Warriors
1 Sex on fire
Notas iniciais

Warriors
Capítulo 1
Por Teylla
Se você obedece todas as regras, acaba perdendo a diversão.
Bob Marley
Kings of leon — Sex on fire
O dia estava muito lindo lá fora daquele pequeno apartamento, apesar disso, Sakura Haruno não poderia vislumbrá-lo, já que, sua cortina grande cobria a janela de seu quarto, mantendo tudo escuro.
Seu relógio vintage começou a apitar de uma forma irritante, o que a fez pegar seu cobertor e o por até o rosto. Tinha que trabalhar, mas havia perdido a noite em uma festa badalada com suas amigas, ela não queria perde-la de qualquer maneira. Estava com uma puta ressaca e imaginava que tinha bebido bastante ao ponto de ficar super bêbada.
O seu maior medo era de ter pegado todos e o pior, transado com qualquer estranho de lá, resmungou com o pensamento e rezou baixinho esperando que não tivesse feito nenhuma besteira lá. Não tinha problema em transar com apenas um cara, já não era mais virgem mesmo, a única coisa que a fazia se sentir temerosa era se poderia ter feito com mais de um ou ter pego alguma doença sexualmente transmissível.
Tirou o cobertor do rosto e o deixou no ombro, virou para o outro lado se aconchegando no colchão fofinho que tinha e pensou em como iria trabalhar, estava cansada demais, apenas queria passar a tarde toda na cama sem se preocupar com ninguém.
E toda vez que tentava se lembrar da noite passada, sentia sua cabeça latejar de dor.
— Argh! — resmungou e retirou o edredom de cima de si, se ergueu e espreguiçou-se.
Havia decidido levantar rapidamente, sabia que se ficasse ali por mais tempo não conseguiria. Andou até sua janela e segurou a cortina para olhar pra fora, permitiu que os raios solares tocassem vagamente sua pele e sentiu-se um pouco aquecida.
Fechou sua cortina, deixando-a do jeito que estava antes e ajeitou sua blusa longa que usava. Nem se lembrava de como tinha chegado em casa e nem como tinha conseguido trocar de blusa, porque esse sim era o grande mistério. Devia ter feito tanta merda na noite passada que preferia nem lembrar.
Vagarosamente, foi até o seu banheiro e entrou de baixo do chuveiro. A água fria que tocava seu corpo parecia cortá-la de tão gelada que estava.
Arrependeu-se por ainda não ter colocado o chuveiro quente. Ao terminar, dirigiu-se até seu pequeno closet e tirou uma blusa branca, sua saia preta e um blazer da mesma cor. Jogou-os na cama e foi até a cozinha, preparando qualquer coisa comestível.
Tomou seu café com uma velocidade e escovou seus dentes, colocou sua blusa de manga branca, logo após sua saia e por último seu blazer. Penteou seu cabelo rosa e passou uma maquiagem leve.
— Meu cabelo rosa... Por que eu pintei mesmo? — perguntou-se.
Pegou sua bolsa e colocou seu celular lá dentro. Agarrou a chave em cima da bancada e foi até elevador, apertou o botão térreo e ao chegar lá viu que só tinha o porteiro e o segurança.
— Bom dia, Brian e Bom dia, Sr. Belson — disse ao dar um sorriso para eles.
— Bom dia, Sakura — falaram.
O porteiro, Sr. Belson como era conhecido, abriu o grande portão preto para ela passar. Caminhou pelas ruas frias de Nova York e ao chegar perto do ponto, avistou um táxi e correu para chamá-lo.
Depois de muitos que passaram, por fim, uma alma bondosa decidiu parar.
— Por favor, para a empresa M & U — pediu.
Pegou seu celular para ver que horas eram e ficou aliviada de que ainda faltava um tempo para não chegar atrasada. Sua amiga Hinata deveria ter sido uma das primeiras a chegar, ela sempre era na verdade.
Amaldiçoou-se por ter ido para a festa na noite passada.
A viagem estava sendo tranquila e não tinha tanto congestionamento pela frente, agradeceu a Deus por isso.
As ruas de Nova York pela manhã sempre tinha algum tipo de engarrafamento, mas, apenas hoje estava tudo o.k.
Tinha tanto trabalho para fazer e pensar nisso só dava dor de cabeça, massageou a região dolorida e encostou-se no vidro.
— Srta. Chegamos — avisou o motorista.
— Obrigada — agradeceu e olhou no aparelho para ver quanto tinha dado a viagem, pegou a carteira de sua bolsa e deu o dinheiro. — Tenha um bom dia — disse ao sair e fechou a porta delicadamente.
Respirou fundo e a passos rápidos entrou na empresa. Era bem grande e espaçosa, tudo ali era bem chique e deveria custar o preço da casa de Sakura. Riu com o pensamento e andou até o elevador.
Apertou o botão do andar correto e ao sair de lá cumprimentou algumas pessoas que passavam com grandes caixas.
Andou até a sua mesa pessoal — que ficava ao lado da Hinata — e sentou-se, colocou sua bolsa em cima da mesma e ligou o computador, tinha trabalho a fazer, afinal.
— Claro, eu farei sim, não precisa se preocupar — escutou a voz da Hinata. — Bom dia, Sakura. — Abraçou a rosada.
— Bom dia, Hinata. — Sorriu e retribuiu o abraço.
Hinata se sentou ao lado da amiga e o seu perfume — que era forte —, provavelmente ficou impregnado no cabelo de Sakura. Hinata era o tipo de quase todo o homem, certinha, meiga e amável. Essa era a amiga dela.
— Saky, as meninas estão querendo se encontrar hoje — começou a dizer e Sakura assentiu para que ela continuasse. — na sua casa.
Analisou a frase mais uma vez e respirou fundo.
— Tudo bem, mas vocês vão me ajudar a arrumar, porque eu não mereço ficar organizando a bagunça de vocês — disse.
— Claro Saky, não se preocupe — retrucou.
— É bom — falou e virou-se para encarar o computador.
— Sabe, o filho do chefe é um mistério. Parece que daqui á alguns meses o mesmo vai tomar conta de tudo isso aqui — escutou uma das funcionárias conversando.
— Isso está na cara, mas ele nunca apareceu aqui, não é como se víssemos o dono também... Só quem encontramos é o Naruto, mas fora isso... — complementou a outra.
— É verdade. — Riu. — Mas de qualquer forma...
E as duas sumiram do corredor, provavelmente indo para seção delas.
Porém elas falaram a verdade, desde que Sakura havia entrado nessa empresa, a única pessoa que conhecia como líder nato, era o Naruto Uzumaki, quer dizer, o dono já havia dado as caras por lá... mas nada comprometedor, acreditava que o Naruto seria filho do mesmo, porém, ele não negava e também não afirmava.
Vai saber o motivo disso.
— Ei, Saky — escutou Hinata chamar.
Olhou para ela sem soltar o mouse.
— O que você acha do Naruto? Eu acredito que ele seja o filho do dono, quer dizer, isso é tão óbvio — perguntou e se complementou.
— É... — Soltou o mouse e encostou-se na cadeira para fitar o teto. — Eu também acho isso — respondeu.
— Só queria entender porque aquela sala — Hinata olhou para um cômodo a sua frente, ele estava vazio, porém tinha uma divisa de vidro que mostrava o que tinha dentro. — fica sempre vazia, digo... se o Naruto é o filho do dono, ele deveria ficar lá, certo?
Sakura também olhou para o espaço.
— Isso é verdade... mas por tanto que eu esteja sendo paga, para mim tanto faz — respondeu e voltou sua atenção para o computador.
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