War
1 Prólogo
Notas iniciais
Essa budega foi escrita no celular num momento de muita nóia após jogar Resident Evil 4 e beber muito toddynho, por tanto me perdoem previamente pelos futuros erros do corretor do teclado. Anyway, enjoy.
“No final, Luke estava certo.”
Pensou Annabeth ao ver seu marido dar seu último suspiro com a cabeça deitada em seu colo. O corpo geralmente rígido e cheio de energia, de repente amolecera sobre seus braços. Olhos antes verde mar, agora opacos, rosto antes sorridente, agora tinha leves rugas de preocupação , onde antes havia o braço direito, havia apenas carne carbonizada. Percy Jackson, 22 anos, seu marido e futuro pai do agora era apenas um grande emaranhado de células, jazia morto em seus braços. As lágrimas que rolavam pela face de Annabeth não eram de tristeza, eram de raiva. Raiva de todo o Olimpo, inclusive sua mãe. Acariciava ternamente o rosto sem vida do amado. E agora? O que seria dela é desse pequeno ser que cresce em suas entranhas?Tudo estava em preto e branco. Não conseguia escutar nada, nem o ruído contínuo da máquina que monitorada os batimentos cardíacos do então falecido. Via com sua visão embaçada pelas lágrimas, seus amigos compartilhando de sua dor. Frank chorava abertamente com as mãos atrás da cabeça, Jason escondia o rosto vermelho no pescoço de Piper que murmurava palavras de consolo que pareciam ser mais pra ela que pra Jason, Clarisse tentava quebrar o vidro da janela do recinto com a testa e gritava palavras de puro ódio, Grover estava da cor de leite em pó com os olhos vidrados e sem reação se não cair de joelhos perante a dor.Viu Hazel entrar no recinto afobada e com uma pequena caixa em mãos. Annabeth conseguiu ler o garrancho da frase e seu coração falhou uma batida.“Para quando o mar soprar sua última onda.”–---------₩₩₩----------Nico queria bater na cabeça de Will com uma clava, amarrado, prende-lo em uma caverna e nunca mais deixá-lo sair. Era tão simples na pré-história. Mas nãaaao! Tinha que estar na modernidade onde se fizesse isso ficaria no mínimo um mês sem transar! Nico suspirou cansado. Mesmo que tivesse coragem para fazer tal coisa, amava Will demais para impedi-lo de tomar suas próprias escolhas. Mesmo que o ferisse profundamente com as mesmas.Lá estava. Nico di Angelo, apoiado na varanda de sua casa de cueca e partilhando da mesma indignação do cachorro de seu companheiro. Era de noite, o céu estava escuro. Sem nuvens, sem vento, e sem lua. Nico se sentia traído. Fora ele quem mais de sacrificara para que chegassem ali. Largou sua responsabilidade com o exercito e com Percy. Comprou a casa de campo que Will sempre quis. Trocou seu “emprego”, não que Will achasse que o que fazia era um emprego. Até comprou o raio do cachorro que Will quis! Mesmo que o pequeno monstro comesse todos os seus pares de chinelos. Por Will.“Falando no diabo aparece o rabo” pensou Nico ao ver Will saindo da rústica casa. Ele tinha o semblante abatido. Nico sabia que era por sua causa. Desde que Will anunciou sua partida, Nico não dirigiu sequer uma palavra a ele, nem mesmo dormir na cama de casal mais fazia. O famoso “gelo”. Will estava levemente pálido, uma mochila nas costas, uma roupa de quem vai fazer uma longa viagem e... Deuses! Ele estava lhe provocando! Estava usando o cordão que Nico lhe dera ao completarem um ano de namoro. Will se virou para Nico e se aproximou. O cachorro latiu, parecendo tão chateado quanto Nico mas preferindo não expressar isso com o mesmo voto de silêncio. “Perto demais” pensou Nico ao sentir a barba de alguns dias roçarem em sua pele. Empurrou Will e saiu pisando fundo. Sentia raiva. Will nunca deixava a barba por fazer. Falhou um passo a soluçou ao perceber que poderia ter negado o último beijo deles. Balançou a cabeça tentando espantar tais pensamentos. Não! Se negava a pensar que seria o último beijo de ambos. Will iria voltar da guerra. Não iria?Foi em direção ao seu rebanho de gado. Debruçou na cerca do pasto e faz um leve carinho na orelha de um dos animais. Aquela guerra não era deles! Nico recusou-se a ir pra lá para ficar perto do Solace, para protege-lo. Agora o outro mergulhava de cabeça na guerra com o argumento de que não podia ficar parado sabendo que podia fazer algo pelos amigos combatentes e não o fez.O rebanho se agitara repentinamente e grito foi cortado antes de seu início. Nico olha para a direção da casa a cem metros do pasto e pasma ao ver a cena.“Não! Não! Não! Como eles chegaram aqui?! Como descobriram esse lugar?! Eu mesmo coloquei a névoa aqui!”O pânico lhe impediu de reagir de imediato. Will com o corpo mole, e possivelmente sem vida era levado para dentro de um furgão por homens inteiramente vestidos de preto. Na lataria do furgão, também preto, lia-se: CDC.Num surto de realidade, Nico sai correndo desarmado e de samba-canção assobiando por reforço. Um sheepdog sai ironicamente do meio do gado e tenta acompanhar o passo do dono. O bulldog de Solace tenta fazer o mesmo mas é impedido por um tiro que encerra sua vida. O furgão é fechado e dá a partida sem muito ligar para a inútil perseguição de Nico. Enquanto Nico corre seu sheepdog se transforma lentamente em um cão infernal, mas sendo apenas um filhote não conseguiu correr muito mais. Nico persistiu por longos quatrocentos metros até perder de vista o furgão por entre as planícies dos campos. Ele cai de joelhos no asfalto. Recordando do pedido do beijo que ele negou ao loiro.
– Alguém...- ele soluça com lágrimas vindo aos olhos -DEVOLVE O MEU WILL!_____₩₩₩_____A figura encapuzada mostrava não se incomodar com o frio apesar do peito nu. A capa negra balançava ao vento, lobos uivavam ao longe, e o barulho de máquinas trabalhando na fábrica ao lado do penhasco onde a figura se encontrava era ensurdecedor. O homem olha para o coto que um dia foi seu braço esquerdo, lembrando-se da promessa que fez a anos. Ele podia até se acostumar com a dor, mas ela continuava lá. Viva e pulsante como a queimadura que era. Olhou para o céu sem nuvens. Desgraças acontecendo a todo o canto e tempo, e ele com seu fantasma de impotência e agonia. Riu debilmente.– O jogo apenas começou.
Notas finais
Se eu decidir continuar com essa joça, poetarei de mês em mês.
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