Wanted
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Espero que estejam gostando :3333
Capitulo dedicado a: Mellanie, scarletjenny, chocodawn e CarolMM ^^
Boa leitura :)
PS: Quando virem a nota, coloquem a música que ela indica, para tocar.
Gelei, sentindo o coração pular uma batida.
- N-nani?! – Muito bem, Lucy! Gaguejar nessas horas realmente vai ajudar você. – Como assim, Natsu?!
Ele permanecia sério, respirando pesadamente. Sentou-se ao meu lado na cama, ainda que um pouco distante.
- Responda-me, Lucy.
- Por que isso agora, Natsu?!
- Apenas responda.
Abaixei a cabeça, deixando as lágrimas correrem livremente por meu rosto. Eu sabia que, hora ou outra, ele descobriria. Mas não imaginava, muito menos desejava, que fosse em um momento tão importuno quanto este.
- S-sim. – Respondi baixinho, sentindo seu olhar pesado sobre mim. Eu não teria coragem de encará-lo.
- Essa marca no seu rosto... Foi ele quem fez?! – A voz dele soou fria como um iceberg. Minha respiração estava entrecortada, o medo me consumia, juntamente com a dor das lembranças. A mão de Sting chocando-se contra meu rosto, as palavras duras dele naquela noite, o arrependimento, o sentimento de culpa, tudo se mesclava em minha cabeça, transformando-se nas grossas lágrimas que escorriam de meus olhos.
- S-sim. – Era tudo que eu conseguia dizer. O bolo em minha garganta se intensificava, falar se tornava quase impossível.
- Você o ama, Lucy?! – Aquela realmente havia me pegado de surpresa. Eu tinha duas opções: mentir e tentar me convencer de tal fato, sabendo do risco de Natsu descobrir a farsa; admitir e sofrer com isso, tendo plena certeza de que o Dragon Slayer ao meu lado odiaria Sting mais do que tudo.
- N-não...
- Está mentindo. – Não foi uma pergunta. Permaneci calada, fitando minhas mãos entrelaçadas sobre meu colo. – Era tudo que eu precisava saber. – Murmurou, sem emoção. Percebi que ele se levantou já que o peso sobre o colchão sumiu. Após alguns segundos, escutei a porta do quarto bater e então um soluço preso em minha garganta, finalmente, escapou. Recolhi meus joelhos à altura de meu peito, enlaçando-os com meus braços, deixando a cabeça apoiada nos mesmos. As lágrimas rolavam sem controle por meu rosto, unidas a soluços sôfregos, enquanto eu me balançava para frente e para trás, abraçando meu próprio corpo, tentando, de alguma forma, achar um consolo para todas aquelas dores. [N/A:coloquem a música]
Eu em sentia um ser humano renegado em minha existência. Sting havia me feito de gato e sapato, usou-me da forma que bem quis, enquanto eu nada fazia sobre isso. Tinha plena consciência de todas as traições e escapadas dele, mas, ainda assim, guiada por um amor cego e ignorante, eu relevei, jurando para mim mesma que ele realmente sentia algo por mim, mas que estava insatisfeito, precisando sanar suas necessidades físicas como um homem. Pobre tola. Entreguei-me de bandeja, como uma presa ao predador, deixando-me levar pelas sensações.
Ah, se arrependimento matasse.
Levantei-me, tropegamente, cambaleando até o banheiro. Arregalei os olhos ao notar que usava apenas minhas roupas íntimas, corando ao imaginar o embaraço de Natsu para cuidar de mim.
- Natsu, onde você foi?! – Murmurei, a culpa martelando em minha cabeça. Dei de ombros, retirando as únicas peças de “roupa” que eu vestia, abrindo o chuveiro e deixando a água fria cair sobre meu corpo. Precisei conter um gemido ao sentir a baixa temperatura contra minha pele, mas não me importei muito, querendo que a ducha gélida lavasse todas as sujeiras de minha alma. Passando os olhos pelo banheiro pequeno, avistei uma esponja amarelada, um tanto quanto encardida, e peguei-a. O material era áspero e parecia ser velho, mas ao menos serviria. Ensaboei-a e comecei a esfrega-la em meus braços, com uma força movida pelas dores lancinantes em meu peito. A região começou a arder, eu via os vergões avermelhados que se formavam por ali, no entanto, mandei tudo aquilo para os infernos e apenas continuei.
Eu queria que todo aquele sofrimento parasse, queria que minhas angústias escorressem pelo ralo, como a água que “lavava” meu corpo – eu me sentiria eternamente suja, lembrando-me das mãos de Sting percorrendo meu corpo, de uma forma bruta; afinal, ele não havia sido nem um pouco gentil naquela noite – por mais que eu desejasse que ela lavasse todas as impurezas de meu espírito violado. Mas nada tiraria as marcas que ele deixara em meu coração, seria sempre uma parte de mim, a parte obscura de meus sentimentos, do meu “eu”.
Despedaçada.
Era como eu me encontrava naquele momento.
Com ainda mais ódio, esfreguei minhas pernas e barriga, vendo o sangue misturar-se ao líquido transparente que caía do chuveiro, manchando-o de grená. Soluçando e sem forças restantes, escorei o corpo na parede, deixando-o escorregar até o chão, chorando cada vez mais. Eu era uma completa idiota, mas a dor era tanta que chegava a ser impossível conter as lágrimas que escapavam de meus olhos. Continuei, lentamente, mas ainda com pressão, a roçar a esponja contra todo pedaço de pele visível, sabendo que me arrependeria depois, mas, naquele momento, meus atos pouco me importavam.
Flashback
- Sting?! Sting, onde você está?! – Eu me sentia um pouco dolorida, mas imaginei que fosse algo normal. Procurei Sting pela casa, mas não o achei. Sobre a mesa da cozinha, havia um bilhete. Sorri ao reconhecer a caligrafia torta e mal feita do meu Dragon Slayer, mas, rapidamente, o sorriso em meu rosto se desfez.
“Achei que você seria mais difícil.
Tsc, não passa de mais uma.
Até qualquer dia,
Sting.”
Arregalei os olhos, deixando o papel cair de minhas mãos trêmulas. Céus, o que eu havia feito? Como eu era estúpida. Realmente acreditei que ele me amava e agora, cá estava eu, dolorida, sozinha e com um aperto sufocante no peito. Meu coração não querendo acreditar no que meus olhos viam, mas meu cérebro repetindo incessantemente o quanto eu havia sido ridícula.
Flashback
Grunhi, esfregando minha pele com fúria, até cansar. Após minutos daquela tortura física e mental, ergui-me, fechando o chuveiro e saindo de dentro do cubículo chamado de banheiro. Enrolei-me em uma toalha puída e velha que achei dentro de uma das portas do armário pequeno que ali havia, parando em frente ao espelho, fitando minha figura no reflexo. Meus olhos castanhos, antes vivos e brilhosos, agora estavam vermelhos, inchados e rodeados por grossas bolsas arroxeadas; meus cabelos estavam pingando, opacos e sem vida; meu rosto encontrava-se mais pálido do que o normal, assim como meus lábios.
Deplorável.
Suspirei, voltando para o quarto e cobrindo-me com a coberta. Os arranhões ardiam e ainda sangravam, mas eu pouco me importei. Queria ser tomada pela inconsciência, ser transportada para um mundo desconhecido e longe de todas as dores e angústias que se faziam presentes em meu íntimo. Fechei os olhos, dormindo ao som de trovoadas retumbantes, que ecoavam, fazendo as janelas tremularem, enquanto os feixes de relâmpagos iluminavam, precariamente, o quarto.
Notas finais
Comentem, viu?! Amo vocês :333
Beijoooooos
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