Notas iniciais
PVO do Trevor gente u.u

Pelo incrível que pareça o voo foi tranquilo, pousamos em segurança. Na hora da aterrissagem eu segurei firme o apoio dos braços e me encolhi um pouco. Todos da nossa equipe estavam tranquilos vendo o avião e aproximar da pista, eu o único que se importava que o avião pudesse explodir a qualquer momento.

Quando o avião parou solto um suspiro alto, passando a mão no rosto, todos se levantam e Oliver me olha.

— Tem medo de altura anjinho? – ele ri um pouco, dando um tapinha em meu ombro, saindo do avião com os outros.

Eu fui o último a se levantar, olho para trás se tinha mais alguém e fico olhando, desconfiado.

— Trevor, tudo bem? – Pergunta Kristen, que tinha voltado para pegar uma mochila, que provavelmente era de Oliver.

— Hã, tudo bem – digo voltando a realidade, sorrindo brevemente, saindo do avião.

— Taxi, carro, ônibus, o que você vai trazer agora pra gente? – diz Oliver colocando um Ray ban estilo aviador.

— Taxi seu sem grassa – diz Adwale bufando, indo na frente.

Sempre ia atrás do grupo, todos estavam conversando, Arya se enturmava, me fazendo dar um sorriso pequeno no rosto, sempre com a mão direita no bolso, pois ali estava a minha arma.

Oliver olha para trás e vem falar comigo.

— Me explica sobre as denominações dos anjos – ele diz calmamente, caminhando em meu ritmo.

— Somos os ishis, os querubins, os serafins, os ofanins, os hashmalins, os elohins, os malakins e arcanjos, que são cinco arcanjos originais – digo saindo do aeroporto para o taxi.

— Por que você não falou quem são cinco arcanjos? – ele diz confuso.

— Porque hoje existem só três, e esses três estão em guerra. E vocês estão prestes a abrir outra guerra antiga. – digo entrando na frente. Dessa vez todos tinham que ir no colo de alguém. – Dessa vez eu deixo olie – digo sem olhar para trás, sabendo que em seu rosto nasceu um sorriso. Não precisava adivinhar que Arya foi no colo de Oliver, Katherinne no de Adwale e Kristen no de Takashi. Depois de um tempo olho para trás e dou uma risadinha.

— Qual a graça o idiota? – diz kristen bufando.

— Nada, só que adivinhei quem estaria no colo de quem – digo olhando para frente.

— Eu odeio esse cara- murmura Kristen.

— Para onde vamos Ade? – digo sem olhar para trás.

— Agora? Para algum hotel para dormir, já está escurecendo, atravessar o deserto de noite é perigoso.

— Mas estamos longe do deserto – diz Katherinne sem entender.

— É porque vamos caminhando até lá – digo entendendo o recado do negro.

Ninguém falo mais nada até chegar em um hotel. Nada de luxuoso nele, era simples, quatro andares, era amarelo bem fraco, com desgastes nas paredes. Eu gostei do QG, mas ouvi Katherinne reclamando.

— A gente vai ficar nisso? – ela diz olhando para Adwale e para mim.

— O que importa é a segurança e a hospedagem, não o conforto. Não reclamem por a gente não dormir acampando.

— Eu ia adorar – diz Arya, vendo que falou um pouco alto e fica um pouco vermelha.

— Vamos então mocinhas – Diz Kristen saindo do carro, forçando todo seu peso em Takashi, o fazendo soltar um suspiro forte, botando a mão na barriga.

Entramos no hotel, Adwale acerta tudo e volta para a gente.

—Ficaremos só essa noite – ele diz nos olhando.

— Eu já acho que é muito – digo subindo as escadas, para o terceiro andar, que era o nosso. Os quartos eram coletivos, era como um alojamento, olho para Katherinne e ela faz cara feia.

Alguns de nós fomos tomar banho, eu não fui, Arya colocou uma roupa mais fresquinha e se deita em uma rede, chego em seu lado e me ajoelho sorrindo a olhando.

— O que tá achando disso tudo? – digo a olhando, dando carinho em sua bochecha.

— Tá sendo incrível, nunca soube que havia terra fora do Texas – ela dá um risinho fraco.

— A gente tão cedo não vai voltar para o Texas querida, é só uma passagem de ida – Olho para ela, penteando seu cabelo com o dedo.

—Eu vou a qualquer lugar com vocês – ela olha para Oliver que estava escovando os dentes.

— Você gostou dele né? – digo sorrindo de canto a olhando.

— Uhum – ela suspira sorrindo.

— Eu vou deixar ele se aproximar, mas se tentar besteira que nem o outro... – digo, mas ela me interrompe.

— Eu não sou mais criança T – ela diz me olhando séria.

— ok, não falo mais nada senhora velha – rio colocando as mãos pra cima.

— Seu bobo – ela me da um tapinha sorrindo.

— Boa noite Arya – Sorrio me levantando.

— Boa noite Trevor – ela se inclina um pouco para cima e me inclino para baixo e damos um selinho.

Bagunço um pouco o cabelo dela, me viro vendo Oliver que nos olhava e dou um tapinha em seu ombro.

— Vai fazer turno comigo? – digo o olhando.

— Não, vou ficar por aqui – ele diz e vejo seu braço que estava com as veias saltadas. Pelo jeito estava com raiva.

— Ok Olie – suspiro, subindo para o terraço – fale pra alguém que eu vou estar lá em cima.

Vou para o terraço, sento na beirada do prédio, sentindo o vento gelado que vinha do deserto.

Ouço passos atrás de mim e puxo minha espada me levantando. Ela era de fio negro, duplo gume, sua guarda era com duas pontas em direção da lâmina e mais duas pequenas no meio e seu punho e copo eram prateados. Na base do ombro da espada tinha inscrições Celestiais.

— Calma – diz Katherinne colocando os braços atrás da cabeça.

— Ah, você – sorrio de leve, a olhando.

— Posso fazer turno com você? Estou sem sono – ela diz sorrindo.

— Não quer dormir aqui – Rio alto.

— Como adivinhou? – ela ri baixinho, tirando o cabelo do rosto.

— Pelo fato de você ter morado em Paris – digo guardando a espada. Ela se encolheu, cabendo direitinho em meu bolso.

— Como sabe? – ela diz sentando no meu lado.

— Me contaram – sorrio a olhando.

— Você é um Auditore né? – ela diz me olhando e a olho.

— Você me conhece? – digo desconfiado.

— Não – Ela abaixa a cabeça.

—Sim, meu sobrenome era Auditore senhorita Camm – digo a olhando – E eu a conheço, ou melhor, uma ancestral – sorrio a olhando.

— Ah, legal – ela sorri. – Não me chama assim, me chama de Kath logo.

— Tá Kath – sorrio de leve.

— Uma ancestral minha? – ela suspira sorrindo deitando a cabeça em meu ombro.

— Na china, a muitos anos atrás – digo a olhando. – Tem algo que quero te dar, mas não é o momento agora. Você tá aprendendo ainda.

— Agora me deixou curiosa – ela da um risinho- Posso? – ela diz colocando a mão na minha perna.

— Ah, pode – digo sem jeito e ela deita em meu colo.

— Pode dormir, eu cuido do turno – fico dando carinho nela.

— Você é legal Trevor – ela diz fechando os olhos.

— Você também Kath – digo pegando um círculo com um punho de espada no meio dele e fico segurando, olhando um pouco e viajando um pouco. – se eu te dar esse negócio terei que contar minha história – murmuro baixo.

— Não tem problema, eu gosto de histórias. – ela diz se mexendo um pouco e fico dando carinho nela.

— Mas agora não, quando a gente chegar no deserto talvez eu fale – a olho e vejo que dormiu no meu colo.

Fico a noite olhando o círculo, revivendo um pouco do passado, olhando para a escuridão a nossa frente, que de manhã iríamos enfrentar.