A mulher estava nos olhando de um jeito estranho, eu e Adewale ficávamos nos olhando, depois olhando a mulher, então ela começa.

– Daria para as meninas saírem da minha frente? – ela diz com naturalidade, mas me pegou como uma flecha na coxa.

– Hã, claro – sorrio a olhando- mas antes tem que responder umas perguntas.

– Ei, ela está em serviço – O barman atrás da gente esbraveja, ouvindo atentamente nossa conversa.

– Bom, agora ela não está mais – Adewale se vira bruscamente olhando para o barman.

– Calma Don, me deixa ver o que eles querem – Ela diz calmamente, suspirando e arrumando o cabelo em uma coque mal feito.

– Obrigado – Falo sorrindo – vamos la fora, aqui é meio, desagradável – Digo indiretamente para o tal Don, que bufa e vai para a cozinha.

– 5 minutos e nada mais que isso – ela diz indo para fora.

– Tem certeza disso? – digo para o negro.

– claro, mas não foi desse seu jeitinho que eu pensei – ele diz a seguindo.

– E o que você pensou? – digo mais atrás, sempre com a mão por baixo do manto, no cabo da espada.

–Bom... você batia em todo mundo e eu pegava ela nas costas e você ficava na retaguarda – ele diz colocando os braços atrás na cabeça.

– tá o sherek, melhor plano que ouvi na vida – digo suspirando e saindo. – estávamos atrás do edifício, onde eram colocados os lixos. Era escuro, só iluminado por uma pequena lâmpada velha.

– Vamos lá que não tenho a noite toda – ela coloca as mãos na cintura nos olhando de um jeito irritado

– precisamos de você Kristen Jones, filha de Týr – Adewale diz coçando sua munhequeira com flechas pequenas, que ele dizia ser dardos de sono, mas eu não acreditava. Quando ele fala o nome dela eu fiquei desconfiado, pois como ele sabia o nome dela? Ela então estava mais nítida a desconfiança.

– Quem são vocês? – ela diz colocando a mão atrás do vestido e puxando uma adaga.

– Uou, calma ai – digo puxando minha katana – não queremos lutar.

Ficamos nos encarando, até Adewale baixar com o dedo a folha da espada e negar com a cabeça e avançar um pouco.

– Sou Adewale, sou um sacerdote de Anúbis, deus protetor dos mortos, e estou aqui te chamando Kristen, pelo fato de que algo ruim se aproxima, e minha missão é juntar alguns poucos heróis existentes pelo mundo para enfrentar esse mal maior. E você foi uma das escolhidas – ele diz sorrindo. Ela fica nos olhando, com aquela cara desconfiada, então sem a gente ter tempo de reagir ela da uma rasteira em Adewale e fica em cima dele com a adaga e puxa da munhequeira dele uma flecha e arremessa em mim, não acertando, mas fazendo um pequeno corte em meu ombro.

– E como vou confiar em vocês? – ela diz ameaçadoramente olhando hora para mim hora para Adewale.

– Da para... – Adewale tenta tirar a lâmina do seu pescoço, mas ela afunda mais, fazendo um pequeno rasgo.

– Ei – pulo em cima dela a agarrando e caindo do outro lado, tirando ela de cima dele. Ficamos nos debatendo, chutes, mordidas dela, tapas meu, até que consigo ficar por cima dela e colocar a mão em sua boca e a outra mão em seu braço, mas o que estava com a adaga tenta me cortar, mas coloco o pé em cima do braço e a outra perna em sua pélvis, para não tentar usar as pernas. Venci meu primeiro combate corpo a corpo, que me fez dar um sorrisinho.

– Nunca se esqueça do outro oponente – digo a olhando tirando a mão de sua boca. Ela respirava pesado, me olhava assustada, como uma garota prestes a ser violentada.

– por favor, não me machuque – ela diz olhando em meus olhos.

– Não iremos fazer nada – digo mordendo os lábios com dor. É, a flecha era envenenada.

– Ok senhor – ela diz me olhando.

Adewale levanta, ficando ao nosso lado. –Ele é a razão de tudo estar acontecendo, se ele não tivesse surgido você ficaria em paz nessa boate trabalhando. – ele diz colocando a mão em meu ombro.

– Então, vai cooperar? – digo tentando soar normal para ela, amigavelmente, mas com dor.

– Vou – ela suspira.

Saio de cima dela, dando a mão para ela se levantar, ela segura minha mão, mas me puxa me fazendo cair e ficando em cima de mim, dando um soco no meu rosto.

– Isso foi por terem sido diretos de mais – ela disse arfando e depois beija meu rosto – e isso por me tirarem daqui – ela sorri me olhando.

– Tá, sai de cima de mim – digo a olhando dando uma gemida e levando a mão a meu ombro esquerdo.

Ela sai de cima de mim e Adewale vem ao meu lado, tira a mão do meu ombro e vê o corte pequeno.

– Vai ficar tudo bem amiguinho – ele diz passando um pano no corte tirando o sangue e me dando uma garrafinha pequena para beber, que me faz vomitar. – calma isso é vodka, você ainda não está pronto para álcool, então esse é seu remédio. – ele sorri – te salvei cara –ele ri me levantando, Kristen nos olhando de um jeito estranho.

– Hã, cê vem com a gente? – digo a olhando.

– Olha, só tenho uma coisa a dizer – ela diz guardando a adaga – eu e vocês dois vamo bota pra fudê – ela diz animada entrando – vamos embora daqui.

Seguimos ela, e quando passamos no bar, o tal Don aparece indo dar um sermão nela mas ela reage dando um soco no meio de seu rosto, o fazendo cair com o nariz sangrando.

–Vamos meninas a um mundo la fora – ela diz confiante.

Saímos da boate, já estava amanhecendo, as ruas não estava movimentadas, então saímos pelo meio da rua.

– Agora para onde vamos negão? – ela diz para Adewale.

– Japão – ele diz indo para um prédio.

– O que vamos fazer em uma ilha? – digo estranhado. Como eu sabia que Japão era uma ilha?

– O próximo para festa é um japonês – ele diz pegando um caderninho e entrando no prédio e subindo as escadas.

– Que legal – Kristen diz indo atrás de nós, exatamente atrás de mim.

Subimos as escadas, fomos ao segundo andar e entramos na primeira a esquerda. Era um lugar pequeno, sujo, empoeirado, mas bonito ao meu ponto de vista.

– Gostei do qg – Kristen diz olhando em volta.

– fiquem a vontade, tenho que fazer umas anotações e... meditar – Adewale diz misterioso entrando na área de serviço. – Tem roupas no quarto.

Eu e Kristen entramos no quarto, indo ao armário. Roupas velhas, mas bonitas.

– Então senhor da katana, qual seu nome? –ela diz se jogando na cama.

– Oliver – digo pegando uma jeans e uma camisa preta. Fiquei por uns instantes com o manto. Eu não queria abandoná-lo, era minha lembrança de Ártemis. Então pego uma de minhas flechas de minha aljava e tiro o manto, o colocando na cama e cortando em volta, o fazendo como um sobretudo branco. Ficou bonito, mas esfarrapado, então acho um quite de costura e começo a costurar as imperfeições. Então Kristen se aproxima e segura minhas mãos, ajudando na costura.

– você gosta desse manto né Oliver? – ela diz olhando onde enfiava a agulha.

– Meu melhor presente – sorrio – seu pai não é o deus da guerra? Como você sabe costurar desse jeito?

– a vida me fez aprender – ela sorri- e porque sou mulher – ela erra um furo e fura meu dedo- ai, me perdoa, foi sem querer – ela diz voltando a costurar. Foi nem um pouco sem querer.

– Você se alto avalia de um modo errado sabia? – digo levantando e pegando um coturno velho, de cano baixo, mas gostei e o coloco.

– Ta bom o senhor tatuado – ela diz me estendendo o manto- to sua ropinha – ela diz levantando e indo ao armário, procurando roupa, então pega uma jeans, uma camisa preta e uma jaqueta jeans.

– Vou la me trocar – sorrio indo no banheiro.

– Seja cavalheiro – ela corta meu caminho e da um tapa em meu pescoço, fechando a porta. Rio um pouco, me vestindo.

Deito na cama, pegando uma navalha que achei no armário e fico jogando para cima. Depois de um tempo, kristen sai do banheiro. Estava mais bonita do que naquele vestido vermelho.

– sabe quando partimos? – ela diz me olhando e torcendo o cabelo.

– não, Adewale ta la ainda meditando – jogo a navalha fazendo-a fincar no teto.

– uhum — ele pensa um pouco e deita em meu lado – posso te chamar de Olie?

– Pode – sorrio – se quiser também. Posso te chamar de Kris?

– Não – ela diz estralando os dedos.

– Tá, Kris – dou uma gargalhada alta, a fazendo rir também e ela se esconde em meu peito.

– Não! Eu não gosto de apelidos – ela diz me socando fraco.

–ta ta, tudo bem –sorrio parando e a olhando. Ela era legal , só um pouco explosiva.

– vou dormir um pouco, beleza? – ela diz se acomodando em mim.

– ta, tudo bem – ela se agarra em mim e dorme, me fazendo ficar sem jeito. Nunca alguém ficara assim comigo. Então foi meio que instintivo, só a abracei e fiquei dando carinho.