Warm Heart

1 Capítulo 1- O jantar de boas vindas.


Warm Heart- Capitulo 1 “O jantar de boas-vindas”

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10 da manhã-Dia 1 de Fevereiro

Gui acorda em seu quarto com um barulho de corneta estourando seus ouvidos, tocando aquela típica música matinal de exército.

“Meu deus. Quem é o desmiolado dessa vez?!”

Ainda no escuro do seu quarto ele pega o celular no criado mudo e olha o horário.

E a corneta estourando ainda.

—Tá bom, tá bom eu já acordei! Para com essa barulheira.

Ele diz abrindo a porta e topando com Raul já com o uniforme da academia Shujin e mais ao fundo quase caindo das escadas tá Pedro colocando as calças com um pão na boca.

Raul: Achamos que não ia acordar nunca, hoje é o primeiro dia, se lembra?

Gui: Ah clar-

O mesmo é cortado pelo som de Marcos correndo de um lado ao outro da casa desesperado pois esqueceu ligado.

—JESUS CRISTO O FOGÃO!

Marcos entra correndo na cozinha, a ponto de se esquecer do piso molhado, deslizar e bater de cara no armário.

Pedro: Esse maluco ainda vai por fogo na casa. Pedro dizia terminando de comer o pão.

Raul: Como eu tava falando. Se troca logo, vamos nos atrasar pra pegar o metro.

Gui: Espera um pouco então.

Gui “Já faz mais de dois meses que nos mudamos pra Tóquio e meu horário de sono continua mais quebrado que o vidro do vizinho!”

Ele começa a se trocar na maior velocidade possível. A academia Shujin era uma das mais renomadas do Japão, e todos ali se mataram de estudar para conseguirem ser aceitos.

—To pronto! Ele diz saindo e fechando a porta do quarto.

Pedro: Tá pronto Marcos?

Marcos: Não dá pra esperar eu tomar outro banho não? Fui fazer café e o pó caiu da prateleira na minha cabeça, to com café no rosto todo.

Raul: Da tempo não! Vamo vamo! Raul diz empurrando todos pra fora do apartamento, passando a chave e já descendo pelas escadas correndo.

Em seguida vinha Kurama descendo em uma velocidade alta, porém não absurda, logo atrás vinha Pedro quase que voando e puxando Marcos pelo braço com a cara toda cheia de carvão junto.

Raul: Qualquer coisa a gente pega uma mangueira de algum apartamento perto e você joga no rosto, agora temos que correr. O metro sai daqui a alguns minutos!!

Em poucos minutos eles estavam na rua.

Gui: Mesmo falando pra corrermos, ainda é um pouco longe do metro né?

Pedro: Podemos pedir um uber se quiserem, depois vocês me dão o dinheiro ou sei lá.

Raul: Não, um uber demoraria o tempo para chegar até aqui e o tempo para nos levar até lá, isso faria com que chegássemos atrasados.

Marcos: Não acha que tá se preocupando demais não?

Depois de olhar um pouco em volta, Raul disse...

—Tive uma ideia.

Pedro “Que que esse cara vai fazer?”

Raul anda um pouquinho e vai até o vizinho e bate palma.

—SENHOR IGARASHI!

Depois de uns minutinhos um senhorzinho sai na porta

—Sim?

Raul: Desculpe incomodar o senhor, mas podemos pegar as bicicletas de vocês emprestadas? Devolvemos a noite.

Igarashi: Claro meu filho, hoje é minha folga. Não tem problema algum.

Raul: Muito obrigado! Ele diz fazendo reverencia.

Marcos: O cara tem mais lábia que o Rick da loja de penhores.

Raul: Vamos, cada um sobe em uma e simbora.

Dito e feito, a demora foi bem menor indo de bicicleta. Eles quebraram algumas leis de trânsito? Talvez, mas valeu a pena.

Chegaram finalmente no portão da academia. Estavam ensopados de suor.

Raul: Chegamos, agora só falta entrar e falar com a pessoa da recepção.

Todos estavam um pouco eufóricos apoiados no muro da academia.

Marcos: Aguenta ae. Preciso de um tempinho...uff

Pedro: Acho que eu preferiria subir dez escadas do apartamento do que pedalar daquele jeito de novo.

Raul deixou os outros pegando um ar do lado de fora e já entrou indo falar com o recepcionista, para explicar tudo certinho.

Marcos: Ainda acho que ele tá exagerando sobre essa escola.

Gui: dá um desconto, isso é importante, principalmente pra ele. Ele passou dias e noites estudando, ele gosta da coisa.

Marcos: Melhor entrarmos logo, do jeito que esse povo famosinho é, capaz de acharem que ele tá mentindo sobre nós termos passado nas provas de admissão.

Quando eles entram, já de cara veem Raul terminando de falar com o recepcionista.

—São eles ali?

Raul: São sim. Chega ae gente.

—Preciso que vocês assinam só algumas coisinhas para confirmarem que são vocês. Eu acredito, mas é só questão de rotina, entendem?

Marcos: Com certeza chefia.

Todos assinam os papeis e logo em seguida o recepcionista pediu para esperarem um pouco que logo um professor os chamaria para mostrar a sala certa.

Pedro: Acho que agora só podemos esperar. Mas só da escolar ter mais de um andar já é algo bem...exótico.

Raul: Ah meu amigo, você não sabe da metade. Aqui tem clube de artes, aulas de educação física com um jogador profissional, sem contar que o conselho estudantil daqui ganhou um dos maiores prémios de auxiliares da escola! É fantástico.

Marcos: Achei meio xuru melas pra falar a verdade.

Raul fica decepcionado na hora, porém não surpresa, se tratando de Marcos.

Psiu! Psiu!

Marcos: Hm?

O moço da recepção estava fazendo sinal para Marcos chegar mais perto.

—Oi, que foi moço?

—Posso perguntar, aconteceu algo com o senhor?

—Por que a pergunt-

No mesmo segundo Marcos se lembrou do pó de café em seu rosto.

“Porra, é verdade eu não lavei o rosto de café ainda!”

—Bem, é que eu acabei fazendo muito tratamento de pele sabe? Acabei exagerando um pouquinho. Ele diz isso e dá uma risada nada convincente.

Depois de alguns minutos jogando conversa fora, o professor chega para busca-los.

Olá, vocês são os garotos da prova de admissão?

Raul: Sim, somos nós senhor.

Pedro “Ele parece mais um dentista que um professor, tá com cara de fraude pra mim”

Marcos “Do jeito que o Raul tava falando achei que viria um cara com trocentas medalhas no peito e fazendo reverencia, isso ae? Porra isso ae parece um ator de novela, espero que tenha alguma garota bonita pelo menos”

—Prazer em conhece-los. Meu nome é Maruki Takuto

Marcos: Meu nome é-

O mesmo é cortado por Maruki

—Me desculpe, mas se puder guardar as apresentações para a classe toda, por favor. Acho que seira adequado todos ouvirem juntos.

Pedro “Que situação hein”

—Tá bom...tu que manda chefia.

Maruki: Venham comigo por favor.

Enquanto andavam pelos corredores até a sala, todos iam olhando em volta. Haviam várias portas em cada andar. Então, chegaram na “passarela” que liga um lado da escola a outro, quando passaram dava pra ver uma boa galera reunida conversando e alguns até lanchando.

Eles estranharam aquilo, principalmente Raul, que estava certo de que iriam se atrasar.

—Professor Maruki

—Sim?

—Me desculpe perguntar, mas...por que tem tantos alunos fora de sala em horário de aula?

—Horário de aula? Ah! Devem ter falado que seria o horário normal hoje. Bem, como hoje é o primeiro dia, costumamos fazer um jantar de boas-vindas para todos os alunos, então nesse dia as aulas começam um pouquinho mais tarde. Normalmente vocês entrariam as oito e sairiam as quatro, hoje, no entanto as aulas começam meio dia e vocês saem cinco e meia.

—S-Sério?

Marcos: Muito burro né.

Enquanto passavam perto de outros estudantes, perceberiam uma coisa.

Todos estavam olhando com caras estranhas ou quase que de nojo para eles, os mesmos não entendiam o porquê daquilo.

Marcos “Se continuarem olhando com essa cara de fome pra nós eu juro que eu lhe dou uma bofetada em cada um!”

Depois de passarem pela área de maquinas de comer e refeitório, eles chegam à escada que leva para o segundo andar.

Pedro: Você consegue dizer quando a escola é de burguês a partir da hora que tem mais de um andar. Ele sussurra pra Marcos.

Assim que eles sobem para o segundo andar, era perceptível a grande quantidade de salas de aula que haviam ali, em cima de cada porta havia uma plaquinha em kanjis especificando para que servia cada sala.

Gui: Até que é bem bonitinho, se liga eles deixam o nome das matérias e das salas em cima, acho difícil alguém se perder assim.

Pedro: De você eu não duvido de nada.

Gui: Qual foi.

Eles finalmente chegam até a sala, o professor Maruki abre a porta e apenas algumas pessoas estavam ali dentro. Os outros alunos ou estavam ajudando com a decoração do jantar ou estavam conversando jogando tempo fora da sala até dar o horário.

Maruki: Bom, eu só gostaria de ser o primeiro a apresentar a sala pra vocês hehe. Ele dá uma risadinha sem jeito.

Pedro: Você disse que ainda falta um tempo até a aula começar, teria algum problema darmos uma olhada na escola enquanto isso?

Maruki: Imagina. Não tem problema algum. Apenas se lembrem estarem aqui no horário certo do início da aula, vocês já receberam seus materiais?

Marcos só estica a cabeça igual uma girafa por cima do ombro de Pedro...

—Que materiais?

Maruki: A escola geralmente envia os materiais para os alunos novos antes mesmo de virem para o primeiro dia, deve ter ocorrido algum imprevisto.

Gui: Tinha que ser com a gente.

Maruki: Mas fiquem tranquilos, nos primeiros dias até o material chegar vocês podem trazer os cadernos de casa e acho que os professores deixam vocês sentarem em dupla com outros alunos.

Um alarme no celular de Maruki começa a apitar. Ele olha e se assusta com a hora.

—Me desculpem, mas agora eu realmente preciso ir. Se divirtam conhecendo a escola! E sejam muito bem vindos. Ele dizia já correndo e se afastando de nós. Podemos ver que ele sem querer tropeçou na escada e foi caindo andar a baixo.

Pedro “Deu pra ouvir os óculos quebrando lá em baixo, coitado”

Marcos bate uma palma super alta para chamar a atenção e acaba assustando Pedro.

—Então povo! Vamos dar uma olhada o que esse lugar tem de bom, o que vocês acham?

Pedro: Por mim tudo bem, a escola parece ser enorme de qualquer jeito, aonde vocês vão?

Raul: Talvez procurar alguém que conheça melhor a escola, quem sabe.

Gui: Quero saber como vai ser o jantar de hoje, vou tentar ver se a pessoa que cuida do conselho tá na escola.

Pedro: E você Marcos?

Marcos: Eu tenho uma ideia, prefiro não contar.

Raul: Hm. Raul faz a típica cara de “sei”.

—Ok, só se lembrem de estarem aqui na hora beleza? Não podemos nos atrasar no primeiro dia.

Marcos: Você fala isso, mas acordou a gente duas horas adiantado, me sujou de pó de café e olha o cabelo do Pedro.

Pedro: Qual foi, o que tem meu cabelo?

Marcos: Parece que passaram o secador e não pentear.

Pedro: Eu consigo um pente, relaxa.

Marcos: Relaxa, logo se fica calvo mesmo

—Como assim?!

Marcos: Ah vai, não vem se fazer de desentendido. Da pra ver essa abertura de mar ae na sua cabeça a km de distância.

Gui é o primeiro a sair dali ele pega as escadas para o andar de baixo.

Logo após os outros se separam também.

Marcos dá um leve tropeço na escada quando é sua vez de descer.

Gui: Oii moço, queria perguntar uma coisa.

—Ah, vocês passaram aqui agora pouco né, o que quer perguntar?

—Tem alguém, tipo que cuida das responsabilidades escolares etc? Eu quero perguntar algumas coisas sobre o jantar de hoje.

—Tem sim, a senhorita Niijima deve estar na sala do conselho lá em cima, tenho quase certeza que ela pode tirar suas dúvidas.

—Entendi, obrigado de novo.

“Vou ter que subir escada mais uma vez? Tá brincando comigo!”

Ele já desanimado novamente sobe para o segundo andar.

Enquanto isso em outro lugar da escola)

Marcos: Achei! Ali deve ser a cantina. Porém ele percebe que a porta estava fechada e trancada.

—Sério cara? Só queria fazer um lanche, essa larica tá me matando. Ah, mas eu vou dar um jeito de entrar ali, se vai ver.

Andando pelo corredor ele pensou

“Aonde eu consigo uma escada por aqui? Perto do teto tem abertura pra uma ventilação, se eu conseguir subir lá, com certeza vai dar pra entrar passando pela tubulação.”

—Hmmm. Andava pensando pelos corredores.

Ele se esconde rapidamente na parede quando avista seu alvo, uma escada perto de um simples balde de limpeza. E a melhor parte, parecia não ter ninguém por perto. Se ele conseguisse usar a escada rápido o suficiente e depois devolve-la sem que ninguém notasse seria incrível.

Marcos: Talvez se eu pegar e usar rápido ninguém vai perceber. Ele começa a ir até a escada de fininho. Foi então que quando estava perto da escada o selador voltou na mesma hora.

—Oi meu jovem, precisa de alguma coisa? Está perdido?

Marcos: N-Na verdade, eu precisava saber onde é o banheiro senhor. “Puta que pariu”

—Oh, meu jovem o banheiro é logo ali no fim do corredor, agora com licença que eu preciso terminar de limpar esse chão.

Marcos: E-Entendi! Valeu ae meu senhor.

Marcos se vira e sai correndo de volta pra cantina todo assustado “Meu deus do céu, foi por muito pouco, imagina se eu tivesse que falar porque queria a escada?!”

—Bem, vejamos. Eu tentei do jeito fácil. Vou ter que dar um pulão e tentar alcan-

Marcos se esconde rapidamente em uma parede ao lado e começa a observar atentamente. Ele viu que já havia alguém próximo ao refeitório.

“Mas quem é essa? O que essa garota faz aqui no horário que o refeitório tá fechado?”

Então ela começa a dizer para si mesma...

—Essa porcaria tá fechada de novo, bom, vou ter que abrir do jeito de sempre.

Marcos “Abrir? Mas como, será que ela tem a chave?”

Deu dois segundos do pensamento de Marcos e a garota de cabelos loiros claros como a neve bicuda a porta estourando o cadeado e abrindo a mesma.

Marcos imediatamente fica em choque e impressionado ao mesmo tempo.

—Pelo menos eu pego as comidas boas antes de todo mundo, hehe.

—Esses japas também só sabem comer coisa grua pelo amor de deus, criem bom senso!

Marcos “Eu vou entrar se é loco que vou deixar essa oportunidade passar!”

Assim ele entra voando dentro da cantina também e se impressiona com o tamanho do lugar. Pouco tempo depois ele começa a olhar e ver o que iria comer.

Depois de algum tempinho, a garota que havia praticamente destruido a porta da cantina percebe que não está sozinha. Ela olha mais ao fundo da cantina e vê Marcos com um pão enfiado na boca, parecendo os desenhos de Hanna-Barbera, já preparando o próximo pra mandar pra jogo também.

“Hm? Quem é aquele cara? Nunca vi ele por aqui”

—AE CARA!

O fato de a cantina estar praticamente vazia fez com que a pergunta dela ecoasse pelo lugar todo.

Como Marcos estava comendo, ele apontou o dedo para ele mesmo e fez uma cara de confuso.

—É, você. Só tem nós dois aqui, não seja idiota e me responda.

Marcos vai até a garota, com pão na boca mesmo e quase sem conseguir falar direito ele diz...

—Salve, como que vai essa força? Ele diz fazendo sinal de “toca aqui” pra ela.

—Que jeito de falar é esse?! Tenha mais respeito, por acaso veio da onde, do Brasil?

“Nem te conto”

Ele dá um tapa na mão dele rejeitando o aperto de mão.

—Eu vou embora daqui se quiser ficar, fique, mas saiba que logo a cantina vai abrir e se te pegarem aqui dentro fora do horário tá ferrado.

Marcos grita...

—UM POUCO DE GENTILEZA É BOM AS VEZES, SABIA?!

Apesar desse desagradável encontro, Marcos continuo fazendo seus lanches na boa.

(Enquanto isso no pátio da escola)

Pedro estava sentado em um dos bancos só observando os alunos.

“Espero que os caras da nossa sala sejam legais ao menos, porque aqui no pátio pelo menos...”

Ele olhava em volta e todos os alunos olhavam com olhares sombrios e de nojo para ele, porém ninguém falava nada, só o julgavam em silêncio mesmo.

—As coisas não parecem muito promissoras.

Pouco tempo depois de dizer isso, uma pessoa sentou ao seu lado no banco.

“Mas hein?”

Era uma garota, estava usando o uniforme da academia Shujin e tinha longos cabelos escarlate e olhos de mesma cor.

“Será que eu tento ser amigável?”

—Oi, tudo bem?

Antes que Pedro pudesse pensar se puxava ou não assunto ele já recebe uma pergunta que...querendo ou não o deixa um pouco intrigado. Na cabeça dele, desde que chegaram ali na academia estavam todos olhando com cara feia para ele e seus amigos, então ele pensou que a primeira coisa que alguém fosse dizer a ele, seria um xingamento.

Pedro: Sim, acabei de chegar na escola na verdade. E você?

Ela dá um leve sorriso e responde...

—Você deve ser um dos garotos novos, certo?

—É tão obvio assim? Ele ri um pouco.

—Não é isso também, você parecia muito quieto comparado ao resto das pessoas que ficam no pátio, e nunca vi você por aqui também, então eu diria que foi um chute.

—Entendi. Mas me fala, qual o seu nome?

—Ah, eu? É verdade eu nem percebi que não me apresentei, eu peço perdão!

Ela diz fazendo reverencia várias e várias vezes.

—T-Tudo bem.

—Meu nome é Kasumi Yoshizawa, é um prazer te conhecer.

Pedro: Muito prazer Kasumi, meu nome é Pedro.

Kasumi: É definitivamente um nome raro por aqui, vocês são de outro país, certo?

Pedro: Sim, e admito que ainda estamos nos adaptando, mas as pessoas aqui da escola não parecem gostar muito de receberem estudantes de outro país.

Kasumi: Bem...isso não é algo que nos orgulhamos muito sabe? Mas, querendo ou não ainda é bem enraizado aqui onde moramos.

Ela fica desanimada por um momento e logo em seguida pergunta.

—Vocês estão aqui a quanto tempo?

Pedro: Diria que, por volta de três meses, quase quatro.

Kasumi: Hey, já é um bom tempo, aposto que no começo deve ser difícil.

Pedro: Por que diz isso?

Kasumi: Ah, é que pelo que me contaram.

“Lá vem”

—O Brasil é um país muito pobre, sem contar que vocês falando em espanhol terem que se adaptar ao Japonês deve ter sido algo bem...complicado.

“Ok, agora isso sim me incomoda”

Pedro: Foi mal, mas acho que você tá generalizando muito. O brasil não é lá um país incrível, mas tem suas qualidades, e a língua que falamos é o português, igual Portugal sabe? Só que claro temos nosso jeito único de falar. Ele dá um sorrisinho.

Ela fica um pouco em choque, que chega até a piscar uma vez mais rápido.

—S-Sim, entendo. Me desculpe se lhe ofendi.

Pedro: Tudo bem. É que desde que chegamos aqui em Tóquio as pessoas nos olham com expressões desagradáveis, como se não fossemos bem vindos, entende? Isso incomoda muito.

Kasumi: Mas veja só, não existem só pessoas que pensam assim aqui, posso ser sua amiga se quiser, mesmo tendo falado aquelas coisas?

Ela diz um pouco cabisbaixa.

“Talvez, valha dar uma chance, vamos ver no que dá”

—Tudo bem, amigos então.

Kasumi: EEEEEE obrigado! Ela toda feliz o abraça. Ele que fica igual uma espiga de milha sem expressão na hora.

“Do nada”

(Enquanto isso o Gui)

O garoto chega em frente a uma sala que havia a plaquinha “Conselho Estudantil” em cima, o mesmo como quem não quer nada entra na sala.

No exato momento que o mesmo entra na sala do conselho, ele se assustou e reagiu também, a CATASTOFRE que estava prestes a acontecer em sua frente.

Quando este adentrou a sala, viu uma garota com algumas caixas nas mãos em cima da escada. A mesma escada que Marcos tentara roubar alguns minutos atrás.

No momento seguinte ela se desequilibra da escada e cai com todas as caixas.

Gui rapidamente corre e salta com as mãos abertas. Assim conseguindo salvar a garota da queda, porém deixando todas as caixas despencarem no chão.

Gui: Ufa, foi por pouco. Tudo bem ae?

—S-Sim, obrigado. Ela diz um pouco corada olhando dentro dos olhos dele.

Logo em seguida fica em pé novamente.

—Obrigado.

—Imagina, foi pura coincidência eu ter entrado na hora. Quer uma ajuda com essas caixas?

—Claro, aceitaria tranquilamente.

Eles começam a recolher as caixas e por em cima da mesa.

—Então, diz ae. Qual o seu nome?

—Me chamo Makoto Niijima, sou presidente do conselho estudantil da escola, e você?

—Meu nome é Guilherme, e pode se dizer que cheguei recentemente na cidade também, faço parte do grupinho dos transferidos, sabe?

Makoto: Ah, que vieram do Brasil? Sei sim.

—Hehe, ainda estamos nos adaptando um pouco com a rotina nova, achamos que chegaríamos atrasados hoje sinceramente.

Makoto: Poxa, ninguém avisou sobre o jantar?

Gui: Bem...avisar, avisaram, mas meio que não recebemos a carta e nem o e-mail, deve ter acontecido algum problema.

Makoto: Poxa, lamento muito por isso, de verdade. Mas, então, já sabem o que vão trazer no jantar?

Gui: Hm? Trazer?

Makoto: Todos os alunos vão fazer alguma comida e trazer para o jantar de hoje, sem contar que quem quiser pode vir acompanhando alguém.

Gui: Q-Que, sério? Poxa, não sei se vamos conseguir fazer algo a tempo, mas prometo que vamos tentar. E o que são todas essas caixas?

Makoto: São parte da decoração do jantar, infelizmente eu terei que ficar depois da aula pra ajudar com isso, então pode se dizer que chegarei no jantar antes de todo mundo.

Gui: Hm, entendi. Bem, se você quiser eu posso ficar e ajudar também.

Makoto: Não precisa, você tem que ir se trocar ainda e deve ter outras coisas importantes também.

Gui: A roupa é só eu passar em casa rapidinho depois da aula, trazer, e quando estiver perto do horário do jantar eu me troco no banheiro, nada demais.

Makoto: Que estranho, nunca pensaria em algo assim, admito que ter pessoas de outros países aqui na escola pode ser algo interessante, pra aprendermos um com os outros.

Gui: Talvez...talvez eu concorde com você. Mas, vamos lá, eu ajudo a desempacotar as coisas até o horário da aula de hoje.

Makoto: É verdade, acho que estamos na mesma sala.

Gui: Ah, vai por mim, o quanto a gente bagunça na sala de aula. Você não vai querer ficar perto da gente, é sério.

Makoto: Imagina, eu sou a melhor pessoa pra por ordem naquela bagunça que eles chamam de sala de aula.

Gui: Ui, então você é do tipo líder?

Makoto: Tipo líder? O que quer dizer?

Gui: Sabe, mandona, cheia de si etc?

Makoto: T-Talvez um pouquinho.

Gui: Ihhh ala, ficou vermelha. Significa que eu acertei!

Ela dá um soco fraquinho na cabeça dele.

Makoto: Quieto e começa a desempacotar!

Depois de algum tempo o horário para entrarem na sala de aula finalmente chegou, todos se encontraram no corredor como combinado.

Raul: Eae, como foi?

Pedro: Foi legal, apesar da maioria parecer um porre, tem uma garota bem simpática aqui.

Gui: Hehehe, acho que eu posso dizer o mesmo. Ele fala meio corado.

Raul: Tudo bem então, agora sim. Vamos para aula, é virando esse corredor aqui na primeira porta.

Eles finalmente entram na sala de aula e já estavam todos sentados, ficou um silêncio no momento em que entraram.

A professora também estava na sala, tinha cabelos castanhos e um pouco bagunçados e usava uma roupa amarelada.

—Ola, vocês devem ser os alunos novos, chegaram bem na hora. Gostariam de se apresentar para sala?

Marcos “Essas parada não é comigo não”

Raul: Mas é claro!

Pedro “Porra Raul”

—Venham até a frente então, por favor.

Todos se posicionam na frente da sala.

—Podem dizer seu nome, idade e de onde vieram por favor?

Pedro “Vou ir primeiro pra acabar logo”

Ele da um passo e diz...

—Meu nome é Pedro, tenho 19 anos e venho do Brasil, é um prazer conhecer todos vocês.

Marcos “Nunca pensei que o Pedro fosse tão...formal?”

Marcos: Então eu vou agora.

—Meu nome é Marcos e tenho 18 anos, vim do Brasil e quando ficar mais velho quero ser professor de história!

Em seguida Raul pulou na frente de Marcos, quase que derrubando esse sem querer.

—Meu nome é Raul, vim do Brasil junto com meus amigos, adoro a cultura e lingua japonesa e meu sonho é me tornar programador no futuro.

—Meu nome é Guilherme, vim junto de meus amigos para o Japão para estudar a lingua e começar uma nova vida, e eu ainda não sei o que quero ser no futuro.

A professora então diz batendo palmas...

—Muito bom garotos, como vocês ainda não receberam os materiais, tudo bem sentarem com alguém por alguns dias?

Todos fazem sinal positivo com a cabeça.

—Ok então, meu nome é Sadayo Kawakami, é um prazer conhece-los, serei a professora de (insira aqui, cabeça do meus ovo)

Kawakami: Então...vocês podem sentar. Vejamos....

—Pedro e Kasumi, Kurama e Hifumi, e, bem... Raul e... Haru

Kasumi lá do fundo da sala já acenou para Pedro, que a reconheceu e foi sentar junto desta.

A professora mostrou para Raul onde Haru sentava e disse para esperar um pouco pois ela havia ido ao banheiro.

—E Marcos, pode ser com... Ryuji! sim, perfeito.

Ela mostra o lugar para Marcos que se senta e já cumprimenta o colega.

Gui: Psiu! Professora, com quem eu tenho que sentar mesmo?

Kawakami: Ali, perto da janela. O nome dela é Hifumi Togo, espero que se deem bem.

Gui: Beleza, obrigado.

“Acho que se fosse com um cara seria mais de boas, não faço ideia como falar com uma garota, quando tentei falar com a Makoto quase parecia um ganso engasgado”

Gui: Oii, você é a Hifumi?

—Sim, é um prazer conhece-lo.

Ela dizia com uma voz calma e que ao mesmo tempo passava um certo respeito.

Tinha cabelos longos castanhos e olhos verdes esmeralda. Usava o uniforme da escola, porém com uma espécie de gravata borboleta também.

Gui logo de começo ficou extremamente sem jeito, não a ponto de ficar vermelho. Mas era nítida o desconforto que ele estava sentindo.

Como um bom ansioso, ele começou a arrumar alguns objetos da mesa para se acalmar um pouco.

A garota a princípio fingiu não estranhar muito. E logo em seguida a aula teve início, assim está perguntando para o garoto todo bobão...

Hifumi: Você trouxe algum caderno e lápis?

Gui: Bem, sim. Espera um pouquinho.

Ele olha para o chão esperando achar algo, mas na mesma hora se lembra que por conta da correria daquela manhã ele havia deixado a mochila em cima do sofá do apartamento.

Ele levanta a cabeça novamente, todo sem jeito.

—Então...tivemos que sair correndo de casa porque ALGUÉM NOS ACORDOU DUAS HORAS MAIS CEDO NÉ! Ele diz isso e joga a borracha na cabeça de Raul.

Hifumi: Eu lhe empresto algumas folhas, apenas pare de gritar, tudo bem?

Gui: Ah, c-claro.

“Que garota mais educada, gente. Chega a ser estranho.”

Marcos: Pode me emprest-

Ele nem consegue terminar a frase e Sejuani já finca um lápis na mesa do lado da mão dele. Aquilo o deixa aterrorizado porem agradecido.

Raul: Com licença Haru-chan, poderia me emprestar um lápis e uma folha por favor?

A garota meio sem jeito se vira para pegar sua bolsa...

—É-É claro, só um momento por favor.

Ela parecia mais nervosa que o próprio garoto

Depois de um tempinho procurando em sua bolsa ela entrega algumas folhas e um lápis para ele que agradece com um sorriso. Aquilo cora levemente a estudante.

Pedro: Quem diria, não sabia que estaríamos na mesma sala.

Kasumi: Pois é né, que coisa.

Pedro: Ei, Kasumi-chan.

Kasumi: Sim?

Pedro: Queria pedir desculpas por mais cedo, não queria ter sido tão...rude, me desculpe.

Kasumi da um leve sorrisinho e diz...

—Tudo bem, eu sei que você não disse por mal.

Pedro “Eu consigo ver na cara dela que ela tá fingindo, povo japonês é tudo cara de pau mesmo né”

—Kasumi-Chan, poderia me-

Então, ele percebeu. Antes mesmo dele pedir os materiais emprestados para a garota eles já estavam em cima da mesa e separados certinhos para ele.

Aquilo o assustou um pouco e o deixou intrigado ao mesmo tempo.

Então, aula vai, aula vem. “todo mundo” prestando atenção. E o Kurama lá...

Do lado de uma das melhores estudantes da escola. Obviamente, que ela não iria aceitar tal atitude calada.

Ela começa levemente a cutucar o braço do mesmo que estava praticamente babando na carteira.

Então o que ela fez basicamente foi apertar um pouco a parte das costas do garoto, estralando por inteiro, o estralo repentino de todos os ossos de suas costas produziu um barulho alto o suficiente para ele assustar, mas não alto o suficiente para a professora notar.

Ele acorda como se tivesse tomado um choque, todo assustado parecendo um gato arrepiado.

-Oi?! Que que foi?!

Hifumi: Por favor, apenas preste atenção na aula, ver pessoas desperdiçando minutos de aprendizado me deixa incomodada.

Ela demorou um pouco para perceber, mas, enquanto ela falava ele estava imitando o movimento labial dela no mudo e com uma mão fingindo ser uma boca também.

Então, para ele. Por um segundo pareceu que toda a sala escureceu, e só havia luz ali entre os dois, parecia um filme de terror, a garota virou a cabeça lentamente para o garoto, quase era possível ouvir leves estalos de seu pescoço. Ela estava com um olhar assassino e mortal para o mesmo.

Hifumi: Você...acabou de brincar com meu modo de falar? É isso mesmo?

Gui: H-Hey Hifumi-Chan, também não é pra tant-

Era quase possível ver algumas onomatopeias de em volta da garota dizendo “zumbido”

Não deu MEIO segundo, ele tomou uma cadernada na cara que chega a ficar vermelho.

Hifumi: Que fique avisado, se voltar a me imitar de maneira tão baixa novamente, será pior.

Gui “Caralho mano, cheguei a ficar desconcertado, que negócio forte da desgraça”

Depois da primeira aula, chegou a temida segunda aula do dia. Conhecida por muitos como o momento de alivio, a queimada.

O professor presente estava explicando como as regras funcionavam, para caso alguém não soubesse, e enquanto ele explicava só dava para ver os olhares dos alunos faiscando de um lado ao outro da sala.

Isso que o professor sequer tinha comentado dos times ainda.

Professor: Tudo bem alunos, antes de irmos para a quadra é necessário que votemos como serão divididos os times. Vocês preferem que sejam garotos contra garotas ou que misturemos os dois em times de números iguais?

Marcos levanta a mão...

—Sim, Marcos?

Gui “Por que eu não to surpreso?”

—Sugiro que façamos os times misturados, seria mais justo para os dois lados.

Raul “Não esperava que o Marcão fosse do tipo justo nos esportes, que surpresa”

Pedro” Pode vir quem quiser, na queimada eu me garanto”

Uma pessoa levanta da cadeira batendo a mão na carteira.

—SÓ UM MOMENTO PROFESSOR!

A garota era Sejuani, a companheira de carteira de Marcos. O mesmo ficou surpreso.

—Você está sugerindo que façamos times misturados por que quer ser mais justo, ou por que tem medo de tomar uma coça e depois ficar chorando pelos cantos? Hein, o que me diz, novato.

Gui “Isso vai ser bom”

Pedro joga um pouco a cadeira pro lado de Raul e já fala baixo...

—Posso falar que esses dois vai dar namoro ou ainda tá muito cedo pra ligar pro Rodrigo Faro?

Raul: Fica quieto se não sobra pra gente.

Pedro: Do jeito que tá o rumo dessa conversa, vai sobrar é pra todo mundo se quer saber.

Marcos: Eu nunca disse nada disso, só quero que sejamos times misturados para ficar mais igualado o jogo, só isso.

—E com isso você quer dizer que precisamos de garotos junto com a gente pra ganharmos de vocês?

Marcos: Oh meu deus! Não é is-

Ele é cortado.

—Então está decidido, garotos contra garotas.

Ela fala com o professor e ele aceita.

Gui: Eu não entendi, por que não foi reclamar com o professor?

Marcos: Porque, meu caro amigo de cabelo bagunçado, queimada. Independente da escola...do país, em qualquer lugar. Significa guerra. Eu tentei diminuir a barra para as garotas, disse que poderiam ser times misturados para ficar melhor, mas aquela ali. Ela não da o braço a torcer, eu vou vencer ela, ou melhor...nos vamos vencer elas em uma partida de queimada!

Gui “As vezes eu penso, por que eu não fiquei no BR?”

Então todos foram para os vestiários se trocarem, no vestiário feminino foi algo tranquilo. Enquanto isso no vestiário masculino...

Tava parecendo começo de jogo de futebol americano, todos os garotos juntos fazendo estratégias, achando que alguma delas funcionária contra as garotas. Coitados.

Depois de se trocarem, todos se posicionaram em duas fileiras, uma de frente para a outra na quadra. A quadra era ENORME, enorme em comparação as quadras do Brasil, para o Japão era uma quadra de tamanho normal ou médio.

O time dos garotos era composto por:

Ryuji Sakamoto.

Pedro

Raul

Gui

Marcos

Akira Amamiya

Yusuke Kitagawa

\\------------------------------------------------------//--------------------------

E o time das garotas era composto por:

Hifumi Togo

Haru Okumura

Sejuani

Makoto Niijima

Kasumi Yoshizawa

Ann Takamaki

OST: https://www.youtube.com/watch?v=vE5uEesakTU

Assim o professor declara iniciada a partida!

Marcos e Seju se encaram logo de começo, ele arremessa uma bola curva que passa raspando o rosto de Seju, quase era possível ver o rastro de ar criado pela bola.

Seju: Bela jogada, mas ainda é lento demais pra mim! Ela arremessa a bola de uma maneira que ela vai quase em slowmotion. Marco havia tropeçado, parecia ser o fim para ele, enfrentar a líder do time logo de começo havia sido um erro fatal em seu plano? Era essa pergunta que passava por sua cabeça em tal momento.

Até que repentinamente, uma outra bola vem em uma velocidade imensa, se chocando contra a bola que Seju havia arremessado, assim mudando sua trajetória e salvando Marcos.

Seju: Mas, como?!

—Vai ter que fazer melhor do que isso pra tirar nosso líder da partida, cachinhos dourados! Raul diz arremessando uma bola rápida que Sejuani segura rindo.

Seju: Ora ora, finalmente alguém que sabe o que está fazendo nesse esporte, algo me diz que vai ser divertido, podem vir!

No primeiro passo que Kurama tentou fazer, uma bola rasgou sua frente em uma velocidade imensa, praticamente o empurrando para trás.

—Melhor tomar cuidado novato.

Quando ele olha vê Makoto que da uma piscadela para ele e logo em seguida arremessa outra bola, Gui por ser muito magro consegue se desviar do arremesso apenas se movendo um pouco para o lado.

Gui: De todo mundo que tá aqui, acho que você vai ser a mais fácil de queim-

Ele é atingido por Hifumi que joga a bola no rosto dele o derrubando.

—AE, QUAL FOI?!!

—Me desculpe, mas você deveria prestar mais atenção ao seu redor e não apenas na sua frente.

—Que? Fala igual gente mulher pelo amor de deus.

Enquanto isso...

Pedro: Poxa, eu não quero queimar a Haru, eu achei ela fofinha. Olha só, parece até uma ovelha.

Raul: Queima logo ela, é só jogar a bola fraco que não vai machuc-

Marcos pula na frente dos dois e arremessa a bola que vai fazendo curva. Porém, antes mesmo de acertar Haru outra bola veio e desviou a de Marcos, logo em seguida uma Sejuani amedrontadora apareceu na frente de Haru com um olhar mortal para Marcos...

—Como você ousa...

—Hehe...então.

Ela estrala as mãos e o pescoço.

Pedro: É, eu já vou ligando aqui pro hospital e você pro taxi, pode ser?

—Não precisa nem falar.

Marcos: P-Podemos conversar? Só um m-minutinho?

Seju: É claro que podemos! Fica só paradinho pra eu conseguir te queimar que depois conversamos, pode ser?!!

Marcos tenta se virar para correr, porém, sequer dá tempo, Sejuani arremessa a bola com tanta força e velocidade

que acerta em cheio o rosto de Marcos, praticamente amassando ele, o fazendo ficar com a marca da bola no rosto.

—AE! Uma voz grita para Raul que se vira para olhar e no mesmo segundo toma uma bolada no estomago, assim caindo no chão da quadra também.

No mesmo segundo a pessoa que havia queimado Raul foi até ele e perguntou preocupada...

—Ei, tá tudo bem? Eu não queria arremessar com tanta força, está machucado?

Raul: Não, tudo bem. No máximo vai dar uma dor de cabeça daqui a algum tempo.

Depois disso, todas as garotas se reuniram em um só lugar, ainda faltava uma pessoa do time principal para queimar.

—Quem diria hein, um novato conseguir ficar por último na queimada. Devo dizer, como líder do time estou impressionada.

Pedro: Bem, o que eu posso dizer? Sempre fui muito bom na queimada, não é porque falam outra língua ou se vestem diferente que vão ganhar de mim. Oponente é oponente, não tem essa.

Makoto: Tudo bem então, nós vamos te vencer aqui e agora, mesmo o melhor do mundo não consegue jogar contra mais de três pessoas ao mesmo tempo na quadra.

Pedro atrita um pouco os olhos: Como pode saber? Você nunca falou com o melhor do mundo.

Marcos e Gui da arquibancada...

—Isso aqui vai ser bonzão.

Marcos: Eu dou dez contos na Seju

Ryuji: Vocês são amigos dele né, acha que ele pode vencer todas sozinho?

Raul: Se ele jogar sério? Com toda certeza.

Seju: Garotas, espalhem-se.

Todas elas se dividem cobrindo todos os lados e diagonais em volta de Pedro.

—Tudo bem, vamos ver como lida com essa formação. Se os tiros vierem de todos os lados, você não pode desviar. Pode?

OST: https://youtu.be/TSA8wukYaT8

Seju: VAMOS TODAS JUNTAS! AGORA!!

Todas arremessam de todas as direções.

Marcos: Acabou, é impossível desviar de tudo isso. Até mesmo pra ele.

Raul “Eles nunca jogaram queimada a sério com o Pedrão, não sabem do que ele é capaz.

Nesse momento...Pedro salta, no que ele salta todas as bolas passam reto e voltam para as mãos de outra pessoa, assim enquanto Pedro estava no ar ele arremessa e acerta primeiramente Makoto que era a mais próxima, ele acerta no braço, assim a desclassificando de início.

Depois disso ele aterrissa no chão.

Professor “Olha só, agora sim isso parece interessante”

Seju: Impressionante. Conseguiu se desviar de tudo aquilo e ainda levar a Makoto? Meus parabéns sinceramente. Mas como vai desviar DISSO?!!

Seju arremessa a bola, no entanto...não foi na direção de Pedro, não inicialmente.

No que ela joga a bola, a bola bate em Kasumi que estava um pouco na diagonal de Pedro e com o choque em Kasumi muda a trajetória para Pedro.

Pedro “Ela usaria a própria amiga de alvo só para ganhar uma partida?!”

Kasumi: Isso...isso doeu. Mesmo não tendo sido tão forte o arremesso de Seju. Foi o suficiente para deixar um pequeno hematoma no corpo de Kasumi.

A bola veio até que em uma velocidade considerável.

No entanto, não foi o suficiente pois Pedro agarrou a bola com a mão.

—Foi mal ae, mas mão é fria, lembra? E não sei, pode ser impressão, mas você parece bem cansada. Quer parar um pouquinho? Ele diz rodopiando a bola no dedo.

Seju: DROGA!!

Sejuani estava começando a ficar irritada com as provocações de Pedro, ninguém da escola antes havia conseguido vence-la na queimada, aquilo a estava enfurecendo por dentro.

Marcos: Acho que ele não deveria provocar tanto ela. Ela já estava uma fera só comigo, imagina nesse caso então, ela vai matar ele.

Pedro: Ah, qual é, você tem que admitir que eu tenho senso competitivo.

Seju: O que...o que quer dizer?

Pedro: Veja bem, se eu quisesse, já poderia ter queimado todas vocês. Mas, você ficou se achando a partida toda, crescendo em cima dos meus amigos na sala de aula. Então, eu achei um tanto justo dar uma partida mais...digamos, equilibrada pra você.

Seju: Ora seu....

Raul: Pode Pedrão atleta?

Ryuji: Ah Seju vai matar ele depois disso, pode ter certeza.

Yusuke: Devo dizer, as habilidades de queimada dele são um tanto...exóticas.

Gui olha pra cima

—Quem é tu mesmo?

Ann: Tudo bem então, lá vai!

Ela arremessa a bola com toda sua força, e mais uma vez Pedro segura a mesma na mão, porém, essa parecia estar um pouco diferente. Depois de parar ela voltou a girar por um breve momento, quase como se tivessem colocado uma espécie de fricção na bola.

Pedro: AIII! CARALHO minha mão.

Aquilo machucou brevemente a mão de Pedro, que mesmo machucado continuo segurando a bola, o que fez que não contabilizasse um ponto.

No entanto, foi uma boa abertura também para Sejuani atacar novamente. A mesma que não perdeu tempo e saltou o mais alto que pode, arremessou a bola.

Yusuke enquanto isso estava explicando.

—O grande problema, é que mesmo que Pedro tenha conseguido segurar o arremesso de Ann, aquilo machucou sua mão e tirou sua atenção de Sejuani. Ele já deve ter percebido isso, mas está no meio da formação do mapa do pirata.

Ryuji: Desde quando você sabe tanto sobre queimada?

Yusuke: Está no nosso livro de classe Ryuji. Essa formação é utilizada até mesmo por alguns profissionais, o grande problema dela. É que você precisa achar um timing certo e uma velocidade correta para conseguir desviar de todos os arremessos, caso contrário, será derrota na certa.

Naquele momento, Pedro possuía duas bolas de queimada em suas mãos, a que ele estava desde o começo da partida e a que Ann havia acabado de arremessar, a grande pergunta era. Ele conseguiria quebrar aquela formação? Mesmo com a mão machucada?

Pedro: Não acha melhor pararmos por aqui? Não quero que ninguém mais se machuque, se você chegou ao ponto de queimar uma pessoa do seu próprio time, é porque sabe que não vai vencer de maneira justa.

O professor apita. Anunciando assim o fim da partida.

—Tudo bem vocês dois, por hoje já chega. Pedro, pode ir com seus amigos, e Seju, você vai ter que se desculpar com a Kasumi pelo que você fez.

Seju: O que?! Não, a partida não pode ter acabado!

Professor: Entendo que esteja frustrada, mas, não se pode ganhar todas. E quanto mais cedo aceitar isso melhor vai ser, tudo bem?

Seju: De jeito nenhum eu vou deixar isso passar. EI, PODE IR PARANDO AE!

Antes de Seju ir até Pedro, ela é parada por Ann que entra na sua frente e começa a falar com ela.

Raul: Mandou bem lá, vamos pro intervalo?

Marcos: Que?

Raul: É, agora é hora do intervalo ué, nós temos dois intervalos. Um de meia hora e outro de quinze minutos, sacou?

Marcos: E agora é qual?

Raul: O de meia hora. Nós temos autorização para sairmos da escola, desde que estejamos de volta na sala quando der a hora.

Pedro: Não precisamos avisar o professor?

Raul: Enquanto você e a Seju se matavam eu já falei com ele.

Pedro: Então, eu não sei vocês. Mas eu preciso passar em uma farmácia pra por um esparadrapo na minha mão ou algo do tipo, isso aqui pode inflamar feio.

Marcos: Vou dar uma olhada no que tá em cartaz no cinema.

Raul: Tudo bem então, é provável que eu vá em alguma livraria aqui perto. E você Gui?

Gui: Eu...bem, eu quero ficar um pouco sozinho, não sei para onde ir sinceramente.

Raul: Tudo bem...então quando der meia hora todos aqui, beleza?

Pedro: Beleza.

Todos se dividem novamente.

Gui: Onde será que seria um bom lugar pra ficar sozinho? Talvez aqui mesmo na escola exista algum.

—Hm, talvez...o quarto andar seja uma boa opção, considerando que não vimos ninguém subir lá até agora. Vamos ver o que tem lá.

Ele sobe rapidamente as escadas, ainda sim com cuidado. E em pouco tempo chega ao quarto andar, que na verdade era o terraço da escola. Poucos minutos antes dele chegar lá, uma leve chuva começou a cair.

Assim que ele adentra o terraço, percebe que havia várias carteiras largadas lá e que ele não era o único que pensou naquele lugar para ficar sozinho, Hifumi também estava lá, em cima de uma carteira olhando para a chuva de maneira pensativa.

—Hm, eu percebi que você não estava na queimada, Hifumi.

Hifumi: Particularmente não gosto muito de jogar queimada, parece ser tão...sem sentido. Entende?

Gui: Ah, claro. Procurando algum lugar pra ficar sozinha também?

Hifumi: Eu gosto de vir aqui para pensar, principalmente quando chove, é tranquilo e silencioso.

Gui: Hm, entendi. Bem, me desculpa por atrapalhar, eu vou ind-

No mesmo momento em que uma das gotas de chuva toca ao chão e o seu som ecoa pelo local, Hifumi segura a mão do garoto gentilmente.

—Por favor...pode ficar. Talvez, ter uma companhia seja bom.

Um pouco corado ele responde...

—O-Ok então.

Os dois ficam sentados em carteiras que alguns alunos haviam deixado do lado de fora do terraço, o clima fica um tanto...estranho.

Gui: Então...fora a escola, você tem algum hobby? Ou de repente trabalha depois da escola?

Hifumi: Bem, na verdade eu faço aulas de natação a noite, e as domingos vou a igreja.

Gui “Vish”

Hifumi: Hey, tudo bem se eu fizer uma pergunta? Ela fala de maneira calma e baixa.

Gui: É claro, não tem problema algum.

Hifumi: Qual a sua opinião sobre as pessoas?

Gui: Hm? Como assim?

Hifumi: Bem, quero dizer. Em relação a amor e relacionamentos, o que você pensa sobre isso?

Gui: Isso é uma pergunta complicada. Ele ri de leve.

Então ele coloca a mão no próprio queixo e começa a pensar por um breve momento.

—Bem, eu sempre fui muito fechado boa parte da minha vida, podemos dizer que sempre vivi em uma bolha social, e quando ela finalmente estourou eu fiquei desesperado. Foram tantas informações de uma vez que jogaram em cima de mim que eu não soube como organizar tudo aquilo, entende?

—Diria que se sentiu...pressionado e mesmo não querendo, era você que colocava essa pressão em si mesmo?

—Hm, Sim. Acho que pode ser colocado dessa maneira, a respeito de amores e relacionamentos...eu nunca estive em um relacionamento a sério em toda minha vida. Então, não possuo uma opinião formada sobre isso.

—Talvez, seja um pouco cedo para contar isso, mas minha mãe não é o tipo de mãe mais compreensiva do mundo. Ela vive querendo que eu estude alguma coisa só para que ela possa tirar dinheiro daquilo, sinceramente isso me incomoda.

—Tudo bem então, agora eu faço a pergunta. O que você quer se tornar? Digo, depois da academia Shujin e tudo mais?

—Bom, eu gostaria de cursar medicina.

—Wow, tá ae uma carreira difícil.

Ele olha por um breve momento para ela.

—Mas, admito que você se parece um pouco com uma medica.

—O que quer dizer? Diz em aparência?

—Hehe, mais ou menos. Ele diz um pouco sem jeito.

—Quero dizer que a maioria das mulheres que são medicas são bonitas.

—Então, você me acha bonita? É isso?

—S-Sim. Quero dizer, o seu cabelo tem todo esse jeito visual único e tals e outras coisas também.

—Hm, sério? Acho meu cabelo bem...comum, e as outras coisas?

—É, bem...

—Sim? Ela pergunta tombando a cabeça levemente para o lado. Por mais que estivesse chovendo no local, para os dois ali, a conversa estava tão focada que eles mal ouviam as gotas de chuva tocarem no piso do terraço.

O garoto desvia o olhar e junta as duas mãos.

Hifumi: Você...está nervoso?

Gui: Q-Que? Não, por que eu estaria nervoso?

Hifumi: Na sala de aula. Eu percebi que quando você sentou ao meu lado você virou o olhar e juntou as duas mãos, isso significa que está nervoso, não é?

Gui “Lido como um livro que fala?”

A garota então o pega pelo queixo e o faz olhar para ela, então ela fala pausadamente...

—Guilherme-kun. Responda minha pergunta por favor. O que mais você acha atraente em mim?

—Os seus olhos. Ele diz ficando muito vermelho e sem jeito e logo em seguida diz também...

—Eu também gostei do seu jeito de falar.

Ela da um sorrisinho breve e agradece.

—Você é a primeira pessoa que comenta sobre meus olhos, sabia?

—Sério? Acho que ele deve ser uma das suas melhores características, algumas pessoas dizem que se pode saber o que o outro está sentindo apenas pelo seu olhar, ou até mesmo que tipo de pessoa é.

Então, ela lentamente coloca sua mão sobre a dele e meche delicadamente os dedos, como se fizesse um leve carinho e diz...

—Acho que é minha vez de dizer o que gostei em você, certo?

“E ela por acaso gostou de algo em mim? Agora sim isso tá estranho!”

(Enquanto isso)

Pedro: Cara, eu tive que praticamente pegar um taxi pra chegar na farmácia, ainda não acredito que eles não tinham esparadrapo na enfermaria da academia.

Pedro estava voltando para a academia pelo mesmo caminho que havia feito na ida. Quando ele começou a ouvir alguns sons estranhos.

No momento em que ele virou em uma rua um pouco mais escura, caiu a ficha de que estava sendo seguido.

Ost: https://www.youtube.com/watch?v=p_ET6R7j-3w

“Hm, então realmente tem alguém me seguindo? Bom, eu realmente estava atrás de uma briga”

Foi só questão de ele virar no beco que a pessoa que o estava seguindo o abordou, era um ladrão bem comum, com roupas pretas e até com aqueles gorrinhos, ele chegou apontando uma arma para Pedro.

—AE CARA, PODE IR PASSANDO TUDO QUE ISSO É UM ASSALTO!

“Merda ele tá armado!”

—O meu chegado, você vai me perdoar. Mas, eu to no meio do meu intervalo, então todos os meus guerigeri ficaram na escola, tá me entendendo meu chegado?

“Se ele atirar eu to fodido”

—Hm?! Eu mandei passar tudo que você tem, senão eu atiro!!

Ele diz encostando a arma na mão do garoto.

Então, uma voz surge do escuro...

—To na área cambada!

Do escuro pula Marcos, Ryuji e Yusuke.

Yusuke: Pode ir parando por ae! Seus atos de delinquência e roubo acabam hoje, ladrão anônimo.

Ladrão: O que?! Quem são vocês moleques?!

Marcos: Somos a cavalaria! “Eu digo isso, mas preciso achar alguma coisa pra bater no cara, se não isso pode ficar bem complicado.”

Ladrão: O que? Vocês acham que podem salvar esse cara?! Vocês também estão desarmados, então eu ainda tenho a vantagem! Podem ir passando tudo também. Ele diz apontando a arma para Marcos.

No mesmo momento Ryuji agarra um pedaço de cano quebrado que estava no chão e bate na mão do ladrão, o machucando e o fazendo perder a arma.

Ladrão: Aiiii! Seu moleque maldito! O ladrão tenta dar um soco em Ryuji, no entanto no mesmo momento ele cai por conta de uma rasteira rápida de Marcos.

Marcos: Foi mal ae.

O ladrão tenta pegar a arma do chão. Então Yusuke chuta a arma para longe e depois da uma joelhada no queixo do ladrão, assim desmaiando o mesmo.

Marcos da a mão para Pedro, o ajudando a levantar.

Pedro: Mas...como vocês sabiam que eu estava sendo seguido?

Marcos: Bom, na verdade a gente sabe meio que desde a apresentação na sala. O Ryuji veio falar comigo, nos pegamos o mesmo metro que ele e a Ann pra academia. Ele percebeu que tinha alguém nos seguindo em todas as ruas até chegarmos à academia, depois o cara ficou esperando no portão. Provavelmente por uma oportunidade de algum de nós sairmos sozinhos, e como não somos daqui, achou que era uma boa oportunidade para assaltar um de cada vez.

Pedro: E vocês...assim, não pensaram em nenhum momento sequer chamar a POLICIA, seus idiotas?!

Ryuji: Pra falar a verdade, não. Esquecemos totalmente dessa possibilidade. Ele dá uma risadinha.

Yusuke: Mas então, você está bem Pedro?

Pedro: Sim, mas acho que se tivessem chego um pouco mais tarde, eu teria me ferrado legal, não esperava que ele estivesse armado, se não eu mesmo poderia ter acabado com ele.

—Mas espera, você não ia ver os cartazes do cinema Marcos?

Marcos: Bom, eu realmente ia, mas ae o Akira me convidou pra dar uma passada lá no café que fica perto da casa dele, e eu não pensei duas vezes. O chefe de lá faz um curry que é brincadeira viu.

Pedro: Hm, quem sabe alguma hora a gente vai lá pra provar esse curry.

Ryuji: Tá quase na hora de voltar pra sala povo. Cadê os outros dois?

Pedro: É verdade, precisamos achar o Gui, o Raul eu tenho certeza que vai aparecer lá na hora certa.

Marcos: Pode pa né, tem alguma ideia de onde ele tá?

Pedro: Pra falar a verdade não.

Yusuke: Sugiro então para que nos dividimos em duplas e procuremos em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Marcos: É uma boa. Mandou bem nessa Fred.

Yusuke: Acho que não entendi.

Então, eles começam a procurar.

(e em outro lugar...)

Hifumi: Eu gostei do seu cabelo, e também do seu jeito. A maioria dos japoneses são praticamente idênticos, talvez seja por você ser estrangeiro, mas eu te achei mais bonito do que os outros garotos que já conversei.

—E também, o seu jeito é parecido com o meu. Achei isso interessante.

Gui “Porra, como que eu vou sair dessa situação agora?! O que eu deveria dizer?!”

Hifumi: Eu posso chegar mais perto?

Ela junta sua mão com a dele e vai chegando perto, cada vez mais perto do garoto. O olhando fixamente nos olhos e se aproximando. Quando ela ia tomar a iniciativa...

BAAM! A porta abre com violência.

Marcos: Porra se ele não tiver aqui eu desisto!

Gui olha em choque pra Marcos que abriu a porta com um chute.

Marcos olha pros dois, depois olha pros dois de novo. E depois olha pra Gui.

—Vocês...estavam?

Gui balança a cabeça fazendo sinal de “não” para ele.

Marcos fica quieto por um breve segundo...

Começa a rir muito, descontroladamente.

—MEU GAROTO! Já tava achando que se ia jogar no são Paulo porque era cada bola perdida que eu vou te contar! Mas ae eu chego aqui e tá a FERA, a MAQUINA, O MOOONSTRO ENJAULADO no ataque! NUNCA critiquei, se alguma vez errou foi tentando acertar.

Enquanto isso Hifumi estava extremamente vermelha.

Ryuji: Wow, vocês realmente-

Gui: Não! Não quero um comentário sobre isso, e por favor...não incomodem a Hifumi perguntando sobre.

Ele levanta e sai pela porta do terraço, e os outros vão atrás para voltarem até a sala.

Marcos: Cavalo

Os outros o seguem pela porta, deixando Hifumi confusa e sem jeito no terraço.

Pode-se ouvir descendo as escadas, Pedro falando...

—Ele gosta!

Depois disso, as outras aulas foram comuns e particularmente sem graça. Após todas as aulas os alunos foram dispensados para irem para casa, se arrumarem e irem até o local do jantar.

Todos os alunos estavam ainda na frente da academia se despedindo dos amigos.

Pedro: Então, alguém pode me passar a localização do jantar?

Akira: Claro, irei mandar por mensagem tudo bem?

Pedro faz sinal afirmativo com a cabeça. Enquanto isso Marcos estava trocando uma ideia com Ryuji e Yusuke

Yusuke: Então, me conte um pouco sobre o Brasil.

Marcos: Beleza, que cê quer saber?

Yusuke: Bom, vejamos...como são as pessoas lá? E como a arte é conhecida lá?

Marcos: Num faço ideia como responder isso meu amigo, sinceramente.

Ryuji: E em questão de garotas, são bonitas lá no Brasil?

Marcos: Se eu te falar que é muito melhor que a maioria dos países, acho que inclusive as japonesas, você acredita?

Ryuji: Qual é cara, eu duvido muito. Tem umas americanas que eu já vi por ae, que você não tá me entendendo.

Akira: Vamos nessa Ryuji, se não, vai dar tempo de passar no mercado.

Ryuji: Eu queria ter uma roupa mais confortável pra vir, terno sempre me incomoda muito. Os caras que escolherem isso são cheio de frescuras, na moral.

Ele dizia isso enquanto ia embora com Akira.

No mesmo momento, um pensamento veio na mente de Raul...

“Meu deus, a gente vai perder o metro”

—AE GALERA, temos que correr, se não ficamos sem pegar o metro!

Marcos: Só pode ser brincadeira!

Todos eles saem vazado do portão da escola e começam a correr para a estação.

Pedro: Poderia ter avisado antes caralho!

Raul: Fica quieto e vamo correr só! Eles correm pelas ruas ignorando o trânsito e pulando por cima dos carros e muros para tentarem chegar na estação a tempo.

No meio dos pulos Marcos acaba passando correndo por uma lojinha no meio da rua e leva metade da lojinha junto por acidente, ele acabou ficando com um pato na cabeça, um copo de suco na mão e um short no rosto, mas não parou de correr.

Raul passou por um ciclista que derrubou sem querer também e provavelmente danificou a bicicleta do cidadão junto no processo.

Pedro trombou com uma pessoa que estava ao lado de um lago a derrubando dentro do mesmo. Inclusive a pessoa estava segurando um celular, que parou de funcionar instantaneamente quando caiu no lago.

Mas, por fim eles conseguem chegar na estação de metro a tempo, suando MUITO, mas conseguem entrar e ir para casa.

(Já no apartamento depois de algumas horas)

Pedro: Falta muito ae povo?

Marcos: Só mais alguns detalhes e o brigadeiro vai tá perfeito!

Raul: É sério isso? O Gui tava beijando a garota?

Marcos: Eu to te falando só o que eu vi, eles estavam juntinhos, é sério.

Pedro: Eu ainda não acredito, só vendo mesmo.

Marcos: Beleza Beleza, mas eu to falando só o que eu vi.

Raul: Falando nisso.

Pedro: Cade a madame?

Marcos: O GUILHERME CARALHO, TÁ NA HORA!

Gui: Aguenta só mais um pouco, fazendo favor!

Marcos: Relaxa que pelo menos eu tenho tempo de por os brigadeiros na forminha.

Raul: Não acha que tá exagerando?

Marcos: Ué, eu achei que você era o que mais tava preocupado com tudo isso. MAS, se tem uma coisa que eu faço bem, é comida fi. EU me recuso a levar uma comida mal apresentada para um jantar tão importante assim.

Depois de mais um tempinho Gui sai do quarto. Vestindo um blazer preto de manga longa e com uma calça social de mesma cor.

Raul: Olha só.

Pedro: De onde você tirou dinheiro para comprar isso?

Gui: Esse tipo de coisa a gente não conta, o que importa é que o pai tá na beca.

Raul: Mas conta ae, é verdade?

Gui: O que?

Pedro: O Marcos contou que você pegou uma garota da academia, é verdade?

Gui: Caralho hein Marcos.

Marcos: Não olha pra mim, eu fui sincero.

Raul: Você conta pra gente no caminho, temos que pegar um taxi.

Marcos: QUEE? A gente vai pegar um taxi? Mas, os meus brigadeiros vão ficar todos bagunçados por conta das lombadas desgraça!

Pedro: A culpa não é nossa que você quis fazer logo brigadeiro, tinha muita coisa pra você fazer no lugar.

Marcos: Tá bom, tá bom. Eu dou um jeito de não caírem no caminho, vamos indo.

Raul: Quem sair por último tranca a porta ae por favor.

Gui tranca a porta por fora e assim eles esperam o taxi para a festa pacientemente.

Pedro da uma leve cotovelada em Gui

—Psiu

Gui: Que foi?

—Conta ae como foi

Raul também cutuca ele

—É, conta ae, conta ae.

Gui: Foi só...foi só um beijo tá legal? Tava tudo propicio pra isso acontecer, nada demais. Ae, o taxi chegou.

Alguns minutos depois eles finalmente chegam ao jantar.

O lugar estava todo decorado, e como o jantar era não só para a escola deles, mas para as outras duas escolas da região, o lugar era...consideravelmente grande.

Quando chegaram, a primeira coisa que perceberam era um globo de balada no teto disparando luzes para todos os lados, pessoas bebendo taças de vinho e comendo nas mesas. Marcos logo de cara já ficou ansioso, ele que praticamente só come.

Raul: Então senhores, devo dizer que é aqui que nos separamos. Vamos curtir a festa e quando der o horário ou alguém quiser ir embora, venham falar comigo que a gente se resolve, beleza?

Gui: Com certeza.

Todos eles entram na festa depois de mostrar o crachá para os seguranças.

A primeira coisa que tanto Marcos quanto Pedro foram fazer, foi entrar na fila para pegar um prato das melhores comidas da região, junto com um drink exclusivo daquela festa. Conhecido como “Bafo de Dragão” eles ouviram alguns alunos nos corredores comentando e ficaram curiosos para experimentar o mesmo, logo entraram na fila e começaram a esperar.

E quanto a Gui, ele foi pegar uma bebida mais simples no bar da festa, se sentou em um dos banquinhos e pediu uma caneca de chope.

Enquanto esperava ele ficou brincando com a taça de vinho que estava parada ali perto. Não demorou muito e uma pessoa sentou ao seu lado.

Inicialmente o garoto não disse nada para quem sentara ao seu lado, ele só queria sua bebida, e pouco tempo depois ela chegou.

Gui: Cara, o tamanho dessa caneca, que enorme!

Bartender: Gosta de um chope é?

Gui: Há, você não tem ideia minha querida

—Pode me dar um chope também? A pessoa ao lado de Gui diz para a bartender levantando a mão e falando com calma nas palavras.

Gui: Qual é, vai me copiar na cara dura mesmo? Ele diz rindo um pouco.

—É claro, tem algum problema com isso senhor...

—Guilherme.

—Nome legal, você não parece ser daqui.

—Sou do Brasil, mas já to aqui a algum tempo.

—Quer que eu pague a bebida então?

—Qual foi, acha que eu não tenho dinheiro?

—Você tem noção o preço desse chope?

—Mas conta ae, você é da Shujin também?

—Que? Sou da Yasogami.

Gui: Onde fica isso?

—É... fica pro lado direito de Shibuya e quase saindo do distrito comercial, é difícil de explicar.

Gui: Te juro que nunca ouvi nada sobre ela é parecida com a Shujin?

—Eu diria que é bem...pobre, em comparação, não pobre né. Mas, simples.

Bartender: Aqui o chope de vocês, espero que gostem. Ela diz isso enquanto limpa um copo também.

Enquanto isso na fila...

Marcos: Demora do caralho, daqui a pouco eu vou dar um soco na cara de um só pra passar na frente.

Pedro: Guenta mão que eu resolvo isso rapidão. Pedro cutuca o ombro do cara na frente e depois quando a pessoa olha Pedro e Marcos estavam na frente dele.

—Mas ué?! Quando foi que eles?

Pedro cutuca outra pessoa na frente e quando as pessoas da fila percebem eles estavam na frente da fila.

Marcos: O cara é bom

Pedro: Confia no pai que a cerveja sai.

Enquanto isso Raul estava em um dos barzinhos também, olhando a balada pensativo.

Raul: Não faço ideia as musicas que tão tocando e o vinho nem tá bom, que porcaria. Ele diz entediado.

Então, alguns banquinhos ao lado ele vê uma mulher sentada bebendo vinho.

“Será que eu tento falar com ela? Ela parece tão...eu não sei, ela passa uma energia forte, é estranho, eu deveria falar com ela?”

O garoto fica um pouco nervoso e indeciso se vai ou não falar com ela. Pensa por um tempinho, olhando para a própria taça vazia, então ele decide finalmente ir falar com ela.

Enquanto isso lá fora)

Akira: Acho que lá dentro ainda está muito barulho, não esperava que viriam tantas pessoas.

Yusuke: É verdade, tem muitas pessoas ainda. Talvez eu espere um pouco para entrar.

Enquanto eles estavam lá fora na entrada, perceberam algumas pessoas passando correndo indo em direção a academia Shujin.

Yusuke: Hm? Por que eles estão indo para a academia? Ela não está trancada?!

Akira: Sim, é verdade. Vamos dar uma olhada, só de garantia.

Yusuke: Tudo bem, vamos!

Akira: Espere, acho melhor um de nós ir na frente e o outro avisar alguém lá de dentro para ajudar, não sabemos o que pode acontecer.

Yusuke: MAS É CLARO! Meu amigo Akira, você brilhante como sempre! Tudo bem, eu vou avisar alguém, tome cuidado enquanto não chegamos.

Akira faz um sinal de sim com a cabeça e corre para alcançar os suspeitos.

E enquanto Yusuke entrava de volta para a festa, Marcos a esse ponto já estava bêbado dando em cima de Sejuani que estava tentando só ficar no seu canto.

Marcos: Eu sei que começamos meio errado mi amor, mas eu lhe peço, me da mais uma chance por favor, sei que podemos nos dar bem! Ele diz isso já com bafo de bebida e ajoelhado, fazendo o maior drama possível.

Seju apenas olha para o garoto com uma cara de nojo e joga a taça de bebida no rosto do mesmo, o deixando ensopado.

Raul: Então, você estuda ou trabalha?

—Bem, na verdade eu vim para fazer companhia para minha irmã mais nova.

Raul: Ah, sério? Isso é legal, quem é sua irmã?

—O nome dela é Makoto, já deve ter ouvido falar.

Raul “Ela é irmã daquele demônio?! Não é possível”

—Sim eu a conheço, na verdade estudamos juntos, ela é a presidente do conselho estudantil da minha escola.

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—Wow, isso é sério? Quando eu estudei aqui a escola quase não tinha um presidente do conselho, era a maior bagunça sinceramente. Aqui, esse colar significa que eu já estudei aqui a alguns anos atrás.

Raul: Eu esqueci de perguntar. Qual o seu nome?

—Meu nome é Sae Niijima, é um prazer conhecer...

—Raul, e o prazer é meu.

—Então, você diz que não estuda mais aqui e tudo mais, isso significa que deve trabalhar com alguma coisa, certo?

—Sim, eu trabalho na polícia, mais especificamente como promotora.

“Eita porra, a mina é do alto escalão, vai vendo.”

Yusuke: Ryuji! Eu preciso falar com você nesse instante.

Ryuji: Que foi Yusuke?

Yusuke estava conversando com Ryuji perto de onde estava Marcos, Gui e Pedro...

—Eu e o Akira enquanto estavamos lá fora vimos algumas pessoas suspeitas indo em direção a academia, achamos estranho por conta de a academia estar trancada com cadeados por conta do jantar de hoje, ele foi na frente seguir os suspeitos e pediu para avisar alguém, pode ser perigoso.

Marcos: Qual é a do barato? Tem alguém tentando invadir a escola?!

Yusuke: Isso mesmo.

Pedro: Há, mas não no meu turno amigo, a gente vai lá é agora! Só me da um segundinho.

Pedro: AE GUI!

Gui: Que foi car-

Pedro o puxa pra perto dos caras pela parte de cima da roupa.

—A gente vai investigar uma coisa estranha na escola, precisamos de ajuda, e você vem com a gente. Bora.

Gui: Mas eu to no meio de-

Pedro: Vambora porra!

Gui: Tá, tá to indo! Ele diz andando com os rapazes e arrumando um pouco a calça que estava caindo por conta de sua cintura fina. Enquanto estava saindo pela porta ele acenou brevemente para a garota que havia conversado no bar e ela acenou de volta.

Pedro: Você tem certeza que aqueles caras estavam indo para a academia? Pedro perguntava enquanto eles corriam na rua.

Yusuke: Sim, absoluta. Eu nunca desconfiaria de algo que o Akira disse.

Marcos: Vamos nessa então! Precisamos chegar logo.

Gui: É virando a próxima esquina!

Eles chegam e percebem que realmente, o cadeado que protegia a corrente da academia estava quebrado, eles entraram na escola e provavelmente estavam roubando.

Yusuke: Droga! Vamos!

OST: https://www.youtube.com/watch?v=UVehoGdrAms

Eles pulam a corrente e entram correndo na academia. Estava um breu total, as únicas luzes que se poderia ver eram as luzes do banheiro masculino e feminino, mas eles ficavam no segundo andar, então para eles nada adiantava por agora.

Gui “Droga, não da pra ver porra nenhuma!”

Ryuji “Que desgraça, eles vieram roubar os troféus da escola, com certeza!”

Gui: Vamos nos dividir e achar esses caras

Pedro: O primeiro que eu ver vai entrar no rock.

Eles se dividem, cada um vai para um lado e logo de cara, eles mesmo separados puxam o celular para usarem as lanternas, exceto Pedro e Gui. Pois a bateria de seus celulares havia acabado na festa.

Gui: É sério que isso foi acabar logo agora? Ele sobe para o segundo andar com o maior cuidado do mundo, segurando no corrimão da escada.

Enquanto isso Marcos investigava o primeiro andar perto das salas de reunião e escritório.

Pedro estava olhando o terceiro andar, o qual era os das salas de aula e banheiros.

Pedro “Hm, talvez seja normal que a luz dos banheiros fique ligada mesmo a noite? Acho melhor dar uma olhada só pra ter certeza.

Pedro vai devagar até a porta dos banheiros, no entanto, quando ele olha dentro do banheiro masculino...Ele a figrua de uma mulher morta, no mesmo momento essa mulher vira o rosto para Pedro e grita em uma altura absurda. Pedro fica extremamente assustado, no entanto...

Quando ele abre os olhos, ele havia voltado para onde estava, sequer estava na frente do banheiro, parecia que nunca tinha ido até lá.

Yusuke estava investigando a parte da cantina, que era o maior “cômodo” da escola. Estava escuro, porém ele tinha a lanterna do celular, e foi iluminando pouco a pouco o local. Até que ele escutou o barulho de uma panela caindo e viu um vulto correndo no meio do escuro.

Yusuke “Mas o que?”

E Gui topa finalmente com um dos assaltantes que estava justamente abrindo a galeria de troféus da escola para furtar.

—AE MALUCO! PODE IR SOLTANDO ESSE TROFEU.

O ladrão não disse nada, e já partiu para cima de Gui o derrubando e começando a soca-lo intensamente. Com golpes no rosto e no estomago.

O garoto tentava aguentar os golpes, mas não conseguia de jeito algum.

Até que deu dois segundos dessas patifarias e Marcos que já estava um pouco bêbado chega dando uma voadora nas costas do ladrão o jogando contra a parede, assim salvando Gui.

Marcos logo em seguida pega o cara pela gola e o prensa na parede.

—QUALÉ QUE É MALUCO! QUEM DISSE QUE VOCÊ PODE ENTRAR NA NOSSA ESCOLA E ROUBAR O QUE QUISER?!

Um outro ladrão aparece das sombras e bate com um pé de cabra na cabeça de Marcos desmaiando o mesmo.

Um deles tentou puxar uma arma para atirar em Gui, no entanto o mesmo bicuda a arma e a faz um giro no ar e bate na cabeça do ladrão.

Pedro depois desse acontecimento um tanto estranho começou a subir a escada para o segundo andar rapidamente.

Assim ele chegou na cantina no escuro, viu Yusuke parado logo após ter visto o vulto, este que apontou o celular com a lanterna fortíssima para seu rosto.

—OU, aponta isso pra lá.

—Me desculpe, você viu aquilo?

Pedro: Sim, parecia uma espécie de vulto, vamos atrás!

Os dois seguem a figura misteriosa até a divisão da escola, onde da a quadra de esportes e as outras salas. Quando chegam na parte de fora percebem que a luz da lua estava iluminando o local, eles conseguem enxergar o terceiro ladrão que estava lá.

Pedro: Eu sabia, sabia que não era um fantasma.

Yusuke: O que devemos fazer?

Pedro: Mas não é obvio?!

Pedro parte pra cima do ladrão que estava desarmado e começou a se desviar dos golpes.

Até que Pedro acerta um soco na boca do estomago do ladrão e depois rodopia e desfere um chute diretamente na cara do safado.

Aquilo faz com que ele caia no chão por um breve momento, ele se levanta correndo para cima de Pedro, o agarrando na parte da cintura. Ele levanta Pedro e tenta joga-lo contra o chão, na mesma hora Yusuke toma coragem e arremessa uma pedra diretamente no rosto do ladrão que machuca seu olho esquerdo.

O ladrão em seguida corre para cima de Yusuke que não consegue reagir a tempo e é derrubado pelo mesmo, assim começa a receber vários golpes enquanto Pedro estava se levantando ainda. Yusuke então começa a usar os braços como meio de defesa. Porém não foi preciso por muito tempo já que Pedro chegou rapidamente e desferiu um chute no lado esquerdo do ladrão que estava abaixado batendo no garoto.

Enquanto isso Marcos e Gui estavam fugindo dos outros dois ladrões que estavam perseguindo-os por dentro da escola. E correr com aquelas roupas chiques era extremamente difícil para eles.

Gui: VAI VAI! Eles passam praticamente derrapando seus tênis na parede para conseguirem mais velocidade, virando as curvas da escola e finalmente chegando no corredor das salas de aula.

Foi então, enquanto estava escondido, que Marcos se lembrou do que o senhor da limpeza havia contado para ele no intervalo.

“Meu jovem, uma curiosidade sobre essa escola é que quando foi construída a muitos anos, haviam sérios problemas de encanação por todos os lugares do prédio, a grande maioria deles foi corrigido. No entanto, esse corredor em especifico sempre está húmido por conta do problema daquela época. Se por algum acaso molhar esse piso, ele levara em torno de dois dias para secar e se tornara extremamente derrapante.

Marcos: É isso!

Marcos chama a atenção do ladrão que o estava perseguindo, ele corre atrás de Marcos que vira o corredor com toda a velocidade e cuidado possível, e lá estava, era a oportunidade perfeita. Ele passa pelo lugar molhado do corredor.

O ladrão que vinha atrás escorrega no piso e vai escorregando até a escadaria que leva ao primeiro andar. Ele cai de degrau em degrau batendo o rosto até chegar ao primeiro andar causando um grande barulho.

Nesse meio tempo, Pedro e Yusuke se reencontraram com Ryuji e acharam Gui desmaiado depois de ter batido a cara na parede do banheiro por acidente.

Eles juntam os três ladrões inconscientes, amarram os mesmos e acionam a polícia para o local.

Depois de muitas e muitas explicações do que estava acontecendo. A policia libera os jovens, que depois daquilo decidem sequer voltar para a festa, eles vão direto para a casa dormir, e deixam Raul no jantar.

FIM DO CAPITULO 1.

Notas finais
Assim que possível posto o capitulo 2, espero que tenham gostado. qualquer comentario é bem vindo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.