Warriors Of Nations
2 Oliver
Fugir? Não, isso não era uma opção. Aquelas garotas pareciam ser boas de mira, elas pareciam bem bravas, mas eu não tinha culpa de estar ali, não me lembrava de nada, só daquela voz, ela ainda estava na minha cabeça. Foi quando percebi que a garota ainda me olhava severamente, ainda me cobrando a explicação
— Hã... Oliver meu nome é Oliver- tentei me levantar e quando me apoiei nas mãos, senti algum tipo de cabo. Quando me virei para ver, vi uma katana repousada no chão, era grande e de lamina negra, na verdade era roda negra, cerrei os punhos em volta do cabo da katana.
— O que você esta fazendo aqui e assim?- Perguntou a garota severamente
— Assim como?- Não sabia como estava ate que decido olhar para mim, e vejo que estava completamente sem roupa, o que foi constrangedor, mas tentei não pensar naquilo- Entendi... — Sussurro- Hã... Eu sinto muito, mas eu não me lembro de nada.
— Esta mentindo- Disse a ruiva
— É um mentiroso- Disse a loira
— Não! Não estou- Digo rapidamente em minha defesa, elas não pareciam gostar de mim
— Já chega!- Disse outra garota se aproximando, ela era ruiva, um pouco de sardas nas bochechas, e seus olhos prateados brilhavam usava uma calça jeans, all star branco, um casaco acolchoado meio cinza e por baixo uma camisa preta.
— Minha senhora- Disse a garota de cabelos curtos e negros- o que faremos com ele?
— Ele parece com frio e com fome, vamos lhe dar um abrigo rápido e depois partirmos...
— Mas minha senhora, ele esta obstruiu o caminho das Caçadoras de Ártemis... — Começou a loira
— Isso foi uma ordem Isabella- Repreendeu a garota ruiva
— Sim milady- Isabella abaixou a cabeça obedecendo à ordem
— Ártemis?- Pergunto confuso- A Deusa?
— Sim a própria- Disse a Deusa, eu me levanto, logo consigo ver que Ártemis e as outras caçadoras coram um pouco- rapaz... Vire de costas- Pediu a Deusa, logo eu obedeci e me virei de vagar e ouvi altos suspiros de surpresa e logo após, sussurros altos- A... A Estrela do Caos. — Disse Ártemis assustada, logicamente eu não entendi o que era.
As garotas seguram em seus arcos o pegando.
— Milady... – Disse uma nervosa apontando uma flecha para mim. Como eu sabia, eu não sei, mas sentia todas as posições que elas estavam.
— Além de mentiroso é um espião – Diz Thalia bufando.
— deixem que eu resolvo – Diz Ártemis calmamente indo em minha direção. Ela fica ao meu lado, e as caçadoras não abaixavam a guarda, com medo de acontecer algo. – não se lembra de nada? – ela diz me olhando.
— Nada senhora – Digo o mais sincero possível segurando a minha katana. Não sabia se era minha ou não. Como diz os ditados, achado não é roubado. Mas como lembrei um ditado popular?
— Da onde o senhor veio? – Ela diz ainda sem se convencer.
— Eu já lhe disse, não sei. Se soubesse já teria falado – Digo olhando a deusa, mas desvio o olhar, pois minha situação estava ruim e não queria piorar.
Ela suspira, volta as caçadoras, eu continuando de costas, a mercê da mira das caçadoras. Depois de alguns minutos, uma roupa dobrada como quadrado, amarrada, foi tacada ao meu lado.
— Deixarei você na caçada Oliver. Até você lembrar algo. – Ela diz, pelo jeito sem muita fé das suas companheiras. Abro a trouxa e era um manto, branco. Visto sem fazer barulho, e coloco uma calça branca que vinha junto. Fecho o manto, coloco a katana amarrada nas costas e me viro. Meus braços ficavam a mostra, então notei a tal estrela que elas falaram. Era Negra, formando um circulo no meu ombro esquerdo, com setas em seu arco, com uma seta descendo na vertical ate meu punho. – Aprenderas a caçar, usar o arco e apurar os sentidos. Mas se fizer algo minhas caçadoras não hesitarão – Ela diz e se dá uns risinhos maliciosos. Eu viro um pouco a cabeça sobre meu ombro e assinto, vendo que era minha única solução.
Depois de alguns meses, eu já atirava flechas com perfeição. Minha mira e habilidade com o braços melhoraram, fazendo-me treinar também com a katana. Ela era de uma leveza incrível, fazendo com que eu executa-se movimentos rápidos.. Meus sentidos eram aguçados, sentia uma mosca voar a alguns metros de distância de mim. Meditava junto a Ártemis no fim de tarde, para que eu ficasse com paz de espírito e melhorar minha percepção sobre as coisas.
Certa noite, quando estávamos em uma caçada, fizemos um acampamento para descansarmos. Minha barraca era longe a das caçadoras, por motivos que não entendia. Fomos junto a fogueira para comer, lentilha com algumas frutas, que colhíamos pelo caminho. Tudo normal. Até que sinto um ventinho estranho me fazendo olhar de relance uma caçadora cair, com uma flecha em suas costas. Não morrera, se não eu já teria sentido. Mas como? Depois outras caçadoras começaram a cair, com flechas que vinham de todos os lados.
— Invasão! – Digo puxando o arco e três flechas já esticadas. Quando as outras fizeram o mesmo, elas caíram adormecidas misteriosamente, sem nenhuma flecha como algumas ali caídas. Vou ao encontro de Ártemis e fico com o arco em riste, esperando algo. Estranho, éramos os únicos de pé.
— Apareça – Diz a deusa com uma adaga em mãos, com sutileza e firme.
Não sabia como ela sentiu alguém, mas então sinto uma áurea muito forte e um tanto sombria. Das sombras, aparece uma silhueta de um homem alto, com capuz, arco em mãos, aljava nas costas, parecia que estava com algum tipo de jaleco e em sua mão uma energia estranha em volta.
Pelo que sentia era magia. Ótimo, minha primeira luta corpo a corpo.
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