Wanted

16 Chapter 12 –– I'll stand up with you forever +18


Notas iniciais
PARABÉNS, TANTANTAAAAAAAN. Então, hoje, dia 14/04/2014 é aniversário de UM ANO de Wanted!!!!!1111!!!! ~dança~ Um longo ano, ao lado de pessoas maravilhosas, que me fizeram ter momentos emocionantes, que me fizeram crescer como autora e como ser humano, e acompanhados de uma história que mudou muito em mim, de todas as formas possíveis. Eu só tenho a agradecer, e pedir desculpas por todos os atrasos, e agradecer mais uma vez. Além de dizer que eu amo CADA UM DE VOCÊS com todo o meu coração mole de autora apaixonada pelos leitores. No mais, um pequeno aviso: esse é o penúltimo capítulo da Fanfic ~todos chora~ MAS NÃO SE DESESPERE, CLODOVIL, porque a segunda temporada vem aí! Já com quase dois capítulos prontos, eu prometo muita aventura e azaração num clima de aventura e azaração e pera (?) Um muito obrigada a: MandinhaBia e Inori Dragneel por terem comentado no capítulo anterior. No mais, boa leitura. Qualquer erro, me avisem nos reviews. P.S: como avisado no título, contem Hentai ^^

“Quando eu vejo seu sorriso
Lágrimas escorrem por meu rosto e não posso fazê-las voltar
E agora que eu sou mais forte descobri
Como esse mundo se torna frio e rompe completamente minha alma
E eu sei que descobrirei bem no fundo que poderei ser o único”

Era verão, ainda que chegando ao fim.

A temperatura havia subido bruscamente, para os padrões frescos de Magnólia, e ficar em casa se tornava uma tarefa complicada. Mesmo que meu corpo e minha mente não quisessem ao menos levantar da cama de manhã, o calor se instalava tão rápido pelos cômodos que permanecer ali virava uma tortura. E, também, nos últimos dias, alguém simplesmente me fazia sair daquele enclausure.

Havia se passado algum tempo –– três meses, para ser mais específica –– desde a minha recuperação física, e a mental caminhava a pernas bambas procurando a luz no fim do túnel. Mas, ainda assim, eu tinha o coração acalentado pelo calor do amor de Natsu. Era a ele que eu me agarrava quando as coisas pareciam desmoronar sobre os meus ombros; era nele que encontrava o apoio necessário quando meus joelhos falhavam sob o peso da dor.

Natsu estava me salvando da minha própria escuridão.

O sorriso dele era a luz no fim do túnel que eu tanto buscava.

­­­­“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

___xxx___

–– Se você não calar a boca agora, gato maldito, eu juro que acabo com você. –– Rosnei, colocando a mão sobre os olhos. O Sol que incidia sobre Magnólia naquela manhã estava tão absurdamente forte que mal se podia caminhar pelas ruas sem acabar queimado.

E, exatamente em um dia desses, Natsu decidira fazer uma “missão comemorativa”.

–– Natsu, –– choramingou o Exceed, voando para os ombros do Dragon Slayer. Bufei, revirando os olhos, sabendo que ele estava a ponto de queixar-se. –– a Lucy estranha está me ameaçando.

–– Não ameace o Happy, Lucy estranha. –– A apesar de ter meu olhar furioso fuzilando-o, Natsu segurou delicadamente minha cintura e, com cautela, puxou-me para perto de si. Arquejei, sentindo todo meu corpo se aquecer de uma forma gostosa. Ainda rindo baixinho, ele dirigiu os lábios ao meu ouvido e depositou um beijo estalado na região, antes de sussurrar –– Você fica muito sexy irritada, sabia?

–– Natsu... –– Murmurei, tendo certeza do rubor chamativo em minhas bochechas. Impedindo-me de desviar, segurou meu rosto até que nos encarássemos. Por um momento, eu senti o chão sumir sob meus pés e precisei me agarrar a ele, porque minhas pernas bambearam de imediato. Aquele par de ônix me puxou, envolveu e prendeu em um feitiço tão intenso que o mundo havia se tornando insignificante naquele momento. –– Eu ainda estou brava com você. –– Resmunguei, embirrando, logo em seguida afundando o rosto no peito largo de Natsu. Eu não conseguia conter o sorriso bobo que queria surgir em meu rosto. Apesar de tudo, ele fazia com que a felicidade me envolvesse por completo; qualquer espécie de dor era pequena se comparada aos sentimentos que me invadiam por causa dele.

Natsu gargalhou e bagunçou meus cabelos, puxando-me pela mão até um banquinho ao redor da praça. Surpresa, avistei Wendy, Charles, Levy, Gajeel e Lily. A baixinha de cabelos azuis acenou animadamente em nossa direção, e, correndo, Natsu me levou até eles.

–– Natsu, –– Happy, manhoso, sentou-se sobre a cabeça de Natsu e apontou para o grupo, um olhar pidão surgindo em seu rosto. –– eu posso ir com eles? A Charles me quer por perto.

–– Eu nunca disse isso, seu gato idiota! –– A Exceed retrucou, irritada. Happy apenas dirigiu-lhe um olhar apaixonado. Ai, o amor felino.

–– Por favor, Natsu! Por favor, por favor, por favor. –– Implorou um pouco mais, vendo que seu dono tendia a discordar. Decidi intervir a favor daquela bola de pelos que só fazia me tirar do sério.

–– Deixe-o, Natsu. Nós conseguimos nos virar sem ele, não é? Deixe-o ficar perto da Charles.

Happy enterrou-se em meus peitos, choroso, murmurando coisas como “A Lucy estranha é legal” e “Lucy, você agora é minha deusa superior”. Oh, céus.

–– Tudo bem, tudo bem. –– Por fim, o Dragon Slayer acabou cedendo. Feitas as recomendações para que Happy não atrapalhasse a missão, o grupo seguiu viagem, me deixando com um Natsu emburrado para trás.

–– Ora, Natsu, vai ser bom para ele. Não precisa ficar desse jeito.

–– Eu nunca fiz uma missão sem o Happy, Luce. –– Choramingou, colocando a cabeça em meu ombro e soltando a respiração.

–– Para tudo há uma primeira vez. Agora vamos, quero voltar antes do anoitecer; a meteorologia matinal disse que talvez caísse uma chuva daquelas à noite.

Ele assentiu e nos colocamos a caminho de um pequeno distrito de Fiore, onde uma das aldeias vinha sendo constantemente atacada por monstros que, de acordo com o que acreditavam, se escondiam nos confins de uma densa floresta. Nossa missão era aniquilar todo e qualquer tipo de ameaça à segurança dos aldeões.

O percurso foi silencioso. Vez ou outra trocávamos alguma dúzia de palavras, mas nada que passasse disso. Apesar de tudo, não era desconfortável o clima que pairava entre nós. Natsu parecia perdido em pensamentos, e eu me concentrava na paisagem do esvanecer do verão. O calor diminuíra um mínimo, no entanto, uma brisa fresca soprava, refrescando toda aquela temperatura exorbitante.

Chegando ao destino, Natsu procurou o chefe da aldeia, quem havia feito o pedido à Fairy Tail e, explicada a situação com mais detalhes, encaminhamo-nos à mata fechada.

A floresta era levemente escura, entretanto, não chegava a causar medo; era um local de clima ameno. O único grande problema era sua extensão que parecia nunca ter um fim. Após termos andando o que pareceram ser horas, Natsu começava a se irritar. Apesar de ser densa em vegetação, eu podia ver por entre algumas folhas o despontar da noite, com o Sol morrendo aos poucos.

–– Natsu, está escurecendo. O que faremos? –– A luminosidade dentro da floresta ficava cada vez mais precária e, se não fosse pela visão apurada de Dragon Slayer de Natsu, provavelmente estaríamos perdidos.

–– Eu sei, Lucy. Mas eu já senti o cheiro deles. Fique aqui, resolverei isso em menos de meia hora. –– Deu-me as costas para adentrar o perímetro, berrando por sobre os ombros. –– Não saia daí!

Suspirei, observando-o se tornar pequeno conforme se distanciava. Odiava ficar para trás, mas naquela situação eu provavelmente apenas atrapalharia. Procurando não tropeçar nas raízes, sentei-me à base de uma das gigantescas árvores. Encostei a cabeça ao tronco e fechei os olhos, me deixando ser embalada pela brisa suave e pelos sons da natureza. Com o passar dos minutos, fui vencida pelo cansaço da viagem e me deixei levar por um sono profundo.

___xxx___

“Tudo bem, tudo bem, tudo bem
As estações estão mudando
E as ondas se quebrando
E as estrelas estão caindo todas por nós
Os dias aumentam e as noites diminuem
Eu posso te mostrar que serei o primeiro”

Havia água. Muita água. E alguém me chacoalhando pelos ombros insistentemente, enquanto chamava meu nome. O volume de água parecia aumentar cada vez mais e a voz que me chamava se assemelhava à de Natsu.

Meus olhos se abriram em um rompante, assustados, enquanto o rosado me protegia da chuva torrencial com o próprio corpo. Estávamos no mesmo lugar de antes, enquanto a água caía ensandecida sobre nós.

–– Natsu! Me de-desculpe, eu acabei co-cochilando. –– Ele apenas riu e retirou o colete que sempre usava. Colocou-o sobre mim e me pegou no colo, caminhando floresta adentro. –– Para onde estamos indo?

–– No caminho de volta para cá, eu vi uma pequena cabana de madeira abandonada. É o único refúgio que temos até que essa tempestade passe. É perigoso demais ficar aqui fora. –– Apressando o passo, em menos de dez minutos havíamos chegado à porta da tal cabana, que não estava trancada, mas parecia emperrada. Natsu forçou-a um pouco e então conseguimos entrar. O lugar estava realmente abandonado, não possuía cômodos, apenas uma divisória de bambu entre o que parecia ser a sala/quarto e algo que lembrava um banheiro. Não havia colchões, apenas esteiras, também feitas de bambu, enroladas em um canto. Além da luz amarelada precária, Natsu encontrou algumas velas pequenas e as acendeu, dando um pouco mais de claridade ao local. Nada muito significativo, de qualquer forma.

–– Você está bem? –– Perguntou-me, enquanto eu estendia as esteiras no chão. Por haver quatro, pude colocar duas para cada um. Assenti, soltando um risinho fraco pelo canto dos lábios.

–– Um pouco molhada, mas ficarei bem. –– Suspirei, estremecendo quando a brisa soprou sobre minha pele molhada. O frio me arrepiou da cabeça aos pés. Ah, que maravilha, um resfriado era tudo o que precisava. –– Vamos, deite-se. Essa chuva não vai passar tão cedo. Talvez precisemos ficar até o amanhecer.

Deitamo-nos sobre as esteiras, um virado de frente para o outro. Sob a penumbra, Natsu se tornava ainda mais lindo e seus olhos pareciam brilhar com mais intensidade com a luz das chamas por perto. Mordi os lábios, tanto pelo frio quanto pela vontade de tocá-lo. Meu corpo tremia demais, e eu sentia a ponta de meus dedos absurdamente gélida.

–– Luce, seus lábios estão roxos de frio. Venha cá, me deixe te abraçar. Vai te aquecer. Se não você vai acabar tendo hipotermia. –– Murmurou, aproximando nossas esteiras e me puxando para perto. Aconcheguei-me em seus braços, apesar de ter a cabeça dando voltas. Por Deus, esse maldito medo não me abandonava. Eu não conseguia me ver livre da angústia e da desconfiança, e com elas vinha o pavor.

Não fui capaz de conter as lágrimas. Eu havia passado mais de quatro meses sem ter essa proximidade com Natsu, e havia me feito falta. Ainda assim, minha mente queria repeli-lo, afastá-lo, enquanto meu corpo clamava por ficar ali, segura, protegida dos males do mundo. Aquela dor era insuportável.

–– Ei, ei, por que você está chorando, Luce? –– Apavorou-se o rosado, erguendo meu rosto e enxugando as lágrimas desenfreadas com o polegar.

–– E-eu... E-eu me odeio, Natsu. Eu odeio tu-tudo isso que eu estou sentindo ag-agora.

–– Por Deus, Lucy, o que está havendo? –– A aflição em seus olhos me causou um bolo na garganta e eu quase não fui mais capaz de falar.

–– Eu quero tanto ficar perto de v-você, mas a voz na minha cabeça quer te afastar, te repelir. Ma-mas eu não quero, Natsu. Eu quero você aqui, comigo, para sempre. –– Funguei, fitando nossas mãos que ele havia entrelaçado. –– Eu quero poder te amar como você me ama, com a mesma intensidade. Eu quero continuar sendo amada por você, Natsu. –– Encarei fundo em seus ônix expressivos, tentando fazê-lo entender a avalanche de sentimentos que transbordava em mim naquele momento.

–– Eu vou te amar para sempre, Lucy. A cada segundo, cada minuto, cada instante da sua vida eu vou estar te amando, não importa o que aconteça. Eu vou ficar do seu lado, por mais que você me afaste. Vou sempre voltar para você, porque você sabe que eu sou seu. –– Aproximou nossos lábios, até ficarem separados por um roçar delicado. –– Assim como você é só minha.

“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

Engoli a seco e, contendo o ímpeto de me afastar, permaneci na mesma posição. –– Eu posso te beijar, Lucy? –– Perguntou, parecendo sofrer cada vez mais com a situação. Respirando fundo, fechei os olhos e assenti devagar.

Eu pude sentir o paraíso com a ponta dos dedos quando Natsu me beijou. Os anjos cantaram para mim quando seus lábios se deitaram sobre os meus, delicados e macios. Sua mão acariciava meus cabelos, enquanto a outra segurava meu rosto com suavidade. E, ao permitir a passagem de sua língua, eu juro ter tocado o céu.

Dirigi minhas mãos trêmulas aos fios róseos, tentando trazê-lo para mais perto de mim. O mundo parecia dançar conforme nossa música; o som da chuva havia se tornado uma melodia gostosa, no compasso do movimento de nossos corpos, em sincronia. Puxando-me pela cintura, Natsu colocou-se sobre mim e partiu o beijo, descendo os lábios, vagarosamente, pelo meu pescoço. Alcançou o lóbulo de minha orelha e mordiscou-o, arrancando um arfar sôfrego meu.

–– Lucy, –– sussurrou ao pé de meu ouvido, seus dedos massageando minha cintura, fortes e precisos. –– a qualquer momento que quiser que eu pare, é só falar, tudo bem? –– Apenas suspirei, assentindo quase imperceptivelmente.

Seus lábios ágeis percorreram, tão cálidos, minha pele arrepiada, oscilando entre o pescoço e a clavícula, enquanto as mãos trabalhavam em minha roupa encharcada, sendo a blusa a primeira a ser retirada, vagarosamente. O frio começava a se dissipar conforme Natsu transferia o calor quase febril de seu corpo para o meu e eu me desesperava, agarrando seus cabelos macios, tentando aliviar as estremecidas loucas.

Natsu, erguendo seu olhar intenso em minha direção, lambeu a região exposta de meu baixo ventre, causando espasmos tão ensandecidos a me percorrerem que meu pulso aumentou consideravelmente. Com o coração batendo feito louco dentro do peito, chamei seu nome, bem baixo, talvez de uma forma inconsciente. Ele me fitou, mordendo o lábio inferior antes de avançar sobre minha boca e tomá-la em um beijo cheio de promessas. Diferente dos demais, aquele estava sendo mais calmo, ritmado e recheado de tanto amor que quase o tive transbordando pelos olhos, mas me contive.

–– Eu te amo tanto, Lucy. Tanto, tanto, tanto. –– Sua testa estava colada à minha e ele falava baixinho, deixando nossos lábios se roçarem de leve. Sorri com as palavras e assenti, beijando-o novamente. Nossas línguas dançaram como as velhas amantes que eram e eu trouxe seu corpo para mais perto do meu, abraçando suas costas com tudo de mim. Queria que ele fosse capaz de sentir meu coração acelerado, e todo meu amor por ele emanando.

–– Me faça sua, Natsu. –– Sussurrei quando nos separamos, tentando passar, através do olhar, o pouco de convicção e segurança que eu conseguira reunir naquele momento. Ele fechou os olhos e suspirou, sorrindo de canto. Quando me encarou novamente, senti todos os meus medos se esvaírem como se levados pela brisa da noite. Todas as minhas barreiras estavam desmoronando como castelos de areia. Eu sabia que agora possuía uma fortaleza em mim, graças àquele Dragon Slayer.

Lá estava ele, novamente, afugentando meus demônios.

“Por que você é, você é, meu verdadeiro amor, de todo meu coração
Por favor, não o jogue fora
Por que eu estou aqui por você
Por favor não se vá
Por favor diga que você vai ficar, ficar”

Com agilidade, enquanto seus beijos desciam por meu colo, Natsu abriu o sutiã e, respirando fundo, abocanhou um dos seios. Sem saída, joguei a cabeça para trás e arqueei o corpo, tampando a boca com o punho para conter os gemidos tímidos. –– Eu quero ouvir você. –– Sentenciou, pegando minha mão com delicadeza e beijando-a, antes de voltar a se focar em meus seios. Seus dedos trabalhavam em minhas coxas, fazendo o caminho até debaixo da saia e voltando. Os arrepios eram descontrolados e a ansiedade aumentava, a cada ponto de mim que ele se propunha a explorar. O trabalho de sucção que sua boca exercia me causava um torpor delicioso. Eu estava enlouquecendo aos poucos.

A língua circundou meu umbigo e eu arquejei, estremecendo nos braços do rosado. Sem conseguir me conter, finquei as unhas curtas em seus ombros quando suas mãos hábeis retiraram minha saia e a calcinha se esfarelou com toda a ânsia que o dominava. Meu corpo havia se aquecido, mas, ainda assim, nenhum calor se comparava ao que emanava de Natsu: ele estava ardendo em febre e queria me fazer pegar fogo junto. Arqueei-me mais uma vez ao senti-lo tocar minha intimidade com os dedos ardentes, estes sendo, logo em seguida substituídos por uma língua ávida e precisa.

Agarrei seus cabelos, soltando seu nome em meio a algumas palavras completamente desconexas, misturadas a gemidos que se elevavam de volume conforme ele intensificava a precisão das carícias em meu sexo. Arfando e suspirando, cheguei a implorar por mais quando ele movimentou dois dedos para dentro de mim. Meu quadril se mexia inconscientemente, instigando-o cada vez mais. Eu via o ápice se aproximar, palpável, enquanto minha sanidade acenava em despedida para bem longe.

–– Na-Natsu, –– Arfei, trazendo-o para cima pelos ombros, beijando-o de forma sôfrega e desesperada. –– eu pre-preciso de você.

Ele grunhiu, contendo-se o máximo que conseguia, mas a fera dentro de si rugia ensandecida atrás de libertação. A bermuda que vestia, rapidamente, foi parar em um canto qualquer e, com delicadeza, Natsu separou minhas pernas, colocando-se sobre mim. Com o peso do corpo apoiado sobre os braços musculosos, –– os quais eu deixei minhas mãos, lentamente, percorrerem, sentindo cada músculo, até alcançarem os ombros, onde me agarrei –– foi cauteloso ao se colocar dentro de mim. Eu senti sua extensão me preenchendo por completo e talvez aquela fosse, de longe, uma das sensações mais alucinantes e deliciosas que eu poderia vir a sentir. Por instantes, esqueci do mundo, das horas e até de meu próprio nome.

“Me use como você quiser
Me persua sutilmente só por emoção
E eu sei que ficarei bem
Embora meus céus se tornem cinza”

O rosado esperou alguns segundos até que eu mexesse o quadril, permitindo seus movimentos. A primeira estocada me fez arquear as costas e gemer alto, um rubor absurdo tomando conta de minhas bochechas. Afundei o rosto no pescoço de Natsu, gemendo ao pé de seu ouvido, o que o fez apenas intensificar o ritmo e a força com a qual se enterrava em mim.

Minhas unhas desenharam vergões avermelhados nas costas largas dele, tamanho era meu nível de êxtase. Eu gemia palavras aleatórias, vez ou outra, o nome de Natsu, enquanto ele suspirava com o rosto enfiado na curva de meu pescoço, soltando a respiração ruidosa em minha pele suada e febril. O lugar parecia pequeno demais para o tanto de calor que emanávamos juntos. Nossos corpos se encaixavam com perfeição; escorregavam um sobre o outro em sincronia, como se houvessem sido ensaiados.

–– Eu te amo, Natsu. –– Sussurrei, embolada em minhas próprias palavras, poucos segundos antes de atingir o ápice. O orgasmo se espalhou em mim, fazendo-me revirar os olhos e os dedinhos do pé. Arfando, senti-me ser preenchida pelo clímax de Natsu, logo em seguindo tendo o corpo dele sobre o meu, ambos cansados demais para falarmos.

–– Vo-você... Você está falando sério? –– Ele ofegou, passados alguns minutos, deixando-se cair para o lado, sobre a esteira, e puxando meu corpo para perto do seu. O braço firme ao redor de minha cintura fez todo o mundo se tornar, de vez, um lugar melhor. Nada poderia me ferir.

Assenti, observando-o sorrir como uma criança. A felicidade dele me contagiou e eu mordisquei os lábios vermelhos e inchados que se arreganhavam para mim, encantada.

–– Promete que vai me amar, não importa o que aconteça? –– Busquei em seus olhos o reflexo de mim mesma. Eu podia estar perdida por dentro, mas ali eu me encontrava, segura e sã, protegida por um amor que ultrapassava barreiras.

–– Sempre. Você é só minha, Lucy Heartfilia.

“Nunca deixarei você cair
Eu enfrentarei tudo com você para sempre
Eu estarei do seu lado apesar de tudo isso
Mesmo que salvar você me mande para o céu”

Notas finais
Eu espero que tenham gostado ^^ Deixem um review, se quiserem. Mais uma vez, muito obrigada por me acompanharem esse tempo todo (um ano não é pouco, né?) e por me darem esse apoio que eu amo tanto. Um beijão no coração E até o próximo. Amo vocês