Wanted

5 Capítulo 4


Notas iniciais
Bom, minna, está aí mais um capítulo. Eu, particularmente, amei escrevê-lo *-----------* Pra quem estava esperando por mais NaLu, aí está USHAHSUHAUS ^^

Capítulo dedicado a: Lílian Lívia Martins, Melody, Junio S, Luna Kori, scarletjenny, Megu Rinne e CarolMM. Obrigada, suas lindos e lindos *---------* De verdade, vocês me estimulam com os comentários de vocês :333

Boa leitura ^^

Leiam as notas finais, onegai ^^

“Querida mamãe,

Faz algum tempo que não escrevo para você, mas, entenda, está tudo tão confuso e complicado que mal tenho tempo para mim mesma. Mas, bem, hoje Natsu lembrou-me sobre minhas cartas e uma vontade de desabafar com você bateu. Cá estou.

Bom, mamãe, tanta coisa aconteceu... Lembra-se quando eu escrevia sobre o tigre pelo qual eu estava perdidamente apaixonada: – não que tenha deixado de estar, infelizmente – Sting Eucliffe?! Bem, eu finalmente descobri a verdade mamãe, e se você soubesse o quanto doeu... Descobrir que, durante todos aqueles meses, eu estava sendo descaradamente traída, saber que ele não possuía um pingo de consideração por mim, sem contar as grosserias, as quais eu perdoava, como um cachorrinho submisso a seu dono. Oh, mamãe, como doeu. Minha vontade era sumir da face da terra, afundar em um mundo obscuro, fazer o que quer que fosse para deixar de sentir essa angústia, esse arrependimento, esse aperto desesperador e sufocante no peito. É como se meu coração houvesse sido reduzido à sucata; a meros fragmentos do que um dia já foi. Partido, despedaçado, destroçado, sangrando, chorando, sofrendo: esse é o estado dele agora. Se, naquela noite de Novembro, Natsu não tivesse me achado e resgatado, cuidado de mim, talvez eu não estivesse mais aqui para escrever para você, mamãe.

Natsu vem sendo um amigo bem prestativo, mamãe. Não me deixa ficar sozinha, pois tem medo que eu cometa alguma besteira, algum ato impensado, algo do qual vá me arrepender depois. Sinto-me uma criança mimada com ele por perto. Nunca imaginei que aquele Dragon Slayer bobo, de raciocínio mais lento do que o normal, escandaloso e hiperativo, pudesse ser capaz de cuidar tão bem de mim. Mas algo me aflige: antes de voltarmos para Magnólia, quando ainda estávamos naquela cidade desconhecida, Natsu saiu, à noite, após me fazer dormir, e voltara, no dia seguinte, com alguns cortes no lábio e no supercílio, além de diversos hematomas espalhados pelo corpo. Quando perguntei o que havia acontecido, ele desconversou e tentou me distrair para que eu não caísse aos prantos, novamente – apesar de que isso ainda acontece com certa freqüência; a dor é forte demais, mamãe. Penso que aquele salamander impulsivo possa ter ido atrás de Sting para fazê-lo pagar por tudo – dói-me o coração apenas de imaginar os dois se enfrentando furiosamente. Espero que Natsu não tenha cometido nada preocupante.

E Sting?! Bem, desde o término de nosso “namoro”, eu não o vejo. E, sabe, mamãe, também tento não procurar saber notícias dele. Por mais que me doa a ausência dele, eu estou tentando seguir em frente, ainda que com a alma em frangalhos. Sinto-me violada e incapaz de ser a velha Lucy novamente; as cicatrizes parecem demorar a serem curadas, e é desolador lembrar de tudo que aconteceu. Eu procuro desviar meus pensamentos e me distrair com a Guilda e meus amigos – os quais estão sendo essencialmente prestativos nesse momento; eu não poderia pedir por nakamas melhores.

Sabe, mamãe, o Natal está se aproximando e todos parecem exageradamente animados com isso. Bom, para mim não faz tanta diferença; desde que você se foi, nada mais nessa vida tem o mesmo colorido, a mesma magia, de antes. E, sem papai também, fica ainda mais sem graça. Se encontrar com ele, diga que eu o amo e que sinto sua falta. De vocês dois, obviamente. Oh, mamãe, a vida ainda tão insossa, tão vazia, ainda que eu tenha meus amigos para iluminar meus dias, nada faz sentido sem vocês. Eu sei, já faz anos, mas perder a pessoa amada nunca é fácil. E, agora, Sting também. Diga-me, mamãe, quando a vida deixará de me apunhalar pelas costas?!

Bom, daqui a pouco, Natsu irromperá pela minha janela, berrando sobre estar com fome. É melhor eu comprar algo para minha dispensa, já que ele e aquele gato ingrato fazem o favor de esvaziá-la, praticamente, todo santo dia. Oh, céus, eu ainda vou falir, mamãe. E meu aluguel ainda precisa ser pago. Mavis me ajude! Deseje-me sorte, mamãe.

Espero que esteja tudo bem por aí, nos céus, e não se esqueça de que eu amo você. Como sempre estou morrendo de saudades. É muito difícil não ter você por perto, me abraçando e dizendo que tudo ficará bem. Será que ficará, mamãe?! Eu já não tenho mais tanta fé nisso...

Que as estrelas estejam com você.

Com todo o amor do mundo,

de sua querida filha,

Lucy Heartfilia.”

Lucy selou a carta e guardou dentro da pequena caixa de madeira, juntamente com as outras. Suspirou pesadamente, massageando as têmporas – havia adotado tal hábito na tentativa de aliviar as constantes e preocupantes dores de cabeça. Olhou pela janela para o dia estupidamente ensolarado e límpido, sorrindo brevemente ao sentir o calor dos raios solares afagar suas feições. Havia, afinal, algum conforto em pequenos e simples momentos como este. Pegou suas chaves celestiais, juntamente com as chaves de casa, guardou alguns Jewels no bolso e saiu em direção ao pequeno mercadinho perto de sua residência. Precisava reabastecer sua dispensa antes que certo rosado faminto e seu companheiro azul abusado chegassem.

~#~

Natsu’s POV

Suspirei mais uma vez, tacando outra pedrinha contra a superfície cristalina do lago, observando-a quicar algumas vezes antes de afundar. Mesmo após duas semanas, meu ódio ainda não havia sumido por completo; por isso, em determinados momentos, eu isolava-me em algum canto sossegado, tentando, aos poucos, reorganizar as idéias e pensar com a cabeça, não com os punhos, como Lucy mesmo dizia que eu costumava fazer.

Lucy.

- Eucliffe maldito! – Grunhi, começando a recordar de tudo que Lucy sofrera durante essas semanas, fora todas os outros meses os quais ela chorara em silêncio, sem que nenhum de nós soubesse de suas dores. Eu tinha vontade de acabar com a vida daquele tigre miserável, mas não o fazia por consideração à minha nakama. Ela, com certeza, ficaria muito pior se aquele infeliz morresse. – É só por você, Lucy, apenas por você.

Ah, mas não pense que eu não havia provado do amargo gosto da vingança. Eu saboreara um pequeno pagamento de dívidas, enquanto o bastardo provara o sabor de meus punhos. Nessa vida, nada fica impune, ainda mais se envolver alguém tão importante para mim quanto Lucy.

Flashback

Eu abri as portas da Sabertooth com um chute, sobressaltando todos os presentes. Alguns me olhavam interrogativament; outros se escondiam da minha fúria – tsc, covardes – enquanto alguns restantes apenas fitavam-me com curiosidade ou desprezo. Procurei com os olhos por Sting, que se encontrava sentado ao bar, bebendo algo desconhecido por mim – mas, pelo cheiro, parecia ser rum.

Caminhei a passos pesados até ele, pegando-o desprevenido pela gola da camisa e arremessando-o contra a parede oposta. Algumas pessoas arfaram, murmurando coisas como “Ele está descontrolado” e “Será que finalmente descobriu sobre o relacionamento do Sting com aquela fada loira, a tal de Lucy?!” Ao ouvir o nome de Lucy sendo pronunciado por aquele bastardos, meu sangue ferveu, e a fúria que crescia dentro de mim, pareceu apenas se expandir cada vez mais.

Quando o loiro se levantou, estava com um sorriso de escárnio nos lábios, limpando um filete de sangue que escorria dos mesmos.

- Ora, ora, parece que alguém descobriu sobre o que eu fiz com aquela vadizinha... – Ele comentou, rindo de forma debochada. Ah, mas aquele maldito...

- Karyū no Tekken. – Acertei um soco na altura de seu estômago, fazendo-o ser lançado para trás novamente. Escutei uma aproximação pelas minhas costas, e virei-me, acertando um mago qualquer que tentava me segurar. Voltei-me para Sting, ignorando o fato de poder usar magia, começando a desferir socos sobre o rosto dele. Com uma joelhada, acertei-o, novamente, na boca do estômago, deixando-o caído ao chão.

Em um momento de distração, graças à fúria que me dominava, não percebi que ele se levantava e seu punho acertou meu rosto de forma certeira. Cambaleei, ainda mais raivoso, desviando, a tempo, de outro soco, dando uma rasteira nele, que, antes de cair, conseguiu acertar um chute em meu maxilar. Eu estava ofegante e decidi que estava na hora de sair dali, antes que meu controle se perdesse e algo mais sério ocorresse. Chutei-o mais uma vez, em seguida caminhando em direção à saída.

Antes de cruzar a porta, dirigi-me a ele, com os olhos injetados de ódio e promessas de vingança.

- Você vai se arrepender por cada merda que você fez com a Lucy, Eucliffe. Guarde bem minhas palavras, seu bastardo.

Flashback

Cerrei os punhos, controlando outro acesso de raiva. Suspirei, erguendo-me e caminhando até a casa de Lucy, tentando manter a calma. Entrei pela janela, como de praxe, farejando o ar que cheirava à carne assada e torta de amora. Fui à cozinha, escorando-me na porta e observando-a cantarolar enquanto abria o forno e checava a torta. Ela parecia tão bem. Exatamente... só parecia.

Eu estava acompanhando de perto o sofrimento de Lucy, consolando-a nas noites em claro, as quais ela passava derramando lágrimas incessantemente, martirizando-se, afundando cada vez mais em um poço de tristeza. Raramente sorria e, quando o fazia, era perceptível a força que precisava empregar para realizar um ato tão simples.

Fiquei perdido em pensamentos até ela notar-me parado à porta. Foi quando, ao me ver, Lucy sorrira radiante e, pela primeira vez em dias, animada, que eu percebi que iria até o inferno para manter aquele sorriso no rosto dela. Nem que me custasse a vida.

Eu iria fazer de tudo para vê-la feliz novamente. Tinha plena certeza de que, por aquele sorriso, tudo valia a pena.

Notas finais
E então? Gostaram? :333 espero que sim ^^

Talvez só haja post no sábado que vem, ou, quem sabe, só quem sabe, amanhã, mas não dou certeza :/
Kissus, amo vocês
Ja ne!