Warriors Of Nations
19 Oliver
Depois do momento de descontração nos cansamos e cada um foi para seu saco de dormir em volta da fogueira. Eu propus que eu ficasse de guarda e todos aceitaram. Fiquei sentado encostado em uma pedra onde estavam amarrados o cavalo e o camelo, com minhas katanas desembainhadas e cada uma encostando na parede ao meu lado. Não utilizava tanto a branca que Ártemis me deu, não que eu não tivesse gostado do presente, mas a katana não tinha tanto poder quanto a negra e era mais leve, deixando o golpe mais rápido, mas com pouco dano e dava para segurar com uma mão com facilidade, mas katanas são espadas que se devem utilizar com as duas mãos. Por mais que eu usasse a negra muitas vezes com uma mão só eu não teria habilidade de manusear as duas. Talvez um dia eu poderia usar o meu poder para fundir as duas katanas, mas não sei se eu conseguiria.
O que me preocupava ainda era o fato de Trevor não ter voltado ainda, isso era estranho. Depois do que o Takashi falou no santuário seria sempre bom estar um passo atrás com o anjo.
***
– Hey, acorda princesa. – Ouvi Kristen me chamar, me chacoalhando. Merda, eu tinha pego no sono. Utilizar meu poder ontem foi um pouco desgastante.
– Tá. – Abro os olhos, os coçando um pouco e me levanto. Suspiro e sinto muito calor, passando a mão no meu cabelo e vejo que estava suando muito. Meus cabelos loiros estavam molhados de suor, batendo em minha testa. Quando a gente saísse desse inferno a primeira coisa que eu irei fazer é cortar esse cabelo. Tiro o meu manto com relutância, senão eu morreria com esse calor todo se continuasse com ele e o dobro com cuidado, o deixando no chão e coloco as katanas na bainha, uma nas costas e outra na cintura e deixo meu arco com a aljava em cima do manto. Olho para o coldre da minha pistola e o tiro, pois estava pesando e ia atrapalhar na minha movimentação e também a faca que estava na calça. Me senti mais aliviado sem aquele peso todo, o treino ia render dessa vez.
– Olha só quem acordou. – Arya diz sorrindo vindo a minha direção.
– Tá na hora né? – Digo sorrindo. Quando eu ficava perto dela me sentia mais calmo.
– Como você tem tanta habilidade com isso? – Ela aponta para as katanas.
– Acho que é de nascença. – Digo dando uma leve risada.- Vem, vamos treinar.
– Eu? Sério? – Ela diz meio assustada.
– Claro! – Digo indo até Adwale. – Ed, você consegue convocar mortos? – Digo o olhando.
– Hm, sacerdotes não podem fazer isso, e se conseguissem demoraria algumas boas horas. – Ele diz dando de ombros.
– Sério? – Digo meio desapontado.
– Olie, vou te contar a real.- Ele diz meio misterioso.
– O que é?
– Eu não sou só um mero sacerdote de Anúbis. – Ele diz sorrindo. – Eu sou um filho de Anúbis.
– Hm, legal, convoque os mortos. – Digo impaciente.
– Que?! Nem um “nossa! Filho de Anúbis?! Que fantástico, uau! ”?! – Ele diz gesticulando.
– Ed, sacerdote em pleno século 21, negro e no meio do deserto onde ninguém sabia onde era o santuário é meio inacreditável né? – Digo puxando minha katana branca.
– É, faz sentido. – Ele suspira. – Tá, vou convocar, se a gente tiver sorte e tiver alguns ossos por aqui. – Ele diz olhando em volta.
– Tá. – Sorrio e vou até Arya, entregando a katana para ela.
–Tens certeza Olie? – Ela pega a katana.
– Aham. – Digo arrumando a katana em sua mão e pego sua outra mão fazendo-a segurar a katana. – Assim, são duas mãos, agora está certo.
– Já estou convocando. – Adwale chega próximo de nós, estendendo a mão e fecha os olhos. Depois de uns minutos o chão começa a tremer e Arya recua um pouco, mas vou atrás dela, colocando as minhas mãos sobre as suas, deixando a gente bem colado.
– Calma, relaxa. – Digo calmo, sentia que ela estava assustada e suava um pouco. – A lâmina perde o fio quando estamos com medo. A espada sofre junto com o espadachim, tem sentimentos como ele. – Digo levantando mais a katana, que estava mais abaixada, abrindo muito sua guarda. Depois que parou de tremer o chão saem dois esqueletos mais a nossa frente.
– Olie...- Diz ela um pouco com medo.
– Só dois?! Que porra é essa Ed?! – Digo o olhando pelo ombro.
– Só tinha esses dois, não reclame. – Ele diz entrelaçando os dedos atrás da cabeça.
– Olie, eles estão vindo. – Murmura Arya.
– Calma, você tenta atacar só um, o outro eu acabo com ele, você vai conseguir.
– Ok...
O primeiro vinha, e Arya deu um passo à frente.
– Espera. – Digo a puxando fraquinho.
– Fiz algo errado? – Diz ela nervosa.
– Espera só um pouquinho. – Digo afrouxando um pouco minhas mãos sobre as dela, deixando a katana sobre seu controle. – Vais dar um corte na diagonal, de cima para baixo.
– Ok. – Ela posiciona a katana sobre a cabeça.
– Bem isso. – Digo atrás dela, com a mão na bainha da minha katana negra.
– Agora?
– Só mais um pouco.
– Olie...
– Agora! – Ela faz o corte pelo ombro do esqueleto quando ele estava bem perto, o fazendo desmontar, mas o outro vinha logo atrás e fico surpreso, pois não esperava que os dois atacassem juntos. Puxo minha katana das costas, mas Arya dá outro ataque, o desmontando também, me deixando mais surpreso ainda, pois pensei que ela iria sair correndo atrás de mim.
– Eu consegui! – Ela ri animada dando pulinhos.
– Não esperava você matar os dois. – Digo sorrindo a olhando. – Estou orgulhoso. De repente ela vira para mim jogando a katana no chão e pula em mim me abraçando, me pegando de surpresa e a abraço sem jeito pela cintura largando a katana também.
– Bom, vou saindo por aqui. – Diz Adwale desfarelando os ossos e volta para o acampamento.
– Obrigada Olie. – Ela diz sorrindo envolvendo os braços atrás de meu pescoço.
– Ah, de nada. – Rio nervoso, fazendo ela dar risadinhas também. – Dá para melhorar ainda, posso treinar você mais vezes, ajudar a escolher sua arma... enfim, eu estou a dis...
– Você fala de mais garoto. – Ela revira os olhos rindo e me cala com um beijo.
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