, as aulas passavam e eu dispersa a tudo, pensava em como minha vida Haia tomado um rumo diferente do que eu imaginara. Pensei que criaria meu bebê sozinha, somente com minha mãe, que teria apenas meu bebê e mais ninguém. Após ser deixada pela pessoa que mais amara, descobri por longos 5 meses o que era ser esquecida e excluída de sua própria vida. Fiquei invisível para todos e para mim mesma. Não era vista, não era procurada, eu simplesmente não passava de uma garota grávida de 5 meses abandonada pelo namorado.
E, quem sabe seja destino, fui achada, fui vista, e por alguém totalmente alheio a minha vida, a minha insignificante existência, eu fui encontrada. Tomás havia mesmo entrado em minha vida para mudá-La, só não imaginei que fosse mudá-La tanto, e para melhor.
Nunca imaginaria que um desconhecido, ao se oferecer para lhe comprar castanhas, fosse marcar sua vida, fosse como quem não quer nada, entrar em seu coração, sem ao menos pedir licença, e se instalar nele. E sabe, eu não faço e não faria nada, para tira-lo daqui.
- Amor? — chamou-me Tomás, dispersando meus pensamentos.
- Hm?
- Vamos?
- Aonde?
- Acabou a aula Anya, vamos pra casa?
- Ah! Claro — fiquei tão dispersa em meus pensamentos que nem percebi que a aula havia acabado, peguei minha bolsa e me levantei. Tomás segurou minha mão e fomos para casa.
- Tudo bem se almoçarmos com meu pai hoje? — perguntou no caminho.
- Claro, por mim tudo bem — concordei.
Ao chegarmos na casa de seu pai, entramos e vi seu pai na cozinha. Ao me ver, lavou a mão e veio me cumprimentar.
- Como vai minha querida? — perguntou, me abraçando. — E ai, garotão? — acariciou minha barriga
- Estamos bem e o senhor?
- Melhor impossível. Com fome?
- Sempre! — falei rindo.
- Então vamos comer! — o acompanhei até a sala de jantar, onde a mesa estava claramente bem arrumada, pelo que pude notar, hoje teríamos macarronada para o almoço, não sei bem quem tem essas idéias mas, sempre quando Tomás me chama para almoçar com seu pai, tem macarronada, e eu como adoro macarrão, como até.
- Então, e o nome? — perguntou o pai de Tomás, colocando macarrão para mim num prato.
- Ainda não sei qual colocar. Obrigada — peguei o prato.
- Vai achar um nome bonito, fique tranqüila. — apenas assenti, sorrindo.
Almoçamos e conversamos sobre banalidades. Ri bastante com as piadas que Tomás tentava contar, e com seu pai me contando as peripécias de Tomás quando criança. Como foi a primeira vez dele usando o piniquinho. Ou como ele havia incrivelmente a habilidade de arrumar encrenca com senhoras. As vezes lhes puxando a saia, as deixando peladas ou quando resolvia tocar a campanhia e sair correndo. Tenho que admitir, que até isso eu fazia.
Passei a tarde com Tomás e seu pai, quando vi já eram 18:15. Daqui a pouco precisaria ir para casa.
- Antes de te levar em casa, eu tenho uma surpresa — falou-me Tomás assim que ficamos sozinhos na sala. Seu pai havia subido para descansar um pouco.
- Que surpresa? — perguntei. O vi então pegar algo em seu bolso, puxou uma caixinha.
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