Walking After You
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov’s Angie
Violetta tinha dito a verdade. Ele não estava nada bem, podia perceber por sua camisa pra fora da calça e super amassada, e seu olhar cansado, que eu não conseguia desviar. Germán implorando minha volta era uma coisa totalmente nova pra mim, e senti que eram verdadeiras suas palavras. Poderia ficar ali por horas vendo aqueles olhos que me faziam tanta falta. Mais ele tinha que me fazer feliz. Parecia que ele sabia de tudo o que eu precisava. Aquelas palavras foram o que me fizeram pela primeira vez desviar meu olhar de Germán. Do mesmo jeito que estava, olhei para cima , mordi meu lábio tentando segurar o choro. Inútil método. Logo eu estava ali, chorando como uma boba. Não tinha forças pra me segurar. Me encostei na parede e fui deslizando até chegar o chão, me encolher e chorar bem mais do que eu estava. Senti Germán se aproximando de mim, o seu cheiro já havia impregnado meu ser a partir daquele momento. Ele sentou ao meu lado
-Angie, me desculpa por ter feito você chorar, simplesmente precisava te dizer isso, não aguentava ficar mais um dia sem te ver para não poder te dizer isso. Só não entendo o choro. O que eu fiz ? eu nunca quis fazer mal a você. Mas se eu estava errado, então me desculpe. Mas não deixe essa ideia de que só porque somos cunhados ficar no nosso caminho, porque minha cabeça dói quando eu penso nas coisas que eu não devia ter feito. Mas como você sempre me disse à respeito de Violetta, a vida é pra ser vivida, todos nós sabemos. E eu não quero vive-la sozinho.
- Germán, você não tem noção do quanto eu esperava ouvir isso de você nos últimos dois meses. Todo dia eu acordava e meu único desejo era que você batesse naquela porta , me desse um beijo inesperado e dissesse o quanto me ama. Todos os dias eu te esperada, sem tirar nenhum dia. Ontem tive um pouco de esperança sabia ? Como Violetta tinha ido dormir em casa eu pensei que você talvez por algum motivo inventado da sua parte você iria me ver. Te esperei. Nada. Parece bobeira né ? Não sei nem porque estou dizendo isso, você é um homem tão sério , deve estar achando tudo isso que eu estou dizendo uma tolice. Mais quer saber ? Como você disse, eu também precisava desabafar e tamb.. – German me interrompe me abraçando . Sentados naquele dia frio, seus braços me aqueciam. Nos soltamos e ficamos próximos um do outro. Ficavamos observando um ao outro, cada detalhe, cada mínimo. Ele pegou sua mão e limpou minhas lagrimas. Senti que ele começava a se aproximar de mim. Quando estava a ponto dos nossos lábios se tocarem, me desviei. Não sei porque tinha feito aquilo. Apenas precisava pensar em tudo o que estava acontecendo. Em menos de 2 horas, queríamos resolver o que já tinha mais de 2 meses.
-Vou para minha casa, já esta tarde. – me leventei e já estava descendo as escadas quase que correndo. Germán ia atrás de mim retrucando qualquer coisa do tipo “eu te amo” ou ”por favor , volte pra mim”, ignorei, já que eu não queria ouvir nada que me fizesse fraca e me entregasse tão facilmente.
-Mais Angie..
-Mais nada Germán. Amanhã será as audições e eu preciso acordar cedo.
- Então eu te levo. – Disse Germán pegando meu braço e se aproximando e mim.
-Germán, não. Até um dia.
Sai daquela casa querendo ficar. Não beijei Germán, mais queria. Queria aceitar aquele pedido, voltar para aquela casa, voltar e ficar com ele, mais não aceitei. Era como uma escolha. “ Seja feliz ou seja triste ’ . Porque eu escolhi ser triste e sair de lá ? A cada passo que eu dava, ficava mal por saber que ele estava mais longe de mim. Minha casa nunca tinha ficado tão longe, e cada vez mais, ficava mais frio. Onde estava aqueles braços que me aqueceram a 10 minutos atrás ? eu sinto falta dele. Cheguei em casa e tomei banho. Me deitei na cama e adormeci. Naquela noite gelada e silenciosa você apareceu no meu sonho. Dizendo a mesma coisa , naquele mesmo lugar. Acordei assustada bem no momento em que você tentava me beijar. Peguei meu celular. 2:30 da manhã. O fundo do meu celular ainda era a nossa foto fazendo cócegas na Violetta. O que ? havia uma mensagem , um numero desconhecido. Tirar seu numero da lista dos meus contatos era como nada. O numero do seu celular ainda estava gravado na minha mente. Abri a mensagem, estava escrito : “acabei de sonhar com você, e foi igual a agora pouco, pena que acordei na parte do beijo, queria que pelo menos por sonho eu pudesse sentir seus lábios. Me fazem falta. Eu te amo”.
Como sempre , comecei a chorar. Tínhamos sonhado a mesma coisa. Não entendia mais nada. Levantei e fui para o piano. De novo comecei a compor. De novo sobre você. Tinha que te falar isso. Mandei uma mensagem pra ele. “ Eu escrevi uma canção para você, e todas as coisas que você faz.” Quando estava a ponto de enviar, recebo outra. “Olhe para as estrelas, olhe como elas brilham para você.” Acabei não enviando a mensagem, não tinha entendido nada, mais precisava tomar um ar. Uni o útil ao agradável e fui tomar um ar e observar as estrelas, como Germán havia dito. Coloco sobre meus braços meu cobertor , pego um copo de café e me direciono a porta. Já sabia como passaria minha noite. Sentada na minha cadeira de balanço, observando as estrelas. Chego até a porta. Coloco a mão sobre a maçaneta e abro a porta. Não podia acreditar. Lá estava ele, de terno e com uma rosa na mão. Apenas uma. Tremia por fora e gritava por dentro. Era tudo muito mágico e lindo. Sabia que ele esperava minha reação diante daquilo, mais não fiz nada. Apenas esperei ele dizer alguma coisa.
- Você devia estar esperando um enorme buquê de flores não é? Peço desculpas. Mais observe. Essa rosa. Ela é como você na minha vida. Única.
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