Notas iniciais
Minha primeira fic, então ignorem se o capitulo estiver chato. Todo capitulo vou indicar uma música para acompanhar a leitura. Para este capitulo, indico a musica Goodnight Moon , do Go Radio. Boa leitura !

Pov’s Angie

Ainda podia sentir seu cheiro perto de mim. Era como se alguma coisa me fizesse pensar nele à todo momento. Não podia fazer nada. O orgulho das duas partes se fazia mais forte. Sempre o mesmo argumento para não lutar por esse amor. “Somos cunhados”. Nossos beijos vierem à minha mente. Quando fomos comer maças carameladas. Quando ele me viu cantarolar pela casa. Quando precisava de um abraço e ele me deu. Dei um sorriso fraco e voltei meu olhar para os papéis que estavam sobre a mesa, precisava me concentrar em meu trabalho, o que era quase impossível nas ultimas semanas. Ver Violetta no Studio me fazia recordar de tudo. Peguei meu notebook e tentei preparar as aulas para todo o resto da semana. Quando vi aquela pagina em branco, esqueci o que tinha que fazer e comecei a escrever sem me dar conta de que tudo, era sobre o que eu sentia pelo Germán.

- Como explicar, no dejo de pensar em ti. En nosotros dos... — Disse Pablo lendo meu “desabafo” . – Poxa, Germán não sai da sua cabeça de jeito nenhum!

-Pablo! – disse fechando rapidamente o notebook, para que ele não pudesse ler o restante. – É minha privacidade! E outra, quem disse que isso é para o Germán?

- Angie, somos amigos há muito tempo, não adianta tentar me enganar, eu te conheço.

-E se for, o que é que tem? Não vai mudar nada. Estou angustiada e apenas precisava escrever.

-O que tem é que eu vou ter que falar pro Germán dar um jeito de perder aquele orgulho e falar com você, porque não aguento ver você mal assim, Já faz dois meses que você anda no mundo da lua por causa dele.

- Não pense em fazer nada, estou bem. Vou pra casa- disse colocando minha bolsa sobre meu ombro. – Até amanhã. – e sai.

Durante meu trajeto cotidiano, me deparo com Violetta me esperando na porta de casa.

- Violetta, o que faz aqui?

Pov’s Violetta

Já havia dois meses que minha tia nem se quer via meu pai. Precisava falar com ela, já que, com o passar do tempo, ele estava mudado. Não queria conversar, nem sorrir. Simplesmente ficava sentado sobre a desconfortável poltrona do escritório, trabalhando como nunca tinha visto antes. Isso me preocupava. Mais eu sabia o motivo de tamanho desanimo. Era não ter uma loira de olhos verdes chamada Angie Saramego, a pessoa que tinha mudado ele em tão pouco tempo. Eu não podia deixar de reparar nas mudanças, e por mim, faria de tudo para que ele voltasse a sorrir. E minha tia também.

- Oi tia, queria conversar com você. – disse dando-lhe um abraço.

-Bom, a casa está um pouco bagunçada, espero que não ligue.

Adentramos a casa. Estava um verdadeiro caos. Uma pilha enorme de louça, roupas sobre a cama e lencinhos amassados por todo o canto, o que entregava os seus choros constantes.

-Vamos limpar tudo isso tia? Assim você não vai precisar arrumar tudo sozinha.

-Pode ser, mas você vai chegar muito tarde em casa se ficar fazendo isso.

-Eu poderia dormir aqui.. é claro, se estiver tudo bem pra você.

Ela assentiu e deu um sorriso. Começamos a limpar, e quando terminamos, tomamos nosso banho e cada uma deitou em um sofá. Um silencio desagradável pairava , até que tomei coragem e falei.

-Meu pai não anda nada bem.

Pov’s Angie

Estaria mentindo se dissesse que não fiquei preocupada. Mas dei o meu Maximo para disfarçar e disse:

-O que ele tem ?

-Digamos que é o que ele não tem.

Quando Violetta disse aquilo, eu sabia o que realmente significava. Tentei mudar de assunto, mas aquilo não saia da minha cabeça. Germán estava sofrendo por mim, e de um jeito estranho isso me fazia bem, porque tinha acabado de perceber que nada do que tínhamos passado tinha sido em vão. Arrumei o quarto que era da minha mãe para Violetta, e fui para o meu quarto. Precisava tomar um banho. Precisava de um barulho para que minha sobrinha não escutasse meu choro. E assim foi. Era um choro que eu não entendia realmente o significado, mais apenas deixei que as lagrimas escorressem sobre o meu rosto , junto a água quente do chuveiro. Terminado o banho, me direcionei ao espelho. Tinha emagrecido 5 quilos, meu cabelo havia crescido e meu rosto estava triste. Fui para a minha cama e fiquei pensando em mil coisas. Todas elas incluíam Germán.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem pra dizerem o que achou !