Notas iniciais
Oi, gente! Aqui é a Claray, pela primeira (na televisão -n) dando um sinal de vida para vocês, xD
Estou super animada quanto à esta fic, espero que estejam gostando.
Boa leitura! :D

Noah segurou firmemente o volante enquanto acompanhava o riso da mulher sentada no banco do carona. Olhando-a vez ou outra de canto de olho, continuou a ouvir sua narração atentamente.

- Veja, daria uma ótima história! – Brincou ele, fazendo os lábios pintados de vermelho se arquear em um riso. Ela jogou o cabelo castanho com mechas loiras para trás antes de responder:

- Concordo! Se juntássemos todas as façanhas da Sarah em um livro, ganharíamos milhões! – E riu ainda mais.

- Ei, qual é mesmo o número da casa?

- Deixe-me ver... – A mulher retirou um dos convites do porta-luvas, passando os olhos pela escrita até encontrar o que procurava – 19.

Após saírem do carro e mostrarem os convites o casal dirigiu-se para a porta de entrada da grande casa, sendo saudados e anunciados pelo mordomo. Não tardou para que o anfitrião saísse do meio de todas aquelas pessoas tão bem vestidas e viesse cumprimentá-los.

- Noah, meu velho amigo! – Sorriu, dando um abraço no rapaz – Olá, Brooklyn!

- Como vai, Pietro? – A mulher de vestido negro que ia até os tornozelos e possuía dois decotes, um na perna e um em V no torso, sorriu abertamente.

- Ótimo – Ele continuou sorrindo, então ergueu uma taça de champanhe – Ei, não vão beber nada? Vamos lá, não é como se fosse a primeira vez que vocês vêm aqui! – Chamou duas das moças vestidas em verde escuro que serviam bebidas e petiscos. Noah pegou uma taça de champanhe, Brooklyn optou por vinho.

Pietro era um homem de aproximadamente trinta e cinco anos e foi o diretor do filme baseado em um dos livros do escritor. Seu cabelo negro era cuidadosamente penteado para trás e preso em um rabo de cavalo baixo, sua pele era levemente bronzeada e seus olhos eram de um tom claro de castanho.

- Então, Pietro, Roderich já chegou? – Os dois rapazes começaram a andar, Brooklyn foi até um grupo de mulheres que conversavam animadamente.

A noite passava depressa, com o tempo mais convidados chegaram. Noah só notou que faltavam alguns segundos para o dia primeiro quando começaram a fazer a contagem e os números apareceram em um telão atrás da banda desconhecida que havia terminado de tocar um cover de Pink Floyd.

Então o escritor avistou a companheira, que vinha em sua direção animada e sentou-se em uma cadeira vaga na mesa em que estava. Abraçando-o pelo pescoço, sussurrou em seu ouvido.

Ao fim da festa de ano novo, o anfitrião e os dois convidados despediam-se dos músicos juntamente com Brooklyn e a esposa de Roderich, uma jovem loira de olhos de um tom pálido de verde vestida em um vestido branco, casaco de pele sintética de urso, meia calça bege e botas de salto.Roderich era um jovem do lado rico da família de Noah, cego por sua mulher, Natasha, que estava mais interessada em seu dinheiro. Seus cabelos eram da cor do chocolate e seus olhos de um curioso tom de verde que vez ou outra lembrava tanto o azul quanto o castanho.

- Espero que a gente volte a tocar para vocês! – Sorriu o baterista enquanto dava um tapinha no ombro do contratante.

- É claro que vão voltar! – Sorriu o homem, em seguida voltando-se para as mulheres – Dachs está esperando no carro, ele as levará até suas casas.

- Vou sentir sua falta. – Brooklyn sussurrou para Noah.

- Eu também vou, querida. – Ele acariciou seu rosto, o olhar terno – Voltarei semana que vem, assim que os negócios do Rich com o Sr. Alesdair terminarem.

- Ainda não sei por que você tem que ir... – Suspirou baixinho.

- Ah, amor... Eu prometi a ele que o ajudaria... – Lembrou.

- Eu sei. – E então, mudando de tom e abrindo um pequeno sorriso, ordenou — Você vai me ligar todo dia.

- Sim senhora. – Riu, beijando-a em despedida e assistindo enquanto ela lhe dava as costas e partia com a outra mulher.

- E – se virou – se você deixar de me ligar algum dia, vou pensar que aconteceu alguma coisa e vou chamar a polícia! – Brincou, ele riu.

Mas Alesdair, o senhor de idade que gerenciava a herança deixada para Roderich, conseguiu reunir a papelada que precisavam em rápidos três dias e os dois voltariam para casa na noite do quarto dia, o que não havia sido planejado. Noah não avisou Brooklyn que chegaria mais cedo – queria lhe fazer uma surpresa.

- É melhor você não falar sobre tudo que foi deixado para você com a Natasha. – Aconselhou o escritor quando estavam no avião.

- Relaxa, rapaz! A Natasha não é dessas. – Seus olhos tiveram um brilho a mais ao falar o nome da amada – E mesmo que fosse, o que não é o caso, — deu ênfase – prometi a minha mãe que me casaria com separação de bens. Felizmente já expliquei tudo isso para a Natie e ela não se sentiu ofendida. – Riu fracamente.

- O que ela falou? – Perguntou então, com extrema curiosidade.

- Que não se importava com minhas posses materiais, apenas com meu coração e alma. – Noah pensou ter ouvido um suspiro apaixonado por parte do outro, mas foi só sua imaginação agindo.

- Curioso... – Ou não, afinal mesmo que não tivesse a herança do outro, ainda teria uma vida boa e cercada por luxo.

Chegaram na cidade de manhã. Despediram-se, então seguindo para suas respectivas casas. Noah passou antes na confeitaria e comprou alguns sonhos. Quando entrou na moradia, largou os doces sobre a mesa na cozinha e percorreu o corredor até o quarto.

Girou a maçaneta já retirando o casaco, percorrendo o quarto com os olhos até chegar à cama onde apreciaria a visão de sua bela e adormecida noiva...

Mas nada fora os lençóis revirados.

Não dando importância, se encaminhou para o banheiro e iniciou seu banho.

Vinte minutos depois tornava a percorrer o corredor, dirigindo-se à cozinha. O relógio da pequena igreja próxima à sua casa tocou seis horas, Noah comia um dos sonhos enquanto observava a rua através do vidro da janela.

Mais dez minutos se passaram até que decidiu procurar Brooklyn pela casa. Durante algum tempo lamuriou-se de tê-lo feito... Por que quando entrou na sala de estar, assim que bateu os olhos no grande sofá de couro, avistou um volume baixo uma coberta.

- Querida? – Aproximou-se em sua inocência, descobrindo a figura.

Asfiguras.

Não.

Não, não, não.

Noah recuou, caindo no outro sofá horrorizado.

- B-Bo-Bo-Brooklyn? – Murmurou, cobrindo o rosto com as mãos como que para não ver o homem desnudo que abraçava sua noiva por trás. Observava apenas pelas frestas dos dedos, que deixou abertas.

A mulher bocejou tranquilamente, espreguiçando-se com os olhos ainda fechados. Abriu os olhos em toda sua delicadeza e falsa perfeição, sobressaltando-se ao ver Noah.

- A-am-amor? – Gaguejava a mulher – O que faz aqui? Pensei que...

- O que houve aqui? Por que você...! – Ele se levantou, um aperto no coração fazendo-se presente.

- Eu posso explicar, juro! – A mulher levantou-se também, mas isso só serviu para piorar a situação. Noah notou que ela estava vestindo uma jaqueta masculina de algum time de beisebol.

- Que barulho é esse... – Murmurou sonolento Steveh, se espalhando ainda mais no sofá em toda sua folga e olhando da mulher para o escritor, que também o encarava. Se passaram cinco segundos até que ele entendesse a situação. – Noah?! N-não é isso que você está pensando, cara, relaxa aí. – Se sentou em um pulo.

Aos poucos o horror de Noah era substituído pela raiva. Cerrou os punhos enquanto os outros dois tentavam se explicar.

- Fora daqui! Já, fora da minha casa! – Esbravejou, apontando a porta.

- No-ah... – Gaguejou Brooklyn – Por favor, não é o que você está pensando! Eu te amo! Acredite em mim!

- Não é o que estou pensando? Ora, então o que é que é? – Riu sem humor – Muito bem, diga-me. Só não venha me dizer que ele te obrigou a isso, por que dá pra ver bem que não foi isso que aconteceu!

A mulher balbuciou como um peixe fora d’água enquanto tentava arrumar uma resposta.

- Eu... Eu...!

- A culpa foi minha, cara – Steveh se pronunciou enquanto vestia a calça com velocidade – Ela estava carente, com muita falta sua, e eu a levei a isso.

- Claro. Isso deve ser tão verdadeiro quanto o caldeirão de moedas no final do arco-íris, não é mesmo? – Seu sarcasmo saiu mais como um rosnado engasgado. – E eu também deveria estar feliz que o meu melhor amigo tenha se dado ao trabalho de consolá-la não é?!

- Noah... – Tentou começar novamente a mulher, agora já com as palavras certas na ponta da língua.

- Eu já falei e repito: Fora. Não os quero em minha casa.

- Você está cometendo um grande erro, meu amor...

- O único erro que cometi foi confiar em você.

- Pois bem. Eu vou, mas voltarei e te provarei que está enganado! – Declarou em tom fraco e sentimental, buscando suas roupas enquanto passava o braço nos olhos para enxugar as lagrimas que se formavam.

Assistiu a hora passar, mas não olhou quando sua ex-noiva percorreu o corredor com a mala na mão, nem respondeu quando ela tentou se despedir e lhe disse que aquilo não era um adeus.

Deixou-se cair em lágrimas, apenas quando se viu sozinho, murmurando palavras inaudíveis.

- Noah? Noah! Acorde! – Elize tentava como podia acordar o escritor, que se remexia inquieto na cama e murmurava palavras desconexas enquanto algumas lágrimas escapavam inconscientemente. – Noah! – Dessa vez gritou ao pé de sua orelha, o que funcionou: Noah sentou-se na cama em um piscar de olhos, quase lançando Elize contra o chão.

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Elize tentava se concentrar inutilmente no livro que lia, recostou-se na poltrona e fitou a pequena lareira à sua frente, respirou fundo algumas vezes ainda sob o abalo do que acontecera minutos atrás, não entendeu o comportamento de Noah quando pediu-lhe que lhe deixasse sozinho, ele não parecia estar bem e ela tinha certeza. Alguns minutos se passaram quando ele finalmente apareceu na sala:

- Desculpe... – A voz era séria, mas entorpecida.

- Você está bem? Deve ter sido um pesadelo horrível, você gritava e chorava como se estivesse tendo visões.

- Eu sinto muito ter gritado com você Elize... Me perdoe.

- Quem é Brooklyn?

A pergunta fez o corpo de Noah se contrair, um enjoo forte o dominou.

- Isso não importa agora... Esqueça o que eu disse, foi apenas um pesadelo idiota.

- Tudo bem... Não precisa se preocupar.

Ele se aproximou dela e a abraçou com carinho, Elize retribuiu o abraço docemente.

- Você é muito doce Elize... Tenho tanto medo de...

- De que? – Ela perguntou suavemente.

- De que vá embora.

- Eu não vou embora Noah... A não ser que você queira que eu vá.

- Eu não quero... Nunca. Prometa-me que nunca irá embora não importa o que aconteça! – Ele afastou-se parcialmente para olhá-la e segurou seu rosto entre as mãos.

- Eu prometo. – Elize sorriu suavemente. – Está tudo bem.

- Eu sei que pode ser cedo para dizer isso, mas... Eu estou começando a amar você Elize... De verdade. E por nada no mundo quero perder isso.

Elize aproximou-se beijando-lhe com suavidade e carinho envolvendo os braços em volta do corpo de Noah que apertou-lhe contra seu corpo. Por mais que desejasse contar a ela todos os seus segredos, algo dentro de Noah o travava, ele não queria expor aquela sujeira, não queria envolver Elize naquela história sórdida, mas sabia que se a queria na sua vida precisaria jogar com cartas limpas, e o que ela pensaria dele? Elize sentia que havia algo incomodando o escritor, mas não iria força-lo a dizer nada, queria que ele se sentisse a vontade para confiar nela, queria que a relação deles fosse natural para Noah, como aos poucos tornava-se natural para ela. Nunca imaginara que Noah Tedder fosse aquele homem sensível e maravilhoso que ele demonstrava ser, era carinhoso e terno sempre, encantador e sincero, sim Elize estava perdidamente apaixonada por ele.

Ele desceu a mao pelas costas dela passando-a por dentro da blusa que Elize vestia e tocando-lhe a pele com desejo e pressão. Ela se afastou por um momento:

- Não Noah... Ainda não...

- Desculpe.

- Eu não sei com que tipo de garota você está acostumado a se relacionar, mas... Nós nos conhecemos muito pouco ainda.

- Esqueça as outras garotas Elize... Nenhuma delas chegaram a significar o mínimo que você representa pra mim! Eu me adiantei, peço que me perdoe.

- Tudo bem... – Ela o abraçou.

- Estou apaixonado por você.

Nem mesmo no mais distante e mágico sonho que a mente de David pudesse imaginar ele conseguiria chegar à magnitude da graciosidade de Elize, era como se seus sonhos houvesse ganhado forma. Ela era doce, inteligente, suave, delicada e decidida, ele adorava tudo nela, nem mesmo as decepções do seu passado, que o fizeram jurar jamais sentir algo por alguém novamente, pareciam importar quando ela estava por perto, sua voz sanava todas as feridas do seu coração, a melodia suave do seu respirar era tudo que David precisava ouvir para se sentir vivo. Completo.

Notas finais
Não esqueçam o review! (R)