Was Once Two Hearts
21 Meu pequeno príncipe
Notas iniciais
ei, assim (sendo a maior cara de pau do mundo), eu não mereço recomendações não?
- Tudo bem, eu quero saber sim.
- Desistiu de ser surpresa? — perguntou Samuel.
- Acho que sempre quis saber, mas tive medo.
- De que?
- Não sei bem, talvez eu não quisesse saber, mas agora, vendo-o tão nitidamente, fiquei curiosa... — admiti, até mesmo pra mim.
- Bom, se vista e me encontre em minha sala... — falou ele, levantando-se da cadeira — Ah, você pode vir também — dirigiu a palavra a Tomás.
- Tudo bem.
Tomás saiu me deixando sozinha para me trocar. Me vesti e fui até a sala de Samuel, Tomás me esperava na porta. Entramos e me sentei de frente para Samuel, que sorria.
- Bom, vamos lá Anya — começara a falar — Em primeiro lugar... Você é o que dela? — perguntou Samuel olhando para Tomás, que sorriu e eu bom, corei. Tomás me olhou, esperando que eu respondesse.
- Ele é... Bom, nós... Err... — gaguejei.
- Você é o pai? — Samuel perguntou me ajudando.
- Não. Eu sou amigo dela. — respondeu Tomás, prendendo um risinho.
- Amigo? Certo. — disse Samuel arqueando a sobrancelha ao me olhar. Apenas sorri.
- Tudo bem doutor, estamos juntos — admiti sentindo que havia corado ainda mais.
- Ah! Nossa Anya, estou feliz por vocês — sorriu, encostando-se em sua cadeira.
- Obrigada doutor. — agradeci baixando os olhos e corando mais ainda, ouvi Tomás rir baixinho. O olhei, e ele se calou, resistindo a mais um risinho.
- Bom, vamos lá... O sexo.
- Sim. — Samuel me olhava e sorria, parecia que curtia com a minha cara, fazia suspense que há mais de 2 meses, teria me falado caso eu não quisesse, mas agora que quero, fica com essa palhaçada. — Tudo bem Samuel, cabo o suspense né? Já pode falar
- Ah, os hormônios.. — ironizou ele.
- Para de curtir com a minha cara, Samuel, me fala — implorei mexendo em meus cabelos. Tomás sentado ao meu lado, me olhava esperando somente que eu explodisse com Samuel, minha paciência de grávida estava acabando.
- Táá bom Anya... — Fazendo um pouco mais de suspense, olhou a foto da ultra que havia feito — Já escolheu o nome se for uma menina?
- Você só pode ta de sacanagem. É uma menina? — perguntei quase pulando.
- Não disse que sim nem que não. Qual o nome que você daria se fosse menina?
- Ainda não escolhi os nomes. Eu vou te bater Samuel — falei, mostrando a palma da minha mãe e a sacudindo na sua cara. Eu tinha intimidade demais com ele, meu médico, para falar com ele dessa forma.
- Bom, então pense bem nos nomes querida, pois você... — cruzou as mãos e se inclinou para frente — Vai ter um menino. — minha expressão de fúria para Samuel foi para a de felicidade pura e mágica. Eu, Anya Samers, teria um menino.
***
Eu e Tomás saímos do consultório do Dr. Samuel conversando animadamente sobre meu bebê, meu pequeno, meu pequeno príncipe. Tomás ria e me abraça constantemente, parecia até que ele estava esperando um bebê, não eu. Ou melhor, parecia que ele era o pai, feliz por ter um menino para ensinar a jogar bola.
- Cara, eu não acredito que é um menino, isso é tão.. Tão legal! — falava ele enquanto caminhávamos até minha casa.
- Por que tanta felicidade?
- É um menino, eu vou poder ensina-lo a jogar bola, e brincar de carrinho com ele.
- Espera, mas ele só poderá jogar bola com mais alguns anos, tipo uns 2 ou 3, ai sim.
- E daí?
- Você... Eu não entendo, você pretende criar meu filho comigo? — perguntei parando de andar. Ele se virou, me fitando.
- Se você quiser...
- Por que?
- Anya, você é um pouco lerda sabia?
- Ei!
- Sério amor, qual a parte do “Eu quero ficar com você”, você não entendeu?
- Isso não dizia nada sobre criarmos meu bebê juntos — falei, dando de ombros.
- Eu quero criar seu bebê com você, quero ser o pai dele. Se você quiser. — me disse, olhando para mim e sorrindo. Ele chegou mais perto e tocou minha barriga, pouco tempo depois, como quem quisesse mostrar que aceita esse proposto, meu bebê chutou. — Parece que ele gostou.
- E eu também. — sorri.
- Então..
- Eu quero ficar com você, sempre, sempre... — falei. Ele se aproximou e me beijou. Suas mãos acariciavam minhas costas e meus cabelos, seu beijo era calmo e gostoso.
- Venha, quero te mostrar uma coisa — disse, assim que nos afastamos.
- Tudo bem.
Tomás me levou até sua casa. Seu pai estava lá e sorriu ao me ver, eu não achei aquele olhar de pena de antes, parece que não o veria nunca mais. Tomás me levou até seu quarto, me sentou em sua cama e pegou seu violão. Começou a tocar:
- (...)What makes you different makes you beautiful — cantava, dedilhando em seu violão — What\'s there inside you, Shines through to me, you\'re all I need oh girl, What makes you different makes you beautiful to me (...) — acabando de tocar, senti sua mão tirando uma gota de lágrimas de meu rosto, e depois seus lábios nos meus
Notas finais
essa é a musica que Tomás canta pra Anya. Ai tem a letra, a tradução e se quiserem escutar, também dá http://letras.terra.com.br/backstreet-boys/2818/
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