Warm

1 Capítulo único — Warm.


Notas iniciais
Então, eu ainda não superei o capítulo, mas aqui está a drabble. askjflakjsçdkEu ainda tô chorando feat sofrendo, socorro, gente.

Capítulo Único — Warm.

A neve continuava a cair sem qualquer piedade. Seu olhar se focou na azulada parada em sua frente, dotada de uma expressão triste enquanto os brilhos de seus olhos eram escondidos pelas lágrimas que passavam a inundá-los, sem que ela sequer tentasse escondê-las. Enquanto o mago mal conseguia acreditar nas palavras que estava ouvindo.

— Não tem o direito de amar o Gray-sama... Juvia matou seu pai.

Enfim, ela confirmou, mesmo que erroneamente. Não havia sido culpa dela. Seu olhar, por fim, voltou-se novamente para a azulada imóvel, exceto pelas lágrimas que continuavam a rolar sem pudor. Não sabia exatamente o que deveria sentir perante àquela situação. Raiva, ódio, angústia, agonia, todos aqueles sentimentos não faziam sentido naquele momento, embora tivesse a certeza de que devesse senti-los, já que se tratava da morte de seu pai. Era doloroso. Tentou fazê-lo, mas não conseguia, não quando se tratava dela. Raiva, ou qualquer coisa do gênero, certamente, não se enquadrava no que sentia por Juvia. E, embora fosse orgulhoso em excesso para admitir, ele a amava. Não conteve-se em fazer a primeira coisa que lhe veio a mente, em um ato de impulsividade, aproximando-se dela e passando a segurá-la, tendo certeza de que, a primeira vista, tinha a assustado, mas logo, toda aquela impulsividade tornou-se um abraço. Gray só precisava de conforto.

— Obrigado. — Murmurou o mago de gelo, ainda agarrado a Juvia.

Então, seus soluços se tornaram mais altos, à medida em que apertava-se em seus braços. E, de repente, tudo o que podia ser ouvido em meio aos soluços vindos de ambos, eram murmúrios de pedidos de desculpas.

A mente de Gray, rapidamente, foi invadida por pensamentos simples, mas ao mesmo tempo, preciosos. A neve que ele tanto amava não era capaz de fazê-lo se sentir melhor naquela situação. Não era nem mesmo capaz de confortá-lo. Naquele segundo, ele teve a certeza de, pela primeira vez em muito tempo, ou talvez, pela primeira vez na vida, se sentir aquecido. O mago de gelo sentia-se aquecido. Surpreendentemente, por um simples abraço. Ou melhor, por estar nos braços de Juvia.

— Você é quente... — Foi tudo o que ele disse.

Mas, a julgar pela situação seguinte, lhe pareceu o suficiente. Não só para ele, mas também para Juvia, e novamente, o ambiente foi tomado pelo silêncio. Não era incômodo, tampouco constrangedor. Era confortante. Tanto para ele, quanto para ela. Era aquecedor.

Notas finais
Obrigada por ler, espero que tenha gostado e me desculpem pelos erros, eu ainda estou meio alterada. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!