Wanted Dead Or Alive
12 Capítulo 11 - Algo pra chamar de meu
Notas iniciais
Me desculpem a demora. Prometo postar regularmente como antes... estou atolada nas provas, então...
Mas espero que curtam. E deixem seus reviews pra eu saber o que vcs estão achando da história.
Beijos
Mas espero que curtam. E deixem seus reviews pra eu saber o que vcs estão achando da história.
Beijos
Todos se reuniam em torno da mesa, fumando seus charutos, bebericando seus uísques. Alguns jogando poker, outros divagando, esse seria o caso de Don Daniel, pra falar a verdade. Ele temeu esse momento por muito. Muito, muito tempo. Bocejou novamente, afinal passara a noite em claro. Sr. Cunha foi outro que não dormiu essa noite muito bem. Alicia podia ser uma traidora, assassina, ladra ou qualquer outra palavra que você quiser escolher. Mas ali mesmo, naquele núcleo podre onde passara parte de sua jovem vida, ela fez amigos, tudo o que esses dois caras mais queriam, era ter que pular essa parte. Mas era inevitável.
Quando todos estavam na sala mal iluminada, inclusive Stefano, ou melhor Franco, Don Daniel começou a falar, pra terminar com aquilo de uma vez por todas. Foi aí que ele se deu conta de uma coisa... Giovanni não estava presente.- Buona Notte, signores. Vamos começar a nossa votação. – ele disse.- Mas falta o Giovanni – lembrou alguém.- Não podemos esperar a noite toda. Faremos sem ele.- Alguém sabe da localização daquele idiota meio gay? – um dos capôs perguntou. De uma forma ou outra, todos sabiam que tinha algo errado ali.- Não. Ele não dá notícias nem atende o celular.- Idiota. Bom, vamos começar mesmo assim, cuidarei dele depois. – disse Don. – Primeiro, o juramento de dizer e fazer a verdade mesmo que seu coração peça pra você fazer o contrário. Pensar primeiro na Organização à qual dedicamos nossa vida, independente dos laços que aqui criamos. – continuou Don. Na verdade, esse juramento ele fazia para ele mesmo, pra se convencer de fazer o que a razão pedia, e não o coração.- Nós juramos fazer e dizer somente a verdade e a justiça, de acordo com a Organização a qual dedicamos nossa vida independente dos laços que aqui criamos. – repetiram todos em coro.- Podemos começar. Quem vota a favor do extermínio de Alicia, condenada por não manter a discrição que nossa Organização requer e por falta de vigilância, quase pondo em risco o segredo de nossas vidas?Todos levantaram as mãos. Até mesmo Don e Cunha se forçaram a levantar a mão.- Por unanimidade, Alicia será exterminada hoje por um de nossos homens. Quem se habilita?Quase todos levantaram a mão, menos o Don, Cunha e, por incrível que pareça, Franco.- Franco, você disse que tem grandes habilidades com armas, não é mesmo?- Sim, Senhor. Foi uma das coisas que meu pai fez questão de me ensinar.- Então você é o escolhido pro extermínio.- Eu? Tem tantos outros que querem ou podem ser até melhores que eu...- Você não tem nada pessoal com ela. Vai apenas cumprir seu trabalho como se fosse qualquer outro.Hahaha. Chegava a ser irônico. Daquela sala, ele era o que mais tinha algo pessoal com ela, mesmo que ela não saiba... Mas a verdade era que Stefano estava gostando de ter sido o escolhido.- Tudo bem, senhor.- Pode se dirigir ao apartamento dela, nesse endereço.- Sim senhor. Amanhã receberá notícias.- Perfetto.-----------------x-----------------Quando Alicia abriu os olhos e viu o sol à pino lá fora, viu que tinha dormido demais. Mais de 24 horas, na verdade. O cansaço realmente a pegara de jeito, afinal, passara mais de três noites sem dormir. Levantou-se lentamente e viu Giovanni jogado no pequeno sofá do quarto que eles pegaram no hotel tão simples. Aproveitou e foi tomar banho, se acostumar com o novo visual, com o cabelo curto e as novas roupas. Quando terminou de se arrumar e olhou-se no espelho, não conseguiu ver nada da antiga Alicia ali. Valentina era uma garota muito descolada, vestindo uma camiseta de rock ‘n roll, shorts jeans e muito lápis preto no olho, coisas com as quais a antiga amante da alta costura jamais sairia na rua normalmente. Deixou os cabelos pretos curtos presos num rabo de cavalo e finalizou com um gloss transparente. Saiu bem satisfeita dos banheiro, com sua nova personalidade.- Acorda logo, seu molenga. Temos muitas coisas pra fazer. – ela gritou com Giovanni.- Nem aqui você deixa de ser mandona, hem? – ele disse com voz de sono.- Alguém precisa manter a ordem aqui, meu amigo. Vá se arrumar bem rápido, Pietro, que eu estou morrendo de fome.- Sim senhora, capitã.- Cala a boca. – disse sorrindo. – E ah, acho que nós devíamos começar a nos chamar por Pietro e Valentina, antes que cometamos qualquer gafe em público.- Sim maninha.Ela riu e ele foi tomar banho. Alicia pegou seu notebook e entrou no programa que dava acesso aos e-mails pessoais dos mafiosos. Ela, antes, tinha praticamente se esquecido da existência daquele programa que ela, com a ajuda de Paolo criara há tantos anos, tentando bisbilhotar a vida dos homens da Máfia. Na época, uma brincadeira de criança, agora, um artefato que poderia lhe salvar a vida além de mantê-la informada. Acessou primeiro a conta de Alvaro, seu maior carrasco e o cara que ela mais odiava naquela organização. Ele trocara vários e-mails com Lucca, falando sobre Alicia, e chamando-a de cada nome terrível... No último e-mail, trocado à menos de vinte minutos, Alvaro comentava com Lucca que Franco não encontrara Alicia em seu apartamento para a aniquilação. Agora tentariam juntar fatos para encontrá-la custe o que custar. Estava indo acessar o e-mail de Paolo, quando Giovanni saiu do banho, todo arrumado como Pietro. Ela desligou o computador rapidamente e os dois desceram para tomar café da manhã e conhecer o novo lar.
-------x---------Stefano tomava outro porre no seu pequeno apartamento. Claro que sabia que não encontraria Alicia no apartamento na noite anterior, mas ele tinha aquele fundo de esperança, aquela história dentro da mente, na qual ele iria para mata-la, confessaria seu amor, os dois forjariam a morte dela e eles podiam viver uma linda história sem todos esses mafiosos babacas. Mas a realidade era pior que isso. A realidade era que ele era um tremendo falsário numa organização perigosa.
Fale com o autor