Warrirors
6 Flashbacks part 1
Notas iniciais
Me desculpem por não postar por tanto tempo, é que eu estou durante algums semanas de provas e fica difícil postar e escrever capítulos quando eu também tenho que estudar.
Bom, espero que vocês gostem desse capítulo e comentem o que acharam!
Nina estava totalmente incomodada com aquela cena na casa de Stiles: Malia expondo o ciúmes que sentia por ele, sendo que não existia nenhum motivo certo para isso. Ao menos era o que ela pensava e esperava. Ela se perguntava se Malia e Stiles já tiveram alguma coisa, ou se ela estava começando a sentir algo por ele agora.
Eles andavam devagar na rua, o silêncio predominando novamente no meio deles. Isso começava a incomodá-la: eles eram amigos desde pequenos, deveriam conversar sobre a vida deles e de como algumas coisas com certeza mudaram. Ela suspira profundamente, se preparando para fazer aquela pergunta que estava impregnada na sua mente: — Você e Malia são namorados? — a pergunta saiu em um sussurro quase inaudível, mas com sorte, Stiles conseguira entender.— Nós namorávamos, estamos separados agora. — ele a responde, o semblante mais sério do que o normal. — Mas isso não significa que eu tenha parado de gostar dela. — Entendi... — ela murmura. — Parece que ela quer voltar com você. — Eu não acho que eu queira voltar com ela, Nina. — o seu semblante parecia confuso naquele momento, o que ela não conseguira entender. — Eu posso continuar gostando dela, mas não é mais como antes. O silêncio se instala novamente e, quando eles viram a rua para a casa de Nina, eles avistam aquele homem novamente: aquele com heterocromia e que entrou na cabeça dela. — Ei. — Stiles sussurra, franzindo as sobrancelhas. — Esse é o homem que estava com você no acidente de carro.— O que? — ela pergunta, claramente assustada — Eu nem conheço ele. O homem se vira na direção deles com um pequeno sorriso de canto nos lábios. Seus olhos estavam focados nela, apesar da distancia e isso a incomodava. — Ele esteve em frente à minha casa ontem a noite. — Nina murmura para Stiles, que arregala os olhos em total surpresa. No instante seguinte, Miller já estava na frente dos dois. Eles se assustaram ao perceber tamanha velocidade que ele tinha e, apesar de já ter visto de tudo, Stiles nunca tinha visto aquilo. — Olá, Nina. — ele sussurra, seus olhos focados nos dela. — Você se lembra de mim, não? De hoje de manhã. — Hoje de manhã? — Stiles pergunta olhando para ela. — Eu acho que não estou falando com você. — Miller fala, ainda olhando nos olhos de Nina. Stiles rola os olhos para ele, apesar de ainda estar preocupado em relação àquele homem desconhecido. Era estranho o modo como ele olhava para ela: algo parecido com um companheirismo desconhecido, como se ele fosse seguí-la em qualquer lugar que ela fosse. Mas havia algo diferente naquilo tudo: algo que talvez nem mesmo aquele homem pudesse perceber. — Parece que ele entrou na minha cabeça hoje. — Nina fala, a voz com um pouco de medo. — Eu realmente entrei. — Miler fala, um sorriso grande aparecendo em seus lábios. — Fico me perguntando o que você seria. — Quem é você? — Stiles pergunta, claramente irritado. Ele não gostava do modo como aquele homem agia ou falava, ele não gostava de nada nele. — Não é importante para você, eu estou aqui para falar com ela. — pela primeira vez, Miller olha nos olhos de Stiles, o olhar irritante de descaso bem claro para ele. — O que você quer, Miller? — Nina pergunta, a sua paciência começando a esgotar. Ela não estava gostando de como ele estava falando com o Stiles. — Por algum motivo eu fui atraído para cá, mas não foi por causa da cidade, foi por sua causa. — ele a responde, fazendo com que ela levantasse um sobrancelha. — Eu quero descobrir o porquê. — Ótimo. — Nina sussurra, cruzando os braços. — Descubra sozinho, eu tenho que ir para a minha casa e gostaria que você parasse de me perseguir. — O caso é que eu preciso de você para descobrir. — ele fala, o sorriso em seus lábios já tinha sumido.— Acontece que eu não estou pedindo. — Nina fala, fazendo com que Stiles se assustasse com tamanha agressividade. Ele olha nos olhos dela, percebendo algo de diferente: seus olhos, antes castanhos, agora estavam de uma cor violeta viva, como se ela tivesse ativado o seu lado místico sem perceber. Um sorriso diferente aparece nos lábios de Miller, um sorriso de compreensão e admiração. Ele sabia o que ela era e iria seguí-la para onde quer que ela fosse. — Bom, boa noite. — Miller fala e no instante seguinte ele não estava mais lá. Nina suspira enquanto Stiles mantinha seus olhos focados nos dela, vendo a cor violeta desaparecer aos poucos. — O que foi que acabou de acontecer? — ela pergunta, preocupada. — Seus olhos mudaram de cor, Nina. — ele sussurra, ainda chocado. — O que?- ela sentia o cansaço chegar ao seu corpo, era como se ela tivesse se cansado em apenas poucos segundos. — Você está bem?Seus olhos se fecharam antes de tudo parecer rodar e ela desmaiar. X-XNina acorda sobressaltada, olhando ao redor. Ela se lembrava de Miller, de Stiles e também se lembrava de ter desmaiado. Suspirando profundamente, seus olhos encontram um bilhete na sua cômoda. Sabendo que não poderia ser de ninguém a não ser de Stiles, ela o pega sorrindo, mesmo sem ainda ainda ter lido o que estava escrito.
" Eu te levei até a sua cama, imagine o quanto eu sofri com isso. Você está me devendo uma. Me ligue assim que acordar, estou precupado. Stiles"Para a felicidade de Nina, ela não estava mais sozinha. Pela primeira vez, ela finalmente se sentia completa: com o Stiles, que se importava como mais ninguém com ela; com a Lydia, que começava a se tornar sua amiga e, apesar de não ter toda a afinidade como tinha com eles, com o resto do grupo também. Ela se levanta da cama, andando em direção à sua bolsa, que estava na cadeira que ficava em seu quarto. Pegando seu celular, ela disca o número de Stiles, esperando que ele atendesse. — Oi, Nina. — ele fala, a sua voz acolhedora e de certo modo preocupada. — Você está melhor?— Estou sim. — ela responde, o sorriso ainda em seus lábios. — Obrigada por me trazer até aqui em cima, estou realmente te devendo uma. — Bom, já que você condorda, eu cobrarei um dia. — ele sussurra. Naquele momento, Stiles conversava com o seu pai pelo computador, pois ele ainda estava na delegacia. — Nina, amanhã eu vou te levar para um lugar, está bem? Pode nos ajudar a descobrir o que você é. — Está bem. — sussurra, olhando para a janela. — Nos vemos amanhã? — a pergunta sai espontaneamente, sem ela perceber. — Sim. — um sorriso de canto se forma em seus lábios. — Nos veremos amanhã. X-XEla acorda sobressaltada, o despertador do celular tocando no instante seguinte. Nina tinha sonhado com os seus pais, mas daquela vez tinha sido no acidente: ela parecia estar junto com eles e tudo estava normal, até que um homem loiro aparece na frente do carro e tudo desaparece. Claramente aquilo era fruto da sua imaginação e ela não estava nem um pouco preocupada, afinal ela não estava junto com eles no acidente. Com toda a calma do mundo, Nina se levanta da cama e começa a se arrumar para a escola. Fazia muito tempo que ela não ia com o cabelo totalmente solto para lá e ela queria nudar: queria se sentir diferente, perceber que tudo mudava para melhor a sua volta. Depois de mais ou menos meia hora se arrumando, a campainha toca e, já pronta, Nina desce e abre a porta, sorrindo ao encontrar Stiles. — Vamos? — ele pergunta, seus olhos pareciam brilhar para ela. — Vamos. — ela responde enquanto trancava a porta da sua casa. — Onde é esse lugar que você me falou ontem? — É uma clínica veterinaria. — ele falou normalmente fazendo Nina soltar um pequeno riso. — Ok. — ela sussurra. — Depois do que vocês me contaram ontem, eu não duvido de mais nada. — seus olhos se focam na paisagem que passava do outro lado da janela. — Você não sabe da metade do que já aconteceu com todos nós, Nina. — Stiles fala, um toque pequeno de tristeza na sua voz. — Eu gostaria de saber, mesmo que seja a pior coisa que já aconteceu. — seus olhos encontram os de Stiles por apenas alguns segundos, mas ela pôde enxergar a dor neles. — Eu preciso ter em mente tudo que pode acontecer comigo.— Nós não vamos deixar nada disso acontecer com você ou com qualquer outro. — a sua voz parecia mais determinada, era como se ele estivesse jurando para ela. — Eu não vou deixar.
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