Notas iniciais
Fala galera!!! Bom, nesse capítulo há uma passagem que tem personagens diferentes, não se assustem, eles fazem parte da história do Oliver. Para saberem mais sobre eles e sobre essa história do Oliver aqui está o link da fic que está a origem do Oliver. https://fanfiction.com.br/historia/573277/AOrigem-OliverPatrickHarper/ Esperem que gostem, trabalho do Black Hood, coautor dessa fic.

– Trevor! – Grita Arya correndo até ele, mas a seguro pela cintura, a puxando. – Me larga Olie, ele precisa de mim! – Diz ela começando a chorar.

– Calma pequena, ela está bem, acho que se ele fosse eu estaria fazendo a mesma coisa agora. – Ela me abraça forte chorando. – Vai lá com o Takashi... – Engasgo um pouco, tentando pronunciar a palavra e falo baixinho e para mim. – Amor.

– Oliver, vem cá. – Adwale me chama, virando Trevor o deitando de barriga para cima.

– Vai lá. – Beijo a testa de Arya e a solto, indo ao lado de Kath e Adwale, que já estavam fazendo os primeiros socorros.

– São ferimentos estranhos. – Diz o negro e no momento que Kath ia pegar o saco estranho que Trevor trazia o anjo segura em sua mão e diz com dificuldade, levantando um pouco a cabeça:

– Ninguém... encosta... nem... o Oliver. – Ele tosse e cai a cabeça, fazendo Kath colocar as mãos na boca chorando baixinho pelo susto e por Trevor ter caído e estar parecendo que morreu, mas escuta-se um ronco baixinho.

– Dormiu? – Digo com uma sobrancelha erguida.

– Aniki não está morto, só está cansado. – Escuto Takashi gritando e o vejo, ainda fazendo aquelas flexões. O treino de Kath parecia ser sério.

– Ele tem razão. – Adwale diz, vendo sua pulsação. – Está normal.

– Como ele conseguiu esses ferimentos? – Diz Katherinne secando o rosto, então vejo melhor os ferimentos dele. Seus braços e no rosto haviam cortes, não muito profundos, mas sua camisa estava toda cheia de furos, com pequenos furos em seu peito e em sua barriga tinha um curte feio.

– Como ele conseguiu esse sobretudo? – Digo vendo o sobretudo, com uma das mangas rasgadas. Quando o abro um pouco para ver os bolsos de dentro Kath me soca no rosto me fazendo cair de lado.

– Ele sumiu, voltou com um saco estranho, todo ferido e você está preocupado com o sobretudo? – Diz ela gritando irritada, tentando não chorar.

– Deixa que cuidamos dele Oliver, tu vais atrapalhar, vá cuidar do acampamento. – Diz Adwale me olhando.

– Tá. – Digo me levantando e indo até Arya, sentando em meu lado e ela me abraça escondendo o rosto em meu peito e retribuo o abraço.

– Ele vai ficar bem? – Diz ela baixinho.

– Vai sim, ele é forte, está até dormindo com essa situação toda ó. – Rio de leve, olhando Takashi quase morrendo com aquelas flexões. – Tais em qual?

– Falta quinze. – Ele diz com dificuldade, quase não conseguindo mais levantar quando descia.

– Pode parar Takashi, você vai acabar se matando desse jeito.

– Tenho que ficar mais forte. – Agora sim entendi o porquê de ele estar se esforçando, Katherinne deveria ter o ofendido e falado da cena que aconteceu no avião e o chamou de fraco. Ele está fazendo isso para mostrar que pode ser forte. Nossa, como ela é do mau.

– Tá bom, depois descanse.

– Tem ainda mais 300 abdominais.

– Faz outro dia, calma Takashi, tu vais morrer se treinar desse jeito. – Suspiro. – Amanhã eu te treino.

– Só a Camm e o Aniki podem me treinar. – Ele começa a fazer contagem regressiva, junto com gemidos de dor, fazendo Arya agarrar mais em mim.

– Vai acontecer de novo. – Ela diz baixinho e tremendo.

– Não, Takashi vai vencer ele. – Digo a conformando, com medo de ela estar certa então escuto um grito.

– Consegui! – Ele ri e desmaia.

–Viu? Ele tá bem. – Digo beijando a testa de Arya e vou ao garoto o pegando no colo, levando-o para dentro e deitando no seu saco de dormir.

– Então ele conseguiu. – Kristen estava deitada lendo um livro com óculos no rosto.

– Ué, não sabia que você...

– Só para ler. – Ela me corta. – Está atrapalhando, pombinho. – Não entendo o que ela quis dizer com aquilo e me levanto.

– Ok então, já vou. – Coço a nuca, voltando até Arya.

– Me treina amanhã de novo? – Ela diz sorrindo me olhando.

– Claro! – Sorrio tirando o cinto que estava a katana branca. – Podes usar.

– Sério? Para mim? – Ela diz com os olhos brilhando.

– Não estou dando, estou emprestando. – Ela faz bico e lacrimeja tentando me convencer, então me agacho e em sua frente, seguro em sua bochecha e dou um beijinho em seu bico. – Fica com essa e daí quando sairmos daqui eu compro uma katana para ti, combinado? – Ela sorri e me abraça me fazendo cair e rimos. Nos arrumamos um pouco, coloco meu braço por baixo da sua cabeça fazendo de travesseiro para ela, ela repousa em meu peito e dormimos ali mesmo.

Dormir deveria ser maravilhoso, mas comigo nunca vai ser assim. Comecei a sonhar com meu passado de novo, não era para acontecer esses sonhos de novo, porque eu já tinha me lembrado de todo meu passado. Não, aquilo parecia mais com um pesadelo...

– Capuz para a Sit! Cadê o Ethan? – Falo em um rádio de comunicação, correndo para fora de um “orfanato”.

– Não sei! Achava que ele estava com você... – Ela fala, mas logo é interrompida.

– Desculpa galera. – Escuta-se a voz de Ethan no rádio.

– Eth? – Pergunta Astrid. – Onde você está?

– Ainda dentro... desculpe-me... não vou conseguir sair...

– O que?! Por que?! – Ela pergunta gritando. Olho para trás e o “orfanato” estava pegando fogo e desabando.

– Fui bloqueado! Não tem como sair daqui! Destruam o lugar!

– Não! Eu vou te buscar. – Exclama a garota.

– Astrid! Não! – Ele insiste rígido.

– Ethan... – Falo perplexo, então se ouve uma risada do outro lado.

– Vai ficar tudo bem maninho.

– Eu não tenho mais cinco anos, sei que não vai ficar tudo bem. – Começo a correr de volta ao “orfanato”.

– Você tem razão... não é mais uma criança, cuida da Sit Olie, me prometa isso.

– Ei, não fala como se fosse morrer! – Estico o braço da estrela do Chaos e crio uma barreira em volta do “orfanato” para abafar o fogo.

– Me prometa isso.

– Você não vai... – O fogo apaga e a barreira é sugada para dentro das chamas. – Consegui... – Mal termino de falar e o fogo que ali havia faz uma explosão, mesmo eu estando longe a explosão me joga longe. Assim que abro os olhos, tudo estava pegando fogo. Me levanto, com a visão um pouco embaçada e o ouvido zunia. Espero recuperar um pouco os sentidos e entro nas chamas. Quando entro vejo uma sombra grande.

– Eth?

– Você vai sofrer pirralho. – A sombra fala e aquela “coisa” chuta algo que chega perto de mim. Aquilo estava morto. Quando viro o corpo e vejo que é de Trevor. O monstro sai de trás das chamas. Seu tórax pegava fogo, mas parecia não doer. Assim que ele fica nítido em minha frente eu consigo ver a “coisa”. Ele realmente parecia o Abominável do filme do incrível Hulk. – Eu vou tirar tudo de você... – Olho em volta, toda a equipe estava morta aos meus pés, fazendo-me dar um passo para trás. – E depois... – Olho para frente e o Abominável estava cara a cara comigo. – Eu vou te matar! – Ele vai me dar um soco e nesse momento acordo suando.

Olho em minha volta, e procuro Arya, vendo ela dormindo tranquila encostada em mim. Por algum motivo estávamos cobertos por uma manta.

– Que com que acordou. – Escuto a voz de Trevor e fico aliviado por ele estar bem. – Levanta e vem me ajudar.

– Tá. – Digo tirando o braço devagar de baixo de Arya para não a acordar e vou até Trevor. Ele estava sentado de costas, com aquele sobretudo ainda. Sento em sua frente e vejo seu braço direito todo enfaixado em seu camisa, com faixas por todo o tronco.

– Temos duas horas até eles acordarem. – Ele abre o saco e tiro o que tinha dentro: restos de espadas e metais estranhos e depois joga um artefato estranho redondo no chão em minha frente. – Preciso de sua ajuda amigo.