Warriors

9 Bullet exchange.


Notas iniciais
Yo!! Trago aqui mais um capítulo da fic que eu estou a adorar escrever! Até já tenho segunda temporada planeada e a fic ainda nem vai a meio! XD Enfim, tenho algumas novidades que vou numerar (se bem que não são muitas kkkk XD)! 1- Em principio a fic terá o máximo de 30 a 35 capítulo. Caso haja alguma coisa que eu queira acrescentar, 40. 2- Como têm reparado todos os capítulos têm mais do que um POV, certo? Normalmente são 3, 4 no máximo máximo, e raramente, 5, mas a partir do capítulo 11 passará a haver um só POV que será de cada um dos vossos personagens, onde irei revelar coisas, desenterrar mortos e gerar muita m****! XD 3- Em relação ao ponto 2. Cada capítulo terá a sua imagem que carateriza a personagem e uma frase, sendo o capítulo completamente dedicado a ela. A minha personagem, Malina, será a última porque já tenho coisas planeadas para ela, assim como já tenho duas personagens, as restantes, para quem ainda não planeei nada, irão ter o seu capítulo escrito por sorteio, por isso não posso dizer que no 11 sairá a personagem X porque pode sair a Y. 4- Provavelmente os capítulos serão grandes de terão entre 3 a 4 mil palavras. Assim como em alguns eles poderão acontecer no mesmo dia, em outros pode começar no dia 1 e acabar no dia 2, ou pode começar no dia 1 e terminar no dia 5 (eu vou saltar logo do dia 1 para o dia 5, o 2, 3 e 4 aconteceram mas não os relato). 5- Um exemplo de imagem e frase está no tumblr da fic: http://malinaendou.tumblr.com/ 6- A fic terá uma segunda temporada que provavelmente contará também com 30 a 35 capítulos. (sim, a fic é meio pequenina mas é assim! U.U) Boa leitura e vêmo-nos nos lá em baixo onde me vou justificar depois do capítulo onde vão acontecer várias coisas chocantes para alguns!

Ayato

11 de janeiro, 2050

23:37

As flechas estavam a começar a acabar e a arma já estava descarregada. Precisava de mais balas, mas primeiro era necessário passar pelos malditos C-bots para poder entrar novamente na escola. Lixei-me completamente para tudo a partir do momento em que peguei numa das motas – já arranjadas pela Stéfanni – e sai da escola atropelando uns quantos RX, disparando para os outros bots, desativando-os. Claro que os malditos dos cães robô tinham de vir atrás de mim, como se perseguissem um osso. E ao ver a minha arma falhar os disparos por falta de munição, saí do veiculo e entreguei-o às bestas, esmagando alguns focinhos robóticos e atirando a mota contra um outro que levou mais dois consigo, estragando-lhes o corpo de metal.

Corri para agarrar algumas flechas, pedindo cobertura daqueles que permaneciam no telhado a ajudar – também não faziam mais do que a sua função. Há quem arrisque a vida, e depois há os outros — enquanto as arrancava do corpo desligado do bot. Olhei para cima e vi a Starfox desativar um RX com as suas adagas formando uma espada. Fitou-me por cima do ombro de uma maneira tão frio que até era fácil ler o que estava a pensar; se ela pudesse eu estaria na ponta daquela espada, e não o robô.

—Estás com azar.- Ergui-me sem desviar os olhos dela- Neste momento, o teu inimigo não sou eu.- Não disse uma só palavra, limitando-se a voltar a face para a frente, antes de se atirar a um outro bot, ajudando a Mika.

—Vê se aguentas a ressaca e te levantas. Se ao final da batalha tiveres com a cabeça fora do pescoço, eu uso-a como bola de futebol.- Quem é que aqueles careca pensava que era para falar comigo daquela maneira?

Admito que estava com uns copos a mais quando falei aquilo – não é que ainda não esteja a sentir os efeitos disso. A dor que tenho na cabeça só me dá vontade de arranca-la e dá-la aos cães robóticos -, mas parece que a maior parte das pessoas têm medo de dizer a verdade aos outros. Já ouvi milhares de vezes que temos de nos apoiar, que somos como uma nova família, precisamos de nos proteger, blá, blá, blá, sempre o mesmo discurso. Isso pode verdade, mas não penso mudar só pelos outros. Se me querem aqui, se me querem aceitar, terá de ser assim. Senão, eu realmente vou ponderar a proposta do Toramaru.

Nunca pensei em deixar a Raimon. Foi aqui que eu e os meus irmãos crescemos, criamos memórias com aqueles que estavam ao nosso lado. Os meus irmãos que me perdoem pela minha desistência, assim como o meu orgulho de ex-Capitão do Exército, mas estava a pensar seriamente em mudar-me para a Kidokawa.

Preparei as flechas e comecei a atirar, acertando em dois C-bots e um G-bot, que caíram de imediato, quando de repente, ouvi o grito de um dos rapazes que nos baixássemos, e obedeci. De repente o som de uma explosão e de estilhaços a baterem-me nas costas foi tudo o que consegui perceber, ocultando a cabeça com os braços, estendido no chão parcialmente destruído. Levantei-me e olhei para o portão da escola. A artilharia pesada finalmente chegara.

Cristen

22:26

De todos os locais que os bots podiam atacar, a escola era o pior. Não que não tivéssemos alguma vantagem, estávamos no nosso território com várias das nossas armas disponíveis, mas cada vez que disparavam era mais um buraco, mais uma janela partida, uma parede derrubada, outro pedaço do muro que desmoronava. Temia que a Raimon um dia não aguenta-se. Pelo menos tentava que tudo na enfermaria não fosse ao chão, agarrando as portas de vidro sem tranca, olhando para o teto que deixava cair alguma poeira, temendo que pedaços dele caíssem também, mas felizmente tudo parecia seguro.

Lá fora o cenário de guerra estava montado. Todos davam o seu melhor para não saírem feridos, derrotando cada robô, um, dois, ou três de cada vez. Sabia que fora do prédio escolar não seria grande ajuda, por isso limitava-me a vigiar os feridos e os teimosos que mesmo de braço ao peito e pé levantada achavam que podiam derrotar uns quantos robôs com gesso.

Peguei numa cadeira e empurrei-a até ao armário dos frascos de vidro, tentando ao máximo prender a porta de madeira para que não se abrisse com os tremores e destruísse os poucos medicamentos que tínhamos guardados. Saí rapidamente da enfermaria levando comigo as pulseiras e colares que são nada mais que as minhas armas. Graças às Stéfanni as supostas jóias que têm são pequenos dispositivos bomba que botem rebentar um bot por dentro sempre fazer grande estrago por fora de modo a que nós não soframos devido a uma explosão, mas para isso é preciso existir uma grande pontaria, a qual me orgulho de ter. E também tenho um longuíssimo colar que serve de lâmina de corte em todo o metal que toca como se fosse um chicote, a parte boa é que é bem bonito e não me magoa quando o coloco ao pescoço.

Corri até à sala de música sem tirar os olhos do que se passava lá fora. Esperava que tudo acabasse rapidamente. Bati à porta do local e foi-me logo aberto após várias aberturas de trancas. Após várias discussões, acabamos por decidir que este seria o melhor local para deixar aqueles que estivessem feridos para os proteger dos ataques. É uma sala que foi construída vários anos depois da própria escola, levando um novo material, algo como anti-sísmico, o que lhe concede uma maior resistência – não sei porquê — que aos locais. Claro que também está danificado, e uma das paredes que dá para o exterior ameaça ruir a qualquer momento, mas tem apenas uma longa janela quase junto ao teto, e uma única porta com duas trancas, o que dificulta um pouco a sua abertura. Preocupa-me um pouco um dia ficarmos aqui trancados caso alguma se estrague.

—Estão todos bem?

—Não!- por segundos fiquei alarmada, mas quando vi quem reclamava, não tive outra alternativa se não suspirar- Eu tenho que ir lá para fora ajuda-los! Não aguento estar aqui.- Após trancar a porta voltei-me para ver um surfista coxear rapidamente até mim.

—Vá lá, Tsunami, sabes bem que não podes.- Ouvimos outro disparo atingir as paredes da escola. Fechei os olhos com o susto.

—Sinto-me completamente inútil.- Sabia um pouco daquilo que o Kazemaru estava a passar, mas não havia outra alternativa e ele sabia bem disso.

Caminhei até junto do Taiyou que permanecia calado. Não gostava de o ver assim. Sabia que ele se sentia capaz de fazer o que fosse após a sua operação, e que quando se vê limitado é como voltar aos tempos em que se via incapacitado de fazer o que queria. Curvei-me e beijei-lhe a nuca ruiva, antes de o ver erguer a cabeça e sorrir. Era como se não me tivesse visto chegar.

—No que estavas a pensar?

—Em como é que eles estão lá fora, Cristal?

—Estão bem. Eles estão a conseguir lidar com eles.

—Que bom.- Abracei-o e ele encostou a sua cabeça ao meu peito, descansando.

Fitei a Yasmin que estava a seu lado, vendo-a sorrir e encolher os ombros. Já lhe tinha contado sobre o que se passou com ele, talvez ela percebesse com estes gestos o que se passa. Com certeza também estaria preocupada, provavelmente o seu coração apertava-se quando pensava no Shirou. Sorri de volta antes de ver olhar para os rapazes e de ver o Tsunami conversar, já mais calmo, com a Malina, a qual se ria da divertida fúria do rosado. Os restantes permaneciam sentados em silêncio, fitando o chão, paredes, até as próprias mãos. Não podia dizer que reinava o mau ambiente porque todos se davam bem, mas cada um transmitia um mau estar à sua maneira. E para admirar, até o próprio Endou parecia calmo, ainda que a sua expressão mostrasse o contrário. Com certeza estaria preocupado com a Serena. Todos nós sabemos defender-nos e usar as nossas armas melhor que ninguém, mas é sempre difícil ver aqueles que amamos arriscarem a vida. Pergunto-me como estará a Amber.

Fubuki

23:50

Sentia-me cansado. Os bots não paravam de chegar. Pareciam empenhados em destruir a escola à força toda, e tinha receio de começarmos a falhar na sua proteção. Pelo menos era o que pensava, até ouvi uma carrinha verde-escura chegar numa velocidade frenética e atropelar vários dos bots que foram logo destruídos, alguns desviaram-se, só que aqueles que os destruídos não foram poucos. Não pude deixar de ficar feliz com aquela entrada, devido à ajuda que nos deu, mas também porque sabia quem poderia ser o louco ao volante daquele transporte.

O meu gémeo pôs a cabeça fora da janela disparando contra um C-bot que saltara para o pára-brisas. Parou o carro ao livrar-se do robô e de lá saíram os restantes que haviam ido com ele. O Genda saltou logo para cima de um RX rasgando-o com uma das suas adagas. O Tsurugi e o Matatagi saíram a matar, disparando para tudo o que era de metal. Enquanto o Sakuma ainda ficou a falar para dentro da carrinha, como se desse algumas ordens, antes de sair e espetar com uma das suas flechas de metal num C-bot. O que me surpreendeu mais foi uma mulher de pele bronzeada que saiu do veiculo, prendendo com um elástico os seus longos e volumosos cabelo castanho cacheado, agarrando a sua Beretta com a boca. Permaneceu junto à junto carrinha como que para defende-la.

Corri até ao Atsuya desviando-me das lutas e tentando não apanhar num robô pelo caminho.

—Quem é ela?

—Encontramo-la em Osaka durante uma luta contra uns G-bot.- Empurrou-me repentinamente para o lado antes de disparar contra um robô que acabara de falar. Era raro ver um G-bot. São fáceis de destruir mas parece que alguns ainda se mantêm em pé- Chama-se Kiara. Não é de cá.- Dava para reparar. Nenhum japonês tem a pele assim tão escura.

—Vocês demoraram muito a voltar. Aconteceu alguma coisa?- ele desviou-me a face e voltou a lutar, afastando o bot de nós. Não me respondeu, nem gritou enquanto o fazia- Atsuya!

—O que é?! Estou ocupado!

Peguei em uma das suas adagas presas nas botas e espetei-a desde a cabeça de um RX até o deixar dividido em duas partes que estalavam com os circuitos cortados. Estava seriamente irritado. Ele estava a esconder-me alguma coisa. Eu sabia disso. Não podia dizer que era por sermos gémeos nem coisa parecida, mas conhecia o meu irmão melhor que ninguém, e ele normalmente até se ria quando luta, e não se importava de manter uma conversa como se destruir robôs não fosse nada para ele e o fizesse há muito mais do que um ano.

—E eu estou a tentar falar contigo!

—Querem parar de discutir? Não é hora para isso!- a Rin tinha razão, mas era mais forte do que eu.

Para além dele, os robôs já me estavam a deixar furioso. Começa a ficar preocupado com o que se teria passado. Estaria alguém magoado, gravemente ferido... Ou morto? Esse seria o pior dos cenários.Podíamos ganhar mais pessoas, mas perder era o pior de tudo, principalmente amigos de longa data, aqueles com quem partilhamos memórias que alegram os dias em que pensávamos que nada de bom poderá vir a acontecer daqui para a diante.

Pouco a pouco, os robôs deixaram de aparecer e eu obteria as minhas respostas.

Starfox

12 de janeiro, 2050

00:10

Deixei-me cair de joelhos no chão. Estava cansada e o meu corpo termia por todos os lados. O susto que aquele idiota que me pregara ficara bem marcado e ele iria pagar! Se me viesse chatear nem imaginava o que o esperava. O Shirou bem que podia começar a despedir-se do seu gémeo sem cérebro. Começaram a passar pelos bots destruídos e os irmãos Shirou pareciam estar num momento de tensão, enquanto os outros rapazes que começavam a cumprimentar-se com grande alegria. A tal rapariga ficou para trás, observando, encostada à carrinha e de braços atrás das costas. Porém, parecia que estavam a faltar três pessoas.

—O Afrodi e os outros dois?

—Olá para ti também.- Por muito contente que estivesse pela volta deles, algo não estava a bater certo. Sentia-o. Eles estavam a esconder algo.

—Aconteceu alguma coisa ou não, Atsuya?- o Shirou insistiu. Talvez ele desse mais ouvidos ao irmão e falasse de uma vez, apesar do albino parecer já sem paciência para continuar a sua insistência.

Ele não respondeu. Pôs o seu ar arrogante e caminhou calmamente até à carrinha indo ao encontro da mulher de pele morena. Trocaram algumas palavras e eu e o Shirou um olhar. O que se estaria a passar? Todo aquele suspanse estava a deixar-me nervosa. Teria acontecido alguma coisa com aqueles três? Pelo menos, assim que a porta da carrinha se abriu, pude ver o Afrodi sair de dentro dela. O longo cabelo loiro cobria-lhe o rosto, mas não as mãos e roupas ensanguentadas. Começava a temer o pior. De repente, alguns dos rapazes começaram a correr para junto daqueles três. Voltei-me para trás vendo o Genda aproximar-se.

—O que se está a passar?- observei que por cima do ombro dele a Amber chorava no ombro da Serena que também não conseguia conter as lágrimas.

—Fomos atacados por três MG ao vir para cá depois de sairmos de Osaka.- Começou o Sakuma por explicar- O Nagumo arriscou de mais e acabou gravemente ferido. O Suzuno foi ajuda-la sozinho e acabou da mesma forma... Acabaram os dois da mesma forma.- O albino com certeza só pensou em ajudar o namorado em apuros, mas o Sakuma nem precisava de terminar para eu saber qualquer havia sido o desfecho dos acontecimentos.

Ficamos em silêncio e o criptar dos fios elétricos era o único som que escutávamos, seguido da chuva que começava a bater no metal, principalmente quando se começou a intensificar repentinamente. Caminhei até à carrinha vendo o Atsuya parado à porta dela. Não se voltou nem eu o obriguei a fazer ou sequer puxei conversa. Não era hora para ter.

—O robô trespassou-lhes o ventre com uma lâmina sem piedade alguma.

Olhei para dentro e vi os dois corpos deitados, cada um num banco negro, e tapados por panos bege, manchados de vermelho. Uma pancada foi o suficiente para me fazer estremecer. Havia sido ele que dera com o punho no transporte com a mão enfaixada a qualquer se enchia de chuva e sangue. Aquelas faixas deveria esconder uma ferida recente e ainda aberta, mas nada poderia sarar aquela que era a morte de pessoas importantes.

Coloquei as mãos sobre os ombros, e encostei a cabeça às suas costas. Queria que soubesse que não estava sozinho. Tivemos as nossas confusões quando ele partiu, e poderíamos vir a ter muitas mais, mas com aquelas mortes ele ia precisar do meu apoio, e jamais lhe iria negar.

Notas finais
E então?! Gostaram?! Odiaram?! (provavelmente a última hipótese depois do final, mas enfim! XD) Eu explico tudo! Não me matem já! Bom, vamos começar pela Kiara! Não sei se todos repararam mas eu abri uma nova vaga na fic. Precisava de algo novo para aqui e ela apareceu na altura certa! Preciso de provocar uns ciúmes aqui umas tretas ali, e o timing não podia ter sido melhor! Por isso temos aqui uma nova O.C! ^^ Agora sobre a morte dos Nagumo e do Suzuno... É... Eu precisava de matar algum personagem, de uma morte dramática, que abalasse um pouco os personagens nesta altura, uma vez que está tudo muito animado (nota-se XD), e pensei que uma ou duas mortes vinha a calhar e bem... Eles foram as vitimas... ^^" Como ninguém os escolheu como par eu aproveitei a ocasião de fazer um par homo, e de lhes dizer adeus... É... Não me matem. Eu já tenho lugar marcado com o primo de baixo. ;-; Enfim, foi difícil escrever o capítulo porque eu não tinha ideias para ele, só mesmo aquele de matar os outros dois, mas aqui está ele! ^^ Reviews?! Kissus!