Wanna try?
1 Oneshot
Notas iniciais
Adivinhem quem estou de férias? Férias né...duas semanas ;c
Mas enfim,eu irei postar algumas coisinhas durante essas semanas.
Quero agardecer à todas as pessoas que comentaram minha ultima one,e que foram atrás das referencias nas outras...olha,vcs são uns amores. Vou responder todas vocês logo logo!
Essa história aqui tem uma ideia da Mariana De Oliveira que comentou na minha primeira fic aqui e eu adorei e juntei com outras que eu já tinha em mente. Eu espero que você goste,meu amoi ♥
Fic dedicada à ela ♥
E claro,a todas vocês!
A gente se vê logo logo u-u
- qualquer dúvida,perguntem ♥
-Hora de dormir,amorzinho – murmurei para a garotinha mais adorável do universo. – Vamos,a mamãe deve estar esperando você lá em cima.
-Mas papi – ela sussurrou – Eu tô fraca. Eu não consigo me mover,hoje eu sofri muito.
-Nina – murmurei – Você só tomou uma vacina no braço,meu amor.
- Pai – ela olhou pra mim,sentada do sofá – Você sabe que aquela agula entrou no meu bracinho né?
-Agulha.E eu sei –sorri –As vacinas são dadas assim,amor.
Nina fez beicinho. Deuses,como eu pude fazer algo tão...perfeito!?
Quero dizer...eu e Annabeth claro. Os olhos da garotinha não negam. Nina tem dois anos,porém a criança mais esperta que eu já conheci. É a única coisa nesse mundo pela qual eu mataria e morreria. Quebraria o pescoço de quem quer que fosse,se tocasse em um só fio de cabelo negro da sua cabecinha teimosa.
E não é isso que é ser pai? A gente acaba aprendendo com o tempo.
É a criança mais esperta do mundo. Teimosa que só a própria Annabeth consegue coloca-la no lugar.
Annabeth...ah,Annabeth.
Foi um parto difícil,amigos. E como foi. Annabeth não parava de xingar e gritar,berrar. Falou tantos palavrões em grego antigo,que eu poderia fazer um dicionário composto com só palavras de baixo calão.Mas quando terminou...bem,foi incrível.
Foi incrível pegar na mão do meninho que na verdade era menina.Longa história.
E hoje,moramos na cidade,perto do Central Park. Uma casa azul e um cachorro folgado que come o jardim do vizinho e já nos causou problemas. Outra longa história.
-Paaaaaaai! Olha você saindo do planeta de novo –Nina resmungou – Para de pensar muito pai,ou você vai queimar os fios do seu celebro.
-Cerebro –sorri
-Foi o que eu disse.Celebro –ela revirou os olhinhos.
-Ahan,foi –peguei em sua roupinha a levantando do sofá e jogando-a no ombro com cuidado,ouvindo sua risada – Vamos princesa.Hora de dormir.
Desde que eu me tenho como pai,eu me pego pensando nas coisas que poderiam acontecer agora.Ter outro filho talvez... outro cachorro.Não que isso não vá acontecer... eu só,não acho que Annabeth pense do mesmo jeito.
Ah então por que você não conversa com ela sobre isso?
Certo,aí ela diz que não quer mais ter filhos,ou outro cachorro,se muda pro Olimpo e leva a minha Nina. Isso não vai acontecer. Talvez eu esteja exagerando.Afinal,as coisas andam bem aqui.
De vez nunca discutimos. E quando o fazemos,nunca é na frente da garotinha.
Geralmente são motivos tolos como,deixar a tolha em cima da cama ou não colocar comida pro Jimmy,ou deixar o Jimmy comer o jardim do zinho,ou não limpar o coco do Jimmy...
Bem,são coisas bobas que quase nunca levam para uma discussão séria.
Mas de qualquer forma,apesar de ser quem somos,eu ainda tenho medo.
Tem duas coisas no mundo que eu não posso perder,e as duas significam mais do que qualquer outra coisa no mundo.
-Achei que vocês não fossem subir. – Annabeth disse da porta do quarto da menina.
-Alguém estava muito fraca por ter levado uma vacina boba – brinquei colocando-a no chão.
-Dói muito viu? – ela disse entrando marrenta no próprio quarto.
Era um cômodo com a cara dela. O quarto tinha duas paredes cinzas cheia de desenhos que ela mesma fizera. A parede em que ficava sua cama era azul “Azul da Tardis”,segundo Annabeth.
Tudo bem,eu também não entendo algumas referencias de Annabeth.É perfeitamente normal.
-Bem,eu vou deixa-los sozinhos para que possam fazer...seja lá o que você faz antes de coloca-la pra dormir – Annabeth riu,puxando o cobertor para cima da mocinha.
-Não! –ela exclamou –Pera mamãe!
-O que foi,amorzinho? –Annabeth voltou-se para ela.
Era incrível como as duas pareciam conversar só pelo olhar.
Ta aí algo que eu nunca vou entender.Deve ser algo de mães e filhas.
-Eu acho que o papai podia contar uma história pra gente .
-Ahn... eu acho que não –sussurrei. – Você sabe....o papai também tomou vacina hoje.
-Papai!
-Nina...
-Papai...
-Você sabe que aquela agulha entrou no meu braço né? –usei sua fala contra ela mesma,fazendo-lhe soltou uma gargalhada gostosa de ouvir.
-Por favor –ela sussurrou,fazendo beicinho. – Por favorzinho né mamãe –ela olhou para Annabeth,que se sentava ao seu lado.
-Bom...eu acho que seu pai está com vergoinha. –Annabeth disse.
Espera ai...o que?
-Espera ai... o que? –perguntei olhando para aquela mulher maravilhosa que dormia comigo todos os dias. Deuses,como eu sou sortudo.
-Bem,você sabe...-ela continuou falando para a garotinha – O papai conta muitas historias constrangedoras sobre a mamãe,mas as dele...nah.
-Pera aí – Nina colocou o indicador na ponte do nariz,entrando nas provocações da mãe. – É verdade! Papai!
Cerrei os olhos,olhando para as duas.
Ambas com os indicadores na ponte do nariz...duas provocadorazinhas...
-Ok moças –revirei os olhos,sentando-me no final da cama – Ok...o que querem ouvir?
-Eu acho..- Annabeth olhou-me – Que você podia contar a história do seu travesseiro da sorte.
Nesse exato momento os olhos de Nina brilharam mais que qualquer estrela. Sua pupila dilatou-se e seus lábios abriram-se no sorriso mais lindo do mundo.
Eu precisava de mais. Eu queria mais disso.
-Exatamente papi! Você contou a historia do ursinho da mamãe...mas esqueceu de me contar a do seu travesseiro!
Olhei para Annabeth acusador.
-Você!-
-Amo você –ela me jogou um beijo. Maldita.
-Certo,certo –suspirei –Hn...o meu pai-
-Vovô !! –Nina riu – Eu amo quando tem o vovô.
Outro fato interessante : Se vocês me acham apaixonado por Nina,precisam ver Poseidon com a menina. Tanto ele quanto ela também se comunicam de forma impressionante. E não,Poseidon não a mima com tudo,muito pelo contrário. Podeidon e também Atena a tratam muito bem,mas não dão tudo o que ela quer,claro.
Eu acho que se fossemos criados por eles, estaríamos bem...
E claro...Nina é a única pessoa que faz com que os dois fiquem mais de duas horas juntos sem querer se matar.
-Shiu mocinha,deixa o papai contar –Annabeth brincou,abraçando-a. –Continue,jovem semideus.
-Obrigada,querida –sorri – Bem...era meu aniversário...E bem,costumávamos comemorar os aniversário no Acampamento Meio-Sangue,sabe? Eu e a minha amiga Rachel-
-Ah não! – Nina franziu as sobrancelhas – Pai! Ó a mamãe aqui. Se ela quiser bater em você eu vou deixar viu?
-Mas-
-Mas nada! Olha mamãe –ela disse agora à Annabeth que segurava o riso –Você pode bater no papi com...hm –ela varreu o quarto com os olhos –Ah! Com aquele giz de cera. Ele dói.
-Você ouviu. Tenho permissões –Annabeth piscou.
-Olha,vocês duas estão impossíveis hoje –reclamei –Não quero mais contar.
-Papai! –Nina cruzou os bracinhos –Não faz assim comigo.
-Mas você deu permissão pra mamãe me bater!
-Mas só porque eu sei que ela não vai. –Ei! –Annabeth exclamou.
-Mas é verdade. Você ama demais o papai pra bater nele!
Annabeth assumiu um tom rosado adorável.
É ou não é a coisinha mais doce do mundo?
-Agora deixe-me terminar ok? – Nina assentiu – As duas.
Annabeth cerrou os olhos mas continuou calada.
-Ok...eu estava com Rachel na praia. –olhei para a menininha que fazia careta – Nós eramos bons amigos. Rachel,no ano anterior,tinha ido para um internato só pra moças,então no ano seguinte,ela só veio me ver no meu aniversário.
-Atirada.
-Nina! –chamei-lhe a atenção. –Que feio!
-Mas é verdade!
-Nina.
-Papai.
Olhei-a. Outro fato interessante : Nina tem mais ciúme de Rachel do que a própria Annabeth. Eu nunca tive a oportunidade conversar com ela sobre isso,mas Annabeth dizia,que ela só não gostava dela. Que se ela de alguma forma tivesse conseguido ficar comigo,ela não existiria.
Alguma coisa sobre a cegonha dela errar de casa...
Como se isso fosse possível...quero dizer... Annabeth me tinha no primeiro “Você baba enquanto dorme”.
-Ok vocês dois –Annabeth disse,interrompendo nossos olhares – Continue,Cabeças de Algas.
-Ok...hn,naquele dia,o sol queimava o acampamento. A praia estava cheia,tinha bolo,chapeuzinho e todo o resto –sorri. – A única coisa que faltava era a sua mãe.
-Mamãe! –Nina virou-se para ela.
-Shiu – Annabeth fez sinal.
-Bem,a sua mãe estava longe do Acampamento naquela ocasião. Então,não estava completo claro –olhei para os lençóis – Annabeth já era a minha namorada naquela época,então por mais que quer que fosse tentasse,não iria ser o dia perfeito.
-Nho –Nina uniu as mãozinhas ,os olhinhos brilharam em orgulho e sorriu –Você já amava a mamãe!
Deuses. Eu preciso de mais.
-Mas é claro –olhei diretamente para ela – A sua mãe era...é tudo.E sempre vai ser.
-Awn -Nina suspirou –Mamãe!
-Ahn,eu acho que vou lá beber água –Annabeth sussurrou – Eu já volto. Cuida dessa padawan.
Era sempre assim. Algumas coisas não mudam certo? Annabeth sempre ficaria envergonhada com as minhas declarações...mas honestamente? Ela também era expert em fazer isso comigo.
Levantou-se,dando um beijo na testa da menininha e na minha e saiu.
-Continue papi! –ela sorriu.
-Bem,o vovô de alguma forma tinha informantes no Acampamento. Eu sai da praia mais cedo,porque...bem eu não estava afim de comemorar alguma coisa sem a mamãe. E a Rachel ficou na praia. Ela era a informante do vovô.
-O que? Mas-
-Ei! Olha a boca- alertei –Não seja má.
-Eu não gosti dela.
-Amor..- peguei em suas mãozinhas – Você sabe que eu amo a mamãe né? – ela assentiu – Então,de qualquer forma,as coisas iam acontecer com ela. Não tem motivos pra você ficar assim com a Rachel.
-Mas...ai papai –ela sussurrou – Eu só não quero perder você ou mamãe por causa de alguém ruivo.
Ah deuses.
-Eu amo você-sussurrei beijando suas mãozinhas – Você nunca,ei –peguei seu rostinho,virando-o pra mim – Nunca vai me perder. Ou perder a mamãe.
-Nunca? – ela murmurou,virando a cabeça pro lado. Levantou o dedinho da mão direita – Jura juradinho?
-Eu juro juradinho –sorri,entrelaçando o dedo no seu. – Juro de dedinho.
-De dedinho pai –ela beijou minha mão,assim como eu havia feito com ela – Não pode nunca quebrar.
-Nunca.
-Mas como foi hein? –ela sorriu –Você fica se distraindo com bobeira e não conta do travesseiro!
-Bem... –entrelacei as nossas mãos – O Vovô ficou sabendo que eu estava triste por não ter a mamãe por perto no dia do meu aniversário,então... ele me deu o travesseiro. Eu sei,eu também achei um presente bobo –ela riu – Mas aí...
-O que?
-Aí....
-O que? O que?
-Segundos depois de eu ter deitado no travesseiro,a mamãe chegou no acampamento pro meu aniversário! – sorri.
Nina franziu a testa e sorriu.
-Mas então é um travesseiro que realiza desejos?
-Não. Na verdade..- suspirei –Foi pura coincidência. Digo,a mamãe já estava chegando. É que você sabe...sabe como é boba a cabeça do papai,logo,eu atribui o nome travesseiro da sorte,por pura bobagem.
Na verdade não era tão bobagem assim. Todo mundo já teve algum objeto da sorte. Nem que fosse uma cueca.
-Ai papai – ela riu . –Sabe qual o meu coisa da sorte?
-O que? –sorri.
-Isso –ela puxou o colarzinho do pescoço. Era uma corrente prata com pingente de passarinho que demos à ela no seu primeiro aniversário. – Desde que eu tenha isso,eu tenho tudo.
Puxei aquela meninha pros meus braços e sorri.
Deuses como eu queria mais.
-Sabe amorzinho... eu tenho uma pergunta pra fazer à você. – é eu sei. Vou pedir conselhos a uma criança de três anos.
É uma criança de três anos extremamente esperta,shiu.
- Pode falar,papi –ela sorriu,os olhinhos brilhando.
-O que...hn...o que você acha de ter um irmãozinho? Ou irmãzinha? – falei baixinho.
Nina arregalou os olhinhos e colocou as mãos nas bochechinhas rosadas :
-Você contatou a cegonha papai? –perguntou baixinho.
-Não..não amorzinho –sorri –É só...uma pergunta.
Ela virou a cabeça para o lado curiosa,mordeu a ponta do dedinho e arregalou os olhinhos de novo.
-Ter alguém pra brincar comigo...-ela disse baixinho -...eu quero papai.
-De verdadinha? –perguntei
-Sim! A mamãe quer? – ela quase pulava na cama animada.
-Bom...aí é que está- pigarreei. –Você não pode falar pra ela ok? É mais um segredinho nosso.
Ela cerrou os olhinhos fazendo biquinho.
-Tá bom...mas me avisa antes tá? Pra eu aprender algumas coisas pra ensinar o novo neném –ela sorriu.
Era a criatura mais linda do universo.De todos os mundo e todas as galáxias.
-Ok...agora vá dormir –beijei-lhe a testa –Eu amo você.
-Eu amo maior.
-Eu duvido muito –sorri de novo.
Eu adorava ser pai. É bem notável isso,certo?
-Aquela danadinha está na cama já – suspirei entrando no quarto.
Annabeth já estava vestida com a sua camisola roxa,e estava deitada do seu lado da cama.Olhava para a televisão distraída e sorriu pra mim.
Mas o seu sorriso não chegava em seus olhos.Não era o meu sorriso. Não era aquilo que eu gostaria de ver .Repassei todo o começo da noite,pensando em algo que posso ter feito para chateá-la mas...não consegui pensar em nada.
Tirei minha pantufa e camiseta deitei-me.Desliguei o meu abajur e beijei-lhe a testa.
-Boa noite.
-Boa noite. –ela respondeu ainda distraída,para logo depois desligar o seu.
...
...
Liguei o abajur.
-Ok,o que foi que eu fiz?
-Nada. –suspirou –Eu só...estou pensando.
-Eu fiz alguma coisa?
-Não,Percy. –ela sorriu.
-Ok. –desliguei o abajur e beijei-lhe os lábios fazendo-lhe carinho –Não pense tanto ,ok?
-Pode deixar.
...
...
...
Ela ligou o abajur e sentou-se:
-Percy...
Sentei-me também.
-Sim? –eu sabia.
-O que..... por que você não me disse que queria ter mais filhos? –ela olhou-me nos olhos – Eu estava passando no corredor e ouvi.Desculpe.
Senti meu rosto esquentar.Droga...não era pra ser assim.
-Eu...bem,eu....não sei. – franzi a testa –Desculpe.
-....você quer? –ela perguntou baixinho.
-Só se você quiser. –sussurrei.
-Percy! – ela riu – Você quer?
-Sabe o que eu quero? –sussurrei,puxando-a para o meu colo. Ela passou as pernas pela minha cintura e suspirou – Eu quero mais pedacinhos de você pra amar. Por quê...eu sinto que eu vou explodi se eu não puder dizer o quanto eu amo você. –beijei-lhe as bochechas – Mas eu só quero se você quiser.
-Eu quero –ela suspirou –Eu quero mais.
Olhei-a incrédulo. Ok,nem nos meus pensamento mais profundos eu imaginaria aquilo.
-Você?
-Percy...- ela riu – Assim como são pedacinhos meus,são pedacinhos seus. Eu quero.
Eu podia hiperventilar. Eu certamente podia.
-Eu te amo –sussurrei –Deuses,como eu amo dizer isso.Eu amo você.
Ela gargalhou e beijou o meu nariz,como se eu fosse uma criancinha.
-Eu amo maior –ela brincou.
-Eu duvido muito. –sorri.
-Vou parar de tomar as pílulas..ok? –ela sorriu pra mim. As covinhas e as curvinhas do riso,iguais as da menina no quarto ao lado. – Aí...nos tentamos.
Assenti,sem conter o sorriso que certamente rasgaria meu rosto.
Voltei a me deitar.agora com ela em meu peito.
Talvez...apenas talvez,daqui pra frente vocês voltem a ler algum relato meu com a família maior.
A casa azul,o cachorro que come o jardim do vizinho,minha filha,minha Sabidinha...e quem sabe,um garotinho...
Desliguei o abajur.
...
...
Senti suas mãos passarem pelo meu peito até o meu pescoço,onde ela depositou um beijinho,e perguntou :
-Quer tentar agora?
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